Mostrar mensagens com a etiqueta pintodesousa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pintodesousa. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Berardo: É bom lembrar a história toda!

Berardo nunca teria feito o que fez, nem teria criado as dívidas colossais que criou, sem Sócrates, sem Ricardo Salgado, sem Santos Ferreira, sem Armando Vara e outros que ainda andam por aí.
É bom lembrar a história toda. 
[e todos aqueles que estiveram no projecto de tomada de poder do Sócrates, no assalto à banca, à imprensa e às empresas de comunicações. Também não devemos esquecer os que por palavras e votos o apoiaram - até o comentador Rebelo de Sousa  que o considerou "personalidade do ano de 2007"]
Para já fica a questão: 
Porque é que só agora é que o Ministério Público actuou? 
Será que estarem no governo ou presidirem a um clube futebol impede os magistrados de actuar! 

segunda-feira, 19 de abril de 2021

eu não me esqueço!

 … Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. O senhor engenheiro José Sócrates é apenas um produto dessa forma de exercício do poder.

[por isso “eu também me lembro”

“de em 2007 o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado, José Magalhães, terem iniciado um blogue na própria página do ministério da Administração Interna para responderem aos comentadores que estavam a quebrar o unanimismo sobre a infalibilidade governamental” e que, no meu caso responderam com arrogancia às largas centenas de entradas com a etiqueta “pintodesousa” no meu blog ReVisões. O pedido de resgate de 6 de Abril de 2011 veio dar-me razão!.

Mas o que mais me chateia é agora tentarem convencer-me que toda aquela gajada que esteve no governo com o corrupto Pinto de Sousa não “deu por nada!”. A estes também lhes junto os “inomináveis” que ainda os continuam a apoiar nas urnas e na imprensa a que temos direito. A história não lhes perdoará!.

.

Não esqueço porque não penso nem as ideologias, nem a politica, como se fossem o “meu clube de futebol até morrer”.   .

Nem tenho clube de futebol e, se o tivesse, não seria este Partido (nacional) Socialista)

Eu lembro-me desses dias em que a mentira passou a inverdade.

Eu lembro-me de em 2007, algumas semanas após a publicação pela imprensa das notícias sobre as irregularidades da licenciatura de José Sócrates, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros e então ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, denunciar o que classificava como “jornalismo de sarjeta”. Foi José Sócrates quem o obrigou?

Eu lembro-me de quando aqueles que questionavam os procedimentos do primeiro-ministro José Sócrates eram automaticamente  tratados pelo PS como reaccionários, antipatriotas, bota-abaixistas e tremendistas. Em 2021 o PS continua a praticar esses exercício.

Eu lembro-me de em 2007 o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado, José Magalhães, terem iniciado um blogue na própria página do ministério da Administração Interna para responderem aos comentadores que estavam a quebrar o unanimismo sobre a infalibilidade governamental. Foi José Sócrates quem os forçou a isso?

Eu lembro-me de o PS não se ter indignado com a suspensão de um funcionário da Direcção Regional de Educação do Norte por este ter feito um comentário jocoso sobre a licenciatura do primeiro-ministro. Estaria o PS com medo de Sócrates para não reagir?

Eu lembro-me de em 2007 terem passado quase dois meses para que os jornais quebrassem a cerca sanitária dessa época: aquela que mantinha restrita à blogosfera a informação sobre o processo académico de Sócrates. O PS ainda se lembra do que os seus históricos disseram sobre essas notícias?

Eu lembro-me de António Costa, enquanto ministro da Administração Interna do governo de Sócrates, defender a criação de um Conselho Superior de Investigação Criminal a ser presidido pelo primeiro-ministro,José Sócrates. O modo de funcionamento desse conselho colocaria numa posição subalterna o Procurador-Geral da República. O PS esqueceu-se deste episódio?

Eu lembro-me dos argumentos criados pelos socialistas para justificarem aqueles telefonemas de assessores do governo furibundos a quem assinava artigos críticos para com o Governo. Vão agora dizer que Sócrates os hipnotizava  para produzirem esses argumentários?

Eu lembro-me de em 2007, após as notícias sobre a licenciatura de José Sócrates, Arons de Carvalho, no semanário Expresso, concluir que “a violação das regras deontológicas não pode continuar impune” e Vital Moreira falar em “décadas de impunidade deontológica”. O PS já esqueceu?

Eu lembro-me de o PS não mostrar o mínimo interesse pelas denúncias de corrupção que surgiam desde 1997 sobre o licenciamento da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Cova da Beira assinado por José Sócrates, então secretário de Estado do Ambiente. Já era José Sócrates quem os impedia de perguntar?

Eu lembro-me de o director da PJ, Santos Cabral, ter sido afastado e enxovalhado em 2006 pelo ministro da Justiça, Alberto Costa, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.  O PS não teve um pequeno sobressalto ao conhecer os contornos desse afastamento  e as referências de Santos Cabral à intervenção do executivo na PJ? (Ah já me esquecia esse era o tempo em que o PS vivia indignado com o classificava como abuso das escutas telefónicas por parte da PJ!)

Eu lembro-me do mutismo com que o PS reagiu em 2009 quando se soube que tinha sido ilegalmente destruído o processo da adjudicação e concessão da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Cova da Beira. Vai o PS dizer que foi enganado?

Eu lembro-me de o ex-inspector da PJ que denunciou o caso Freeport ser condenado a oito meses de prisão e ao pagamento de uma multa. O PS estou certa que também se lembra.

Eu lembro-me de a Procuradoria Geral da República arquivar o inquérito à licenciatura de José Sócrates, embora não conseguisse explicar como um certificado com data de 1996 podia estar redigido num impresso só possível de existir depois de 1998. O PS já esqueceu o que disseram várias das suas mais destacadas figuras na altura? Foi Sócrates quem lhes pôs as palavras na boca?

Eu lembro-me de, no último dia de Junho de 2008, Dias Loureiro e António Vitorino terem apresentado a biografia de Sócrates, escrita pela jornalista Eduarda Maio. “O menino de ouro do PS”, título do livro, reproduz a expressão por que Sócrates era tratado por muitos socialistas, indiferentes a tudo o que já se sabia sobre José Sócrates desde o final dos anos 90. O PS continua a querer que acreditemos que havia um governo que nada sabia daquilo que José Sócrates fazia?

Eu lembro-me  de o PS, na campanha eleitoral  de 2009, apresentar  como uma mentira nascida de motivações ocultas tudo o que questionasse José Sócrates. O PS ainda se lembra disto ou sofre de amnésia?

Eu lembro-me de a PT ser usada para entrar no capital da TVI de modo a alterar-se a linha editorial daquela estação e torná-la mais amigável para o Governo. E lembro-me de o PS achar isso normal.

Eu lembro-me de a administração da TVI dar ordens para ser cancelado o Jornal Nacional de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes. E lembro-me muito bem de ouvir e ler socialistas e compagnons a declararem o seu apoio a este afastamento.

Eu lembro-me de em 2010 apenas o Correio da Manhã ter avisado os seus leitores de que o primeiro-ministro impusera como condição não ser confrontado com o caso Freeport no âmbito das entrevistas que ia dar a propósito da iniciativa “Governo Presente”. O PS sempre solidário com José Sócrates passou a usar depreciativamente a expressão “jornalismo à Correio da Manhã“.

Eu lembro-me de a PT ser usada para entrar no capital da TVI de modo a alterar-se a linha editorial daquela estação e torná-la mais amigável para o Governo. E lembro-me de o PS achar isso normal.

Eu lembro-me de a administração da TVI dar ordens para ser cancelado o Jornal Nacional de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes. E lembro-me muito bem de ouvir e ler socialistas e compagnons a declararem o seu apoio a este afastamento.

Eu lembro-me de em 2010 apenas o Correio da Manhã ter avisado os seus leitores de que o primeiro-ministro impusera como condição não ser confrontado com o caso Freeport no âmbito das entrevistas que ia dar a propósito da iniciativa “Governo Presente”. O PS sempre solidário com José Sócrates passou a usar depreciativamente a expressão “jornalismo à Correio da Manhã“.

Eu lembro-me de ouvir os socialistas classificarem como aleivosias as notícias sobre as casas cujos projectos Sócrates terá assinado, embora os donos das mesmas casas não o confirmassem. O PS pretenderá agora que foi José Sócrates quem os convenceu a fazer tal figura?

Eu lembro-me de José Sócrates, na qualidade de primeiro-ministro (demissionário) ter contactado formalmente a troika, composta pelo FMI, BCE e Comissão Europeia, a 6 de Abril de 2011, a solicitar um empréstimo no valor de 78 mil milhões de euros. E lembro-me como pouco depois o PS começou a criticar não só a troika como o programa que negociara com ela e que o governo seguinte teve de aplicar.

Eu lembro-me de ver os socialistas acotovelando-se em torno de Sócrates em cada sessão de anúncio de mais um plano revolucionário para o país: o MIT, os PIN, TGV, os Magalhães, as Novas Oportunidades, o choque tecnológico… O PS também não esqueceu porque continua a apostar no anúncio do anúncio e na inauguração do inaugurado, sem perguntar sobre o como nem o porquê.

 Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. José Sócrates  é um produto dessa forma de exercício do poder.

(in “Eu lembro-me” por Helena Matos)



quarta-feira, 14 de abril de 2021

Pinto de Sousa: Foi o cargo que lhe deu o poder para mercadejar!



Costa poderia ter dito aos portugueses duas coisas muito simples. 
Antes de mais, deveria ter pedido desculpa em nome do PS pelo que Sócrates fez, independentemente de uma condenação pelos tribunais. 
Depois, garantia que com ele a PM o governo nunca mercadejaria. Como não o fez, como não se antecipou ao juiz Rosa, cada vez haverá mais portugueses a pensar que há outros socialistas que também mercadejam.
.
Mais, como pode o PS convencer os portugueses que não voltará a ter um líder que se comporte como Sócrates?

sexta-feira, 9 de abril de 2021

o socratismo venceu!

independentemente do que acontecer a Sócrates, o socratismo venceu.
É isso que explica a nossa história recente.
.
A corrupção, a bancarrota e a divergência em relação à Europa não são azares. São efeitos de um sistema de poder que assenta no domínio do Estado sobre a sociedade, através de um bloco de clientelas eleitorais que é preciso alimentar à custa de endividamento, extorsão fiscal e cortes de investimento público. É claro que é importante averiguar se alguém abusou do poder para enriquecimento pessoal ilícito. Mas este é um detalhe de uma história muito mais grave e muito mais triste, porque é a da degradação de um regime, da decadência de um país e da morte das esperanças e expectativas de várias gerações. (in “E o socratismo, alguma vez será julgado?“ por Rui Ramos)
.
O que eu mais estranho é que muitos eleitores da minha faixa etária que viveram o Estado Novo, o Salazarismo e a censura no “controlo dos média”, continuem a apoiar um partido cada vez mais nacional socialista como se fosse o clube de futebol que um dia abraçaram esquecendo-se que perder um jogo, um campeonato ou descer de divisão prejudica, no máximo, uns milhares mas manter no poder o “partido” que nos levou a três bancarrotas, a caminho da quarta, prejudica, no minimo, muitos milhares!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

da dívida dos governos socialistas do Pinto de Sousa

O antigo primeiro-ministro socialista é responsável por 75% da dívida em obrigações do tesouro a reembolsar até 2023, mostram dados oficiais. Isto é, cerca de metade do valor que o Estado espera “levantar”, este ano, nos mercados internacionais através da emissão de dívida de longo prazo (Obrigações do Tesouro ou OT) são para pagar uma dívida contraída pelos governos do Sócrates e do Teixeira dos Santos. ( por Luís Reis Ribeiro em 08.02.2020 no Dinheiro Vivo)
foi por isso
No debate do Orçamento do Estado, vimos o "governo" a dramatizar um rombo anual na receita, de 800 milhões de euros, se o IVA da luz descesse de 23% para 6% sem contrapartidas
No entanto, e isto foi-nos ocultado, no próximo mês de Junho, Portugal vai ter de pagar de uma assentada um valor 10 vezes maior do que esse suposto custo fiscal com a descida do IVA da electricidade: 8000 mil milhões de euros da dívida dos governos socialistas do Pinto de Sousa.
.

sábado, 25 de maio de 2019

tomem nota! Com eles só boas notícias...

Com Guterres foi o “pântano”. Com Sócrates foi a crise financeira. Com o Costa esperemos para ver...
Os governos socialistas não dão más notícias aos portugueses. Com eles só boas notícias.
Foi assim com Guterres, com Sócrates e agora com Costa. Aliás, com Guterres e com Sócrates foram boas notícias quase até ao fim. Subitamente, tudo acaba e os socialistas abandonam o poder. E quando se vão embora, há sempre factores externos a explicar o fracasso socialista. Com Guterres foi o “pântano”, termo nunca explicado e que é ainda hoje um dos maiores mistérios da história política nacional. Com Sócrates foi obviamente a crise financeira. [...] Com o Costa esperamos para ver...

Os governos socialistas duram enquanto os ciclos económicos são favoráveis e enquanto podem dar boas notícias aos portugueses. Quando os bons tempos acabam, e sem programas reformistas, o PS nada tem a fazer no governo, vai-se embora e deixa o trabalho difícil para a direita. Nada nos últimos três anos sugere que o PS de Costa seja diferente do que foi com Guterres e com Sócrates. Quando vierem os tempos difíceis, e eles acabam sempre por chegar, Costa abandonará São Bento. Se não tiver maioria absoluta, será muito fácil arranjar um bom pretexto e descobrir os culpados. Quem anda por aí a pensar em acordos com um governo socialista minoritário, vá-se preparando. (in “O fantasma de Guterres paira sobre Costa” por João Marques de Almeida )

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Pedro Marques e "Câmara Corporativa" na "Operação Marquês"

Foi na tarde de 30 de Junho de 2013 que este SMS seguiu até ao destinatário:
"Tem disponibilidade para lhe fazer algumas perguntas acerca dos ‘velhos’ a que alude o Pulido Valente? António Peixoto."
A resposta à mensagem chegou uns minutos depois: 
"Caro, não li o Pulido Valente. Podemos falar se me enviar para mail. pmarques@ps.parlamento.pt.".
“...Peixoto, antigo quadro das Finanças, que durante anos, sob o pseudónimo de "Miguel Abrantes" alimentou o blog "Câmara Corporativa". A "Operação Marquês" revelou que Peixoto recebia 3500 euros/mês para o efeito. E também revelou alguns dos seus contactos directos. Além do Pedro Marques, Peixoto recolhia informação junto de João Galamba, secretário de Estado da Energia, e falava frequentemente com o comentador Pedro Adão e Silva. A jornalista Fernanda Câncio é outra das suas interlocutoras.”
Como noticiava o Sol em 2016, “José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, pagou uma avença mensal a um blogger para veicular opinião e informações favoráveis ao seu Governo, ao PS e a si próprio – defende o Ministério Público. O blogger em causa, António Peixoto (ver mais sobre o assunto aqui), escrevia sob o pseudónimo Miguel Abrantes no blogue Câmara Corporativa (também conhecido como Corporações), criado em 2005 para defender o Governo de Sócrates. (…) O blogue nasceu em 2005 e era pago por Rui Mão de Ferro, sócio de Carlos Santos Silva, que também sustentou uma avença a Domingos Farinho, o suposto autor do livro de Sócrates.”
Em 2017, o Observador noticiava “Ministério Público em busca de mais pagamentos a bloggers socráticos” – “António Peixoto terá recebido mais de 76 mil euros para alimentar um blogue que atacava os adversários de José Sócrates. Não terá sido o único blogger a ser pago para elogiar a obra do ex-1.º ministro”.

Aliás, já em 2010, o CM noticiava “Campanha com meios públicos Sócrates foi apoiado por blogues alimentados em informação e argumentários feitos por assessores”. (in https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/cabeca-de-lista-do-ps-fez-parte-da-rede-do-blogue-camara-corporativa )

sábado, 6 de abril de 2019

29 de Janeiro de 2019: aqui esta o Costa a dizer-lhe – sem o dizer!

interprete a manchete! Não espere que venha um comentador fazê-lo por si!
(para já devagar, devagarinho, aqui esta o Costa a dizer-lhe – sem o dizer – que, mais uma vez, estamos lixados!
Decerto num próximo “amanhã” o Costa mandará um outro dos seus tótós “dar-lhe” mais um bocadinho da má noticia! Depois virá  outro tótó e mais um bocadinho a que se seguirá mais um com mais um... ).
A banca, nas entrevistas dadas nos dias anteriores, deixava claro o que queria. Ajuda externa. O dia 6 de Abril de 2011 era, também, dia de venda de títulos de dívida pública de Portugal. Tudo se conjugou.
relembre-o AQUI

sexta-feira, 1 de março de 2019

Foi na tarde de 30 de Junho de 2013 que este SMS seguiu até ao destinatário:
"Tem disponibilidade para lhe fazer algumas perguntas acerca dos ‘velhos’ a que alude o Pulido Valente? António Peixoto."
A resposta à mensagem chegou uns minutos depois: 
"Caro, não li o Pulido Valente. Podemos falar se me enviar para mail. pmarques@ps.parlamento.pt.".
“...Peixoto, antigo quadro das Finanças, que durante anos, sob o pseudónimo de "Miguel Abrantes" alimentou o blog "Câmara Corporativa". A "Operação Marquês" revelou que Peixoto recebia 3500 euros/mês para o efeito. E também revelou alguns dos seus contactos directos. Além do Pedro Marques, Peixoto recolhia informação junto de João Galamba, secretário de Estado da Energia, e falava frequentemente com o comentador Pedro Adão e Silva. A jornalista Fernanda Câncio é outra das suas interlocutoras.”
Como noticiava o Sol em 2016, “José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, pagou uma avença mensal a um blogger para veicular opinião e informações favoráveis ao seu Governo, ao PS e a si próprio – defende o Ministério Público. O blogger em causa, António Peixoto (ver mais sobre o assunto aqui), escrevia sob o pseudónimo Miguel Abrantes no blogue Câmara Corporativa (também conhecido como Corporações), criado em 2005 para defender o Governo de Sócrates. (…) O blogue nasceu em 2005 e era pago por Rui Mão de Ferro, sócio de Carlos Santos Silva, que também sustentou uma avença a Domingos Farinho, o suposto autor do livro de Sócrates.”
Em 2017, o Observador noticiava “Ministério Público em busca de mais pagamentos a bloggers socráticos” – “António Peixoto terá recebido mais de 76 mil euros para alimentar um blogue que atacava os adversários de José Sócrates. Não terá sido o único blogger a ser pago para elogiar a obra do ex-1.º ministro”.

Aliás, já em 2010, o CM noticiava “Campanha com meios públicos Sócrates foi apoiado por blogues alimentados em informação e argumentários feitos por assessores”. (in https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/cabeca-de-lista-do-ps-fez-parte-da-rede-do-blogue-camara-corporativa )

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

aqui esta o Costa a dizer-lhe, sem o dizer!

interprete a manchete! Não espere que venha um comentador fazê-lo por si!
(para já devagar, devagarinho, aqui esta o Costa a dizer-lhe – sem o dizer – que, mais uma vez, estamos lixados!
Decerto num próximo “amanhã” o Costa mandará um outro dos seus tótós “dar-lhe” mais um bocadinho da má noticia! Depois virá  outro tótó e mais um bocadinho a que se seguirá mais um com mais um... ).
A banca, nas entrevistas dadas nos dias anteriores, deixava claro o que queria. Ajuda externa. O dia 6 de Abril de 2011 era, também, dia de venda de títulos de dívida pública de Portugal. Tudo se conjugou.
relembre-o AQUI

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

MARQUÊS À PROVA...

Como José Sócrates e os outros arguidos querem destruir a Operação Marquês.
.
Esta é apenas uma parte da estratégia das defesas dos arguidos da Operação Marquês para deitar abaixo, na secretaria, a mais importante investigação judicial da democracia portuguesa. 
O primeiro objectivo está conseguido:
afastar o juiz Carlos Alexandre da fase de instrução, que será presidida por Ivo Rosa.
Os restantes passam por classificar a investigação de ilegal;
anular provas que dizem ser proibidas;
afastar investigadores; e
valorizar indícios que acreditam não ter sido considerados pelo Ministério Público na acusação. 

Se o pedido da defesa de Armando Vara para ouvir o juiz Carlos Alexandre como testemunha for aceite, a fase de instrução da Operação Marquês deverá ficar marcada por aquela que será uma situação inédita: o juiz Carlos Alexandre, sentado numa das salas do tribunal onde está há 14 anos, à disposição das defesas e do juiz Ivo Rosa para ser interrogado sobre as alegadas ilegalidades que o fizeram ficar à frente do processo em 2014.
Será uma espécie de tiro ao alvo: uma oportunidade única para as defesas contestarem indirectamente cada uma das decisões de Carlos Alexandre. Da autorização da captação de escutas telefónicas à assinatura dos mandados de prisão preventiva.

mais AQUI

domingo, 13 de maio de 2018

...colonizaram o espaço público!

O que temos aqui não é um mistério: é apenas uma nova demonstração de que, no nosso país, quem domina o Estado domina a opinião. Ora, nenhum outro grupo, no actual regime, mandou tanto tempo no Estado como os actuais dirigentes do PS. Desde 1995, quase sempre no governo, que fazem e desfazem carreiras, negócios, e instituições. A pouco e pouco, colonizaram o espaço público com quem lhes deve emprego e estatuto. (in “O PS deu licença, já podemos ver, ouvir e falar” por Rui Ramos)
O que aconteceu em Portugal entre 2005 e 2011 foi demasiado grave para nos calarmos. A defesa da democracia portuguesa proíbe o silêncio.
Se alguém, na oposição se calar ou alinhar com a estratégia de Costa, tornar-se-á cúmplice dos maiores crimes políticos e económicos que se cometeram em Portugal desde o 25 de Abril. (in “Não foi só Sócrates, também foi o PS” por João Marques de Almeida)

sábado, 21 de abril de 2018

o senhor que se segue é o Manuel Pinho?

(nos “mentideros da capital” diz-se que “mais não se seguiram” devido aos cargos que ainda ocupam...)
.
Desta vez, é o chamado caso EDP, que investiga os benefícios de mais de 1,2 mil milhões de euros alegadamente concedidos à principal elétrica nacional por parte de Manuel Pinho, ex-ministro da Economia do Governo de José Sócrates.
Em causa estão pagamentos que totalizam 1.032.511, 86 de euros que terão sido realizados entre 18 de Outubro de 2006 e 20 de Junho 2012 por parte da Espírito Santo Enterprises  a uma nova sociedade offshore descoberta a Manuel Pinho, a “Tartaruga Foundation”, com sede no Panamá
.
Para os magistrados, a explicação para os pagamentos é clara: 
“Beneficiar esses grupos empresariais [Banco Espírito Santo/Grupo Espírito Santo] e a EDP (do qual o BES era acionista) durante o tempo em que exerceu tais funções públicas” no Governo de José Sócrates.
Sendo que nesse período em que Manuel Pinho foi ministro da Economia a ES Enterprises transferiu um total de cerca de 508 mil euros por via de uma transferência mensal de valor exatamente igual: 14.963,94 euros.
.

texto completo AQUI

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

para mais tarde recordar que Pagamos isto tudo!

A corrupção retratada na acusação do processo Marquês é um crime insidioso, pago duplamente pelos cidadãos de um País que recebem em troca um pior serviço do Estado. Por causa dos crimes em causa neste processo, uma grande empresa nacional, a PT, foi submergida num negócio de conveniência para um grupo de accionistas gananciosos. Sim, quando se dizia que Ricardo Salgado era dono disto tudo, era mesmo verdade. Controlava um império financeiro, que através de generosas luvas dominava um primeiro-ministro com maioria absoluta no Parlamento. Os contribuintes também pagam a dolorosa conta das imparidades bancárias do BES e da Caixa Geral de Depósitos. Na administração do banco público, Sócrates colocou o amigo Vara, que concedeu um empréstimo ao Vale do Lobo a troco de luvas. Salgado, que pagava generosos prémios aos gestores que controlava na PT e ao primeiro-ministro, também concedeu créditos milionários sem garantias aos aliados na guerra contra a OPA da Sonae. Nesse negócio cimentou-se uma trágica aliança entre Salgado e Sócrates, que acabou no resgate da troika e no fim de um império financeiro de pés de barro. Os acusados deste processo enriqueceram, mas milhares de pessoas perderam empregos e milhões ficaram mais pobres. Ainda pagamos estes crimes numa factura muito cara. (in Opinião CM

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

a narrativa do partido socialista!

Porque é que o Costa não pode dizer as coisas simplesmente como elas são?
Onde está a dificuldade?
A dificuldade está num dos grandes legados do Sócrates aos seus correligionários: a teoria da “narrativa”. O princípio da teoria é expedito: não há factos partilháveis entre adversários políticos, não há informação independente dos interesses de cada um; cada partido pode e deve construir a sua própria “realidade”, sob pena de viver na realidade imposta pelo seu adversário. Com isto, Sócrates não estava a aludir à habitual disputa de interpretação das estatísticas, mas a outra coisa muito mais radical: à possibilidade e à conveniência de engendrar grandes ficções, recusando qualquer terreno comum de dados com os adversários. Passou a ser a regra entre os seus sucessores. Vimo-los assim insistir que em 2011 o país estava óptimo e as dificuldades só começaram quando a “direita radical” assaltou o poder. 
A “narrativa”, para aqueles que pretendem passar por gente de esquerda, tornou-se uma questão de identidade. Quem não repetir a “narrativa”, não é do PS, não é de esquerda, ou está a ceder, por debilidade ou inconsciência, a uma coisa que se chama “ideologia da direita”, e que corresponde mais ou menos a toda a informação que não condiz com os interesses do António Costa e dos seus aliados.

Nada disto, porém, poderia funcionar sem outro legado socrático no PS: a adopção da visão demoníaca que o PCP e o BE têm daquilo que chamam a “direita”, e que frequentemente no passado incluiu o próprio PS. No mundo do PCP e do BE, o pluralismo não é normal. Por isso, é-lhes impossível conceber a direita como uma expressão legitima da diversidade de opiniões e de alternativas num regime livre. Pelo contrário, a direita pareceu-lhes sempre um caso de criminalidade odiosa, a justificar todas as exclusões e autos-de-fé. Sócrates promoveu esta mentalidade de guerra civil no PS, o que, em Novembro de 2015, ajudou a explicar a conjugação com o PCP e o BE: tudo era preferível à continuação do “governo da direita”, porque a direita, como todo o verdadeiro homem de esquerda sabe, é o mal absoluto. Esta negação do pluralismo tem também sido fundamental para a produção da “narrativa”, na medida em que é a caricatura satânica dos adversários que legitima a redução da discussão pública à propaganda e à contra-informação.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

a teoria da narrativa

Porque é que Costa não pode dizer as coisas simplesmente como elas são?
Onde está a dificuldade?
A dificuldade está num dos grandes legados de Sócrates aos seus correligionários:
a teoria da “narrativa”.
O princípio da teoria é expedito: não há factos partilháveis entre adversários políticos, não há informação independente dos interesses de cada um; cada partido pode e deve construir a sua própria “realidade”, sob pena de viver na realidade imposta pelo seu adversário. Com isto, Sócrates não estava a aludir à habitual disputa de interpretação das estatísticas, mas a outra coisa muito mais radical: à possibilidade e à conveniência de engendrar grandes ficções, recusando qualquer terreno comum de dados com os adversários. Passou a ser a regra entre os seus sucessores. Vimo-los assim insistir que em 2011 o país estava óptimo e as dificuldades só começaram quando a “direita radical” assaltou o poder.
A “narrativa”, para aqueles que pretendem passar por gente de esquerda, tornou-se uma questão de identidade. Quem não repetir a “narrativa”, não é do PS, não é de esquerda, ou está a ceder, por debilidade ou inconsciência, a uma coisa que se chama “ideologia da direita”, e que corresponde mais ou menos a toda a informação que não condiz com os interesses do Costa e dos seus aliados.
.
Nada disto, porém, poderia funcionar sem outro legado socrático no PS:
a adopção da visão demoníaca que o PCP e o BE têm daquilo que chamam a “direita”, e que frequentemente no passado incluiu o próprio PS.
No mundo do PCP e do BE, o pluralismo não é normal. Por isso, é-lhes impossível conceber a direita como uma expressão legitima da diversidade de opiniões e de alternativas num regime livre. Pelo contrário, a direita pareceu-lhes sempre um caso de criminalidade odiosa, a justificar todas as exclusões e autos-de-fé.
Sócrates promoveu esta mentalidade de guerra civil no PS, o que, em Novembro de 2015, ajudou a explicar a conjugação com o PCP e o BE: tudo era preferível à continuação do “governo da direita”, porque a direita, como todo o verdadeiro homem de esquerda sabe, é o mal absoluto.

Esta negação do pluralismo tem também sido fundamental para a produção da “narrativa”, na medida em que é a caricatura satânica dos adversários que legitima a redução da discussão pública à propaganda e à contra-informação. (in Observador por Rui Ramos)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

quem é que andou a enganar Bruxelas?

A Comissão Europeia torce o nariz e o que se discute não é o orçamento, mas a ingerência externa nas decisões do Governo, a soberania. E, ao mesmo tempo, ouvem-se as vozes da Catarina e do Jerónimo a brandir a bandeira nacional contra os invasores.
.
É sempre assim. Quando um país não cumpre as suas obrigações, aquelas a que se comprometeu livremente, começa a arranjar bodes expiatórios, culpados, a apontar o dedo a terceiros. …
Ninguém na Europa impede António Costa de fazer escolhas, de puxar mais pelo consumo ou pelas exportações, pelo corte de despesa ou aumento de receita. Costa tem de cumprir uma redução do défice global e do défice estrutural, corrigido dos efeitos de medidas temporárias e do ciclo económico. O que faz? Apresenta um orçamento com pressupostos que tornam difícil cumprir a redução do défice global para 2,6% e ‘inventa’ uma contabilização de medidas estruturais como se fossem extraordinárias que permitiria reduzir o défice estrutural em 0,2%.

O Galamba diz na sua página de Facebook (algo que Jerónimo de Sousa, António Costa e o representante do PS no Expresso já repetiram) que o governo anterior andou a “enganar Bruxelas”, dizendo que cortes temporários eram definitivos, porque se fossem temporários não poderiam contar para o défice estrutural. (n’O Insurgente)
.

mas quem é que enganou Bruxelas?


sábado, 12 de setembro de 2015

a figura central...

Dia 4 de Outubro, os líderes partidários que vão a votos são Passos Coelho e António Costa mas a figura central é Sócrates.
.
José Sócrates aplaudiu euforicamente o desempenho do seu ex-número 2 António Costa e teve boas razões para isso. Costa não só não se distanciou claramente das políticas do Governo socialista que colocou Portugal no limiar da bancarrota como foi ao ponto de “acusar” Passos Coelho de ter chamado a troika, esquecendo que foi precisamente o Governo de José Sócrates quem a chamou a 6 de Abril de 2011, depois de o ministro das Finanças Teixeira dos Santos ter assumido que o Estado português estava prestes a entrar numa situação de ruptura de tesouraria, ficando sem dinheiro para pagar salários e pensões.
.
Sócrates é, por direito e vontade própria, a figura central das próximas eleições legislativas. Como reconheceu a insuspeita Fernanda Câncio num lúcido artigo: “Não há, pois, volta a dar: Sócrates está no centro da campanha. Porque os media querem, porque a coligação quer e, como a revelação, ontem, de uma foto no interior da casa tornou inegável, ele quer.”
.
Sócrates tem razões para estar agradado com o desempenho de Costa. A agressividade permanente de Costa na entrevista fez lembrar o “animal feroz”, tendo-se aliás mantido na entrevista conduzida por Vítor Gonçalves, com o líder do PS a procurar sistematicamente intimidar o jornalista da RTP, em linha com o estilo de Sócrates.
.
Se, dia 4 de Outubro, António Costa ganhar, será dado um importante passo para a reabilitação política de Sócrates. E, se Costa perder, Sócrates terá, ainda assim, uma palavra a dizer no futuro do partido.

Uma coisa é certa: as notícias sobre a morte política de Sócrates foram manifestamente exageradas. (base artigo de opinão de André Azevedo Alves no Observador )