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segunda-feira, 19 de abril de 2021

eu não me esqueço!

 … Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. O senhor engenheiro José Sócrates é apenas um produto dessa forma de exercício do poder.

[por isso “eu também me lembro”

“de em 2007 o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado, José Magalhães, terem iniciado um blogue na própria página do ministério da Administração Interna para responderem aos comentadores que estavam a quebrar o unanimismo sobre a infalibilidade governamental” e que, no meu caso responderam com arrogancia às largas centenas de entradas com a etiqueta “pintodesousa” no meu blog ReVisões. O pedido de resgate de 6 de Abril de 2011 veio dar-me razão!.

Mas o que mais me chateia é agora tentarem convencer-me que toda aquela gajada que esteve no governo com o corrupto Pinto de Sousa não “deu por nada!”. A estes também lhes junto os “inomináveis” que ainda os continuam a apoiar nas urnas e na imprensa a que temos direito. A história não lhes perdoará!.

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Não esqueço porque não penso nem as ideologias, nem a politica, como se fossem o “meu clube de futebol até morrer”.   .

Nem tenho clube de futebol e, se o tivesse, não seria este Partido (nacional) Socialista)

Eu lembro-me desses dias em que a mentira passou a inverdade.

Eu lembro-me de em 2007, algumas semanas após a publicação pela imprensa das notícias sobre as irregularidades da licenciatura de José Sócrates, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros e então ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, denunciar o que classificava como “jornalismo de sarjeta”. Foi José Sócrates quem o obrigou?

Eu lembro-me de quando aqueles que questionavam os procedimentos do primeiro-ministro José Sócrates eram automaticamente  tratados pelo PS como reaccionários, antipatriotas, bota-abaixistas e tremendistas. Em 2021 o PS continua a praticar esses exercício.

Eu lembro-me de em 2007 o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado, José Magalhães, terem iniciado um blogue na própria página do ministério da Administração Interna para responderem aos comentadores que estavam a quebrar o unanimismo sobre a infalibilidade governamental. Foi José Sócrates quem os forçou a isso?

Eu lembro-me de o PS não se ter indignado com a suspensão de um funcionário da Direcção Regional de Educação do Norte por este ter feito um comentário jocoso sobre a licenciatura do primeiro-ministro. Estaria o PS com medo de Sócrates para não reagir?

Eu lembro-me de em 2007 terem passado quase dois meses para que os jornais quebrassem a cerca sanitária dessa época: aquela que mantinha restrita à blogosfera a informação sobre o processo académico de Sócrates. O PS ainda se lembra do que os seus históricos disseram sobre essas notícias?

Eu lembro-me de António Costa, enquanto ministro da Administração Interna do governo de Sócrates, defender a criação de um Conselho Superior de Investigação Criminal a ser presidido pelo primeiro-ministro,José Sócrates. O modo de funcionamento desse conselho colocaria numa posição subalterna o Procurador-Geral da República. O PS esqueceu-se deste episódio?

Eu lembro-me dos argumentos criados pelos socialistas para justificarem aqueles telefonemas de assessores do governo furibundos a quem assinava artigos críticos para com o Governo. Vão agora dizer que Sócrates os hipnotizava  para produzirem esses argumentários?

Eu lembro-me de em 2007, após as notícias sobre a licenciatura de José Sócrates, Arons de Carvalho, no semanário Expresso, concluir que “a violação das regras deontológicas não pode continuar impune” e Vital Moreira falar em “décadas de impunidade deontológica”. O PS já esqueceu?

Eu lembro-me de o PS não mostrar o mínimo interesse pelas denúncias de corrupção que surgiam desde 1997 sobre o licenciamento da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Cova da Beira assinado por José Sócrates, então secretário de Estado do Ambiente. Já era José Sócrates quem os impedia de perguntar?

Eu lembro-me de o director da PJ, Santos Cabral, ter sido afastado e enxovalhado em 2006 pelo ministro da Justiça, Alberto Costa, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.  O PS não teve um pequeno sobressalto ao conhecer os contornos desse afastamento  e as referências de Santos Cabral à intervenção do executivo na PJ? (Ah já me esquecia esse era o tempo em que o PS vivia indignado com o classificava como abuso das escutas telefónicas por parte da PJ!)

Eu lembro-me do mutismo com que o PS reagiu em 2009 quando se soube que tinha sido ilegalmente destruído o processo da adjudicação e concessão da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Cova da Beira. Vai o PS dizer que foi enganado?

Eu lembro-me de o ex-inspector da PJ que denunciou o caso Freeport ser condenado a oito meses de prisão e ao pagamento de uma multa. O PS estou certa que também se lembra.

Eu lembro-me de a Procuradoria Geral da República arquivar o inquérito à licenciatura de José Sócrates, embora não conseguisse explicar como um certificado com data de 1996 podia estar redigido num impresso só possível de existir depois de 1998. O PS já esqueceu o que disseram várias das suas mais destacadas figuras na altura? Foi Sócrates quem lhes pôs as palavras na boca?

Eu lembro-me de, no último dia de Junho de 2008, Dias Loureiro e António Vitorino terem apresentado a biografia de Sócrates, escrita pela jornalista Eduarda Maio. “O menino de ouro do PS”, título do livro, reproduz a expressão por que Sócrates era tratado por muitos socialistas, indiferentes a tudo o que já se sabia sobre José Sócrates desde o final dos anos 90. O PS continua a querer que acreditemos que havia um governo que nada sabia daquilo que José Sócrates fazia?

Eu lembro-me  de o PS, na campanha eleitoral  de 2009, apresentar  como uma mentira nascida de motivações ocultas tudo o que questionasse José Sócrates. O PS ainda se lembra disto ou sofre de amnésia?

Eu lembro-me de a PT ser usada para entrar no capital da TVI de modo a alterar-se a linha editorial daquela estação e torná-la mais amigável para o Governo. E lembro-me de o PS achar isso normal.

Eu lembro-me de a administração da TVI dar ordens para ser cancelado o Jornal Nacional de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes. E lembro-me muito bem de ouvir e ler socialistas e compagnons a declararem o seu apoio a este afastamento.

Eu lembro-me de em 2010 apenas o Correio da Manhã ter avisado os seus leitores de que o primeiro-ministro impusera como condição não ser confrontado com o caso Freeport no âmbito das entrevistas que ia dar a propósito da iniciativa “Governo Presente”. O PS sempre solidário com José Sócrates passou a usar depreciativamente a expressão “jornalismo à Correio da Manhã“.

Eu lembro-me de a PT ser usada para entrar no capital da TVI de modo a alterar-se a linha editorial daquela estação e torná-la mais amigável para o Governo. E lembro-me de o PS achar isso normal.

Eu lembro-me de a administração da TVI dar ordens para ser cancelado o Jornal Nacional de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes. E lembro-me muito bem de ouvir e ler socialistas e compagnons a declararem o seu apoio a este afastamento.

Eu lembro-me de em 2010 apenas o Correio da Manhã ter avisado os seus leitores de que o primeiro-ministro impusera como condição não ser confrontado com o caso Freeport no âmbito das entrevistas que ia dar a propósito da iniciativa “Governo Presente”. O PS sempre solidário com José Sócrates passou a usar depreciativamente a expressão “jornalismo à Correio da Manhã“.

Eu lembro-me de ouvir os socialistas classificarem como aleivosias as notícias sobre as casas cujos projectos Sócrates terá assinado, embora os donos das mesmas casas não o confirmassem. O PS pretenderá agora que foi José Sócrates quem os convenceu a fazer tal figura?

Eu lembro-me de José Sócrates, na qualidade de primeiro-ministro (demissionário) ter contactado formalmente a troika, composta pelo FMI, BCE e Comissão Europeia, a 6 de Abril de 2011, a solicitar um empréstimo no valor de 78 mil milhões de euros. E lembro-me como pouco depois o PS começou a criticar não só a troika como o programa que negociara com ela e que o governo seguinte teve de aplicar.

Eu lembro-me de ver os socialistas acotovelando-se em torno de Sócrates em cada sessão de anúncio de mais um plano revolucionário para o país: o MIT, os PIN, TGV, os Magalhães, as Novas Oportunidades, o choque tecnológico… O PS também não esqueceu porque continua a apostar no anúncio do anúncio e na inauguração do inaugurado, sem perguntar sobre o como nem o porquê.

 Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. José Sócrates  é um produto dessa forma de exercício do poder.

(in “Eu lembro-me” por Helena Matos)



sábado, 20 de fevereiro de 2010

Após tolos

á saída ou á entrada da reunião dos socialistas, vários foram os apóstolos que marcaram televisivamente o apoio ao secretário-geral, vejamos, para mais tarde recordar quando se sucederem noutra cambalhota. Só os mais novos e os mais distraidos não se lembram de idêntico apostolado a António Guterres ou a Ferro Rodrigues:
António Almeida Santos lembrou que «quem acusa prova» e que o chefe do Governo «não tem que defender-se de provas que ainda não foram apresentadas». «Estamos perante uma inversão do ónus da prova. Onde está a acusação contra Sócrates?». «A primeira falhou, a segunda falhou, a terceira falhou e a quarta também vai falhar», concluiu. tsf
José Santos de Magalhães referiu uma «operação para neutralizar» um Governo, que «tem um programa claro de preservação das finanças públicas num contexto muito difícil e de reanimação da economia e preservação do Estado social».
A eurodeputada Edite Marreiros Estrela questionou-se ainda sobre os ataques feitos a JS Pinto de Sousa a propósito do caso Freeport sem que depois não tenha acontecido nada e lembrou os ataques à direcção socialista a propósito do processo Casa Pia.
O secretário de Estado da Administração Local, José Bordalo Junqueiro fixou como alvo dos seus ataques o candidato à liderança do PSD JP Aguiar-Branco, ex-ministro da Justiça, e que «fez o incitamento público à desobediência às decisões da Justiça». «Para quem é candidato a líder do PSD e candidato a primeiro-ministro e ex-ministro da Justiça e que faz o incitamento público à desobediência às decisões dos tribunais está tudo dito». tsf
Vítor Caetano Ramalho, que preside á federação de Setúbal, afirma que «Não via sinceramente ninguém interessado institucionalmente em fazer cair o Governo e estou de acordo com o Presidente da República. Sou insuspeito nessa matéria e acho que tem tido uma postura de serenidade. Não é altura de se abrir nenhum conflito dessa natureza com ele».tsf
mais do mesmo, mas apostolado compreensível...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

José Magalhães nivelado ao... nível

José Magalhães começou na Quadratura ainda na TSF. Já na SIC Noticias foi substituído por Jorge Coelho e ontem substituiu Santos da Costa na Quadratura do Circulo. Magalhães e Coelho usavam a suas próprias linguagens de comunicação, mais cultivada naquele, mais política neste. Pensavam pela sua cabeça, tinham uma terminologia própria, o português era apurado e, no caso de Magalhães, até bonito. Coelho, homem de sorte, saiu antes de ser “apanhado” pelo cinzentismo que veio a surgir com o seu substituto Costa. Ontem, José Magalhães, foi uma sombra de si próprio porque, na sua forma de discorrer, lhe foi difícil introduzir no discurso as palavras-chave a que as agências de publicidade governamental o obrigaram. Foi pouco claro, assaz confuso e nem sequer nos convenceu daquilo que certamente não o convence. Transformou em decepção o prazer que tive em escuta-lo ao longo de muitos anos, mesmo quando não concordava. José Magalhães, que um dia quis deixar de ser partidariamente um robot, ontem nem sequer conseguiu ser um dos que "são mais iguais que outros”. Foi triste ver um Homem, de raciocínio rápido e brilhante, abafado pela “tecnologia dos chavões”, a debitar as palavras das Novas Oportunidades do marketing politico, que ontem o transformaram em mais um nivelado ao nível baixo dos ainda seus pares.
...será que é, dos da minha geração, mais um a ser engolido pelo mediocratismo?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

cadernos eleitorais?

José Magalhães, Sec Est da Administração Interna garante que a base de dados do Sistema Integrado do Recenseamento Eleitoral estará actualizada até 20 de Julho com a resolução das irregularidades detectadas pela Comissão Nacional de Protecção de Dados Ao que consta as entradas ilegais serão 640 mil e os menores de detectados 17 anos pela CNPD. Sol ...consta que um cidadão com 136 anos foi um dos abstencionistas das ultimas eleições, o que não consta é a razão da incapacidade de tantos amantes da estatística terem sido tão ineptos que não verificaram a incongruência entre os números do censo e as estimativas da pupulação publicados pelo INE. Confesso que isto me deu muito gozo: leia aqui.