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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Bloco dos apartamentos...

Sobre o caso Ricardo Robles eu tenho de contar aqui uma história. Com a devida autorização das pessoas. E esta seria mais uma pequena história vulgar e banal de rapacidade e de lucro sem o Vereador Robles DESPEJOU pessoas e LIQUIDOU um pequeno negócio e COLOCOU 4 TRABALHADORES NO DESEMPREGO e atirou outro para a reforma antecipada.
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Este senhor que teve de se reformar aos 63 anos era um pequeno comerciante. O Sr. Augusto. Trabalhou desde miúdo num restaurante do sócio do meu pai, na Rua Augusta. E como é tantas vezes comum no ramo do comércio o Sr. Augusto, na altura com trinta e tal anos, decidiu estabelecer-se por conta própria, autonomizando-se dos seus patrões. Talvez não saibam mas a cada vez mais exígua comunidade de antigos comerciantes da restauração na Baixa e no Centro de Lisboa é quase uma família. Com as suas zangas, as suas rivalidades. Mas igualmente solidários uns dos particular interesse não fora a mentira mais descarada que a elite dirigente do partido do Vereador Robles tenta espalhar.
Só que ainda que repitam esta mentira mil vezes nunca a deixaremos passar por verdadeira.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

a pobreza é uma virtude? *

Primeiro, como sempre acontece, surgiu Catarina Martins. Num desesperado esforço para usar a sua eterna superioridade moral como arma para justificar a “taxa Robles”, disparou toda a indignação que conseguiu juntar contra quem “compra e vende num curto período e faz muito dinheiro”.
A seguir, tentando mais uma vez, com sucesso, baralhar os eleitores do PSD, Rui Rio aproximou-se de um microfone para dizer que a ideia do Bloco de Esquerda “não é assim tão disparatada. E até elaborou o seu pensamento económico:
Efectivamente, uma coisa é comprarmos e mantermos durante ‘x’ tempo e outra coisa é andarmos a comprar e a vender todos os dias só para gerar uma mais-valia meramente artificial”.
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Catarina Martins e Rui Rio estão, portanto, de acordo. Ganhar dinheiro, sim — mas só se for pouco dinheiro e só se for muito devagarinho. 

* a pobreza é uma virtude?
Corrrendo o risco de considerarem um elogio, Catarina Martins e Rui Rio, “Os líderes do BE e do PSD, partilham uma velha ideia que governou o nosso país durante 41 anos: a de que a pobreza é, em si mesma, uma virtude. 
Um célebre político português do século XX anunciou um dia que “um país, um povo que tiverem a coragem de ser pobres são invencíveis”. E construiu todo um regime (por sinal, autoritário) em cima disso.
Foi o mesmo político que afirmou, com ironia: “Os homens mudam pouco e então os portugueses quase nada”.

(in “Ganhar dinheiro? Só pouco e devagarinho” por Miguel Pinheiro)

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Bloco dos apartamentos...

Robles ...
Sobre o caso Ricardo Robles eu tenho de contar aqui uma história. Com a devida autorização das pessoas. E esta seria mais uma pequena história vulgar e banal de rapacidade e de lucro sem o Vereador Robles DESPEJOU pessoas e LIQUIDOU um pequeno negócio e COLOCOU 4 TRABALHADORES NO DESEMPREGO e atirou outro para a reforma antecipada.
.
Este senhor que teve de se reformar aos 63 anos era um pequeno comerciante. O Sr. Augusto. Trabalhou desde miúdo num restaurante do sócio do meu pai, na Rua Augusta. E como é tantas vezes comum no ramo do comércio o Sr. Augusto, na altura com trinta e tal anos, decidiu estabelecer-se por conta própria, autonomizando-se dos seus patrões. Talvez não saibam mas a cada vez mais exígua comunidade de antigos comerciantes da restauração na Baixa e no Centro de Lisboa é quase uma família. Com as suas zangas, as suas rivalidades. Mas igualmente solidários uns dos particular interesse não fora a mentira mais descarada que a elite dirigente do partido do Vereador Robles tenta espalhar.
Só que ainda que repitam esta mentira mil vezes nunca a deixaremos passar por verdadeira. E a verdade é esta: outros em caso de aflição, e sempre dispostos a ajudar a desencravar alguém. Foi assim que o Sr. Augusto teve alguma ajuda inicial dos seus patrões a que adicionou as suas economias.
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Comprou um trespasse de um pequeno café/snack bar em Alfama, num prédio antigo, e aí investiu tudo. Fez beneficiações e criou empregos. O pequeno restaurante/café era humilde: não era trendy, não era fancy, nunca foi gourmet, também não servia cozinha étnica. Servia mini-pratos e meias-doses aos almoços e servia bolos encomendados de pastelaria aos pequenos-almoços e aviava umas sandes aos lanches. A decoração era básica mas digna. Igual a milhares e milhares de estabelecimentos familiares pelo país fora que sustentam o emprego de centenas de milhares de pessoas.
 Quando o Sr. Augusto começou a laborar no prédio já o 1’Andar estava afectado ao estabelecimento como armazém, onde tinha as arcas frigoríficas e onde estavam os arrumos do pessoal. Assim por lá esteve durante 26 anos a trabalhar e a dar trabalho a terceiros.
Nunca soube que a Segurança Social, seu senhorio, tinha colocado o prédio à venda.
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Nunca pôde assim concorrer ao leilão. A consequente chegada do então Deputado Municipal Ricardo Robles à sua vida teve o efeito da chegada de uma desgraça, de um tornado que lhe virou a vida de pernas para o ar. O seu novo senhorio só o deixaria continuar a laborar sem o 1’ andar para além da duplicação do valor da renda.
O Sr. Augusto aceitaria até pagar uma renda maior mas não poderia aceitar ficar com um espaço significativamente menor, sem ter onde colocar as suas arcas. O seu modelo de negócio sempre foi aquele e nunca poderia alterar a sua vida para ali passar a vender apenas quiches e rissois e comida vegan. Não houve entendimento. Para sair o Deputado Robles ofereceu-lhe 5000€ pelo seu investimento e por uma vida de trabalho. O Sr. Augusto exige 120000€ há quase três anos num caso que se vai arrastando em tribunal.
Entretanto aos 63 anos reformou-se. E os seus 4 empregados ficaram sem emprego, e foram parar ao subsídio de desemprego sem um tostão de indemnização. Pessoas como o Sr. Augusto foram os perdedores da troika. Ao passo que investidores sagazes como o Vereador Robles foram os ganhadores da troika.
Houve pois gente insuspeita que lucrou com a crise. É esta pois uma história de perdedores e de vencedores. Pequenos comerciantes de Lisboa como o meu pai, o seu sócio, o Sr. Augusto, foram os heróis silenciosos deste país. Aguentaram os piores anos da crise sem baixar os braços, a trabalharem sempre até caírem de velhos sem nos sobrecarregarem na Segurança Social, mantiveram empregos fazendo das tripas coração para não despedirem ninguém nem tirarem o pão a famílias, assegurando que o seu pessoal é também a sua família, suportando a carga fiscal, as alterações à Lei do Arrendamento,

mas acima de tudo aturando o discurso moralista e superior de uma cambada de meninos privilegiados que berravam contra a troika enquanto privadamente até ganhavam com ela. Pessoas como o Sr. Augusto, como o meu pai, que trabalharam toda uma vida, que agora ficaram fora de moda, não têm ninguém que os represente

segunda-feira, 30 de julho de 2018

ironia do destino ...

Pode acontecer que a Rita Silva passe a ser vereadora da Câmara de Lisboa precisamente por terem sido apontados ao Robles comportamentos de especulação na compra de um edifício em Alfama.
A Rita, tal como o seu antecessor também “é ativista pelo direito à habitação e contra os especuladores” mas é identificada como próxima da corrente da UDP do Luís Fazenda o dirigente bloquista que assumiu que "o BE tem de fazer uma reflexão e tirar conclusões do caso de Robles”.
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Fazenda e a UDP são neste caso os vencedores da contenda que nunca deixou de existir entre as 4 principais facções do Bloco da extrema-Esquerda 

domingo, 29 de julho de 2018

Mortos pelo próprio veneno

Voltamos a velha discussão, não é por ser de esquerda que Robles tem menos direitos. O problema está na arrogância moral de quem acha que pode impor um modelo de sociedade aos outros e depois faz o contrário como se nada fosse. Isto não é só incoerência, é pior. [.]
Este caso reflecte bem a actuação do Bloco, a forma simplista e altamente ideológica como trata muitas destas questões essenciais, minando as discussões. Como se só houvesse preto e branco. Os bons e os maus. Os puros e o lixo. Ricardo Robles é o ricochete dessa política.          

Aqui ao lado em Espanha, Pablo Iglésias também provou do seu próprio veneno quando comprou uma casa de 600 mil euros, quando antes tinha arrasado o ministro espanhol Luis de Guindos por ter comprado uma moradia de igual valor. Ou na intervencionada Grécia quando o ministro das finanças Varoufakis se deixou fotografar pela Paris Match num repasto luxuoso quando o país vivia (e ainda vive) dias de miséria. O mundo da hipocrisia é de facto muito pequeno. Só me espanta que ainda haja quem não o tenha percebido. (in “ os puros e o lixo” por  Luis Moreira )

o que serão os hipócritas do Bloco no poder?

O caso de Robles é ainda mais relevante politicamente porque neste momento é o militante do Bloco com mais poder executivo camarário. É ele que dá a maioria absoluta a Fernando Medina na autarquia de Lisboa.
Olhem para o Robles e vejam o que será o Bloco no poder, se chegar ao governo com o PS.
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Embora esteja na vida política há pouco tempo, Robles já aprendeu que o comportamento não é o mais importante, mas sim o que se torna público. Tudo corria bem até a notícia do seu investimento ter sido publicada por um jornal. Depois, vieram as habituais desculpas, que não convencem ninguém e o argumento espantoso de que nada fizera de ilegal. Eis a judicialização da política pelos políticos. Os políticos, pela natureza das suas funções públicas, devem prestar contas que vão muito além da legalidade dos seus actos. O comportamento e os argumentos de Robles são bons exemplos de como o Bloco olha para a política e a sociedade. ( in “o homem 500 por cento” por João Marques de Almeida )

sábado, 28 de julho de 2018

hipócritas: se ainda não percebeu aqui vai!

neste  site em cor vermelha (em homenagem ao Bloco) vão as passagens mais problemáticas e entre parênteses, em itálico, segue a nossa opinião!

 .
. mais na imprensa a que temos direito: 
27 de julho de 2018 - 19:52
28 Julho 2018 — 00:31
28 de Julho de 2018, 6:14
28 de Julho de 2018, 6:26
28 de julho de 2018 - 12:40
28 de Julho de 2018 - 12:46
28 de julho 2018- 13:41
28 de Julho 2018

sexta-feira, 27 de julho de 2018

para a história da hipocrisia...

Fosse o senhor vereador doutro partido, por exemplo, do CDS, e sabe como seriam os títulos? Eu dou-lhe uma ajuda senhor vereador. Duvida que seriam qualquer coisa como:
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Vereador do CDS faz negócio obscuro à boleia da lei dos despejos de Assunção Cristas”? 
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E ambos temos a certeza que logo Catarina Martins com o pano de fundo dos seus lindos olhos clamaria contra as negociatas, a especulação imobiliária e a corrupção.
Sim, a corrupção senhor vereador.
Ou duvida o senhor vereador que logo se vasculharia como foram tão lestamente aprovadas as obras?
Que de imediato três arquitectos explicariam que aquele andar a mais era um atentado contra a paisagem urbana e o trinado do fado?
E, obviamente, os jornalistas-activistas desencantariam os seus ex-inquilinos a quem nunca perguntariam quanto receberam de indemnização para sair do prédio e a quem pediriam para relatar as saudades do seu velho bairro, a tristeza por terem deixado os vizinhos de sempre e a lástima pelo horror da especulação imobiliária. [...]
O senhor vereador na verdade é apenas o mais recente exemplo desse endemismo dos países governados por uma casta. [...]
E assim Portugal está cheio de defensores da escola pública cujos filhos e netos frequentam colégios alemães e ingleses.
De defensores do SNS que se tratam na medicina privada a que aliás a maior parte deles tem acesso garantido via ADSE graças à sua condição de funcionários públicos.
De indignados contra a lei dos despejos que investem no imobiliário.
De paladinos dos transportes públicos que de transporte público só conhecem o carro de serviço.
De horrorizados com a invasão turística dos centros históricos sendo que eles mesmos não se cansam de descrever as impressões de viagem que colheram em Veneza, Roma, Paris, Budapeste…. Mas claro eles não se consideram turistas mas sim viajantes.

Enfim Portugal está cheio de gente que identifica serviços públicos e políticas públicas com propriedade pública. (in “Rir não é remédio. É placebo” por Helena Matos )

para a história da hipocrisia...