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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

«a guerra terminou!»

738 dias depois
A guerra terminou!.
Durante 738 dias — dois anos completos — o mundo assistiu, muitos vezes em silêncio cúmplice ou distraído, a uma guerra que começou com o mais bárbaro dos crimes: o massacre de civis israelitas no 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelos terroristas do Hamas. Famílias inteiras degoladas, mulheres violadas até à morte, bebés queimados vivos — e centenas de reféns levados para Gaza como troféus humanos.
Foram 738 dias de cativeiro para muitos desses reféns — alguns libertados, outros assassinados, outros transformados em moeda de troca pela organização que muitos continuam, de forma obscena, a chamar “resistência”. Foram 738 dias de destruição, de guerra assimétrica, de manipulação mediática e diplomática, de uma narrativa cuidadosamente construída para transformar vítimas em culpados e culpados em heróis.


Israel respondeu com força. Atacou posições terroristas e, inevitavelmente, civis palestinianos inocentes foram também atingidos. 
É esse o horror da guerra — mas a responsabilidade primeira não está em quem se defende, mas em quem, no primeiro dia, decidiu atacar e matar.
O que estas três palavras — “a guerra terminou” — representam, mais do que um cessar-fogo, é o encerramento de um ciclo de hipocrisia global. Durante dois anos, vimos:
- Organizações internacionais incapazes de chamar terroristas pelos nomes;
- Governos ocidentais, incluindo o nosso, dobrados perante a chantagem moral do “humanitarismo” selectivo;  
- Multidões nas ruas da Europa a gritar slogans em defesa de quem escraviza e mata civis israelitas;
- Uma comunicação social cúmplice — escondendo os crimes do Hamas e amplificando as imagens de sofrimento palestiniano como se tivessem surgido do nada.
A guerra terminou — mas a batalha da memória começa agora. Os mortos israelitas não voltarão, os reféns assassinados não regressarão aos seus lares, e o mundo que assistiu e relativizou tudo isto não se poderá fingir inocente.
Este desfecho não é um final feliz. É um ponto final amargo, que carrega o peso de dois anos de sofrimento humano e de duas narrativas em choque: a do terrorismo e a da civilização.
Contudo, 
convém não esquecer:
. Que tudo começou com um acto de terror;
. Que muitos no Ocidente escolheram o lado errado;
. Que a vitória militar não apaga a ignomínia moral dos que silenciaram o massacre inicial e normalizaram os seus autores.
“The war is over!”. Sim. 
Mas que ninguém se iluda: o juízo da História começa agora.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

para a História da nossa vergonha!

Kfir Bibas tinha nove meses quando a 7 de Outubro de 2023 foi levado pelo Hamas do kibutz Nir Oz onde vivia com a sua família. As imagens da sua mãe, Shiri Bibas, aterrorizada e tentando proteger no seu colo os filhos, o bebé Kfir e Ariel de 4 anos, ficaram como um símbolo da barbárie vivida naquele dia.

 O destino da família Bibas, a possibilidade de a fazer regressar ou simplesmente saber onde estava foi notícia por várias vezes ao longo de meses. O seu nome chegou a constar de listas dos reféns a libertar, mas os Bibas também foram dados como mortos. Entretanto chegaram novas imagens que mostravam o que parecia ser a transferência de Shiri e de Ariel e Kfir das mãos do Hamas para as de um outro grupo terrorista

As imagens da sua mãe, Shiri Bibas, aterrorizada e tentando proteger no seu colo os filhos,

https://www.instagram.com/israelinla/reel/C7RrmIpsSfY/

Shiri Bibas e os filhos, Ariel e Kfir, estão na lista de reféns a serem libertados neste cessar-fogo. Também lá consta o seu marido Yarden Bibas de quem se sabe que foi ferido no 7 de Outubro e levado para Gaza onde, segundo o testemunho duma refém já libertada, terá estado prisioneiro nos túneis. Mas não se sabe quando Shiri e Yarden, e os filhos, Ariel e Kfir, serão libertados nem se estão vivos ou mortos. Sabe-se apenas que o seu nome consta da lista.


 Enquanto escrevo o Hamas continua a não indicar os nomes das três reféns que está previsto serem libertados daqui a horas, prolongando ainda mais a tortura das famílias. As razões para isto devem-se muito provavelmente à dificuldade do Hamas em conseguir cumprir aquilo que os seus negociadores acordaram. Há reféns, como os Bibas, que foram “trespassados” para outros grupos, alguns passaram de casas de famílias para os túneis ou para outras casas de família… Deixar de ter essa “mercadoria” obriga a acertos de poder.

 Obviamente a meio do dia de hoje este texto estará desactualizado no que respeita a este cessar-fogo propriamente dito. Noutros assuntos pode dizer-se que, pelo contrário, não só estará actual todo o dia como que alguns dos nomes que nele surgem têm até fortes probabilidades de estar presentes no nosso futuro. E aqui chegamos a um dos objectivos do Hamas do 7 de Outubro e da sua opção por fazer reféns: conseguir moedas de troca.

 Por vezes falavam connosco sobre Gilad Shalit” — recordou uma refém libertada em Novembro de 2023 Chen Goldstein-Almog, a propósitos das conversas que os homens do Hamas tinham com ela e com os outros reféns. Shalit é um soldado israelita que foi raptado em 2006. Para conseguir a sua libertação, o que só aconteceu em 2011, Israel libertou mais de mil prisioneiros palestinianos Entre esses mais de mil prisioneiros palestinianos estava Yahya Sinwar, o homem que viria a liderar o Hamas e desencadear o ataque do 7 de Outubro em 2023.

 A pergunta que agora se faz é: qual dos homens que Israel se comprometeu a libertar neste cessar-fogo será o próximo Sinwar? Será ele Nassim Zaatari, o responsável pelo ataque a um autocarro em Jerusalém que matou 23 pessoas? Wael Qassem autor do ataque, em 2002, à Universidade Hebraica em Jerusalém? Mahmoud Attallah Tabet Mardawi condenado por atentados que causaram a morte de 20 israelitas e ferimentos a 150?…

 Desta vez e ao contrário do que aconteceu em 2011 ninguém, desde os militares às famílias de reféns, diz acreditar que estes homens uma vez regressados a Gaza, abandonem as armas mas como afirma uma familiar da jovem refém Agam Berger “É um mau acordo para Israel mas é a nossa última esperança”.

 Agam era soldado na base militar de Nahal Oz donde os terroristas levaram várias jovens para Gaza. O video onde Agam e outras soldados surgiam amarradas e feridas  no meio de homens do Hamas que entre outras coisas afirmavam que as iam deixar grávidas, reforça a convicção dos seus familiares de que não há muito mais tempo para negociar.

https://www.instagram.com/israelinla/reel/C7RrmIpsSfY/

 Mas pode um mau acordo para Israel ser bom para os israelitas? Talvez. Só o tempo o dirá.

Donde não se esperam mudanças nem dúvidas é no ocidente que odeia o ocidente e que vê em Israel o símbolo desse ocidente que execram. O 7 de Outubro e tudo o que lhe sucedeu levou ao paradoxo de enquanto a rua árabe se mostra silenciosa, as ruas de Madrid, Roma, Londres, Paris enchem-se com bandeiras e lenços da Palestina.

 Por hoje, esperar é o que nos resta.

sábado, 4 de outubro de 2025

O Mesmo Ódio com Novos Nomes

Do Hamas ao Bloco de Esquerda — como o anti-sionismo e o islamismo radical recuperam o velho anti-semitismo europeu.

O retorno do velho ódio
O anti-semitismo, que a Europa julgava enterrado sob as cinzas de Auschwitz, regressou à rua e à linguagem pública com surpreendente naturalidade.
Hoje manifesta-se sob outras formas e novas bandeiras.
Chama-se “anti-sionismo”, veste camisolas de causas humanitárias, ostenta bandeiras palestinianas e cita slogans progressistas. Mas é o mesmo impulso de sempre: odiar o judeu — agora colectivamente identificado com Israel.
Em manifestações europeias e até no Parlamento português, vozes que se dizem defensoras dos “oprimidos” repetem, palavra por palavra, o léxico de exclusão que outrora animou os propagandistas de Hitler: “genocídio”, “criminosos”, “colonizadores”, “vermes do deserto”.
Nada mudou excepto a gramática.
O anti-semitismo como ideologia totalitária
Desde o fim do século XIX que o anti-semitismo ultrapassa a religião e se converte em ideologia.
O nacional-socialismo construiu-o como teoria política, apresentando o “judeu” como causa de todos os males: o banqueiro internacional e o bolchevique revolucionário, paradoxalmente acusados de conspiração conjunta.
A Alemanha de Hitler viu nascer a ideia de que a salvação do mundo exigia a destruição física de um povo.
A essa “redenção pela purificação” chamou-se solução final.
Este mesmo mecanismo mental — a necessidade de eliminar o “inimigo absoluto” — é comum às ideologias totalitárias.
O Hamas e boa parte da extrema-esquerda europeia apenas trocaram o cenário: já não é Berlim, é Gaza; já não é o capitalismo, é o sionismo; já não é o judeu individual, é o Estado judeu.
O Hamas e a herança nazi-islâmica 
O Hamas nasceu em 1987 como braço palestiniano da Irmandade Muçulmana. A sua Carta Fundadora de 1988 é um documento histórico de ódio racial e teológico. 
Cita abertamente os Protocolos dos Sábios de Sião — a falsificação russa que Goebbels transformara em “prova” da conspiração judaica mundial — e acusa os judeus de controlarem os bancos, os meios de comunicação e a ONU.

Não é coincidência.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o mufti de Jerusalém, Haj Amin al-Husseini, colaborou com Hitler, recrutou muçulmanos para as SS e transmitiu propaganda anti-judaica em árabe.
O mito da “judeo-maçonaria mundial” encontrou eco no Islão político e sobreviveu até ao Hamas. 
A meta é a mesma: aniquilar o judeu, destruir Israel, purificar a sociedade pela violência redentora. 
O anti-sionismo de esquerda: da revolta colonial à moral invertida 
Depois de 1945, a Europa teve de disfarçar o seu anti-semitismo. 
Mas a derrota militar de 1967 — quando Israel venceu três exércitos árabes em seis dias — transformou o antigo “David” em “Golias” e permitiu à nova esquerda adoptar o velho ódio sob uma nova bandeira. 
A linguagem marxista substituiu o racismo biológico por um racismo moral: Israel seria o “colonizador”, o “imperialista branco”, o “apartheid do Médio Oriente”. 
Aos poucos, o anti-sionismo tornou-se a única forma de anti-semitismo socialmente aceite.

Em Portugal, o Bloco de Esquerda ecoa esse discurso com zelo militante, descrevendo Israel como Estado “criminoso”, silenciando o terrorismo do Hamas e abstendo-se de condenar os seus ataques deliberados contra civis.
Tal como o nacional-socialismo confundia “política” com “pureza”, a extrema-esquerda confunde “solidariedade” com ódio moralmente autorizado.
O mecanismo psicológico
Há três constantes que atravessam o nazismo, o jihadismo e o radicalismo de esquerda: Desumanização — o adversário é reduzido a categoria, não a pessoa.
Demonização — o adversário deixa de ser errado: é o Mal em si.
Purificação — a violência torna-se legítima, até redentora.
Este triplo impulso conduz sempre ao mesmo destino: campos, massacres ou atentados.
As palavras “do rio ao mar” são apenas a nova tradução de “Juden raus”.
Um novo totalitarismo moral
O Holocausto começou com palavras.
Hoje, as palavras regressaram — com outra melodia e outros porta-vozes.
O Hamas dispara rockets, e a extrema-esquerda europeia fornece-lhe a justificação moral.
As bandeiras vermelhas e verdes substituíram as suásticas; o argumento é o mesmo: o mundo só será puro quando o judeu desaparecer.

A história repete-se sempre que os verdadeiros democratas se calam.
E, uma vez mais, calamo-nos diante do mesmo ódio — apenas com novos nomes.
O mesmo ódio, as mesmas desculpas, o mesmo perigo — só mudou a bandeira.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

A "maior missão de propaganda ao Hamas de sempre":

Parece que nas televisões (e em Belém) há criaturas a fingir-se preocupadas com os detidos da “flotilha”. A preocupação só seria sincera, e justificada, se noutras circunstâncias aquele grupo de mulheres, homossexuais e, presumo, de pessoas que embora não apreciem a liberdade alheia prezam a liberdade delas mesmas caísse nas mãos do Hamas e não de Israel. Aí sim, a vida dos “activistas” correria perigo.
Assim, a história da “flotilha” termina como sempre pretendeu terminar: com figurinhas sem um pingo de decência nem vergonha, que aceitam ser porta-vozes de terroristas que as detestam e, pelos vistos, patrocinam. Só não são idiotas inúteis porque são úteis ao Hamas. Mas que são idiotas, disso não há dúvida.” (Alberto Gonçalves)

domingo, 21 de setembro de 2025

O 7 de Outubro não pode ser o acto fundador do Estado da Palestina!

”A 80.ª Sessão da Assembleia Geral da ONU realiza-se a partir de amanhã e intitula se: “Better together: 80 years and more for peace, development and human rights”. Estará na agenda a Questão da Palestina. O Governo português, em comunicado de 31 de julho de 2025, anunciou as tais seis condições específicas que deveriam estar preenchidas pela Autoridade Palestiniana para conduzir a um processo de reconhecimento do Estado da Palestina. O Governo, muito embora o reconhecimento dum Estado seja de sua competência, consultou os partidos: Chega contra e agora CDS também.

As condições eram seis: condenação dos atos terroristas do Hamas e exigência do seu total desarmamento; libertação incondicional e imediata dos reféns detidos em Gaza; compromisso com uma reforma institucional interna e com a organização de eleições num futuro próximo; aceitação do princípio de um Estado palestiniano desmilitarizado, cuja segurança externa seja garantida por forças internacionais; prontidão para retomar a administração e o controlo total da Faixa de Gaza, com a saída do Hamas; reconhecimento do Estado de Israel e das necessárias garantias de segurança.
Estas condições são um sonho! Então porque estamos aqui? Porque temos dúvidas. Estarão estas condições asseguradas? A Autoridade Palestiniana tem o poder de assegurar ao menos a libertação dos Reféns? Existe algum Estado?
Vejamos: esta Guerra tem armas estratégicas não convencionais e uma das mais poderosas é a Comunicação. O 7 de Outubro foi, como disse Herta Muller, o descarrilamento da civilização. A barbárie filmou e exibiu monstruosidades praticadas num apocalipse, como troféus de deuses de inferno. Bernard Henri Levy, no livro “A solidão de Israel”, atribuiu-lhe a classificação de R. Schurmann: um acontecimento, uma Nova Era.
A ciência da Comunicação fez libertar reféns, a conta gotas, num cenário de donos da guerra, o que não fez nenhuma MeToo protestar. Mostraram visualizações de reféns, em subterrâneos dantescos, quando achavam que isso podia servir para culpabilizar Israel. Isto quano libertá-los seria o fim da guerra.

Imagens tremendas de Gaza passam a toda a hora. Existe uma população civil sequestrada, usada como escudo humano e impedida de corresponder aos avisos do IDF, e quem publica essas imagens. A comunicação social parceira da Al Jazeera e de um inexistente Ministério da Saúde do Hamas que, a sê-lo, é da propaganda. A SIC, durante a entrevista ao embaixador de Israel, não passou sequer as imagens que ele levou, repetiram ofensivamente as de todos os dias, as que estetizam terroristas mas desumanizam israelitas. Constroem autoridade moral como agredidos quando foram eles os agressores.
Exemplo desta hipocrisia criadora é a flotilha que segue devagarinho para Gaza para render “likes” e não para acudir a aflitos.

O antissemitismo acabou? Não! Estamos a viver uma Nova Era com uma doença viral antiga que muitos asseguram já não existir. Explicam que antissionismo é algo diferente mas a sinalização selectiva de indignação só acontece quando o opositor é Israel. Não acontece com o sofrimento de muçulmanos em campos de concentração na China, gays na Arábia Saudita, escravos industânicos no Dubai/Abu Dhabi/Catar. Ou cristãos no Sudão e em Moçambique. Isto demonstra que não é quem sofre que lhes desperta a bondade mas sim o ódio ao opositor, Israel.
Delphine Horvilleur diz no seu livro “Coment ça ne vas pas?” que os brinquedos são vendidos sem pilhas mas o antissemitismo é fornecido com recarregáveis e capacidade de se adaptar ao ambiente.
Porque estão todos tão zangados com Israel? Digo-vos: porque os heróis Superman, Batman ou Spiderman, todos inventados por judeus, testemunham a ânsia de inventarem algo que os defenda. Pois agora decidiram defender-se a si próprios e realmente nada mais irritante que um judeu que não aceita mais ser o bode expiatório da humanidade .
E o que dizer da sequestração das universidades? Algumas estão sequestradas por financiamentos externos e contribuem com intelectualidade parcial para moldar o nosso modelo de sociedade judaico cristã.

Há uma religião nova mesmo para ateus. O movimento FreeFree ,tornou-se numa religião de seguidores fanáticos. “From the river to the sea” é o novo grito Heil. A vontade é apagar uma Nação cheia de alegria de viver, apagar um Povo de vez.
Brendan O’ Neil, em “Depois do Pogrom”, diz que Israel esperou a 8 de Outubro em vão pois esperou pela clareza moral de jovens universitários a manifestar-se a seu favor. Mas foi o inverso: justificaram o injustificável e logo no dia seguinte. O Hamas não testou somente a segurança de Israel mas a consciência moral da humanidade. Precisamos de falar, diz ele, sobre a piedade do ocidente para com os pogromistas logo nesse dia.
E as instituições mundiais? Zelam pela justiça e imparcialidade? Não. A ONU declara que Israel comete genocídio e fui ver quem eram os três elementos da suposta comissão neutra, Pillay, Kothari e Sidoti. Todos com histórico de criticas graves a Israel. O nosso Mundo de cabeça para baixo!

Tanto a ONU quanto o governo português limitaram-se a apelos formais e votos simbólicos, sem qualquer ação concreta ou eficaz para pressionar o Hamas para a libertação dos reféns. A ONU produziu resoluções não vinculativas enquanto Portugal se escondeu atrás de declarações conjuntas vazias, sem usar sua voz diplomática para liderar ou sequer incomodar. Ambos falharam em transformar palavras em resultados.
Estamos agora com os olhos postos nas Nações Unidas. Vários países anunciaram que, a partir de Setembro de 2025, reconheceriam o Estado Palestiniano se certas condições fossem cumpridas. Agora Paulo Rangel, como Greta, abandona a “flotilha”de Macron e passa a outra mais rápida.
Mas o que tem Israel contra um estado palestiniano pacífico a seu lado? Nada. Quando a ONU aprovou o plano de partilha da Palestina do Mandato Britânico nela estava implícito a aceitação israelita do Estado Palestiniano. Foram os árabes que não aceitaram. Depois os palestinianos, focados na negação do Estado judaico, negligenciaram a construção do seu e estão sob domínio terrorista.
É por isso que neste momento o reconhecimento de um Estado recompensaria o Hamas que já declarou que esse reconhecimento seria — e cito — “fruto de 7 de Outubro”.

Ora o 7 de Outubro não pode ser o acto fundador do Estado da Palestina.””

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

a rendição diplomática de Rangel, do Governo e de Marcelo

Quer no método, quer na substância, quer na coerência, a decisão de reconhecer o Estado da Palestina nesta conjuntura é um erro grave que fragiliza Portugal e corrói a credibilidade da sua política externa.
O episódio começou da pior forma: não foi o Governo português a anunciar a decisão, mas sim o Palácio do Eliseu, como se Lisboa fosse um satélite de Paris, incapaz de afirmar a sua própria voz. É diplomática e institucionalmente insólito que um país soberano se deixe anunciar por outro. Portugal fica diminuído, tratado como apêndice e não como Estado com política externa própria.
A substância é ainda mais grave. Reconhecer a Palestina neste contexto significa inscrever na nossa história diplomática um precedente perigoso: confundir causa política com terrorismo. A mensagem transmitida ao mundo é inequívoca — que o massacre de 7 de Outubro, o mais bárbaro ataque contra judeus desde o Holocausto, pode ser entendido como acto fundador de um Estado. É o sangue de inocentes transformado em moeda diplomática.
Alguns dirão que o gesto é simbólico, um sinal de solidariedade com o sofrimento palestiniano, ou que Portugal apenas se alinha com tendências internacionais. Mas nada disso resiste à análise: a solidariedade não pode ser confundida com a legitimação da violência, e seguir Paris ou Bruxelas sem respeito pelos critérios nacionais é abdicar da soberania em troca de aplausos fáceis.
A incoerência é total. O Governo estabeleceu critérios claros: libertação dos reféns, desarmamento do Hamas, reconhecimento de Israel, reforma da Autoridade Palestiniana, eleições livres e desmilitarização do futuro Estado. Nenhum destes pontos está cumprido. Nenhum.
E, ainda assim, Portugal avança — não porque os pressupostos foram verificados, mas porque Paris decidiu que era hora. Esta rendição não é só incoerência: é traição às linhas que o próprio Executivo traçou.
A tudo isto soma-se o silêncio do Presidente da República. Marcelo, que tantas vezes reclama autoridade moral e política, opta agora por calar. Mas o silêncio também fala: neste caso, legitima o gesto do Governo, confirmando a secundarização de Portugal e a submissão diplomática.

Paris manda. Marcelo cala-se. O Governo trai a palavra dada. E Paulo Rangel deixa de ser chefe da diplomacia para ser simples ministro obediente. 
O resultado é um só: uma humilhação  e a perda da credibilidade externa conquistada em décadas de esforço.

domingo, 3 de agosto de 2025

o poder das narrativas sobre os factos

A verdade parece importar cada vez menos. Vivemos no império da emoção, onde a imagem “certa” (mesmo que forjada, mesmo que falsa) vale mais do que mil relatórios. A manipulação mediática em torno da causa palestiniana tornou-se um dos maiores exercícios contemporâneos de engenharia emocional.
A guerra da informação é uma guerra cultural — e o Ocidente, vencido pelo seu próprio sentimentalismo, já se rendeu sem sequer ter combatido.
A guerra das imagens e o triunfo da manipulação mediática
O genocídio pela fome em Gaza é apenas o mais recente episódio de uma longa série de manipulações mediáticas com epicentro no conflito israelo-palestiniano. Mais do que nos campos de batalha, o terrorismo islâmico venceu a guerra no Ocidente, impondo-se não pelo que realmente acontece, mas pelo que se pode dizer. A censura emocional substituiu a análise factual. O mundo ocidental não combate, comove-se. Dêem-lhe um mártir com boa fotogenia e o espectáculo começa. Das universidades às redacções, dos concertos aos plenários parlamentares, o “activismo” pró-Palestina tornou-se um transe de virtude. Mas a verdade factual, como sempre, é a primeira vítima da propaganda. 
Vejamos três exemplos:
1. O bebé Mohammed Zakaria al-Mutawaq (2025)
Imagem emblemática da “fome genocida” atribuída ao cerco de Israel a Gaza, o corpo do pequeno Mohammed foi difundido por toda a imprensa internacional como símbolo da crueldade israelita. No entanto, os relatórios médicos demonstraram que a criança sofria de uma doença genética grave, cuja aparência foi agravada pela situação caótica, mas não foi consequência directa da fome. Ainda assim, as imagens foram aproveitadas para impor uma narrativa de martírio e genocídio.
Manipulação: ocultação das causas clínicas reais e instrumentalização de uma tragédia individual para alimentar uma culpa colectiva — centrada, claro, em Benjamin Netanyahu, como se ele fosse o alfa e o ómega da História.
2. A tragédia de Huda Ghalia (2006)
A imagem da menina palestiniana a gritar na praia por entre os corpos da família tornou-se um ícone mundial. A versão mediática inicial atribuía inequivocamente a culpa a uma bomba israelita. Só mais tarde — quando a comoção já dominava as manchetes — surgiram relatórios que levantavam sérias dúvidas sobre essa versão. Huda não morreu (como muitos disseram), nem foi provado que os projécteis que mataram os seus familiares tivessem origem em Israel.
Manipulação: criação apressada de uma mártir e de uma narrativa moralizante — num momento em que o governo israelita era liderado por um centrista (Ehud Olmert) em coligação com os Trabalhistas.
3. Muhammad al-Durrah (2000)
O vídeo do rapaz de 12 anos, encolhido nos braços do pai, atingido por balas enquanto gritava por socorro, percorreu o mundo e foi usado como justificação moral para a Segunda Intifada. No entanto, investigações posteriores mostraram que as balas que mataram Muhammad não foram disparadas por soldados israelitas, mas provavelmente por milicianos palestinianos.
Manipulação: falsificação de autoria para legitimar a violência e reforçar a narrativa de um povo indefeso massacrados por um “inimigo opressor”. Na altura, o primeiro-ministro de Israel era o socialista Ehud Barak.



quinta-feira, 23 de maio de 2024

"Por favor, não desviem o olhar. Vejam o vídeo.

"Liri, Karina, Agam, Daniela e Naama são cinco raparigas israelitas que foram raptadas a 7 de outubro. Isto são apenas 190 segundos dos 233 dias de tortura inimaginável que estão a viver desde que foram raptadas às mãos dos terroristas do Hamas".
"Por favor, não desviem o olhar. Vejam o vídeo. Apoiem Israel a trazer o nosso povo para casa", disse aos jornalistas o porta-voz do governo israelita, David Mencer

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segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Imbecil !