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terça-feira, 9 de novembro de 2010

está um dia lindo! 7,02%

O valor de 7,02 por cento foi alcançado já depois de divulgada a tentativa do ministro das Finanças de convencer os mercados quanto à capacidade de Portugal cortar o défice. Teixeira dos Santos tinha garantido aos mercados que Portugal este ano vai reduzir o défice orçamental 2% do Produto Interno Bruto. tsf José Silva Lopes duvida que o país tenha de recorrer já ao FMI. publico Para Luís Campos e Cunha, ministro das Finanças no primeiro Governo de José Sócrates, a possibilidade de Portugal recorrer ao FMI é mais provável. publico João Ferreira do Amaral alerta que "a manter-se uma taxa desta ordem», as finanças portuguesas «tornam-se insustentáveis" e João Duque, defende que a única solução para credibilizar o país nos mercados internacionais é remodelar o Governo. tsf Contudo para Vieira da Silva, 7 por cento é apenas uma 'barreira psicológica', “não há nenhum limite objectivo, nem a fixação de nenhuma fronteira. A situação internacional tem evoluído muito rapidamente e as avaliações têm de ser feitas à medida que essa evolução se verifica”. tsf
Abordado pelos repórteres, na Argélia, o chefe do Governo Português apontou para o mar e afirmou que estava um lindo dia, escusando-se a falar sobre a crise. tsf
quando é que esta nossa gente admitirá que o problema é politico e só se começará a resolver com uma imensa remodulação nos lugares da politica e da administração para-pública?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

cada vez mais, menos cegos...

Sampaio, defende que o Bloco Central é a melhor solução governativa após as eleições legislativas quando nenhum dos partidos alcançar a maioria absoluta. O estado de “arrasca” do partido dos socialistas começa a dar frutos propagandísticos e Sampaio, Lopes, Nunes e outros, entram na defesa de bloco central dos grandes interesses financeiros.
Isto é: passaram á chapelada! Auto-estradas -sem automóveis-, Pontes -que impedem a circulação de navios-, TGV’s -que param em “todas as estações”-, centenas de lugares, a preencher, na Estrutura do Estado -os tachos-, são a verdade escondida em todas estes reaparecimentos de políticos que pensávamos já reformados. A formula já gasta do País ingovernável é o mote que os une... a par com a falta de coragem politica! Este post de o Estado Sentido revela a ideia do titulo: os grandes interesses vão mesmo insistir num governo do Bloco Central e assim, testa solução parece irreversível. ... Desta vez foi Sampaio quem saiu a terreiro defender em "nome da estabilidade" - da qual pouco caso fez quando ainda belenzava -, a necessidade de uma coligação PS-PSD. Uma ideia tão luminosamente inédita, decerto terá faiscado durante uma partida de golfe, onde por "mero acaso", - claro - talvez tivesse visto de longe - claro, nada de confusões... - os habituais convivas de todos os "Chefes de Estado": gente dos media, da finança, off-shoreiros, bolseiros, e outros benfeitores da pátria. Está tudo bem apertado e armadilhado.
Jorge Ferreira que foi um dos mais brilhantes JC e por decisão própria não quis ser um dos mais notáveis políticos portugueses, sob o titulo: “O Candidato” postou em Tomar Partido : Jorge Sampaio, por uma vez, fala claro: quer um bloco central para depois das eleições legislativas. Quem o viu e quem o vê... Primeiro: Jorge Sampaio não acredita na maioria absoluta do PS. Segundo: Jorge Sampaio, que ficou conhecido pelas hesitações e pelos discursos redondos, anda a falar claro. Isto não é um silogismo, mas se fosse, diria que Jorge samapio quer voltar a Belém.
Sem dúvida: cada vez mais, menos cegos...

o problema do défice público

O défice orçamental português passará de 2,6 em 2008 para 6,5 em 2009 e 6,7 em 2010 do PIB. A previsão de défice orçamental do Executivo é de 3,9 por cento para 2009. Fernando Teixeira dos Santos, ministro das nossas Finanças, concluiu que as previsões de Bruxelas confirmam as estimativas do Banco de Portugal, pela quebra das exportações, do investimento privado e do próprio consumo. “Confirma-se que estamos perante uma séria recessão internacional que, em particular, traduz-se numa redução muito significativa da procura externa sobre os produtos portugueses”. A Lusa ouviu dois economistas acerca da referida deterioração do défice orçamental português projectada pela Comissão Europeia: José Silva Lopes diz que "há muito que aponta para que o valor do défice este ano se fixasse acima dos 6 por cento"."Era evidente". refere que um défice de 6,5 por cento é um valor "relativamente equilibrado" se a despesa for "bem feita". "Eu sou a favor de défices baixos, mas nesta altura quando é preciso reanimar a economia parece-me razoável”. “A única condição é que a despesa seja bem feita e nem sempre tenho a certeza que é assim", concluiu este economista, que fez parte do enorme grupo dos que não previram ou se calaram...
António Bagão Félix, que várias vezes foi criticado pelos alertas que lançava ao governo, refere que "a grande novidade destas previsões, que alertam para a necessidade de clareza, verdade e rigor por parte do Executivo para a previsão orçamental deste e do próximo ano. É a primeira vez que de um modo tão claro se aponta para um défice claramente acima dos 6 por cento"."Isto é já visível pela diminuição das receitas fiscais e justifica claramente uma alteração da previsão governamental que continua insistir num valor de 3,9 por cento”. "Se este Governo, neste momento, pedisse ao Dr. Constâncio o que pediu em 2005 quando tomou posse, também chegaria a um valor de 6,5 ou 6,9 por cento e não de 3,9. Pela boca morre o peixe", concluiu. Apesar de tudo, com ou sem avisos grande parte dos portugueses, continuam sem entender o que se passa. A informação que lhes é fornecida é escassa e, na maioria das vezes, pouco elucidativa, isto é, “lá vamos cantando e rindo” envolvidos nos três “F’s”, nas novelas tugas e brasucas e, principalmente, na propaganda politico-governamental. Apenas os televisivos-despedimentos, mais ou menos colectivos lhes fazem sentido, mas sempre superados com as derrotas e vitórias de uma qualquer futebolice! Percebe-se porque foram construidos Até quando? base Lusa em 04.05.2009 - 15h32