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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
o cuco
O Presidente do CDS-PP pediu ao primeiro-ministro para não assinar a adjudicação do TGV, uma vez que ainda não é provisória e que só passará a definitiva esta fim-de-semana, dado que este se mostrou disponível para «repensar» grandes projectos ainda não adjudicados.
«Seja coerente: não assine nos próximos dias o contrato do TGV, porque só há uma adjudicação provisória e não se comprometa com a nova ponte, que ainda está em fase de projecto», disse. TSF
O Presidente do PSD voltou a defender o congelamento das grandes obras públicas.
A situação nos mercados financeiros e o impacto na zona euro esteve no centro da conversa de Pedro Passos Coelho com Durão Barroso, esta sexta-feira, em Bruxelas.
«O país percebe que os portugueses tenham de fazer mais sacrifícios para reduzir o défice e vêem com mais dificuldade que o Governo, de um lado, possa admitir esta necessidade extraordinária e, ao mesmo tempo, se permita continuar com estes investimentos que estavam programados», disse à Renascença. a bola
pois é, um "cuco"...
quinta-feira, 29 de abril de 2010
cortes nos investimentos públicos chegam amanhã...
«É prematuro estarmos desde já a dizer se se devem fazer cortes no investimento público e que tipo de cortes. Nós temos que combater o défice, temos que tomar medidas duras e exigentes para combater o problema do endividamento, mas também não podemos pôr em causa o crescimento da Economia portuguesa. O investimento público, tal como está previsto no Orçamento do Estado e no PEC, é muito importante para promover esse crescimento da Economia e para dotar o país de infraestruturas fundamentais», disse Francisco Assis, aos jornalistas, na Assembleia da República.
Porque raio é que sempre que Assis diz qualquer coisa é para ser desmentido nos dias que se seguem? Será por causa do nome?
Vejamos:
Teixeira dos Santos assumiu, quase em simultaneo, que o Governo tomará «todas as medidas necessárias para a redução do défice» que poderá ser também o abandono de grandes projectos de Obras Públicas.
O ainda ministro das Finanças recusou responder directamente quando foi questionado sobre o TGV, o novo aeroporto e a terceira ponte sobre o Tejo. tsf
e
António Mendonça vai comunicar quais os projectos que vão ser reavaliados...
Realmente Francisco precisa de paciência de Assis...
QED
quarta-feira, 28 de abril de 2010
contenção da despesa pública: Pinhal Interior é para avançar
isto foi ontem:
O Ministério das Obras Públicas garante que o contrato onde estão expressas as condições financeiras da concessão do Pinhal Interior foi hoje assinado e que a obra é para avançar. O Expresso tinha avançado que o Governo adiara a assinatura do contrato para a construção da auto-estrada do Pinhal Interior mas o Ministério das Obras Públicas, após ter recusado responder ao Expresso, desmentiu categoricamente a informação e diz agora que vai avançar com a obra, orçada em 1200 milhões de euros.
isto será hoje:
Depois do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter remetido para a pasta das Obras Públicas todas as decisões sobre os projectos que vão avançar e sobre os que terão de ser reavaliados, cabe agora ao seu colega António Mendonça, anunciar ao país as decisões do Governo. A comunicação será feita ao fim da tarde.
sábado, 3 de abril de 2010
O crime compensa
Os Estados salvaram os bancos e não exigiram contrapartidas.
Os bancos recuperam uma renovada força contra os Estados. Saqueiam-nos beneficiando da revelação das torpezas que lhes recomendaram. Porque, quando o crédito público diminui, as taxas de juro dos empréstimos aumentam…
Foi assim que a Goldman Sachs ajudou a Grécia, em segredo, a obter crédito no valor de milhares de milhões de euros. Depois, para contornar as regras europeias que limitavam o nível da dívida pública, a firma de Wall Street aconselhou Atenas a recorrer a engenhosos artifícios contabilísticos e financeiros. A factura destas inovações veio em seguida adensar a volumosa dívida grega.
Quem ganha, quem paga?
Lloyd Craig Blankfein, presidente do conselho de administração da Goldman Sachs , acaba de receber um bónus de 9 milhões de dólares enquanto os funcionários públicos helénicos vão perder o equivalente anual a um mês de salário. Serge Halimi em Le Monde Diplomatique
Dificilmente se poderá separar da Grécia o caso Português e, também, do de outros PIGS. Eventualmente, acredito, Portugal não estará envolvido nos esquemas da Goldman Sachs mas tenho que admitir que isso poderá ter acontecido em algo de semelhante. A pressão para avançar com os "grandes projectos" será a ponta do iceberg de situações semelhantes.
Por muito baixos que sejam os impostos pagos pela “nossa” banca, são vultuosos para um Tesouro mais que falido. Para sobreviver e publicitar os lucros que recentemente publicaram, os bancos nacionais têm que financiar as grandes empresas de obras públicas que, para sobreviverem e publicitarem lucros, terão que executar as grandes obras e pagar juros milionários á banca e às seguradoras, claro, da banca.
Um enorme circulo vicioso que só os ingénuos e os “apóstolos” teimam em aceitar…
A talhe de foice para os, ainda, "apóstolos":
Barack Husein Obama, questionado sobre os bónus de Lloyd Craig Blankfein, não se deixou impressionar: «Como a maioria dos americanos, eu não censuro o êxito nem a fortuna. Fazem parte da economia de mercado».
Interessante!
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