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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Freeport versus Portucale...

Na sequência de um requerimento potestativo do CDS/PP o ministro da Justiça, teria sido ouvido em comissão parlamentar se tivesse respondido a uma, ao menos uma, pergunta dos deputados... Lá foi dizendo que não seria "correcto" o Governo interferir para afastar Lopes da Mota da presidência da Eurojust a meio do procedimento disciplinar que corre no Ministério Público por causa de alegadas pressões no processo Freeport, invocando a "decência e legalidade" do Estado de Direito democrático que "não deve haver sanção sem processo e sem defesa" e que, sem isso, "não deve haver condenação". ... aproveitou para instruir os deputados na regra da "confidencialidade" dos inquéritos e processos disciplinares que não permitem a terceiros aceder ao seu conteúdo, impedindo "considerações legítimas e fundamentadas" sobre uma questão ainda pendente. Uma lição que poderá ser aproveitada por muitos juristas... que queiram ser ministros, claro! Mas como o ministro não deu "nenhuma resposta" no Parlamento e "tem de haver responsabilidades" neste caso ligado ao Freeport o deputado Nuno Melo (CDS/PP) informou que vai "questionar" o presidente do concelho de ministros, na altura ministro do Ambiente, sobre a permanência de Lopes da Mota na Eurojust. Para compensar esta audiência e este assunto a procuradora-geral adjunta Cândida Almeida considerou hoje "inadmissível" o atraso do processo Portucale, atribuindo-o ao excesso de garantias dadas aos intervenientes no código de processo penal, afirmando que "a acusação já foi dada há dois anos e neste momento os arguidos ainda estão a requerer a recusa do juiz, recorrendo sistematicamente para o tribunal da Relação e para o Tribunal Constitucional". Relembrou que o processo está relacionado com o abate ilegal de sobreiros na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente e que levou à acusação de uma dezena de pessoas, incluindo o ex-dirigente do CDS/PP Abel Pinheiro e envolve crimes como tráfico de influências, abuso de poder e falsificação de documentos e prende-se com um despacho assinado por Luís Nobre Guedes, Carlos Costa Neves e Telmo Correia, dias antes das eleições legislativas de 2005. Nenhum daqueles ex-ministros foi acusado de qualquer crime pelo Ministério Público! Convém relembrar que a investigação decorreu no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, dirigido pela magistrada Cândida Almeida... o que torna ainda mais estranha a oportunidade da noticia e especialmente o ter-lhe atribuído atrasos pelo excesso de garantias dadas aos intervenientes no código de processo penal. apóstolos!!!

sábado, 18 de abril de 2009

JS Pinto de Sousa recusa depor ...

José Sócrates recusou depor no processo Portucale.
A resposta foi dada pelo 1.º ministro ao Conselho de Estado – visto que, segundo a legislação, o Conselho, a que Sócrates pertence, é obrigatoriamente consultado quando algum dos seus membros é instado a depor em processos judiciais Os membros do Conselho de Estado estão a ser instados a pronunciarem-se sobre se obrigam José Sócrates a prestar, por escrito, os esclarecimentos que lhe foram pedidos no âmbito da instrução do processo Portucale. O depoimento foi requerido por um dos arguidos no caso, mas o primeiro-ministro já informou os restantes membros do Conselho que considera não dever responder às questões, por desconhecer os factos em causa no processo. A decisão está agora nas mãos dos outros membros do Conselho de Estado. Habitualmente, o Conselho respeita a vontade de quem está a ser interpelado pelos tribunais, mas já houve casos em que o interesse público em causa pesou mais que a opinião do conselheiro. Sendo certo também, segundo o SOL apurou, que são muito raros os casos em que os conselheiros recusam aceder aos pedidos dos tribunais. Ana Paula Azevedo e Sofia Rainho in o Sol
...finalmente percebi porque pararam de chatear o PPortas?