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terça-feira, 22 de abril de 2025

A Criação do "Antimeridiano" de Tordesilhas e o Tratado de Saragoça

A criação do "antimeridiano" de Tordesilhas em 1530 e o Tratado de Saragoça, celebrado a 22 de abril de 1529, foram eventos cruciais na história da navegação e exploração marítima. Esses acordos moldaram as relações entre Portugal e Espanha e definiram as jurisdições de exploração no Oriente.

No final do século XV e início do século XVI, Portugal e Espanha eram potências marítimas em ascensão, explorando novas terras e rotas. O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494, dividiu o mundo entre os dois países ao longo de um meridiano a 370 léguas a oeste de Cabo Verde. No entanto, questões sobre a jurisdição das recém-descobertas Ilhas Molucas, ricas em especiarias, levaram a novas negociações e disputas.
Em 1530, foi estabelecido o "antimeridiano" de Tordesilhas na zona oriental do globo. Este meridiano, diametralmente oposto ao definido no Tratado de Tordesilhas, pretendia resolver a questão das Ilhas Molucas. A viagem de Fernão de Magalhães, em representação da Espanha, chegou às ilhas em 1521, intensificando o litígio entre os dois países. Diversos navios portugueses já haviam atingido as Molucas, criando dúvida sobre sua jurisdição.
As negociações para resolver o litígio começaram em Badajoz, mas só foram concluídas com o Tratado de Saragoça. Celebrado a 22 de abril de 1529, o tratado consagrou o direito de compra das Ilhas Molucas por parte dos portugueses. D. João III tentou provar a precedência dos portugueses na descoberta das ilhas, mas, em última instância, Portugal comprou as Molucas por 350.000 ducados.
A Carta de Confirmação e Ractificação foi emitida por D. João II, formalizando o acordo do Tratado de Saragoça. Esta carta incluía cláusulas contractuais de mútuo respeito e proteção na mudança de administração das ilhas, garantindo uma transição pacífica.

A criação do "antimeridiano" de Tordesilhas e o Tratado de Saragoça foram marcos importantes na história de Portugal e Espanha. Esses acordos não apenas resolveram disputas territoriais, mas também estabeleceram precedentes para futuras negociações e delimitações territoriais. A compra das Ilhas Molucas e a criação do "antimeridiano" foram passos significativos na expansão marítima portuguesa, consolidando sua posição como uma potência global.

domingo, 7 de junho de 2020

Tratado de Tordesilhas


O Tratado de Tordesilhas, assinado na vila de Tordesilhas no dia 7 de Junho de 1494, foi um tratado celebrado entre o Reino de Portugal e a coroa dual dos reinos de Castela e de Aragão. Em Portugal, reinava D. João II, em Castela e Aragão, Isabel e Fernando, os reis Católicos. Seria ratificado por Castela e Aragão em 2 de Julho e por Portugal a 5 de Setembro do mesmo ano de 1494. Os originais do ambas as cópias do Tratado, do qual podemos ver ao lado a página de rosto, estão conservados no Archivo General de Indias em Sevilha e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Lisboa. Deste acordo assinado sob os auspícios do Papa, se diz «ter dividido o mundo em duas partes».
O objectivo prático do acordo foi o de dividir as terras já descobertas e as que se viessem a descobrir sem criar contenciosos entre as duas potências, tanto mais que os Descobrimentos decorriam sem que se verificassem confrontos importantes. No entanto, os frutos que os Portugueses colhiam do achamento de novas terras, começavam a traduzir-se em ganhos económicos. O avanço para sul na costa africana ia verificando-se muito lucrativo – óleo de lobos-marinhos, ouro, tráfico de escravos, por exemplo, abriam novos mercados às exportações lusitanas. Castela estava atenta a essa progressão e, furtivamente, os seus navios visitavam a costa da Guiné. Portugal reclamou à cúria romana uma intervenção que evitasse intrusões que podiam, no curto prazo, acarretar confrontos. 
A bula de Nicolau V reconheceu a Portugal o monopólio do comércio na costa ocidental africana para sul dos cabos Não e Bojador. Os reis Católicos fizeram letra morta da decisão e as incursões abusivas prosseguiram.
Alexandre VI, o famoso Bórgia, lançou duas bulas que estabeleciam a divisão do Atlântico em duas zonas de influência delimitadas por um meridiano traçado 100 léguas para poente dos Açores. Foi a vez de D. João II discordar. E, após discussões que envolveram diplomatas e cientistas de ambos os lados, se chegou ao Tratado de Tordesilhas. Portugal via alargado o seu espaço de manobra no Atlântico, pois a nova delimitação era feita por um meridiano localizado 370 léguas a poente das ilhas de Cabo Verde. Sem provas documentais, há historiadores que defendem que D. João II sabia já da existência do Brasil. É a tese da “política do sigilo” defendida por historiadores como Jaime Cortesão 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

um dia dividimos o mundo!

El tratado de Tordesillas fue el compromiso subscrito en la localidad de Tordesillas —situada en la actual provincia de Valladolid, en España—, el 7 de junio de 1494,1​ entre los representantes de Isabel y Fernando, reyes de Castilla y de Aragón, por una parte, y los del rey Juan II de Portugal, por la otra, en virtud del cual se estableció un reparto de las zonas de navegación y conquista del océano Atlántico y del Nuevo Mundo mediante una línea situada 370 leguas al oeste de las islas de Cabo Verde, a fin de evitar conflicto de intereses entre la Monarquía Hispánica y el Reino de Portugal. En la práctica este tratado garantizaba al reino portugués que los españoles no interferirían en su ruta del cabo de Buena Esperanza, y viceversa los primeros no lo harían en las recientemente descubiertas Antillas.
Aunque por tratado de Tordesillas se conoce al convenio de límites en el océano Atlántico, ese día se firmó también en Tordesillas otro tratado por el cual se delimitaron las pesquerías del mar entre el cabo Bojador y el Río de Oro, y los límites del Reino de Fez en el norte de África.


Tratado de Tordesilhas, assinado na povoação castelhana de Tordesilhas em 7 de junho de 1494, foi um tratado celebrado entre o Reino de Portugal e a Coroa de Castela para dividir as terras "descobertas e por descobrir" por ambas as Coroas fora da Europa. Este tratado surgiu na sequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa de Castela, resultantes da viagem de Cristóvão Colombo, que um ano e meio antes chegara ao chamado Novo Mundo, reclamando-o oficialmente para Isabel, a Católica (1474-1504).
O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio caminho entre estas ilhas (então portuguesas) e as ilhas das Caraíbas descobertas por Colombo, no tratado referidas como "Cipango"[1] e Antília.[2] Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, a Castela. O tratado foi ratificado por Castela a 2 de julho e por Portugal a 5 de Setembro de 1494. Algumas décadas mais tarde, na sequência da chamada "questão das Molucas", o outro lado da Terra seria dividido, assumindo como linha de demarcação, a leste, o antimeridiano[3] correspondente ao meridiano de Tordesilhas, pelo Tratado de Saragoça, a 22 de Abril de 1529.