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quarta-feira, 13 de maio de 2020

Pedro Passos Coelho

«Nunca mais ninguém falou assim com o Costa. Até porque mais ninguém terá autoridade política para falar assim com ele. Como ele, aliás, está a precisar que falem.» João Gonçalves

domingo, 3 de abril de 2016

Ora beijam a Catarina, ora beijam a Assunção…

O PM António Costa é uma personagem engraçada. Passou dois meses a jurar aos portugueses que tinha uma “maioria sólida, estável e duradoura.” Com essa maioria, foi para o governo. Mas, aparentemente, uma maioria absoluta não chega. Ataca o PSD por não colaborar com o governo e corteja a nova liderança do CDS, beijando com todo o descaramento a nova líder do CDS em pleno Parlamento. Aliás, aqueles beijos a Assunção Cristas são os verdadeiros beijos da morte. Costa quer uma maioria total, com ele no centro como PM, e manobrando-a ao sabor dos seus interesses do momento:
Ora beija Catarina, ora beija Assunção.
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A pressão pela maioria total também mostra muitos dos maiores defeitos da política portuguesa.
Constitui o que chamo a herança silenciosa do Estado Novo, e caracteriza-se
por um desejo enorme pelos consensos nacionais,
pela redução das divergências a radicalismos e
pela distinção entre “nós” (a oligarquia do poder) e “eles” (o povo, a maioria dos cidadãos portugueses). O povo é reduzido a um exército de eleitores a quem convém agradar e conquistar durante as campanhas eleitorais.
Mas entre as eleições, governa-se através de negociações e arranjos entre as elites oligarcas.
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Conhecem-se todos, andaram todos nas mesmas universidades, frequentam os mesmos restaurantes, convivem com os mesmos jornalistas, por isso não há nada que não possam resolver. As divergências e a oposição apenas complicam as arranjos de quem manda.
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Por definição, o líder do principal partido da oposição goza de um lugar importante entre a oligarquia. Ao recusá-lo, Passos Coelho está a ser um “radical.”
E alguns dos que cobiçam a liderança do PSD, desejam verdadeiramente aceder à oligarquia e participar nos acordos de restaurantes e gabinetes. Mas não o querem imediatamente, para não terem de penar anos na oposição. Mais próximo das eleições será mais conveniente.

São os “Costas” do PSD. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

foi o PSD quem chamou a troika!

Isaiah Berlin, inspirado por um velho adágio grego, dividiu um dia os intelectuais em ouriços e raposas: a raposa sabe muitas pequenas coisas, mas o ouriço sabe uma grande coisa. Passos sabe uma grande coisa, Costa sabe muitas pequenas coisas. Uma das questões para os portugueses é saber se, neste momento, lhes convém mais um ouriço ou uma raposa..

Na manhã seguinte, porém, a vitória já não parecia tão clara. Como as flores de certas plantas raras, não durou uma noite.
Ganhar um debate, para quem precisa de ganhar de qualquer maneira, não é complicado: basta fazer o indispensável para que a claque se sinta à vontade ao clamar vitória. Há um truque: estar sempre ao ataque, disparar sobre tudo, não parar de chutar à baliza. Nem é preciso acertar: basta mostrar agitação. Foi o que Costa fez, aproveitando, aliás, a previsível opção de Passos pela impassibilidade do estadista. 
Entretanto, o país, pela voz dos seus comentadores, declarava-se pouco “esclarecido”. O facto é que a situação do país é tal que uma hora de debate nunca seria suficiente para o “esclarecer”.

Em 2011, pouca gente acreditara na viabilidade do ajustamento. O sucesso, até por inesperado, impressionou: fez o PSD e também o CDS aceitarem a “missão” de Passos. Hoje, os anti-passistas da direita estão isolados, ou em trânsito para o PS. Passos pode permitir-se ficar no mesmo sítio, sem variar os temas nem levantar a voz.
António Costa vive outra vida… A sua expectativa, o ano passado, era ser acolhido consensualmente. Não o foi. Viu-se forçado a andar pelos mais variados caminhos e atalhos. Aproximou-se e afastou-se do Syriza. Arranjou Nóvoa, mas também Centeno. Grita contra a “austeridade”, mas quer parecer responsável. Precisa de se distanciar de Sócrates, mas não o pode renegar. 

O debate desta semana confrontou assim duas maneiras de ser. De um lado, Passos Coelho, mais ou menos rígido e solene, avesso a aventuras, preocupado em lembrar o que lhe parece essencial, com muitas explicações, embora por vezes sem eloquência nem rasgo, como durante a segunda parte do debate. Do outro lado, António Costa, cheio de artes e de artimanhas, desesperado, e portanto disposto a tudo, mas frequentemente sem critério, como durante a primeira parte do debate, em que não evitou o ridículo (“foi o PSD quem chamou a troika!”). (baseado no texto de Rui Ramos no Observador )
http://observador.pt/opiniao/passos-e-costa-o-ourico-e-a-raposa/

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

análises ao debate Passos-Costa

O que realmente foi substantivo neste debate foi a frase de Costa para Passos: “Porque não vai lá a casa debater com Sócrates?” Nesse momento, no Bairro dos Actores, percebeu-se, e no Largo do Rato também, que Costa não só deixou cair Sócrates como não está disposto a perder um voto que seja por causa do antigo líder socialista. (Helena Matos)
António Costa tinha de ganhar. Mas Costa, como certos artistas, não gosta de facilidades. Por isso, tornou as coisas ainda mais difíceis para si próprio, ao começar com a negação de uma série de evidências: qualquer governo teria feito crescer a riqueza sob o programa de ajustamento; foi o PSD quem chamou a troika; para viabilizar a segurança social, basta manter as contribuições. Passos foi, como sempre, muito explicativo e não falou do que iria fazer, mas pôde desmontar quase tudo: o decréscimo de riqueza em Portugal foi menor do que em outros países sujeitos a ajustamento; foi o PS quem chamou a troika, porque o país não tinha financiamento, e por isso também o PS, até 2011, cortou salários e aumentou impostos; até o PS admite diversificar as fontes de financiamento da segurança social. (Rui Ramos)
A que partido é que este debate equivalente serviu mais? Passos Coelho tinha de ser claramente destronado, e não foi. Mas Costa foi tão credível como o Primeiro-Ministro, mostrando-se à altura do chefe de governo em todos os dossiers. (Marina Costa Lobo)
Santo Deus, o que terá passado pela fervilhante cabeça de António Costa? Não sei se o ouviram: troika, troika, troika; e mais troika, troika, troika; e ainda, para quem tivesse abandonado a sala por minutos para voltar a encher a chávena com café, troika. Quem suspirou pela troika? Pedro Passos Coelho. Quem negociou com a troika? Pedro Passos Coelho. Quem teve vontade de ir ao Bairro Alto tomar um copo com a troika? Pedro Passos Coelho.
Já perto do final do debate, o líder do PS ficou tão incomodado com as referências ao seu “ante-antecessor” (peço desculpa, a palavra, se é que se pode chamá-la assim, não é minha) que perguntou a Passos Coelho, com comovente indignação: “Porque é que não vai lá a casa debater com José Sócrates?”. A resposta a essa angustiante pergunta seria simples: porque, graças ao próprio António Costa, não é preciso. (Miguel Pinheiro)
António Costa falou bastante menos (cerca de 4 minutos menos), mas pareceu ter falado bastante mais. Melhor indicador não é possível. Hoje as hostes socialistas terão uma noite de alegria. As hostes da PàF devem estar a pensar que mais valia Passos Coelho ter ido debater com Catarina Martins, guardando Paulo Portas para este debate decisivo. Como representante da esquerda, elegi o canal público. Se vos parecer que viram o debate diferente do meu é porque, provavelmente, viram o debate num canal privado. (Luis Aguiar Conraria)
Na forma António Costa esteve melhor. Teve a iniciativa, foi mais eficaz no discurso e procurou, dentro do possível, reagir ao passado que o ligava ao anterior Governo do PS.
No conteúdo, mais equilibrado porque Passos conseguiu transmitir as principais mensagens que levava de forma mais acutilante. Associar Costa a um regresso ao passado, relembrar a incerteza e a posição do PS face à Grécia e colar à campanha do PS muitas promessas populistas de que as pessoas já não acreditam. (Luís Bernardo)

sábado, 9 de março de 2013

nisto Seguro e Coelho estão de acordo!

“Em 1974 a ameaça maior à Nação vinha de forças marxistas e internacionalistas dentro e fora das nossas fronteiras; em 2013 essa ameaça maior deriva, outrossim, de forças internas e externas, mas agora de âmbito financeiro capitalista e apátrida, e também internacionalista.” (Brandão Ferreira in novo Adamastor)

...muito dificil de entender para quem acabou com o serviço militar obrigatório.

domingo, 28 de outubro de 2012

duas camisas "das sete varas”!


O primeiro-ministro falhou, meteu-se numa camisa de sete varas”, declarou, e repetiu, Seguro, em resposta a Coelho que afirmou aos deputados da maioria querer que o PS “participasse na refundação do memorando”. 

Confesso que, não entendendo Coelho, também não percebo Seguro. Ainda se a camisa fosse de “onze varas”, isto é, das de pano ordinário usadas pelos condenados da Inquisição, entendia-o.
Q.E.D. Esta “falsa cultura” dos políticos que agora temos é apenas reflexo do País que lhes demos. Mea Culpa!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

sobre TODOS os rendimentos que estão englobados no IRS...

adopção, de carácter extraordinário, de uma contribuição especial que incidirá sobre todos os rendimentos que estão englobados no IRS, abrangendo todos os tipos de rendimentos”. PPC no Parlamento

O novo Primeiro-Ministro acaba de anunciar que o Governo vai adoptar, apenas este ano, «uma contribuição especial para o ajustamento orçamental» em sede de IRS «equivalente a 50 por cento do Subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional». Medida que, espera-se, possa cumprir um adicional de cerca de 800 milhões de euros de receita e que se irá juntar ao esforço que as administrações públicas vão ter de fazer em montante um pouco superior.

Temo o articulado, bem hermético, de Passos Coelho: “equivalente a…” seja apenas o “rabo de fora” de uma frase bem estudada por especialistas em comunicação – os mesmos, ou outros, que em tempos recentes aconselharam um quase esquecido ex - Primeiro-Ministro – que pode ter inúmeras interpretações, algumas altamente gravosas, se aplicadas aos reformados ou aposentados de uma única pensão.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Um ano depois: "um saco de gatos"!

um ano após a eleição de Passos Coelho: Prós: Carlos Carreiras, lamenta a falta de contenção dos militantes e diz que "Estão a favorecer a lógica do PS” e Miguel Veiga, defende que este não é momento para provocar uma crise política, embora classifique o governo como "um cadáver adiado". Contras: Nogueira Leite fala num PSD frouxo, Rangel lamenta falta de bandeiras, Macário Correia acusa o líder de ser complacente com Sócrates, Santana Lopes afirmou que o eleitorado ainda "não sente confiança" no líder do PSD, Pacheco Pereira, atribuiu a Passos Coelho "falta de consistência", António Capucho, Alberto João Jardim, Aguiar-Branco, Luís Filipe Menezes e Marques Mendes não podem ser mais claros a defender que a solução é ir já para eleições. Nos últimos 15 anos, o PSD teve oito líderes. Em média, cada liderança durou apenas dois anos e PPC já deixou passar um…

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

uma mente brilhante...

O Sr. Presidente do PPD/PSD, Lic.º Pedro Manuel Mamede Passos Coelho, recusou hoje comentar o anúncio de uma moção de Censura ao Governo por parte do BE mas sublinhou que Portugal não pode viver "esquizofrenicamente todas as semanas" sentimentos de crise política.
"Não penso que Portugal precise de andar esquizofrenicamente todas as semanas a viver e a especular sobre sentimentos de crise política e não creio que seja isto de que o país precisa", disse o ilustre presidente-economista-professor.

Seguramente que PPC ainda não teve tempo para ver o filme Uma Mente Brilhante que conta a vida de John F. Nash o brilhante matemático esquisofrénico, que muito nos revelou na Teoria dos Jogos. Se o tivesse visto, hoje, teria certamente aplicado à politica muito do que Nash imputou à matemática.
Lamento, Sr. Presidente, quase nosso-primeiro, mas não creio que as vitimas dos PEC's actuais e próximos, os desempregados da agora e do futuro, os idosos a quem roubaram o prometido e os jovens "nem-nem, tenham alterações do pensamento, alucinações, delírios e modificações no contacto com a realidade.
Por isto, se quiser um dia ser um Nash da nossa politica, comente!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Passou uma semana e quase que não dei pelo correr do tempo...

A eleição do Presidente da República devia ter sido o descomprimir de semanas, meses, em que funcionou a mais estranha desinformação. Estranha porque demasiado estado-unidense, algo a que não estavamos habituados. Algo para que a maioria dos portugueses não está preparado porque não tem cultura, nem preparação, nem instrução! Até o termo desinformação soa estranho. O venerando eleito, dizem, acabou mal a campanha. “Foi muito cruel e a crueldade não é uma caracteristica do PR...”, disse do discurso de vitória o outro venerando presidente que por ele foi barbaramente derrotado em 1985. Há coisas que muitos presidentes não esquecem, mas exigem o esquecimento de outros... A semana andou entre “ o que é que se pode esperar do relacionamento Governo-Presidente da República” e “a culpa politica da incompetencia da gestão do numero de eleitor”, o suficiente para serem esquecidos os 7,06 de juros na divida a 10 anos. E isto não é desiformação? A semana acabou com outro presidente, o do auto-alcunhado maior partido da oposição, a propôr que se encerrem as empresas públicas que dão prejuizo e acumulam dividas. Se este presidente tivesse algo dentro daquilo que transporta em cima dos ombros teria reparado que existem os SCTP, a Carris, os Metros, a CP e a Transtejo... Passou uma semana e quase dei pelo correr do tempo... mas parece que não perdi nada!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Passos Coelho diz

...“o PSD fez tudo o que estava ao seu alcance para evitar que Portugal chegasse a uma situação de bancarrota ou de insolvência em que se precisasse de recorrer ao exterior” afirmou PPC ao "gente que conta" da TSF. E Coelho, acrescentou “se nós precisarmos de recorrer à ajuda externa, significa que a estratégia que estava a ser seguida, ou a ausência dela, falhou” e foi mais longe ao dizer que “quem conduz o país a uma situação dessa natureza não tem condições para poder, no dia a seguir, liderar a recuperação”. Talvez porque se apecebeu que o que havia dito se podia aplicar também ao seu partido, Passos Coelho avançou que “só um Governo escolhido novamente pelos portugueses terá força suficiente para liderar a recuperação do país, não há outra alternativa” e garantiu que “o PSD fez tudo o que estava ao seu alcance para evitar que Portugal chegasse a uma situação de bancarrota ou de insolvência em que se precisasse de recorrer ao exterior e que o seu partido está pronto para assumir responsabilidades, se isso for necessário”. Ora bem, então não foi o PPD/PSD/PPC que acordou PEC’s e Orçamento que mais nada fazem que aumentar a carga aos mais desfavorecidos, mantendo, e até aumentando, os previlégios aos boys & girls? Coelho quer eleições para mudar de governo? Para quê! Ninguém está mais preparado que este que temos para assessorar quem vem da estranja para nos governar. O PPC tem razão! Apenas falou sem pensar que aquilo que disse é aplicável a sí e ao seu partido. Um caso típico de "feitiço contra o feiticeiro"...
Ó Passos Coelho, vá mas é pensando em “eleições” para mudar de políticos! Todos!
Que é o que cada vez mais aqueles que não são boys&girls pensam e desejam...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O FMI chega com a Primavera ?

Para o ainda primeiro-ministro o FMI não é uma possibilidade, já que Portugal está «a fazer o que deve» para cumprir as metas do défice a que se comprometeu com Bruxelas. «Não temos nenhum problema que exija recorrer ao Fundo Monetário Internacional. O nosso problema é apenas um problema orçamental que temos de corrigir, tal como outros países têm! Quem não percebe que o que estamos a viver é uma questão sistémica, que diz respeito ao euro, não percebeu nada desta crise», disse-o numa entrevista, publicada em 11 de Dezembro no Diário de Notícias. agencia financeira Fazendo-lhe eco o candidato presidencial apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda, Manuel Alegre, veio-lhe em auxilio e, no mesmo dia, destacou «a determinação do primeiro-ministro de querer resolver os problemas do país sem recurso ao FMI». «É uma posição correcta e que merece o apoio de todos os que preservam a autonomia e a dignidade do país», considerou o poeta. sol ~
Cavaco Silva, candidato à reeleição nas presidenciais de Janeiro, disse, uma dezena de dias depois, durante um debate na TVI que «se o Fundo Monetário Internacional entrar no país isso significará que o governo deste ainda primeiro-ministro falhou». portugal digital
Nada que não fosse previsível! Hoje a agência de notação financeira Fitch cortou o rating de Portugal de AA- para A+, justificando-o com maiores dificuldades de financiamento tanto do Estado como dos bancos desde a última revisão publicada. A Fitch sublinha que o objectivo do défice orçamental de 7,3 por cento este ano irá ser atingido, mas apenas com recurso a medidas extraordinárias que equivalem a um por cento do PIB, referindo-se às transferências dos fundos de pensões da Portugal Telecom, o que irá tornar ainda mais difícil o ajustamento do défice estrutural previsto a realizar em 2011. Por outro lado, a Fitch entende que a pressionar a consolidação que o Governo pretende fazer estará o facto de a economia entrar em recessão no próximo ano. tsf O "nosso primeiro" virá dizer-nos que a Fitch realça que "o objectivo do défice orçamental de 7,3 por cento este ano irá ser atingido" e prepara a sua antecipada reforma sem deduções.
Passos Coelho, o lider do auto nomeado maior partido da oposição, já veio hoje informar-nos que "se todos são responsáveis, o governo é-o ainda mais", usando aquele "ar importante" de futuro primeiro e executor do programa do FMI.
Alegre vai ficar calado ou dizer que a culpa é do candidato Cavaco Silva e este, já eleito, vai esquecer-se que disse "que o governo deste ainda primeiro-ministro falhou".
O FMI chegará com a Primavera do nosso descontentamento. Talvez seja a salvação do país e, se sairmos do marasmo que nos é genético, poderá abrir as portas para que se acabe com o moribundo sistema que, com 37 anos, será quase tão velho como aquele com que acabou...
Ou iremos integrar aquilo que a Isabel Católica iniciou.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Portas não perde uma... Coelho perde todas!

"Se José Sócrates agora quer um simplex para o despedimento, o CDS quer um simplex para a contratação. Portanto, vamos contribuir para esse debate com sentido de justiça e com sentido de ajudar a economia portuguesa a criar emprego", afirmou Paulo Portas no final de uma audiência com o primeiro-ministro sobre a agenda da próxima cimeira europeia. Podemos não gostar, mas temos que admitir que que PP tem sentido de oportunidade e não perde qualquer oportunidade para mostrar que é oposição.
Enquanto isto, marcelocaetanisticamente sentado com pirosa lareira acesa por detrás, o lider do "maior partido de oposição", debitou, em mensagen de Natal, umas palavras vagas para tuga ver, sobre "o momento para parar e reflectir sobre o futuro".
Num dia em que milhares, sem futuro, sem lareira e sem aquecimento, tremiam de frio e de desemprego... nem uma solução nos apresentou para reflectir.
Ficam a imagem do nosso desalento e o soundbite de uma oposição "à séria" !

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

a lei laboral e o socialista de serviço

"Já respondi várias vezes a essa pergunta nos últimos 15 dias, já disse que iríamos fazer uma agenda para o crescimento e temos reuniões marcadas com vários parceiros sociais. Portanto, a resposta é sim. Esperarão pelos proximos dias para saber mais pormenores". Recorde-se que a União Europeia já exigiu a Portugal uma reforma das legislação laboral como forma de combater a crise. Em cima da mesa poderá estar a liberalização dos despedimentos escreve-se hoje no Correio da Manhã.
Pedro Passos Coelho surpreendeu, em 21 de Abril último, ao levantar o véu sobre algumas das reformas do seu "Plano A" para o País. O líder laranja defendeu a flexibilização das leis laborais, um dos velhos tabus da esquerda e que dá uma pista sobre aquilo a que os socialistas chamaram a "agenda escondida" do líder da oposição, lia-se no Diário de Noticias em 22 de Abril. Por essa altura, o socialista de serviço na AR, Afonso Candal, aproveitou aquelas declarações para desafiar os sociais-democratas a explicar "quais são os problemas" que justificam uma revisão da lei fundamental, questionando se o objectivo é privatizar a saúde e a segurança social e promover os despedimentos. "Teremos tempo para saber quais são as propostas e em que é que a Constituição da República Portuguesa cria entraves à verdadeira agenda que o PSD tem", afirmou Candal. Começa a perceber-se porque é que Afonso Candal abandonou as funções no Parlamento. Por motivos pessoais, disse, mas "cheira-me" que aqueles pessoais motivos são apenas vergonha pelos servicitos que o mandaram executar... este e muitos outros! Esperemos que outros "envergonhados" lhe sigam o caminho...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

foi para isto que "eles" se abstiveram?

Os juros das Obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a dez anos bateram hoje um novo máximo, 7,393 por cento, por volta das 17 horas, revela o Jornal Público. Aqueles valores tiveram a preciosa ajuda da Comissão Europeia que arrasou as previsões do Orçamento do Estado para 2011, ao apontar para um crescimento negativo da economia de 1 por cento e um défice orçamental de 4,9 por cento do PIB, contrariando as apresentadas pelo Executivo de Pinto de Sousa. publico Com este cenário pergunta-se porque é que o PPD/PSD/PPC ajudou o Governo e o PS a aprovar o Orçamento…que eles próprios classificaram de mau.

sábado, 27 de novembro de 2010

Oi! Você ai!

e agora?
Você já percebeu porque é que eles querem o FMI!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quase, quase primeiro-ministro

O presidente do PSD disse hoje esperar que os sacrifícios sejam distribuídos por todos e prometeu estar atento à adaptação dos cortes salariais ao sector empresarial do Estado. publico Decerto que PPC não se estava a referir à alteração do PS ao Orçamento do Estado para 2011 que permite ao sector empresarial do Estado aplicar "com adaptações" os cortes salariais impostos aos funcionários públicos que o PPD/PSD/PPC deixou “passar” na votação Parlamentar. Uma alteraçãozita que nada tem a ver com “os sacrifícios sejam distribuídos por todos” e que Rui Rio qualificou de "pouca vergonha" e "incompetência".
Coelho começa a assumir-se como primeiro-ministro, isto é, já desdiz hoje o que disse ontem.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Passos Coelho, depois, pede-nos desculpa...

Os trabalhadores de algumas empresas públicas podem ter uma boa notícia: PS e PSD aprovaram uma proposta que prevê excepções nos cortes dos salários da Função Pública. ionline
No dia em que foi aprovado o congelamento de reformas e pensões e a aberrante proposta das "adaptações", Pedro Passos Coelho considerou correcto que o Orçamento do Estado para 2011 tenha sido alterado para que o sector empresarial do Estado possa aplicar os cortes salariais com "adaptações" e assinalou que, no seu entender, "as empresas em que o Estado detém participação, sejam elas cem por cento públicas ou de capitais mistos, também têm de alinhar (…) por uma maior contenção", embora possam fazê-lo "com adaptações". À laia de desculpa, PPC, ressalvou que "nos termos do acordo" entre PSD e Governo, os sociais-democratas vão abster-se nas votações do OE2011 na especialidade, "independentemente do mérito das propostas".
Para PPC também há "uns mais iguais que outros"! Infelizmente alguns de nós, poucos, sabemos que "ele" sabe que o Zé Povo come demasiado queijo... e depressa esquece. (Comia! Porque ao preço a que está o queijo o Zé não o vai poder comer e, face à abstinência, talvez se lembre de em vez de correr com um, corra com dois...) mais aqui:

domingo, 21 de novembro de 2010

o orçamentador...

Pedro Passos Coelho considerou que «o facto de o Estado, de há muitos anos a esta parte, ter vindo a desorçamentar uma série de actividades, tornou boa parte dos nossos números fictícios» e frisou que «na verdade, a dívida pública é muito maior» que 82 por cento do PIB este ano e será cerca de 90 por cento em 2011, «só que não vem nas contas». sol aguardo para ver PPC orçamentar as actividades desorçamentadas... mas vou esperar sentado, claro!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PPC recusa Governo de Salvação Nacional

PPC reuniu com a comissão política e com conselho nacional do partido mas já deixou claro que recusa todos os cenários defendidos na última semana para a constituição de um Governo de salvação nacional. económico Recorde-se que tanto Paulo Portas como o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, entre outros, defenderam na última semana a necessidade do Governo alargar a sua base de apoio. Afinal o que é que PPC quer?