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sábado, 27 de outubro de 2018

desenvolvimentos rapidíssimos e em crescendo...

1.     Depois de o seu ex-chefe de gabinete ter garantido à Justiça que Azeredo Lopes conhecia o memorando onde se descrevia a farsa da recuperação das armas, o ex-ministro da Defesa mostrou disponibilidade para ser ouvido pelo Ministério Público;
2.     A pergunta seguinte foi imediata: se o ministro sabia, então o primeiro-ministro não saberia também?;
3.     O CDS acha que sim — por issoacha que “parece imprescindível” chamar Costa ao inquérito parlamentar sobre o tema;
4.     Rui Rio também admite que "não é muito normal" Costa não saber, mas, mesmo assim, recusa ouvi-lo numa comissão de inquérito, por "respeito institucional";
5.     O PS não comenta quem sabia ou não do encobrimento mas diz que chamar um primeiro-ministro a uma comissão de inquérito “seria excecional” (só não refere que isso não seria novidade).
6.     Marcelo Rebelo de Sousa sentiu novamente necessidade de garantir que não soube de nada.

7.     as listas oficiais mandadas pela Procuradoria-Geral da República ao Parlamento confirmam que existe mais material de guerra ainda desaparecido. A notícia é avançada pelo DN.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Tancos :O documento existe e é verdadeiro?

o esclarecimento do Expresso sobre a notícia
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Na sua edição semanal, o jornal Expresso contém este sábado uma notícia intitulada "Relatório explosivo sobre Tancos arrasa poder político e militar". A entrada da referida notícia acrescentava que "serviços de informações militares apontam cenários de tráfico para os PALOP ou encomenda do estrangeiro".
Em causa está ainda a investigação sobre o roubo de material militar dos paióis de Tancos.
A este respeito, as Forças Armadas emitiram entretanto um comunicado dizendo:
"Relativamente à notícia hoje publicada pelo jornal Expresso e que está a ter eco em outros órgãos de comunicação social, vem o Estado-Maior General das Forças Armadas informar que o seu Centro de Informações e Segurança Militar não produziu qualquer relatório sobre o assunto".
Em relação ao comunicado divulgado este sábado pelo Estado-Maior General das Forças Armadas, o Expresso reafirma que em momento algum atribui ou atribuiu o documento a que teve acesso ao Centro de Informações e Segurança Militar (CISMIL), mas sim a serviços de informações militares.
O documento, de 63 páginas e que o Expresso tem na sua posse, foi elaborado, tal como se escreveu, para conhecimento da Unidade Nacional de Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária e do Serviço de Informações de Segurança (SIS).
O documento, cuja credibilidade foi confirmada pelo Expresso junto de várias fontes, contém informação de cariz militar e também ao nível da segurança interna. As fontes humanas citadas pelo relatório são militares no ativo e também na reserva.
Além do processo sobre Tancos, também são referidas informações na área do terrorismo, nomeadamente sobre o grupo de jiadistas portugueses e de outros pontos da Europa.

O documento baseia-se em fontes abertas (provenientes, por exemplo, da comunicação social) e em fontes fechadas (obtidas através de fontes próprias). E faz uma análise sucinta sobre o tipo de ameaças que Portugal e todo o Continente europeu atravessa, numa altura em que o Ocidente é assolado por dezenas de ataques terroristas de cariz jiadista.