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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

A Rita Monteiro vai usar lencinho?

a Rita Monteiro, jornalista, escreve:
"Se for eleito em Novembro, será uma vitória histórica. Será o primeiro autarca muçulmano da história de Nova Iorque. Apesar de ter nascido no Uganda, foi criado desde os 7 anos no bairro operário de Queens, Nova Iorque.
Mamdani é conhecido pelo seu ativismo pró-Palestina. Durante a sua campanha, recebeu criticas de antissemitismo por parte de nova iorquinos. Concorda com o direito de Israel existir, mas diz que o país teria de se “responsabilizar e respeitar o direito internacional”. Chegou mesmo a dizer que se o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, visitasse
Nova Iorque, que o mandava prender. 

Trump já o chamou de “lunático comunista”. “Já tivemos esquerdistas radicais antes, mas isto está a tornar-se um pouco ridículo. Ele tem um aspeto terrível, a sua voz é irritante, não é muito inteligente”, criticou o presidente norte-americano."

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Da Informação à Manipulação – Em 13 de Julho a Crítica de Miguel Mattos Chaves ao Estado da Imprensa em Portugal

A análise de Miguel Mattos Chaves é contundente: os principais órgãos de comunicação social em Portugal deixaram de cumprir a sua função de informar para se tornarem extensões ideológicas dos partidos da social-democracia e da esquerda socialista. Segundo o autor, em vez de cumprirem o papel de relatar os factos com isenção e dar espaço às várias correntes de opinião, passaram a ser empresas de comunicação com agendas políticas bem definidas e alinhadas.

Chaves afirma que, ao contrário do que acontece em democracias maduras como o Reino Unido, os Estados Unidos ou a França — onde os jornais assumem abertamente o seu posicionamento político —, em Portugal, os media fingem ser neutros e independentes, mas manipulam activamente a opinião pública. Este "teatro da isenção", diz ele, transforma os meios de comunicação em instrumentos de formatação ideológica.

Para Mattos Chaves, não estamos perante uma verdadeira democracia enquanto o pluralismo de ideias for excluído do espaço mediático. Em vez de informar, os media manipulam, ridicularizando ou silenciando as vozes da direita. Esta realidade distorcida, alerta o autor, deve ser corrigida pelos cidadãos — não com indignações vagas, mas com um gesto claro nas urnas: o voto.

Miguel Mattos Chaves denuncia que Portugal vive hoje num simulacro de democracia mediática. A alternativa está nas mãos do povo: continuar a embarcar na manipulação ou votar por uma mudança real.

sábado, 27 de setembro de 2025

quarta-feira, 9 de julho de 2025

A Imprensa Portuguesa Já Não Informa. Formata.

Vivemos hoje em Portugal num ambiente mediático em tudo contrário ao espírito democrático que tanto se invoca. A Imprensa, que devia ser livre, plural e ao serviço da cidadania, transformou-se num braço armado do regime — ou melhor, do “centrão”, esse eixo que une o PS e o PSD e que tanto condiciona a realidade política quanto a forma como esta nos é apresentada.

Os órgãos de comunicação social deixaram de ser órgãos de informação. Tornaram-se empresas de comunicação, com objectivos claros: defender os interesses ideológicos e económicos dos seus donos e accionistas, na maioria próximos dos partidos dominantes do regime.
A sua missão original — informar objectivamente, apresentar os factos tal como ocorreram, e dar voz à pluralidade de opiniões existentes numa sociedade democrática — foi substituída por outra: a de manipular, formatar e alinhar mentalidades. E fazem-no com a subtileza de quem finge neutralidade.
Basta ver como se tratam os que não alinham com a narrativa dominante: ridicularizados, interrompidos, ignorados ou silenciados. Quando uma figura da Direita é convidada a falar, não é para ser ouvida — é para ser atacada. Perguntas capciosas, insinuações, interrupções sistemáticas... já todos vimos este guião demasiadas vezes.
No Reino Unido, nos EUA, em França ou em Espanha, os jornais e televisões assumem as
suas cores: conservadores, liberais, socialistas, trabalhistas. Em Portugal, reina o fingimento. Fingem independência. Fingem pluralismo. Fingem objectividade. Mas a verdade é uma só: vivemos num simulacro de democracia, onde o espaço público é cativo de uma minoria ideológica que domina os estúdios e as redações.
É por isso que, como escreve Miguel Mattos Chaves, não temos órgãos de informação — temos órgãos de manipulação. E é por isso que a mudança, se vier, virá do voto e da indignação consciente de quem se recusa a ser manipulado.

A escolha é simples: continuar a viver numa democracia de plástico, onde só alguns têm voz, ou reclamar de volta o espaço público, onde todos possam ser ouvidos com respeito. A democracia verdadeira começa pela liberdade de pensamento — e essa, hoje, está amordaçada nos nossos media.
(José Costa-Deitado, a partir de Miguel Mattos Chaves)

terça-feira, 27 de maio de 2025

O pior cego!

O negacionismo político em Portugal continua, e é notável como jornalistas e comentadores persistem em ignorar que o cenário mudou profundamente após as eleições legislativas de 18 de Maio. O país político já não é o mesmo, mas há ainda quem continue agarrado à ilusão de que é possível excluir ou isolar um partido que foi democraticamente validado pelas urnas. A tentativa obstinada de marginalizar o CHEGA revela uma incapacidade preocupante em compreender e aceitar a nova realidade política.

O CHEGA, legitimado pelos votos, terá inevitavelmente direito a lugares institucionais importantes. Entre estes cargos estão a primeira vice-presidência da Assembleia da República e a liderança de Comissões Parlamentares fundamentais, como a Comissão das Finanças e do Orçamento. Além disso, será incontornável a presença deste partido em diversos órgãos essenciais ao funcionamento e supervisão democrática do Estado português. Refiro-me especificamente aos Conselhos Superiores de Segurança Interna, de Defesa Nacional, da Magistratura Judicial e do Ministério Público, bem como à fiscalização dos serviços secretos (SIS e SIRD).

Negar estas realidades não é apenas uma manifestação de incompreensão política, mas também um acto antidemocrático. Gostar ou não das opções políticas do CHEGA é uma questão pessoal e legítima; porém, negar-lhe o espaço institucional correspondente à sua representação democrática é negar o próprio princípio democrático. Os media e a classe política precisam rapidamente de ultrapassar o choque inicial e encarar o novo quadro político com seriedade e responsabilidade, deixando para trás um negacionismo que só alimenta tensões inúteis e fragiliza ainda mais a confiança nas instituições democráticas.

quinta-feira, 27 de março de 2025

O Jornalismo e a Percepção Pública das Entrevistas Políticas!

A recente indignação pública gerada pelas entrevistas de Paulo Raimundo, do Partido Comunista Português (PCP), e André Ventura, do Chega, na RTP, suscitou um debate aceso sobre o papel do jornalismo e as diferentes reações às entrevistas políticas.

Entrevista ou Confronto?
A questão principal que emerge é se as entrevistas foram conduzidas de maneira justa e equitativa, ou se foram confrontos dissimulados. Quando os jornalistas pressionam figuras políticas de direita, são frequentemente vistos como corajosos e independentes. No entanto, quando a pressão é exercida sobre figuras de esquerda, há quem os acuse de autoritarismo ou até fascismo. Esta dicotomia na perceção pública revela muito sobre as expectativas e os preconceitos existentes na sociedade.
- Paulo Raimundo
A entrevista de Paulo Raimundo gerou uma onda de indignação. Muitos consideraram que o jornalista foi demasiado agressivo e que a entrevista se transformou num confronto. Este tipo de reação pode ser visto como uma defesa do líder comunista, refletindo a sensibilidade de uma parte do público em relação ao tratamento dado às figuras de esquerda.
- André Ventura
Por outro lado, a entrevista de André Ventura foi marcada por um debate aceso, com o líder do Chega a enfrentar um questionamento intenso por parte do jornalista. Apesar da similaridade na abordagem, não houve uma reação tão negativa do público. Isto pode ser interpretado como uma maior aceitação da confrontação quando se trata de figuras políticas de direita, talvez devido à natureza polarizadora do próprio líder e do partido que representa.
.
o que devia ser o Papel do Jornalismo
O jornalismo tem a responsabilidade de questionar e desafiar todas as figuras públicas, independentemente da sua orientação política. Em última análise, cabe aos jornalistas manterem a imparcialidade e a objetividade.

domingo, 31 de março de 2019

a opinião publicada não contesta o pagode socialista...

Esta forma de desgoverno a que uns chamam «nepotismo», outros «endogamia», outros «ceia de Natal», outros «reunião de padrinho e capi», vem sendo denunciada nas redes sociais (as tais que os nepotes consideram perigosas) e nos blogs (que os serventes do poder acusam de fake) há vários meses.


É consolador e engraçado verificar que, embora de mau grado e com demora, os media tradicionais tiveram que abordar o assunto
É tal e qual como eles pensam e até já dizem:
a Internet compromete a unanimidade dos lacaios; que pena a Internet não estar mais vigiada. (in “As «genuine news» das «fake news» por José Mendonça da Cruz)





a imprensa a que temos direito, isto é: a opinião publicada não contesta o pagode socialista, na medida em que:
a) acha que o pagode é normal;
b) acha que o pagode é benéfico;
c) espera vir a beneficiar do pagode;
d) já beneficia do pagode.

domingo, 4 de novembro de 2018

Imprensa antidemocrática...

Estamos a viver um momento dramático. Há órgãos de comunicação social com enorme projecção que se dedicam a condicionar a formação da opinião pública num sentido antidemocrático (e há financiamento para isso).
.Antigamente apenas o “UM1” (e os seus “jornalistas”) dedicava tempo a fomentar o populismo, o ódio à classe política, a normalização do crime da quebra do segredo de justiça, o sexismo, os vários “ismos”. 
.Não-notícias são partilhadas pelo “UM1”  e imediatamente pela SIC, TVI, JN, DN e por aí fora, num concurso desesperado pelo número de visualizações da “notícia”, enquanto que a democracia passa ao lado, enquanto que o ódio se espalha, enquanto a livre formação da opinião pública para, desejavelmente, uma boa participação democrática, seja uma palavra: alienação.
.O “DOIS2”  dedica-se a destruir a direita democrática e razoável portuguesa e não hesita em fazer de “UM1” quando lhe convém. O “DOIS2”  tem um projecto político claríssimo e está lá o reacionarismo que quer ver sentado na AR.
.Precisamos, urgentemente, de apoiar o jornalismo sério, independente e comprometido com o Estado de direito. Ainda o há. (in “Imprensa antidemocrática” por Isabel Moreira)

terça-feira, 21 de agosto de 2018

o fim do ‘lado bonzinho’ do Bloco das Esquerdas


...ou o fim da forma benevolente com que a comunicação social sempre "os" olhou e que Maquiavel, n’ “O Príncipe”, descreve aquando do pensamento hipócrita:

“Os homens em geral formam as suas opiniões guiando-se mais pela vista do que pelo tato, pois a todos é dado ver, mas a poucos é dado sentir. Cada qual vê o que parecemos ser, mas poucos sentem o que realmente somos”.
... 
Se há algo que este Verão nos trouxe foi o fim do ‘lado bonzinho’ do Bloco de Esquerda— o partido bom que só luta contra os porcos capitalistas que exploram sadicamente os portugueses e o Estado. [...]
O escrutínio jornalístico do caso Robles — o primeiro escrutínio a sério que alguma vez foi feito ao Bloco — expôs até à exaustão a hipocrisia política de um dos seus mais importantes dirigentes.( in “Os neo-comunistas do Bloco de Esquerda” por Luís Rosa )

sábado, 11 de agosto de 2018

das doses maciças de propaganda...

as doses maciças de propaganda – em conexão com a mobilização de comentadores e jornalistas afectos (alguns até gozavam férias) – são, desde ontem, algo nunca visto de propaganda politica nos media desde o tempo em que António Ferro foi o SNI.
O pior de tudo é que, tal como nos idos 32, está tudo a ser pago por si (e por mim)! Embora o benefício seja só pró PS até os comunas “os verdadeiros”, os do PCP, o estão a pagar!
Nem queira saber quanto é que está (e que estou) a pagar àqueles que cancelaram as férias...
(repare nos  que “interromperam férias”! São os “mais conhecidos”, os que obtêm maiores audiências!)
.
Posso estar enganado mas
Não acredito que os portugueses estejam preparados para nesta agressiva propaganda saber distinguir o que “é bom” do que “tem defeito” nos materiais pubicitários apresentados.
Incluo nos “materiais” as entrevistas, os flash’s e conferências de imprensa repetidas à exaustão.

Chegado aqui não devo esquecer que serão debitadas umas boas doses de promessas que, mesmo que a exemplo de outras passadas, nunca sejam cumpridas, vão tapar o buraco de idiotas-úteis que já lhes abriram na mona e, porque sendo a débito, nos serão mais tarde cobradas...

domingo, 16 de julho de 2017

escrever à direita, hoje!

escrever à direita, hoje!
Ou seja: o “aproveitar enquanto é possível” porque, não tenham dúvidas, ao deixarmos instalar-se no poder um “maduro e sus muchachos”, já estamos a caminhar para a Venezuela (e o 25 de Novembro já não é possível!)
.
“Por estranho que possa parecer a um observador esse mundo demencial longe de se ter extinguido, no final dos anos 80 espalhou-se qual mancha de óleo sobre as nossas vidas: os outrora militantes tornaram-se activistas e muito devidamente instalados em gabinetes universitários desataram a determinar assédios, homofobias, racismos e questões de género. Tal como no passado: os meios justificam o seu fim na hora de provar que ainda existe quem não concorde com as suas regras. Ou que não manifestando uma discordância directa às vezes acusa num comentário à hora do café ou no intervalo de uma reunião que algum recanto do seu cérebro ainda precisa de mais um pouco de doutrina.”  [...]
.
“É um erro fatal acreditar que basta ignorar esta gente para não se ser afectado pelo seu zelo inquisitorial: o que comemos, bebemos, vestimos, as palavras que ensinamos aos nossos filhos e os brinquedos que damos aos nossos netos, tudo é pretexto para que imponham as suas teses e executem a sua engenharia social.
Mais, são eles quem decide o que se pode ou não discutir.
Durante anos trataram depreciativamente como dramas de faca e alguidar o que depois fizeram uma causa sua: a violência doméstica. Agora determinam que não se pode falar de questões de segurança: é populismo, dizem. Um dia farão dos assaltos às casas uma bandeira e logo toda a sociedade terá de ir a reboque do que de mais destrambelhado lhe ocorrer propor. No caso da família e do sexo foi precisamente isso que aconteceu: de início a luta pela igualdade entre homens e mulheres foi vista como um desperdício burguês porque a igualdade que contava e da qual decorriam todas as outras era a igualdade entre classes.” [...]

sexta-feira, 19 de maio de 2017

…da imprensa a que temos direito (depois)

Às 16 horas do dia 26 de Novembro de 2015, tudo mudou.

Foi quando o governo de António Costa tomou posse, com o apoio parlamentar do PCP e do BE. Nessa mesma hora, sem ser preciso fazer mais nada, Portugal voltou de repente a ter economia e Estado social. Nunca mais houve uma má notícia. A “crise social” desapareceu. Deixou-se de falar de pobreza. Foi possível celebrar, não apenas a queda do desemprego (sem ser preciso lembrar que continua acima de 10%), mas também o aumento das exportações, a diminuição do défice, e o turismo. Os números passaram a reflectir fielmente a alegria das pessoas. Salvador Sobral pôde ganhar a Eurovisão sem receio de contribuir para a “alienação” do povo. (in “O país onde todas as notícias são boas” por Rui Ramos)

…da imprensa a que temos direito (antes)

Entre 2011 e 2015, nunca pôde haver boas notícias.

Depois de 2013, as exportações aumentaram, o desemprego caiu (de 16,2% em 2013 para 13,9% em 2014), o défice diminuiu, a economia voltou a crescer, o turismo começou a alastrar a Lisboa e ao Porto. Mas ai de quem se mostrasse animado. Eram só “números”. Se o desemprego caía, era porque os desempregados desistiam de procurar emprego. Os jornais e as televisões dispunham então de uma reserva inesgotável de “casos dramáticos” para desmontar as estatísticas. A economia estava destruída, o Estado social tinha acabado. 
e até
Se Salvador Sobral tivesse ganho a Eurovisão em 2015, teria havido editoriais a lamentar a importância dada a um festival. (in “O país onde todas as notícias são boas” por Rui Ramos)

terça-feira, 8 de março de 2016

a informação a que temos direito…


8/3/2016, 12:30
"clarificou" as suas declarações da véspera relativamente a Portugal, apontando que nada mudou e há confiança na capacidade do Governo português em executar o orçamento de 2016 com respeito pelas metas.
8/3/2016, 12:49
"não há, como é claro, nenhuma alteração na avaliação que, quer a Comissão, quer o Eurogrupo, fazem do Orçamento de Estado português", cuja execução está em linha com o previsto.
8/3/2016, 16:13
sublinhou a correção das declarações anteriores do comissário europeu dos Assuntos Económicos, desafiando PSD e CDS-PP a falarem sobre o desvio orçamental de mil milhões em 2015.
8/3/2016, 16:40
Portugal tem de apresentar reformas profundas e ambiciosas em abril e ameaça colocar Portugal na vertente corretiva, que em última análise poderia levar a sanções.

e agora já perceberam o que é a informação a que temos direito?

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mais uma vez! Vou voltar a ser “radical e irresponsável”…

Já sabíamos que só a esquerda pode governar em Portugal. Vamos começar agora a descobrir que também só a esquerda pode indignar-se e fazer oposição. Os outros são sempre radicais e irresponsáveis. (Rui Ramos in Opiniao) 
Aquilo a que tenho chamado a imprensa a que temos direito vai encarregar-se disso e, até poderá vir a acontecer que, mais uma vez, me proibam o epíteto…
Mas amanhã é
“O 25 de Novembro de 1975 que foi uma derrota para a esquerda política e para a esquerda militar. Em todo o caso, foi apenas uma derrota relativa — devido ao papel moderador de Costa Gomes, Melo Antunes, Vasco Lourenço e, nalguma medida, de Ramalho Eanes, também.
Foi uma derrota porque o 25 de Novembro impediu o prosseguimento da revolução no sentido do projecto de sociedade da esquerda política e que, à parte as particularidades nacionais, era na essência, igual ao da sociedade comunista de Leste. Derrota por que afastou o PCP do Governo e de um modo geral dos órgãos do poder de Estado, porque impediu a estabilização de conquistas da revolução já adquiridas, tais como a Reforma Agrária, as nacionalizações, etc.
Para o PCP, o 25 de Novembro também pode ser considerado uma vitória no sentido em que uma pessoa que parte uma perna tem imensa sorte por não ter partido as duas.
O 25 de Novembro representa uma vitória parcial porque o PCP não foi ilegalizado, como alguns pretendiam, e pôde viver em democracia, numa democracia que, como se sabe, o comunismo nunca facultou aos seus adversários.” (adapt de Memórias do Presente)
Mas o 25 de Novembro, foi uma vitória completa, para o PCP e para a esquerda política, quando a democracia e os democratas lhes deixou abertas as portas do sindicalismo e, principalmente, da imprensa a que temos direito, onde colocou todos os seus peões e ostracisou, quase todos, quantos pensavam e escreviam diferente.
Basta olhar para as chamadas “redes sociais” para verificarmos que, nos últimos dias, os idiotas-úteis começaram a sair das tocas e como é das nep’s iniciaram o seu trabalho de lavar-nos os cerebros com imagens, de photshop, e cartoons, enquanto os “ideólogos”, que vivem em buracos mais fundos, não aparecem a missionar-nos.
.
de qualquer modo não esqueçam a minha maxima:
- uma vez no poder a esquerda só de lá sai pela força e não se o voto será arma suficiente!

mas sei que até na politica “a natureza se defende” …

domingo, 14 de junho de 2015

Os vigilantes da imbecilidade

"I social media danno diritto di parola a legioni di imbecilli che prima parlavano solo al bar dopo un bicchiere di vino, senza danneggiare la collettività. Venivano subito messi a tacere, mentre ora hanno lo stesso diritto di parola di un Premio Nobel. E' l'invasione degli imbecilli". ( Umberto Eco in (ANSA) - TORINO, 10 GIU  )

Umberto Eco refere-se à Itália, naturalmente. 
Para entender a comparação e sendo Eco uma pessoa da esquerda ampla, basta ler o La Repubblica e o Público. Não necessariamente para se detectarem os focos da imbecilidade ambiente,  mas para se perceber que o jornal português nunca conseguirá aproximar-se da qualidade redactorial daqueloutro italiano e portanto o eventual esforço seria inútil.
Em Portugal a análise  passa necessariamente por uma indagação prévia sobre preferências político-partidárias dos jornalistas e causas que defendem particularmente. Causas da modernidade, artísticas e abertamente políticas. O jornalismo que praticam reflecte quase sempre tais idiossincrasias.
O predomínio absoluto da ideologia difusa de uma esquerda infusa marca indelevelmente o conteúdo das notícias, a redacção dos textos e a inflexão de voz da locução televisiva e radiofónica.

Ver e ouvir a tv e rádio públicas é testemunhar o anúncio do advento da próxima governação socialista, todos os dias.
O despudor é tal que o alinhamento noticioso entre as cadeias de informação televisiva nos vários canais é uniforme e de pensamento único.

Aqui há uns dias, a jornalista Judite de Sousa justificou a um Medina Carreira inconformado em ver que as tv´s não dão qualquer relevância à candidatura de um Henrique Neto, preferindo-lhe um Sampaio da Nóvoa, a circunstância de este ser apoiado por três ex-presidentes da República e se o melhor colocado em sondagens. E com isso ficaria definido o critério editorial de preferência permanente por aquele candidato da esquerda. Medina Carreira respondeu-lhe que nesse caso, o melhor seria proclamar desde já eleito como presidente o dito cujo...

Claro que esta imbecilidade não releva de qualquer rede social mas do suposto profissionalismo de alguém que tem poder e influência num órgão de informação de calibre televisivo. ( extracto de um post in Porta da Loja )


Se contassem a Umberto Eco o que sucedeu com o Expresso de um Costa&Nicolau no célebre episódio Artur Baptista da Silva,  o escritor ficaria banzado e teria que rever a sua teoria: a imbecilidade escondida no sítio "de referência". Pedir a estas pessoas para vigiarem a imbecilidade das "redes sociais" seria como pedir a um varredor o controlo de qualidade dos aspiradores. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

…para a imagem da comunicação “social” a que temos direito:

Nos jornais reina a hipocrisia e quando a realidade não é compatível com a ideologia omite-se. Mete-se em letras pequeninas. Arruma-se num cantinho. Faz-se quase de conta que afinal não aconteceu nada

A incapacidade de noticiar o que não cabe no enquadramento ideológico que os rege é uma característica que tem acompanhado os jornalistas portugueses na democracia. Livres do exame prévio é como se continuassem previamente a ter a certeza do que vai acontecer, do que devem escrever e dizer. (por Helena Matos no Observador)

domingo, 10 de maio de 2015

…imagem da comunicação “social” a que temos direito:

 “Os resultados das eleições britânicas trouxeram à tona as ideias pré-concebidas de muitos jornalistas e comentadores na comunicação social portuguesa. Em alguns casos chegou-se mesmo ao ridículo, com directos inflamados, nas televisões, de correspondentes a quem só faltou lamentar que os britânicos pudessem votar. O mesmo se passou com muitos comentadores que, nos jornais, parecem prezar mais a sua concepção de "Europa" do que a própria Democracia e que, podemos supor, viveriam bem sem eleições e referendos. Os artigos de análise também alinharam, salvo raras excepções, pelo mesmo discurso: os britânicos, coitadinhos, votaram contra a "Europa" e a favor da "austeridade”. (José Manuel Fernandes no Observador)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

a confusão entre solidariedade e corporativismo

Entendo perfeitamente a solidariedade expressa por jornalistas e por jornais, rádios e televisões. Quando os nossos são atacados de uma forma tão bárbara e injusta, deve-se exprimir solidariedade e choque.
Mas o que se passou em Paris é mais profundo do que uma ameaça ao jornalismo – mesmo que também o seja. Constituiu um ataque a um dos princípios mais importantes das nossas sociedades: a liberdade de pensamento e de expressão.
A imprensa constitui um dos domínios onde se pratica esse princípio. Mas ele é crucial para todos nós e vai muito para além do jornalismo.

Os tiros que mataram doze franceses hoje constituíram um ataque a todos os que querem viver em liberdade. (por João Marques de Almeida in Tres-Pontos-Sobre-o-Charlie-Hebdo )