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segunda-feira, 4 de agosto de 2025

a CNN Portugal, o Filipe Santos Costa e o jornalismo travestido!

Em Portugal, a imparcialidade jornalística está cada vez mais ausente — e a situação torna-se particularmente escandalosa quando os próprios canais de televisão se recusam a respeitar o mínimo ético: separar activismo político de jornalismo ou comentário informado.
Um caso gritante é o de Filipe Santos Costa. Foi impedido de exercer a profissão de jornalista pela Comissão da Carteira Profissional por ter acumulado essa actividade com funções de comunicação para o Partido Socialista — um conflito de interesses formalizado por contrato e remunerado.
Em qualquer país sério, este teria sido o fim da sua carreira mediática. Mas em Portugal foi o início de um novo ciclo: reapareceu como “comentador” na CNN Portugal, onde passou a fazer exactamente o mesmo — usar tempo de antena para atacar sistematicamente a Direita em geral e o Chega e André Ventura em particular.
Chamam-lhe “comentador”, mas o papel que desempenha não é neutro, nem plural. É uma continuação da sua militância política pela Esquerda, disfarçada de opinião independente.
Recorde-se um dos episódios mais ilustrativos: em directo, Ventura confrontou-o com firmeza, denunciando o que muitos já pensavam — que o “comentador” Filipe Santos Costa é um propagandista partidário travestido de jornalista.

 

A questão é esta: Comentadores e jornalistas têm de ser politicamente isentos, ou então não devem ter espaço nos grandes canais de televisão. O cidadão comum tem direito a informação clara, factual e equidistante. Mas o que nos é servido em horários nobres é uma sequência de “comentadores” todos do mesmo lado — o lado que perdeu nas urnas, mas se recusa a sair da frente das câmaras. A CNN Portugal escolheu manter em antena alguém que foi legalmente impedido de exercer o jornalismo, precisamente por ter violado os princípios de isenção e neutralidade. Essa escolha editorial diz muito sobre o estado da comunicação social em Portugal. Há que expôr estas situações. Rejeitar a normalização do activismo disfarçado de jornalismo. Há que exigir à comunicação social aquilo que qualquer cidadão honesto espera: transparência, equilíbrio, e respeito pela verdade. O país precisa de jornalismo. Mas jornalismo sério — e não uma máquina de manipulação com rosto de comentador e agenda de militante.

sábado, 2 de agosto de 2025

Comentadores ou propagandistas com microfone?



Há muito que se perdeu, em Portugal, a fronteira entre jornalismo e militância. Mas o caso de Filipe Santos Costa, promovido pela CNN Portugal a “comentador”, depois de ter sido legalmente impedido de exercer o jornalismo, merece atenção especial. Não só pela incoerência institucional que representa, mas porque revela a profundidade da degradação ética no espaço mediático português.
Santos Costa foi considerado pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalista incompatível com o exercício da profissão, por ter prestado serviços remunerados ao Partido Socialista enquanto mantinha actividade jornalística. Um conflito de interesses óbvio, que pôs em causa a independência que a profissão exige.

Contudo, expulso da profissão enquanto tal, Santos Costa ressurgiu pouco depois na CNN Portugal — não como jornalista, mas agora como
comentador político. A função, contudo, pouco mudou: continua a usar o seu espaço de antena para atacar a Direita, com especial fixação no partido CHEGA e em André Ventura.
A desculpa? “Comentador” já não é “jornalista”, e como tal não se aplica a mesma exigência de imparcialidade. Mas isto é uma falácia. A neutralidade política deve ser princípio básico de qualquer voz com estatuto público em televisão generalista, sob pena de transformar o comentário em propaganda e o canal num braço da velha máquina partidária.
Numa democracia madura, jornalistas e comentadores são obrigados a respeitar uma ética comum: a da separação entre opinião e partidarismo, entre liberdade editorial e alinhamento político. Sem isso, o jornalismo transforma-se em arma — e o público em alvo.
Santos Costa representa bem o que se tornou prática nos media portugueses: uma elite que perdeu a vergonha de usar o microfone como púlpito ideológico. O problema não é ele — o problema é quem o mantém ali.
A responsabilidade recai agora sobre a direcção editorial da CNN Portugal, que continua a dar palco a um agente político sob disfarce de analista. É uma escolha consciente, que compromete a credibilidade do canal e expõe a falta de pluralismo na imprensa televisiva.