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domingo, 5 de maio de 2019

A operação “obviamente demito-me”

A crise foi lançada por Centeno, que se quer ver fora do governo logo que possível

Para que os meus amigos não fiquem com visão toldada pela opinião de 45.478 jornalistas e comentadores que têm assumido as dores de Costa e falam como se fossem adjuntos do ministro das Finanças, como José Gomes Ferreira (SIC), e que ainda por cima já sabem como votarão agora os milhões de portugueses em Maio e Outubro,
aqui fica a minha humilde análise da encenação de sexta-feira, aliás confirmada hoje pelo Expresso (Costa só conheceu a lei votada na Comissão de Educação duas horas DEPOIS de ter decidido ameaçar a demissão)” (mais AQUI)

É mesmo recuo?

Cristas vem dizer que, afinal, não abdica dos requisitos que constavam da proposta original do CDS e que faziam depender o pagamento aos professores de circunstâncias como o crescimento económico e a sustentabilidade das contas públicas. Requisitos esses que foram chumbados pela esquerda (incluindo PS) no âmbito da negociação conjunta em sede de especialidade.
isto é
o CDS anuncia que, na votação final global, poderá votar contra a proposta conjunta que negociou com PSD, BE e PCP sobre o reconhecimento do tempo integral de serviço que foi congelado aos professores. (Rita Dinis e Diogo Lopes em “CDS recua e já admite votar contra proposta” )
os requisitos do CDS:
- existência de crescimento económico e garantia de sustentabilidade financeira,
- negociação do estatuto da carreira dos professores, incluindo a avaliação dos professores e
- negociação do regime de aposentações dos professores.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Quando queima, o Presidente foge?

...os 80% de popularidade não podem ser um objectivo em si mesmos, nem um mero caminho para a reeleição. Porque a popularidade de um Presidente só serve realmente ao país se o Presidente quiser sê-lo na plenitude: assumir riscos quando eles são importantes, assumir decisões quando elas são centrais para o destino comum. A popularidade de um Presidente só nos serve realmente se ela servir, também, para ele dizer não, para traçar fronteiras, para definir limites.
E não vale dizer que o PCP e o Bloco aprovam orçamentos que cumpre o défice e paga a contribuição à NATO, porque isso ficou definido, preto no branco, no papel que Cavaco Silva os mandou assinar. (in “Quando queima, o Presidente foge?” por David Dinis)