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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Presidenciais: Chegou a altura de conferir o comentário do "comentador"

Após leitura atenta, hesitei entre a pitonisa de Delfos e o Tullius Détritus enviado especial de César…
Estávamos em 31 de Maio de 2025 quando o Miguel Pinheiro 
escrevia no Observador :
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Numa frase: mesmo que não queira, e mesmo recebendo uma maioria de votos do PSD e do PS, Gouveia e Melo mobilizará também uma gigantesca fatia dos eleitores do Chega. E será visto pelos próprios como o Presidente deles.”

André Ventura está indeciso sobre o que fazer nas presidenciais. Pode avançar como candidato para tentar segurar o eleitorado do Chega, mas há a hipótese de ser humilhado no dia do voto. Pode enviar um soldado raso para a campanha, mas fica com a certeza de que o resultado será uma pequena vergonha. Pode declarar o apoio a Gouveia e Melo, mas arrisca-se a ser ignorado ou, pior, rejeitado. A primeira hipótese é má, a segunda é péssima, a terceira é potencialmente catastrófica.”
Gouveia e Melo mobilizará também uma gigantesca fatia dos eleitores do Chega. E será visto pelos próprios como o Presidente deles. “
A partir de Março do próximo ano, esses 1,5 milhões de eleitores passarão a ter dois líderes, um formal e outro informal: no Palácio de São Bento, André Ventura; no Palácio de Belém, Gouveia e Melo.”

sábado, 31 de maio de 2025

Gouveia e Melo é uma enorme ameaça para Ventura

Após leitura atenta ao artigo em epigrafe, hesitei apodar o comentador Miguel Pinheiro no Observador, entre uma Pitonisa de Delfos e o Tullius Detritus enviado especial de César…
Fiquei-me pelo Tullius por causa do César
O tratamento de imbecilidade dado aos milhão e meio de votantes do CHEGA é chocante!
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“Numa frase: mesmo que não queira, e mesmo recebendo uma maioria de votos do PSD e do PS, Gouveia e Melo mobilizará também uma gigantesca fatia dos eleitores do Chega. E será visto pelos próprios como o Presidente deles.”
“André Ventura está indeciso sobre o que fazer nas presidenciais. Pode avançar como candidato para tentar segurar o eleitorado do Chega, mas há a hipótese de ser humilhado no dia do voto. Pode enviar um soldado raso para a campanha, mas fica com a certeza de que o resultado será uma pequena vergonha. Pode declarar o apoio a Gouveia e Melo, mas arrisca-se a ser ignorado ou, pior, rejeitado. A primeira hipótese é má, a segunda é péssima, a terceira é potencialmente catastrófica.”
“Gouveia e Melo mobilizará também uma gigantesca fatia dos eleitores do Chega. E será visto pelos próprios como o Presidente deles. “
“A partir de Março do próximo ano, esses 1,5 milhões de eleitores passarão a ter dois líderes, um formal e outro informal: no Palácio de São Bento, André Ventura; no Palácio de Belém, Gouveia e Melo.”

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

relembrar dois “profetas” de acordo no primeiro de Janeiro

Durante o próximo ano, Trump vai isolar-se cada vez mais. A perigosa aproximação à Rússia, a desorientação na política externa, a vertigem nuclear, a humilhação dos serviços de informação e a flagrante falta de um propósito claro vão desesperar o Partido Republicano e, acima de tudo, vão esgotar o eleitorado. Depois de alguns meses de psicodrama, só restará uma saída constitucional para a crise: Trump será o quarto Presidente americano a ser acusado com os artigos do impeachment — e será o primeiro a ser removido do cargo. (por Miguel Pinheiro em Trump vai sofrer um impeachment no Observador)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Um ano de Marcelo...

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Portugal nunca tinha tido, jamais, em tempo algum, um Presidente a fazer-se passar por primeiro-ministro. Agora já tem. Para António Costa, esta entrevista foi um alívio; para Marcelo, uma armadilha.
Para o Presidente, o país está espectacular. E isso deve-se ao facto de o primeiro-ministro ter percebido que, para sobreviver em São Bento, teria de deixar Marcelo governar a partir de Belém.
Marcelo vestiu-se de “optimista crónico e por vezes ligeiramente irritante” para celebrar o seu Ano 1. Não era preciso. O país não tinha disso necessidade. Antes ficasse pelos (inofensivos) afectos.
Parecia que estávamos perante um primeiro-ministro quando falou da Taxa Social Única e quando se assumiu como parte ativa da solução encontrada na concertação social. 
Quando falou de números, o Presidente também dava a ideia de trabalhar em São Bento e não em Belém. Ao achar que o défice vai ficar abaixo do que o Governo previa e que até o crescimento poderá ser um pouco maior…
o País deve-vos um pedido de desculpas. Após este ano de exercício do actual Presidente da República … concluo que tudo o que se disse e escreveu sobre os riscos da vossa eleição para Belém está mais que reduzido a cinzas. Lembram-se … que era um risco eleger alguém sem peso institucional (Maria de Belém)?! Isto para não referir o quão arriscado seria escolher um candidato (Henrique Neto) que tinha uma experiência política limitada.

domingo, 3 de abril de 2016

dos que não perceberam, aos que perceberam tudo...

A direita que não aprende
O PSD não gosta do CDS, o CDS não gosta do PSD - e o PS gosta de todos. Os congressos à direita mostraram que não vai existir uma oposição unida. António Costa tinha razão: afinal, era fácil.
Confusa, angustiada e temendo pela sobrevivência, a direita portuguesa voltou ao seu estado natural: a luta corpo-a-corpo.
O simples rumor de que se estaria a preparar uma candidatura conjunta à câmara de Lisboa, com Assunção Cristas à frente, foi suficiente para provocar um início de levantamento de rancho. (por Miguel Pinheiro no Observador)

“Keep cool”, um congresso anestésico
Nem Passos se reinventou, nem a equipa se refrescou, nem os maiores críticos apareceram, nem os que geraram expectativas as cumpriram ou ultrapassaram. O povo laranja sai de Espinho mais nervoso.
A queda da geringonça, que podia ser a sorte de Passos Coelho, também pode ser o seu azar. Ir a eleições e ter o mesmo resultado eleitoral e parlamentar seria a sua morte política. (por Vítor Matos no Observador)

O isolamento da oposição a Passos
Em caso de mau resultado nas autárquicas – e se a “geringonça” se aguentar até lá (o que está longe de ser uma certeza) – o ciclo do actual líder do PSD poderá rapidamente chegar ao fim.
O isolamento da oposição a Passos foi manifesto em todo o Congresso e teve o seu ponto alto na intervenção de Santana Lopes, naquela que foi a mais mobilizadora e a segunda melhor intervenção de todo o Congresso (a melhor foi, sem surpresa, a de Carlos Moedas, como habitualmente muitos furos acima do resto do PSD e todo o panorama político nacional). Santana foi contundente na desmontagem do cerco mediático montado contra Passos e afirmou-se como a principal referência senatorial (no bom sentido) do actual PPD/PSD. (por André Azevedo Alves no Observador)

O pântano do “somos todos social-democratas”
Estou convencido que o esmiuçamento dos rótulos, numa tentativa de avaliar da pureza ideológica, pode ser um exercício intelectualmente interessante mas não interessa a 99,9% das pessoas.
Não percebo, por isso, a importância desmesurada que se dá ao rótulo a colocar ao PSD. Será social-democrata o partido que se chama Social Democrata? E onde acaba a social-democracia do PSD e começa o socialismo democrático de que o PS se afirma representante? E onde ficou este socialismo quando António Guterres descobriu uma terceira via e foi dos governos que mais privatizou em Portugal? E o que distingue o conteúdo programático do PCP e do BE, já que o embrulho é radicalmente diferente? São ambos comunistas? Um é mais comunista do que o outro? Qual? É que nisso da “esquerda radical” ou “extrema esquerda” cabe muita coisa. (por Paulo Ferreira no Observador )

Nas tempestades, só se salva quem mantém o rumo
Os problemas estruturais do país foram identificados, a direita apresentou as suas propostas e venceu as eleições. Sim, terá de esperar, mas seria incompreensível que renegasse agora às suas ideias.
A direita ganhou as eleições mas perdeu o governo. Passado o choque, o imediatismo das máquinas partidárias, sobretudo a do PSD, logo se agitou e criou a ficção de que a passagem pela oposição impunha um “reposicionamento” que levasse o partido de volta à social-democracia e para longe do liberalismo – houve até quem descrevesse os anos de governo como um “trip ideológico”. A questão, obviamente, nunca foi filosófica nem ideológica – o PSD é um partido plural e ninguém ansiava por um debate que opusesse seguidores do pensamento de Bernstein aos de Adam Smith. A questão é meramente táctica: José Eduardo Martins, Rui Rio e outros dos críticos não têm um problema com o liberalismo, mas com a liderança de Passos Coelho e as suas próprias ambições partidárias. Mas, por enquanto, são os únicos: ao contrário do que se dizia, no congresso não se viu Passos Coelho isolado no PSD.
A tradição portuguesa dita que quando se cai na oposição deve mudar-se liderança e discurso, como quem clama por redenção e anseia recomeçar tudo já lavado de pecados passados. Passos Coelho, vencedor de duas eleições legislativas consecutivas, é de longe o melhor líder que o PSD poderia ter. E mudar por mudar (fosse a liderança, fosse o discurso) seria um erro. Há, pois, que aguentar o barco na tempestade e manter o rumo. (por Alexandre Homem Cristo no Observador)

Passos não se reinventou. Ainda bem
Ser Passos Coelho talvez comece muito em Massamá e na Manta Rota, isto é, numa forma de vida que o aproxima muito mais do português comum do que das elites que comentam, analisam e falam de cátedra.
Passos Coelho subiu domingo, pela terceira vez, ao palco do congresso de Espinho com o pin da bandeira portuguesa na lapela. Desiludiu os comentadores, talvez tenha desiludido muitos laranjinhas que prefeririam que tivesse na lapela as três setinhas do símbolo do PSD. Mas fez bem. Passos só faz sentido sendo Passos.
E o que é que significa ser Passos? Alguns congressistas disseram-no, como Moreira da Silva e, sobretudo, Santana Lopes. Ser Passos é ser teimoso e ser frio. Ou, em palavras mais simpáticas, é ser – e uso por isso as palavras de Santana Lopes – “frio, sereno, responsável, determinado”.

Vou acrescentar outro elemento: é continuar a ser mais liberal que a média do PSD e, por maioria de razão, a média do país. (por José Manuel Fernandes no Observador)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

do OE2016 para memória futura…

Em entrevista ao Observador, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, explicou alguns detalhes do Orçamento - principalmente, claro, os aumentos de impostos.
Memorize esta frase: "A tendência geral da consolidação orçamental não se fará pelo aumento da receita fiscal até porque as possibilidades estão em grande parte esgotadas".

Talvez seja verdade, mas o PCP acha que este Orçamento ainda deixa escapar alguns contribuintes com mais rendimentos. Por isso, escreve a Helena Pereira, Jerónimo de Sousa quer apresentar algumas alterações ao documento.
Tem três objetivos.
Um: criar um novo imposto sobre o património.
Dois: aumentar a taxa adicional no IRS.
Três: aumentar a contribuição sobre o setor energético.

Como parece que os comunistas (e mais algumas pessoas) ainda não perceberam totalmente as virtudes deste orçamento, António Costa vai esforçar-se mais. Este domingo, começou a divulgar vídeos curtos nos quais explica as opções do Governo. Através das partilhas nas redes sociais, talvez a mensagem chegue a Bruxelas.

Pelo menos, chegará à sede do PCP. E à do BE. 
E pode ser que contribua para tornar o casamento das esquerdas mais sólido. 

Aqui no Observador, influenciados pelo Dia dos Namorados, fomos recuperar as juras de amor envergonhadas trocadas pelos partidos que suportam o Governo. (por Miguel Pinheiro,no Observador)