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quarta-feira, 25 de março de 2026

a municipalização do islamismo político em França:

Depois das autárquicas, em França, 
o que inquieta não é apenas o mapa partidário — é o mapa da influência
As eleições municipais francesas de 2026 deixaram um ensinamento que a leitura meramente partidária não basta para apreender. É verdade que o
Rassemblement National cresceu sem conquistar a avalanche urbana que desejava, que La France Insoumise falhou a sua ambição de hegemonia municipal e que o velho eixo socialista-moderado voltou a mostrar utilidade. Mas por baixo desta aritmética partidária move-se outra realidade, menos espectacular e mais perigosa: a consolidação da escala local como terreno de influência de um islamismo político de tipo associativo, comunitário e municipal.
O relatório "Frères musulmans et islamisme politique en France", tornado público pelo Ministério do Interior francês em Maio de 2025, sustenta que, se o risco "frériste” deve ser medido com prudência à escala nacional, o perigo de um islamismo municipal aparece como bem real no plano local, com efeitos crescentes no espaço público e no jogo político municipal. O próprio relatório descreve a formação de “ecossistemas locais” organizados em torno de mesquitas, associações, actividades educativas, caritativas e redes de influência, capazes de enquadrar a vida social e de entrar numa relação clientelar com autarquias em bairros fragilizados.
O ponto decisivo está aqui: não se trata necessariamente de listas islamistas explícitas, nem de uma tomada formal de câmaras municipais, mas de algo mais insidioso e mais compatível com as formas contemporâneas de subversão social. O relatório fala de activismo militante ancorado no plano municipal, reforçado por uma nova geração de pregadores e por estruturas satélite que operam no cultural, no educativo e no social. Em linguagem menos administrativa: trata-se de ocupar o terreno antes de ocupar a instituição, de moldar comportamentos antes de conquistar mandatos, de fabricar dependências comunitárias antes de reclamar legitimidade política.

A imprensa francesa séria tem sido mais prudente na formulação, mas não desmente o essencial. Le Parisien escreveu, já em Janeiro de 2026, que o Estado francês seguia com atenção o fenómeno do chamado “islam municipal” e das listas comunitárias, acrescentando, no entanto, que o fenómeno permanecia muito minoritário. Meses antes, o mesmo jornal registara o alerta de responsáveis do Estado para redes islamistas que procurariam aproveitar a proximidade das autárquicas para acelerar formas de "entrismo", muitas vezes através de relações triangulares entre município, culto e tecido associativo.
Esta prudência jornalística deve ser preservada. Não é sério transformar qualquer voto de bairro popular num voto islamista. Não é sério confundir população muçulmana com activismo islamista. Não é sério ler cartografia eleitoral como se fosse cartografia religiosa. Mas também já não é sério fingir que nada disto existe. O que os documentos oficiais, a discussão parlamentar e parte crescente da imprensa francesa indicam é que a questão deixou de ser marginal.

A palavra-chave é, precisamente, " entrismo ". Não já o modelo grosseiro da agitação revolucionária, mas a infiltração molecular da vida local: associações, clubes, acções caritativas, educação paralela, influência moral, pressão identitária, vitimização discursiva e negociação clientelar com executivos municipais frágeis, oportunistas ou eleitoralmente carentes. O relatório oficial francês fala de estratégias de dissimulação, de procura de legitimação e de vitimização, e assinala a persistência do investimento nos campos cultual, educativo e social. É uma táctica adaptada ao Ocidente: menos bandeira, mais rede; menos ruptura frontal, mais captura gradual.
É aqui que o pós-eleitoral francês se torna inquietante. Porque as autárquicas não criaram este fenómeno, mas podem ampliá-lo indirectamente de três maneiras.
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A primeira é a fragmentação da representação local. Quando o sistema partidário se fragmenta, os executivos municipais tornam-se mais vulneráveis a micro-clientelas organizadas e a minorias intensamente mobilizadas. Quem dispõe de sociabilidade densa, disciplina comunitária e capacidade de pressão local vale, então, mais do que a sua força demográfica bruta. Uma minoria coerente pesa mais do que uma maioria dispersa.
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A segunda é a covardia táctica da esquerda radical e de certos segmentos da esquerda municipal. Em França, uma parte da esquerda habituou-se a tratar o islamismo político não como problema civilizacional, mas como aliado objectivo na guerra cultural contra a República clássica, o universalismo francês, a polícia, a laicidade exigente e, claro, Israel e o chamado “Ocidente colonial”. Nem sempre esta convergência é orgânica; muitas vezes é oportunista, retórica ou eleitoral. Mas existe enquanto convergência de causas, de inimigos e de linguagem. E essa convergência torna-se particularmente visível no plano local, onde a política se faz menos por grandes doutrinas e mais por cumplicidades tácticas, silêncios úteis e trocas de legitimidade.
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A terceira é a reacção simétrica. Quanto mais o espaço local parece ceder a enclaves identitários, mais o Rassemblement National encontra matéria emocional para a sua narrativa de reconquista. O RN não cresce apenas por razões económicas ou securitárias; cresce também porque dá tradução política a um sentimento difuso de desapossamento territorial e cultural. Cada sinal de comunitarização, cada hesitação do poder republicano, cada concessão cobarde de uma autarquia, funciona como combustível simbólico para a direita nacionalista.
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Importa, porém, não cair no simplismo inverso. Parte da crítica feita ao relatório oficial foi precisamente a de que o Governo poderia estar a sobredramatizar o tema ou a usar uma categoria demasiado lata de “entrismo” para fins políticos. Essa objecção não deve ser descartada levianamente. Um Estado sério não combate uma estratégia de infiltração dissolvendo a inteligência conceptual. Se tudo é islamismo, nada é islamismo.

Mas reconhecer este risco de exagero não obriga a regressar à cegueira voluntária. Pelo contrário: exige precisão. O problema não é o Islão enquanto religião, nem os cidadãos franceses de confissão muçulmana enquanto corpo homogéneo; o problema é a utilização da escala local por redes ideológicas que pretendem substituir a cidadania por pertenças, a laicidade por excepções, a integração por separação e a deliberação democrática por pressão identitária organizada.
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Visto deste modo, o que preocupa em França não é ainda um mapa deáreas controladas”, expressão excessiva para o estado actual da evidência. O que preocupa é um mapa de áreas vulneráveis, de ecossistemas influenciados, de autarquias expostas à chantagem comunitária, de bairros onde a República recua antes de ser formalmente derrotada. E é precisamente por isto que o fenómeno é mais grave do que uma simples vitória eleitoral de um partido radical: porque corrói o solo cívico antes de se tornar plenamente visível no boletim de voto.

A França continua, portanto, a oferecer ao resto da Europa uma advertência severa. Quando o poder central enfraquece, quando os partidos se desagregam, quando a laicidade se torna tímida e quando o local é abandonado à soma de clientelas, o municipal deixa de ser apenas administrativo. Passa a ser civilizacional. A câmara municipal já não decide apenas transportes, urbanismo ou limpeza; decide, muitas vezes sem o admitir, quem ocupa o espaço simbólico, quem fixa as normas informais e quem ensaia, rua a rua, a substituição da comunidade política pela comunidade identitária.
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Resumindo: 
as municipais francesas de 2026 não provaram uma conquista islamista do território. Provaram algo talvez mais inquietante: que a França reconhece, ao mais alto nível do Estado, a existência de uma pressão local organizada de islamismo político e comunitarista; que a imprensa francesa já trata esse tema como questão municipal concreta, ainda que minoritária; e que o vazio criado pela fragmentação partidária pode acelerar a transformação de influências difusas em poder real. O que hoje são redes, amanhã poderão ser normas. O que hoje é clientelismo, amanhã poderá ser tutela. E o que hoje ainda parece episódico poderá tornar-se, com a cobardia suficiente, o modo ordinário de decomposição da República.

terça-feira, 24 de março de 2026

França municipal, França nacional

As autárquicas de 2026 e a decomposição do centro político francês

As eleições municipais francesas de Março de 2026 merecem ser lidas para além da sua superfície local. Não foram apenas um somatório de disputas camarárias, nem um simples mosaico de equilíbrios regionais. Foram, antes de mais, um teste nacional em escala municipal: um ensaio geral da presidencial de 2027, uma radiografia da recomposição partidária francesa e um sinal claro de que a França continua politicamente fragmentada, socialmente crispada e civilizacionalmente inquieta
A primeira conclusão é de natureza estratégica. Nem o Rassemblement National conseguiu a grande vaga urbana que pretendia, nem a France Insoumise confirmou a fantasia de hegemonia à esquerda. O RN ampliou de forma muito expressiva o número de municípios sob sua administração, mas essa progressão ficou largamente concentrada nos seus bastiões tradicionais, designadamente os Hauts-de-France e o arco mediterrânico. Em contrapartida, falhou objectivos politicamente decisivos nas grandes cidades, como Marselha e Toulon, ainda que a vitória em Nice lhe tenha dado um troféu de grande visibilidade..
Isto significa que o RN continua a crescer, mas cresce com limites. A sua força nacional já não pode ser negada; a sua capacidade de territorialização fina continua, porém, desigual. A municipalização do voto nacionalista avança, mas não se universaliza. E esta distinção é decisiva, porque a eleição presidencial francesa não se vence apenas com intensidade sociológica ou com raiva plebeia: exige, no segundo turno, amplitude geográfica, respeitabilidade táctica e capacidade de transbordo eleitoral.
Do lado da extrema-esquerda, o quadro é ainda mais revelador. A France Insoumise teve alguns ganhos localizados e preservou utilidade táctica em certas coligações, mas não conquistou nenhuma grande cidade emblemática; mais importante ainda, as alianças com a esquerda não-melenchonista revelaram-se, em regra, eleitoralmente penalizadoras. Paris e Marselha tornaram-se, por isso, politicamente eloquentes: os socialistas ganharam ou resistiram melhor quando recusaram a tutela da esquerda radical do que quando se deixaram absorver por ela.

É aqui que aparece a verdadeira novidade política do escrutínio: a esquerda moderada ganhou mais quando recusou a intoxicação melenchonista do que quando se deixou contaminar por ela. O “lado radioactivo” de Mélenchon tornou-se um passivo mais do que um activo para a esquerda que ainda aspira a governar. O eleitorado urbano, onde a esquerda precisava de parecer ampla, séria e administrativamente competente, revelou pouca disposição para premiar a agitação ideológica travestida de coligação eleitoral.
Também os ecologistas saem politicamente diminuídos. Depois da vaga verde de 2020, perderam cidades relevantes e confirmaram a erosão do seu momento de ascensão. O ecologismo municipal francês, que em tempos se quis força de substituição, aparece agora mais como força de complemento ou de arbitragem, incapaz de impor sozinho um eixo político nacional.
Entretanto, o que muitos julgavam moribundo regressa à cena: o velho eixo socialista, moderado e centrista. O Partido Socialista conservou a condição de principal força local da esquerda, apesar das suas lutas internas em torno das alianças com a LFI.
O campo macronista, embora enfraquecido nacionalmente, conseguiu vitórias e reposicionamentos urbanos relevantes. E Édouard Philippe, reeleito no Havre, volta a surgir como uma peça importante da arquitectura presidencial de 2027. O que estas municipais mostram é que, perante a dupla pressão do populismo de direita e do radicalismo de esquerda, muitos eleitorados urbanos e intermédios ainda preferem a moderação organizada ao extremismo ruidoso.

Mas seria um erro concluir daqui que a França se recompôs. O que se recompôs foi apenas o mecanismo defensivo do sistema. A sociedade francesa permanece profundamente fraccionada. A abstenção no segundo turno atingiu 42,18%, o que significa que apenas 57,82% dos inscritos votaram. Não se trata apenas de cansaço democrático; trata-se de distância cívica, de desconfiança perante a representação e de erosão do vínculo entre território, instituições e pertença política.
É neste ponto que a leitura deve tornar-se mais funda. As autárquicas não confirmam apenas uma recomposição partidária; sugerem também a continuação de uma recomposição antropológica da França. Não é metodologicamente sério transformar cada mapa eleitoral num mapa religioso ou étnico. Mas também não é sério fingir que a questão civilizacional desapareceu do campo político francês. A escala local tornou-se, cada vez mais, o ponto onde se cruzam imigração, identidade, segurança, fragmentação comunitária e disputa ideológica.
Daqui não decorre, automaticamente, que as municipais de 2026 tenham sido determinadas pelo islamismo político. Essa extrapolação seria abusiva. Mas decorre, sim, que a política local francesa está cada vez mais exposta a clivagens identitárias, comunitárias e civilizacionais que o velho republicanismo universalista já não consegue absorver com facilidade. E é precisamente nesse vazio que prosperam, de um lado, a retórica de insurreição cultural da esquerda radical, e do outro, a narrativa de reconquista nacional do RN.
Por isso, a principal lição destas eleições não é que a França tenha evitado o abismo. É que o abismo continua lá, apenas temporariamente contido por estruturas locais mais sólidas do que as narrativas mediáticas supunham. O RN não venceu como queria; a LFI não impôs a sua linha; os socialistas e os moderados respiraram. Mas nada disto resolve o problema essencial: a França já não discute apenas programas, impostos ou transportes urbanos. Discute pertença, autoridade, assimilação, ordem pública, memória nacional e fidelidade civilizacional.

Em suma: estas municipais travaram dois triunfalismos — o do RN urbano inevitável e o da esquerda radical indispensável —, mas não travaram a dinâmica de fundo que mina a V República.

A França continua a mover-se entre enclaves ideológicos, ressentimentos territoriais e fidelidades políticas cada vez menos compatíveis entre si. O sistema ganhou tempo. A nação não ganhou paz.

quarta-feira, 18 de março de 2026

A nova fractura do Ocidente: identidade, comunidade e a revolução silenciosa

As recentes eleições municipais francesas não devem ser lidas como um episódio local ou meramente conjuntural. Constituem, antes, um sintoma avançado de uma mutação estrutural no espaço político ocidental, onde categorias clássicas — esquerda/direita, povo/elite, Estado/sociedade — vêm sendo substituídas por uma nova grelha interpretativa: identidade, raça e pertença comunitária.
Contrariamente à narrativa dominante nos media, esta mutação não foi impulsionada pela chamada “extrema-direita”, mas sim por sectores organizados da extrema-esquerda contemporânea, em particular pela LFI (La France Insoumise) e por formações satélite, como o Parti Anti-Capitaliste, bem como por redes informais de activismo antifa. O fenómeno central pode ser descrito com precisão: a racialização deliberada do debate político como estratégia de mobilização eleitoral.
Da teoria universitária à prática eleitoral
Importa sublinhar um ponto essencial: não foi a direita — radical ou outra — que reintroduziu o conceito de “raça” no espaço público europeu. Essa reintrodução foi feita por correntes ideológicas oriundas dos campus norte-americanos, posteriormente importadas para a Europa, e hoje plenamente incorporadas no discurso político da extrema-esquerda.
Conceitos como “privilégio branco”, “racismo sistémico”, “culpa histórica” ou “identidades racializadas” deixaram de ser categorias académicas marginais para se tornarem instrumentos de acção política directa. O salto qualitativo dá-se quando estas categorias passam a servir de base para a selecção de candidatos, a construção de listas eleitorais e a definição de mensagens políticas segmentadas. A política deixa, assim, de ser orientada pelo interesse geral e passa a organizar-se segundo blocos identitários concorrentes.
O comunitarismo como estratégia
Os exemplos recentes em França são particularmente elucidativos. Declarações de dirigentes ligados à LFI defendem explicitamente que os eleitores devem votar em candidatos “da mesma cor” ou “da mesma comunidade”, que a representação política deve reflectir identidades raciais ou religiosas e que o poder político deve ser conquistado como forma de “reparação histórica”.
O caso do deputado à Assembleia Nacional de França, Carlos Bilongo, é paradigmático: o seu discurso, marcado por referências à superioridade demográfica e à necessidade de “mostrar força”, traduz uma lógica de confronto identitário que rompe com o universalismo republicano.
Mais significativo ainda é o caso de Bally Bagayoko, cuja vitória em Saint-Denis foi apresentada como o triunfo da chamada “nova França”. Este conceito — popularizado por Jean-Luc Mélenchon — designa explicitamente a França dos bairros imigrantes, a França “não branca”, a França pós-nacional, em oposição implícita àquilo que seria a “velha França”: histórica, cultural e civilizacional.
Estamos, portanto, perante uma inversão conceptual profunda: a política deixa de procurar integrar indivíduos numa comunidade nacional e passa a organizar comunidades em competição dentro do Estado.
O fim do universalismo republicano
A tradição política francesa — desde a Revolução — assenta num princípio claro: o cidadão precede a identidade particular. Qualquer indivíduo pode tornar-se francês desde que aceite os valores da República. A estratégia da extrema-esquerda rompe com este modelo ao introduzir categorias identitárias permanentes, hierarquias morais entre grupos e uma leitura histórica baseada na culpa colectiva.
O resultado é a fragmentação do corpo político. A França — e, por extensão, o Ocidente — arrisca transformar-se num sistema de comunidades em concorrência, em vez de permanecer um Estado Nação politicamente uno.
Uma clarificação necessária: direita radical não é extrema-direita
Neste contexto, torna-se essencial introduzir rigor conceptual — algo frequentemente ausente no discurso mediático. O RN (Rassemblement National) é sistematicamente classificado como “extrema-direita”. Contudo, essa classificação é, do ponto de vista da ciência política, incorrecta.
O RN enquadra-se mais adequadamente na categoria de direita radical, caracterizada pela aceitação da democracia representativa, pela defesa da soberania popular, pela proposta de mecanismos referendários e pela oposição à imigração massiva. Não se confunde, por isso, com as extremas-direitas contra-revolucionárias, com as extremas-direitas revolucionárias do tipo fascista ou nacional-socialista, nem com correntes revolucionário-conservadoras, como a Konservative Revolution, ou ainda com as mais recentes experiências anti-liberais e tecnocráticas agrupadas sob a sigla NRx (Neo-Reactionary Movement).
Confundir todas estas realidades numa mesma etiqueta serve, acima de tudo, um objectivo político: deslegitimar, por via semântica, qualquer oposição séria ao paradigma dominante.
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O que está em curso não é apenas uma disputa eleitoral. É uma transformação mais profunda: substituição do universalismo pelo identitarismo, substituição do cidadão pela comunidade, substituição da integração pela fragmentação.
Paradoxalmente, esta dinâmica — frequentemente atribuída à “extrema-direita” — é hoje impulsionada por sectores que se reclamam da esquerda. E é por isso que o verdadeiro risco para o Ocidente pode não residir onde nos dizem que ele está, mas precisamente onde poucos querem olhar.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Eleições Francesas: Uma nota para Portugal

O que estas autárquicas francesas revelam é um fenómeno que não é exclusivamente francês. 
Em grande parte da Europa ocidental observa-se uma divisão política crescente entre metrópoles urbanas progressistas e periferias territoriais mais conservadoras.
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Em França, essa clivagem traduz-se numa geografia eleitoral clara: grandes cidades inclinadas à esquerda, sul mediterrânico favorável ao Rassemblement National e vastas regiões dominadas por estruturas políticas locais ou pela direita tradicional.
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Portugal ainda não apresenta uma fragmentação territorial tão marcada. Contudo, alguns sinais começam a emergir: concentração de eleitorados progressistas nas grandes áreas metropolitanas e crescimento de forças políticas contestatárias em regiões periféricas.
mas,
Se a política europeia continuar a evoluir nesta direcção, a questão central deixará de ser apenas ideológica. Passará a ser também territorial.
E nesse momento as eleições locais deixam de ser apenas autárquicas. Tornam-se um espelho do país real.

França (2026): fragmentação territorial e ensaio geral para 2027

As eleições autárquicas francesas de 2026 – cujo primeiro turno ocorreu a 15 de Março – oferecem um retrato particularmente revelador da estrutura política da França contemporânea. Mais do que simples disputas locais, estes escrutínios constituem tradicionalmente um barómetro político nacional, antecipando tendências que podem projectar-se nas eleições presidenciais seguintes. Neste caso, a de 2027.
Os primeiros resultados indicam um quadro caracterizado por fragmentação territorial, elevada abstenção e forte diferenciação sociológica do voto, confirmando padrões que se vêm consolidando na política francesa ao longo da última década.
1. Um sistema municipal peculiar
Para compreender os resultados, importa recordar uma característica estrutural da administração local francesa: a existência de cerca de 35.000 comunas, muitas delas com população reduzida.
Neste universo municipal extremamente pulverizado, concorreram mais de 904.000 candidatos, número que revela a dimensão participativa – mas também a complexidade institucional – da democracia local francesa.
Nas pequenas comunas, o sistema favorece frequentemente listas únicas ou consensuais. Como consequência, cerca de dois terços dessas localidades elegem o presidente da câmara logo na primeira volta, sem necessidade de segunda volta. Este fenómeno traduz não apenas uma lógica administrativa, mas também a persistência de culturas políticas locais pouco ideologizadas, em que a nomenclatura municipal continua a desempenhar um papel decisivo.
2. Abstenção e erosão da participação
Apesar da multiplicidade de candidaturas, o nível de participação revelou-se relativamente baixo.
A abstenção aproximou-se dos 42,5%. Este dado confirma uma tendência que atravessa grande parte das democracias europeias: a erosão progressiva da mobilização eleitoral em eleições intermédias.
Em França, esta evolução tem sido frequentemente interpretada como sinal de distanciamento crescente entre eleitores e elites políticas, fenómeno agravado pela polarização do sistema partidário e pela crise de representação que atravessa o centro político.
3. A geografia eleitoral francesa
Os resultados evidenciam, sobretudo, uma clara diferenciação territorial do voto.
De forma esquemática, pode identificar-se um triplo padrão geopolítico:
  • Grandes cidades tendencialmente à esquerda
  • Sul mediterrânico favorável à direita radical
  • Pequenas comunas dominadas por elites locais ou pela direita tradicional
Esta tripla divisão confirma a existência de uma geografia política francesa profundamente segmentada, em que fatores sociológicos – urbanização, estrutura económica e composição demográfica – desempenham um papel determinante.
4. A esquerda urbana
Nas grandes áreas metropolitanas, a esquerda mantém posições relativamente sólidas.
Em Paris, por exemplo, o candidato socialista terminou a primeira volta em primeiro lugar. Contudo, a situação permanece aberta devido à presença de um candidato da esquerda radical no segundo turno, o que poderá fragmentar o campo progressista.
Este fenómeno não é novo. Desde a década passada, a esquerda francesa tem demonstrado maior capacidade de mobilização em centros urbanos altamente qualificados e culturalmente progressistas, onde os temas ambientais, identitários ou sociais encontram maior receptividade.
Contudo, essa hegemonia urbana convive com uma crescente fragilidade nas regiões periféricas e industriais.
5. O teste difícil do macronismo
O campo presidencial – centrado no partido Renaissance – enfrenta nestas eleições um desafio particularmente sensível.
Os resultados revelam desempenhos mistos: alguma presença em cidades médias, mas sem vitórias expressivas nas grandes metrópoles. Esta situação reflecte o dilema estrutural do macronismo: uma força política concebida para dominar eleições presidenciais nacionais, mas menos enraizada no território municipal.
Por essa razão, estas autárquicas são frequentemente interpretadas como um teste intermédio à capacidade de sobrevivência política do macronismo após o fim do ciclo presidencial de Emmanuel Macron.
6. A direita tradicional sob pressão
A direita republicana – representada sobretudo pelos Les Républicains (LR) – mantém presença significativa em várias cidades médias e pequenas.
Contudo, o seu espaço político enfrenta dupla pressão:
  • do centro macronista nas áreas urbanas moderadas;
  • e da direita radical nas regiões do sul e do Mediterrâneo.
Em Paris, por exemplo, a figura de Rachida Dati permanece relevante no campo conservador, mas sem liderança clara no primeiro turno.
Este cenário reforça a percepção de que a direita tradicional francesa atravessa um período prolongado de recomposição estratégica.
7. A consolidação territorial do Rassemblement National
Talvez o fenómeno mais significativo destas eleições seja a continuidade da expansão territorial do Rassemblement National (RN).
O partido confirma forte implantação no sul de França, particularmente nas zonas mediterrânicas. Em cidades como Marselha, o candidato do RN surge em disputa directa com o actual presidente da câmara de esquerda.
Esta dinâmica ilustra um processo que já se observa há vários ciclos eleitorais: 
a transformação do RN de partido de protesto nacional em força com implantação municipal crescente.
Embora ainda enfrente dificuldades em conquistar grandes metrópoles, o partido consolida progressivamente bastiões territoriais estáveis, sobretudo em regiões marcadas por tensões migratórias, declínio económico ou desconfiança em relação às elites políticas.
8. Um ensaio geral para 2027
Mais do que determinar o poder local, estas eleições funcionam como laboratório político nacional.
Três conclusões parecem emergir do primeiro turno:
  • Fragmentação persistente do sistema partidário francês
  • Polarização territorial entre centros urbanos progressistas e periferias mais conservadoras
  • Crescimento gradual da direita radical em bastiões regionais
Neste sentido, as autárquicas de 2026 podem ser interpretadas como um ensaio geral para a batalha presidencial de 2027.
A França parece confirmar uma tendência comum às democracias ocidentais: a passagem de sistemas bipolares relativamente estáveis para modelos políticos mais fragmentados, territorializados e sociologicamente diferenciados.
Concluindo-me:
A primeira volta das eleições municipais francesas revela "vitórias" menos claras de qualquer campo político do que a persistência de um sistema fragmentado e territorialmente dividido.
  • As grandes cidades permanecem inclinas à esquerda; 
  • O sul mediterrânico confirma a força do Rassemblement National; e 
  • Vastas zonas do país continuam dominadas por estruturas políticas locais ou pela direita tradicional.
Mais do que um simples episódio eleitoral, este resultado reforça uma percepção cada vez mais evidente: a política francesa está em plena recomposição, e o verdadeiro desenlace desta transformação poderá apenas revelar-se na eleição presidencial de 2027.




domingo, 4 de novembro de 2018

europeias, França, sondagens...

valem o que valem!
1 - Rassemblement Nacional, 19 a 21% dos votos, o mesmo que a eventual aliança entre o
2 - Republicains en Marche, de Macron e o Movimento Democrático ( Modem) de Alain Bayrou.
em queda estãoos
3 - Les Republicains (Nicolas Sarkozy, Laurent Wauquiez) que ocupariam a terceira posição com 14% e a
4 - França Insubmissa (a extrema-esquerda do Mélenchon), ocuparia a quarta com 11 %.
5 - Os Ecologistas em quinto com 7%
quase a desaparecer como os congéneres europeus o
6 - Partido Socialista teria apenas 6% e o
7- Partido Comunista Francês recolheria 3%.
....mas com Macron a sofrer de uma grave crise de popularidade com apenas 21% dos franceses a aprovarem o seu desempenho as sondagens, no topo, podem mudar...
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domingo, 18 de junho de 2017

Sondagens França 2017

O movimento Em Marche!, do presidente francês Emmanuel Macron, reúne 31% das intenções de voto nas legislativas de Junho, o que representa “grandes probabilidades” de obter a maioria absoluta, segundo uma sondagem publicada esta quarta-feira.
O estudo, realizado pelo instituto Ifop a 18 e 19 de Maio, mostra uma subida de nove pontos percentuais das intenções de voto em Macron relativamente à sondagem anterior, realizada a 4 e 5 de Maio.

Em segundo lugar surgem Os Republicanos (direita), com 19%, seguidos da Frente Nacional (extrema-direita), com 18%, da França Insubmissa (extrema-esquerda), 15%, e do Partido Socialista (esquerda) 7%.  (in Observador em 25 de Maio)
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Obviamente errada!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

para mais tarde recordar no fim da 1ª volta

La République en marche. Le parti d'Emmanuel Macron et son allié le MoDem peuvent espérer envoyer entre 397 et 427 députés à l'Assemblée nationale, selon un sondage Ipsos/Sopra Steria pour France Télévisions et Radio France* publié vendredi 9 juin, à deux jours du premier tour des élections législatives
Les autres formations politiques se partagent les miettes d'une Assemblée qui compte 577 sièges. L'alliance Les Républicains-UDI pourrait espérer entre 95 et 115 députés (22% des intentions de vote), le Front nationalentre 5 et 15 (18%), le Parti socialiste et ses alliés entre 22 et 32 (8%) et La France insoumise entre 11 et 21 (11,5%). Entre 5 et 10 sièges devraient revenir à diverses formations politiques ou élus non-encartés.
L'abstention est estimée à 40%, soit le même niveau que dans la précédente enquête. Les électeurs qui ont voté pour Marine Le Pen (44% d'abstention) et Jean-Luc Mélenchon (42%).

(aqui)

domingo, 11 de junho de 2017

Legislativas França sondagem publicada em 7 Junho 1017

A quelques jours du premier tour des élections législativesLa République en marche apparaît plus que jamais en position de force. Selon une enquête Ipsos/Sopra Steria pour France Télévisions et Radio France, publiée mardi 6 juin, le mouvement d'Emmanuel Macron, allié au MoDem, recueille 29,5% des intentions de vote au premier tour, loin devant les autres partis. 
Les Républicains et leurs alliés de l'UDI sont, eux, crédités de 23% des voix, tandis que le Front national décrocherait 17% des suffrages. Le Parti socialiste, allié au Parti radical de gauche, arriverait très loin derrière, avec seulement 8,5% des voix. La France insoumise, le mouvement de Jean-Luc Mélenchon, ferait un peu mieux, avec 12,5% des voix.
Projetée en nombre de sièges, la dynamique du mouvement du chef de l'Etat est encore plus flagrante. La République en marche et le MoDem pourraient obtenir à eux deux entre 385 et 415 sièges, soit bien au-delà de la majorité absolue, fixée à 289 députés. Avec une fourchette de 105 à 125 sièges, Les Républicains et l'UDI limiteraient la casse, mais feraient nettement moins bien qu'actuellement, puisqu'ils disposaient dans la dernière législature de 199 sièges pour LR et de 27 sièges pour l'UDI.

domingo, 23 de abril de 2017

“night of the barricades”

Protesters have taken to the streets of Paris to hold a rally called “night of the barricades” after the first round of voting in France’s presidential election .

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Coincidências que não coincidem!

Hoje de manhã saiu para as bancas a edição do semanário satírico Charlie Hebdo, com Michel Houellebecq na capa e tem como tema principal as previsões do chamado "mago Houellebecq". No no editorial assinado por Bernard Maris, lê-se: "Suprimam a polícia uns dias e verão que o temor a Deus não impedirá grande coisa". 

A narrativa do novo livro de Houellebecq – Soumission - decorre em 2022 e imagina um cenário em que Marine Le Pen e o fictício Mohammed Bem Abbes, candidato de um partido formado por muçulmanos franceses, a Irmandadde Muçulmana Francesa, se defrontam na segunda volta das eleições presidenciais.
A vitória deste último, apoiado por todos os partidos à esquerda da Frente Nacional para impedir a sua vitória, conduz a várias transformações em França: 
- as mulheres largam os seus empregos para cuidar dos filhos em casa; as universidades tornam-se centros de ensino islâmicos e
- na Europa, a Turquia e vários países norte-africanos juntam-se à União Europeia.

A meio da manhã três homens armados entraram na redação do jornal e causaram pelo menos doze vítimas mortais e quatro feridos muito graves, bem como outros 20 feridos mais leves. 

Há coincidencias que não coincidem!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

…e assim se prova que vale a pena mandá-los emigrar!

Orçamento: Hollande esquiva-se ao cutelo de Bruxelas
A minha teoria é que, entre os nossos emigrantes, seguiram para a França vários elementos da familia Esperto e, claro, entre eles o Chico que deve ter afrancesado o nome para François Esperte e, rapidamente, terá sido acolhido pelo governo a que ele têm direito.
Mas os franceses, menos “espertes”, que estavam “à rasca” com os 4,2% do seu “budget”, lembraram-se do nosso François…
E foi assim que François, usando “as suas melhores ferramentas técnicas” (jornalistas e comentadores), rapidamente informou os povos do Plano A: não vamos cumprir os três por cento!
Vai dai, as suas ferramentas “de cá”, avançaram com “as suas melhores competencias técnicas” e disseram-nos: a França não é como “cá” e bate o pé ao Barroso quase Juncker!
Mas eis que decerto, à socapa, o “assessor” François Esperte do outro François, muda do Plano A para comentadores e jornalistas, para o Plano B dos “europeans”. Mas com receio de serem acusados de “preguiçosos”, as ferramentas do costume disseram-se:
Isto assim não é notícia! Vamos lá esquecer o assunto!
…e assim se prova que vale a pena mandá-los emigrar ou votá-los nas próximas, porque nós gostamos de ser enganados!
(a tradução de esperto para catalão é “chunga” ou será valls?)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Entre 2,7 e 4,3, vive la difference

Para aqueles pró-governo, que não aprenderam francês, para os pró-reviralho, que agora já não falam “hollande”, e para os jurnalistas que falam “coisa-nenhuma”, mas que andam “muito incomodados” com os 2,5 (ou 2,7)%, uma curta manchete que podem googlar:

Le ministère des Finances prévoit un déficit à 4,3% du produit intérieur brut (PIB). Pire, la France ne repassera sous la barre des 3% qu'en 2017.”

(devia acrescentar o Santos da Costa que nem hollande fala e retirar o Ferro Rodrigues que estudou no elitista Lycée français Charles Lepierre )


terça-feira, 23 de abril de 2013

juros a acrescentar à divida…outra vez a voltar a Outubro!

O PSI20 fechou a sessão a valorizar 2,99% para 6.027,66 pontos.
Juros da dívida portuguesa a cinco anos recuam para mínimos de 2010 e a 10 anos negoceiam abaixo dos 6%.
O défice português dos primeiros três meses do ano ficou abaixo do limite acordado com a ‘troika'.
Segundo dados Pordata entre 1973 e 2012 a poupança em Portugal registou uma redução para cerca de metade.
O PSD e o CDS vão promover uma comissão de inquérito, na AR, aos contratos de risco nas empresas públicas que já lesaram os cofres do estado em 3 mil milhões de euros.
O ministro da Economia anunciou uma descida de 50% das taxas cobradas nos portos nacionais
A despesa com subsídios de desemprego e apoio ao emprego subiu 14,5% nos primeiros três meses do ano quando comparada com o período homólogo.
O Produto Interno Bruto espanhol retrocedeu 0,5% no primeiro trimestre deste ano, três décimos menos do que no final de 2012.
A Espanha paga os juros mais baixo da história por emissão a três meses.
Os juros da dívida francesa a dez anos atingiram hoje o mais baixo nível de sempre no mercado secundário da zona euro: 1,704%.

quarta-feira, 27 de março de 2013

juros a acrescentar à divida…com a França a juntar-se aos PIGS

O PSI20 encerrou a desvalorizar 1,84% para 5.823,06 pontos
O efeito Chipre junta-se à “moção de censura” do PS no aumento dos juros.
O indicador de Clima Económico e a Confiança dos Consumidores recuperaram nos primeiros três meses do ano, depois de terem atingido mínimos da série em Dezembro. (INE)
A Eslovénia não vai pedir ajuda internacional após o resgate a Chipre, assegurou Alenka Bratusek, a nova primeira-ministra de centro-esquerda.
Um número crescente de residentes britânicos em Portugal, Espanha, Itália e Grécia pondera transferir as suas poupanças destes países para outras localizações, devido à taxa sobre os depósitos no Chipre, informa a LUSA
No Liechtenstein as previsões para o ano de 2013 apontam para um défice de 172 milhões de euros, o que representa quase um quarto da despesa do país.
O Instituto Internacional de Finanças alerta que a abordagem europeia a Chipre, de penalizar depositantes e credores quando os bancos falham, deverá tornar-se o modelo para lidar com colapsos bancários em qualquer parte da Europa.
Até ao final do ano, os bancos ingleses vão precisar de colocar de parte 29.500 milhões de euros em capital adicional para responder a eventuais perdas no sector imobiliário.
Segundo o governo Francês a taxa de desemprego subiu num ano 10,8%.
O desemprego jovem em Itália subiu para os 37%.

sexta-feira, 1 de março de 2013

juros a acrescentar à divida… dos “que se lixe a troika”!”

O PSI20 fechou a perder pela quarta sessão consecutiva, ao desvalorizar 0,82% para 5.938,37 pontos.
Os juros da dívida soberana de Portugal mantinham-se inalterados a dois anos e desciam a cinco e dez anos (? no Oje).
As vendas de automóveis ligeiros de passageiros registaram em Fevereiro um aumento de 8,6% por comparação com igual mês em 2012 (no Oje) e recuam 1,2% até Fevereiro (no Económico).
Os fundos de pensões portugueses mantiveram rendibilidade positiva em Fevereiro, tendo somado mais 0,7% de rendibilidade media para os 1,7%.
Os juros da dívida soberana da Grécia, da Espanha e da Itália estiveram a descer em todas as maturidades (? no Oje).
As taxas Euribor desceram em todos os prazos, com a taxa a seis meses a fixar-se nos 0,328%.
O défice orçamental italiano aproximou-se em 2012 do limite de 3% proposto pela União Europeia, depois de terem sido adoptadas as políticas de austeridade do primeiro-ministro, Mário Monti.
A taxa de desemprego em Portugal, em Janeiro de 2013, aumentou três décimas para os 17,6%.
Os preços do gasóleo e da gasolina vão descer na próxima semana entre 1 e 2 cêntimos.
O euro seguia a ceder 0,6% para 1,2976 dólares na segunda queda consecutiva da moeda única.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

juros a acrescentar à divida… ???


O PSI20 fechou a ganhar 0,46% para 6.116,86 pontos.
O Estado reduziu, em Janeiro, 332 milhões de euros o montante dos pagamentos em atraso (dívidas há mais de 90 dias), sobretudo devido aos pagamentos aos hospitais.
As Finanças arrecadaram 2.681,7 milhões de euros em receitas fiscais em Janeiro deste ano, mais 2,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.
O consumo privado desceu em Janeiro e acumula mais de dois anos consecutivos de quedas mensais, enquanto a actividade económica completou 23 meses consecutivos em baixa.
A fábrica da PSA Peugeot Citroën de Mangualde vai reforçar a produção para 285 veículos por dia e criar 300 postos de trabalho para responder ao aumento das encomendas.
O preço da gasolina deverá ficar cerca de um cêntimo por litro mais caro na próxima semana, enquanto o gasóleo deverá descer meio cêntimo.
As despesas com subsídio de desemprego cresceram 33% em Janeiro face ao mês homólogo e as receitas de IVA recuaram 4%.
O ministro dos Negócios Estrangeiros apelou hoje aos Estados-membros da União Europeia para que dêem o seu aval ao pedido português de extensão do prazo de pagamento dos empréstimos internacionais.
Portugal terminou o ano passado sem défice externo.
O Governo admite apresentar Orçamento Rectificativo para aplicar 800 milhões de euros em cortes na despesa do Estado.
A Comissão Europeia reviu em alta a estimativa para o desemprego em Portugal, que este ano deve crescer para 17,3% e piorou a sua previsão para a economia portuguesa para 2013, esperando uma contracção em 1,9% do PIB.
O plano estratégico de desenvolvimento do porto de Lisboa inclui um terminal de cruzeiros, um novo terminal de contentores na Trafaria e uma nova marina.
O Conselho de Ministros espanhol aprovou um pacote de medidas e alterações legislativas que pretendem estimular a concorrência no sector dos combustíveis.
A economia da zona euro vai contrair 0,3% este ano em vez de crescer 0,1% como previsto em Novembro.
O ministro das Finanças francês irá solicitar a Bruxelas o adiamento, em um ano, da meta do défice orçamental definida para 2013.