sábado, 13 de março de 2010

«Cheira a fim de regime»

Luís Marques Mendes aponta que Portugal vive um momento «absolutamente excepcional», com as suas finanças «sob vigilância internacional» e com «um primeiro ministro recém eleito que está politicamente sob suspeita e fragilizado». «Olha-se para tudo isto, que é sério e que é grave, e tem-se a sensação de viver uma espécie de fim de regime. Um pântano político, uma encruzilhada económica e social. Por muito que seja duro, a verdade é esta: cheira a fim de regime, e isto é muito e muito preocupante», repetiu Marques Mendes. TSF
Pois é: cheira a fim de regime e é isto que também me preocupa. Trinta e seis anos depois as gerações que fizeram Abril e Novembro sentem-se traídas. É nelas que continuo filiado. Gerações que nada quiseram para sí e que não se beneficiaram do espaço público, porque isso tinha sido uma das fontes da sua luta que, poucos se lembram, lhes exigiu grande coragem moral e fisica... já que Caxias e Peniche eram destino próximo. Coisas que em nada preocupa yuppies de hoje e velhos politicos travestidos de boys, porque eles acabaram, com Peniche, com Caxias e, pasme-se, para eles também acabaram as Custóias ou o Limoeiro...

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