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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

um Dia da Vergonha que muitos fizeram esquecer !

O primeiro congresso do CDS em 25 de Janeiro de 19 75 devia ser memória de toda a direita portuguesa: Confrontos, Cerco, tentativa de Invasão do Congresso, tudo isso transformou o CDS numa espécie de abrigo para todos os perseguidos pela deriva comunista do 25 de Abril e que confirmavam a dificuldade de manter um espaço político à direita no panorama político pós-abril.

O CDS ganhou, durante alguns anos, uma aura de resistência que foi a base do capital político que começou a perder com a morte de Adelino Amaro da Costa e que teve como machada final o aparecimento de Anibal Cavaco Silva que, hoje, no século XXI, charmar-lhe-íamos de “populista”. As maiorias absolutas do PPD/PSD, as lutas internas - começadas no Congresso do Hotel Lutécia que elegeu Francisco Lucas Pires e levaram alguns fundadores do CDS a formar uma tendência no Partido Socialista de Mário Soares- que até hoje perduram foram reduzindo os Democratas Cristãos à expressão actual.

(Relembrei-me do discurso”  de Freitas do Amaral, politicamente “muito correcto” e ainda mais reverencial em relação ao MFA, que no final teve o silêncio das novas gerações (próximas da Associação Programa) e o aplauso de alguns saudosos do Estado Novo (que mais tarde enfileiraram no PPD!).

Nos dias que se seguiram, 26 e 27 de Janeiro, os principais jornais em toda a Europa davam a notícia do cerco ao I Congresso do CDS e os representantes regressados aos seus países relatavam os momentos de pânico vividos no Porto. O Times dizia que o incidente era “um mau presságio para Portugal” enquanto o Daily Telegraph sugeria que o cerco “reflectia uma técnica comunista clássica”. Em Bruxelas, Von Hassel condenou “abertamente o atentado à liberdade de expressão por parte dos extremistas de esquerda quanto ao congresso do CDS”, segundo reproduz o Comércio do Porto. Em Portugal, o PCP criticou a actuação da polícia contra os manifestantes, mas Álvaro Cunhal defendeu que o seu partido “não organizou, não participou e não apoiou as manifestações”. Já o MDP-CDE disse que o CDS não merecia “solidariedade democrática”.

O congresso só foi concluído mais de um mês depois numa sessão em que não estive! A única de todos os Congressos até ao de 1992 que marcou a minha saída do Partido e da vida Politica.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

referendo anti Trump

CONGRESSO




REPRESENTANTES 2016


domingo, 5 de junho de 2016

notas para o dia em que (quase) todos, de camaradas, passaram a cúmplices.

O realizador italiano Nani Moretti ficou famoso pela frase “Por favor, diga alguma coisa de esquerda!”. No Congresso do PS, não teria sido suficiente. Seria preciso acrescentar uma palavra. O que os socialistas pedem hoje em dia é outra coisa: “Por favor, diga alguma coisa de extrema-esquerda!”.
Quando derem por isso, o PCP e o BE vão perceber que deixaram de ser necessários — a contestação a Bruxelas e aos horrores do capitalismo será toda feita pelos socialistas. Querem ver que o plano é mesmo esse? (por Miguel Pinheiro no Observador )
O que é hoje o PS, segundo resumo de António Costa no fim do congresso socialista? É tudo, e mais o seu contrário. O PS é contra a Europa, mas continua a ser pela Europa. Critica o euro, mas não quer sair do euro. Dá prioridade ao consumo interno, mas também às exportações. É “optimista”, mas vê “dificuldades”. É pela “mudança”, mas quer “estabilidade”. Praticou sistematicamente “reversões” de políticas, mas quer acabar com as “reversões” de políticas (pelo menos, no caso do previsto “Programa Qualifica”). É pelo “confronto”, mas através do “diálogo”. Está ao lado do PCP e do BE, comungando na mesma intensa “vontade de mudança”, mas é, com muita tranquilidade burguesa, um partido “social democrata moderado”. (por Rui Ramos no Observador )
Costa nunca saiu da CML. Olha para o país, para os seus parceiros e opositores como se tudo isto fosse aquele mundo pequeno – em que ele é grande – da autarquia. O resto é óbvio e nessa mesma escala: um misto de esperteza, descaramento e fuga para a frente. Quando as coisas correrem mal o Governo vai gritar contra a UE (um dos adquiridos deste congresso foi a “voz grossa” na Europa!), como se fosse um qualquer autarca a mandar vir com Lisboa. Esperteza das espertezas, Costa vai procurar amarrar a oposição em sucessivas votações contra as sanções (ainda vamos ver o executivo a desfilar no 1.º de Dezembro embrulhadinho na bandeira!) Depois virá o momento EGEAC da eleição directa dos presidentes das comissões de coordenação regional…
E foi este PS, ideologica e programaticamente miniaturizado, que se viu neste congresso. Mas, como bem sabiam muitos dos presentes, algures no futuro, haverá um outro congresso, em que a questão que agora foi dada como encerrada voltará de novo. Até lá experimente-se fazer o exercício e perguntar: como estaria hoje Portugal caso Costa fosse capaz de negociar fora do mundo a que se habituou na CML? (por Helena Matos no Observador )
O que se percebeu no congresso foi que os dirigentes socialistas parecem ter aceitado que não voltarão a ganhar maiorias absolutas e que, como tal, a lógica de poder e de alianças mais à esquerda é para preservar no futuro. Assim, mais do que o rígido PCP, o BE sai deste congresso reforçado na sua influência e com a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, integrará um governo PS. Catarina Martins tem razões para sorrir.
Em segundo, o outro lado do espelho da aproximação à esquerda é o proporcional afastamento do PS face às políticas europeias. A resposta do deputado João Galamba à discordância de Francisco Assis – “o nosso partido não se chama partido europeísta, chama-se Partido Socialista” – não deixou margem para dúvidas. (por Alexandre Homem Cristo no Observador)
Ainda que poucos se arrisquem a verbalizá-lo publicamente no actual contexto – as críticas leais e frontais de Francisco Assis ficam como o momento alto deste Congresso do PS – muitos estarão conscientes de que esta é uma estratégia perigosa a médio e longo prazo. Por via da “geringonça”, o PS perde o principal argumento de quatro décadas para fundamentar o voto útil à esquerda. Pior: perde esse argumento depois de um mau resultado eleitoral.
De agora em diante, BE e PCP podem credivelmente apelar ao voto com o objectivo de empurrar um futuro Governo ainda mais para a esquerda, ao mesmo tempo que o eleitorado moderado passa a ter a certeza que votar PS serve para viabilizar o acesso da extrema-esquerda ao poder.
A entrega de sectores estratégicos como os transportes e a educação à extrema-esquerda aí estão para o demonstrar. Neste contexto, a ovação dos congressistas ao ministro da Educação por concretizar objectivos de longa data de Mário Nogueira, do PCP e do BE é sintomática. No Congresso da “geringonça”, a marca da radicalização à esquerda do PS esteve assim bem presente, confirmando uma estratégia de alto risco para o partido e para o país. (por André Azevedo Alves no Observador )
Este Congresso dito do Partido Socialista não foi excepção. E escrevo “dito do Partido Socialista” porque, na verdade, aquela reunião mais pareceu um congresso das esquerdas unidas, como aquele que há três anos se realizou na Aula Magna, em Lisboa. 
Quem, há meia dúzia de anos, dissesse que um congresso do PS haveria de ovacionar alguém que aconselha que se rasgue o Tratado Orçamental ou aplaudir a culpabilização da moeda única para os nossos problemas estruturais, seria rapidamente apelidado de louco. Mas foi isso que aconteceu, com a ironia acrescida de ter ali muitos dos que há cinco ou quinze anos aplaudiram com a mesma convicção a criação do Tratado Orçamental e a vitória que representou para o país a entrada no primeiro pelotão do euro, ainda por cima pela mão de um governo socialista.
O que faltou explicar é como é que estas políticas de tendência liberal nos negócios convivem com a agenda restante do governo, capturada pelo PCP, Bloco de Esquerda e suas clientelas sindicais e corporativas. Mas isso não era matéria porque podia estragar a festa congressista. Tratava-se ali de celebrar a Geringonça. E isso foi conseguido em pleno. O país segue já amanhã. (por Paulo Ferreira no Observador )
É preciso saber ler os silêncios do poder. Foi um congresso de auto-justificação bem pensado. Justificou-se para agradar às suas hostes e conseguiu. Repetiu coisas que muita gente em casa também terá gostado de ouvir. A política portuguesa também precisava de uma dose disto. Mas não disse uma palavra que pudesse maçar alguém. E isso é preocupante. Foi apenas uma celebração, só com dois momentos altos: a participação especial de Pacheco Pereira e o discurso de Francisco Assis. Foi poucochinho. (por Vítor Matos no Observador )


domingo, 10 de abril de 2011

dois em um...

O Congresso do PS é uma espécie de dois em um. Para os eleitores e país através de uma Comunicação Social dócil porque amarrada e infiltrada durante anos e para os dirigentes e militantes socialistas que vão ser induzidos a acertar discursos e cerrar fileiras em torno do primeiro-ministro demissionário.
É o lançar a campanha eleitoral que terá como ideia base o PS ter sido impedido pelo PSD de evitar a intervenção financeira do FMI.
Mas a concordância, forçada pelo que há de mais moderno em propaganda, o unanimísmo oficial em torno do líder agora chamado Zé, será real ou servira apenas eleitor ver?
Os mais atentos apercebem-se que o que conta no campeonato socialista nacional é o próximo congresso em especial se se confirmarem os estudos de opinião que, apesar das amarras, a Comunicação Social tem pago e divulgado.
E para isso começam a aparecer, pré-candidatos e respectivos aios, ainda que timidamente não vá o diabo tecê-las.
A táctica são os pequenos ataques a ministros ou a opções deste ainda governo:
Ana Gomes discorda de Teixeira dos Santos “Acho que o senhor ministro está cansado e exprimiu-se mal, como já aconteceu noutras vezes";
Guilherme Pinto apela ao "inconformismo" dos socialistas contra a coligação negativa que derrubou o Governo e ninguém lhe disse antecipadamente que a propaganda nacional socialista tinha proibido o uso da frase “coligação negativa”;
Ferro Rodrigues, o desajustado imigrante, desajustadamente veio defender que os socialistas só devem manifestar disponibilidade para o diálogo depois das eleições;
Ricardo Rodrigues afirma que prefere aliar-se ao CDS do que ao PSD. Os exemplos são muitos. Mais tarde poderão defender os seus desacordos.
Aguarda-se que o próximo congresso esteja para breve.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Congresso para JS Pinto de Sousa

A agencia de publicidade Euro RSCG criou o palco branco em meia-bola que passaria a “vê” no ultimo dia. As luzes passaram a azul e as lonas verdes rompidas mostraram as azuis. Estiveram 1700 de ambos os géneros e origens, 3 TVs, vários blogues, os Publico-conspiradores negros e convidados masoquistas. Isto tudo nos dias 27 a 1 de Março. Uma freguesia ficou sem luz. O desemprego aproxima-se perigosamente dos 10%... Custou 700000 Euros

sábado, 28 de fevereiro de 2009

os grandes vencedores

Atirando no próprio pé, Pinto de Sousa e Santos da Costa, conseguiram transformar o Bloco Trotskista da esquerda no grande vencedor do congresso d’Espinho! Contudo Louçã e correligionários não foram o únicos vencedores. Temos que lhe juntar José Manuel Fernandes e o seu Público, a TVI ligada ao grupo Prisa do “hermano” PSOE espanhol - parece que o socrático partido confirmou o dito popular: da Espanha nem bom vento, nem bom casamento hetero ou homo - e um qualquer anónimo escriba de cartas... e, claro, o ex-pcp Moreira, agora convertido em europeísta, o que me fez lembrar a série britânica Yes, Prime Minister! um enorme tiro no pé amplamente aplaudido pelos apóstolos, boys e outros deficientes... imagens que muitos não esquecerão!