segunda-feira, 27 de março de 2017

Compras pelo BCE vão baixar a partir de Abril ?

uma má noticia!
A partir de Abril, o montante de dívida portuguesa que vai ser comprada pelo Banco Central Europeu BCE vai sofrer um rombo. Não só porque o próprio programa, o SMP, terá um abrandamento do ritmo de compras mensais, mas também porque Portugal está cada vez mais próximo dos limites que fixa como teto máximo 33% do volume de obrigações emitidas.
No final de Fevereiro, o BCE e o Banco de Portugal já tinham em carteira €35,5 mil milhões de dívida portuguesa - €25,95 mil milhões adquiridos no actual programa iniciado em Março de 2015 e €9,5 mil milhões do programa SMP que vigorou entre 2010 a 2012. O SMP (Securities Market Programme) tem por base intervir no mercado secundário para comprar títulos de dívida pública dos países submetidos a maior pressão financeira.
Este total fica a pouco menos de €2000 milhões deste limite que, tendo por base a dívida obrigacionista em euros em final de fevereiro, estava em €37,4 mil milhões. Fica assim pouca margem para comprar dívida, pelo menos até outubro quando vence a próxima Obrigação do Tesouro. O ritmo de compras mensais de dívida portuguesa nos dois primeiros meses deste ano — €700 milhões — já quebrou 40% em relação à média do ano passado e terá de reduzir-se ainda mais para que o teto não seja furado.
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Em 2017, o IGCP prevê emitir €15 mil milhões em obrigações mas, desta vez, as compras pelo BCE só poderão ‘cobrir’ menos de metade das emissões previstas, o que irá aumentar o valor dos juros a pagar naquelas operações. (in “Compras pelo BCE vão baixar a partir de Abril” por Jorge Nascimento Rodrigues)

…e os “mercados” ficaram indiferentes aos 2,1%!

É possível que o Governo alegue esquizofrenia e miopia dos mercados face a este resultado do défice, mas porventura seria útil ao Executivo pensar em que medida é que a esquizofrenia não está sobretudo na sua própria actuação.

Na passada sexta-feira, o INE confirmou que o défice orçamental em 2016 foi de 2,1% do PIB.
Este resultado abre caminho para que Portugal saia do procedimento por défice excessivo aplicado ao país desde 2009, por ser inferior ao valor de referência de 3% previsto no Pacto de Estabilidade e Crescimento, bem como ao valor de 2,5% definido como meta para que fosse encerrado o processo de aplicação de sanções ao país. O valor do défice, que tem vindo a ser antecipado nas últimas semanas, deveria ter relevância para os agentes económicos, já que à partida sugere que Portugal está numa importante trajectória de correcção dos seus desequilíbrios económicos e financeiros. E esta é certamente a perspectiva com que o Governo apresenta o resultado, que apelida de histórico e extremamente relevante para a credibilização do país e do próprio Executivo. 
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Uma forma de avaliar em que medida é que os agentes económicos estão a interpretar este resultado como sendo extraordinário é olhar para as taxas de juro no mercado secundário de dívida pública nacional. Curiosamente, a resposta dos mercados é bastante significativa, mas não no sentido esperado. De facto, as taxas de juro das obrigações a 10 anos têm estado a subir ao longo das últimas semanas, e são agora as mais elevadas desde março de 2014, vários meses antes da saída da troika do país. Os títulos chegaram a ser transacionados acima de 4,2% durante sexta-feira, o dia em que o INE publicou as contas.
É por isso claro que os mercados, ou não compreenderam ainda estes dados, ou ignoraram os mesmos por estes não conterem informação relevante para a avaliação do risco do país. E, embora seja tentador considerar a primeira explicação, parece-me que a segunda é bastante mais plausível. De facto, é importante ter presente a forma como este resultado foi obtido, tendo sido fortemente ajudado pelo esmagamento do investimento público, que tem custos para o nosso potencial de crescimento futuro, bem como pelo perdão fiscal que o Governo lançou em 2016. Pouco foi feito para, de forma estrutural, alterar a nossa capacidade de diminuir a despesa pública, o que é consistente com o facto de a redução do défice estrutural para o ano passado estar estimada em apenas 0,1%. Por isso, não é surpreendente que a nossa dívida em 2016 tenha sido a maior de sempre, correspondendo a 241 mil milhões de euros e 130,4% do PIB, em valor absoluto e como percentagem do PIB, respectivamente. Ou seja, apesar dos valores históricos de défice, não estamos a progredir no que constitui a nossa principal fonte de incerteza económica: a dívida e a nossa capacidade de a pagar de forma estrutural, que continuam historicamente preocupantes.

Encontramos neste Governo medidas, iniciativas e empenho, para promover a capitalização das empresas, a iniciativa empresarial, e o empreendedorismo, que estão entre as mais significativas de que há memória recente, e que são críticas para fortalecer a nossa competitividade actual e futura. Mas temos também um Governo que se tem revelado incapaz de fazer as reformas estruturais que o nosso Estado necessita, preferindo tomar decisões e apontar medidas que oneram ainda mais o peso do Estado, incluindo a reversão de várias medidas de contenção de custos implementadas anteriormente É possível que o Governo alegue esquizofrenia e miopia dos mercados face a este resultado do défice, mas porventura seria útil ao Executivo pensar em que medida é que a esquizofrenia não está sobretudo na sua própria actuação. (por Francisco Veloso in “Mercados indiferentes aos 2,1%”)

sexta-feira, 24 de março de 2017

o Diabo pode mesmo estar ao virar da esquina...

o Diabo pode mesmo estar ao virar da esquina. Basta que o barril de petróleo suba para valores próximos dos 75-80 dólares (por enquanto continua a cair), ou que os juros americanos e europeus respondam à inflação emergente com uma subida consistente das taxas, para que o baralho de cartas da Geringonça se precipite para umas eleições antecipadas. Marcelo Rebelo de Sousa não tem sangue frio para aguentar uma pressão a sério.
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Caixa paga 10,75% pela emissão de dívida perpétua
André Veríssimo averissimo@negocios.pt | Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt
Negócios, 23 de março de 2017 às 13:08
O banco liderado por Paulo Macedo fechou a taxa final para emitir dívida subordinada que conta como capital (AT1). Para convencer os investidores a apostar nestes títulos perpétuos, a Caixa Geral de Depósitos vai pagar 10,75%, segundo dados avançados pela Bloomberg. O valor indicado inicial era de entre 11% e 11,5%. No entanto, o juro elevado atraiu um nível e procura que triplica o montante em oferta. A liquidação da operação está prevista para 30 de Março.
IGCP lança nova emissão de Obrigações do Tesouro na próxima semana
Agência Lusa/ Observador, 23/3/2017, 11:13
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) vai emitir a partir da próxima semana uma nova série de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV), com um montante indicativo de 500 milhões de euros. De acordo com o aviso do IGCP, publicado na quarta-feira em Diário da República, este montante poderá ser aumentado, por opção do emitente, até ao dia 31 de março de 2017, inclusive.
De acordo com uma nota publicada no ‘site’ do IGCP, as OTRV serão colocadas através de oferta pública de subscrição dirigida ao público em geral a decorrer entre o dia 27 de março e 7 de abril 2017, com pagamento de juros, semestral e postecipadamente, em 12 de abril e 12 de outubro de cada ano, calculados a uma taxa de juro variável e igual à Euribor 6 meses acrescida de 1,90%, ocorrendo o reembolso do capital em 12 de abril de 2022.

Grandes investidores internacionais fazem aviso a Portugal
Elisabete Tavares
Expresso, 22.03.2017 às 13h42
O grupo de grandes investidores a nível mundial que sofreu perdas com obrigações do Novo Banco alerta que o país continua a ser penalizado pela decisão do Banco de Portugal, e refere que um acordo seria benéfico para Portugal.
Este grupo, liderado pela BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, e pela PIMCO, uma das maiores investidoras em títulos de dívida, faz parte do conjunto de instituições que perdeu 2,2 mil milhões de euros com a transferência de cinco séries de obrigações do Novo Banco para o banco tóxico que sobrou do antigo BES.

O aviso surge numa altura em que a Caixa Geral de Depósitos procura angariar investidores para a sua emissão de obrigações perpétuas de 500 milhões de euros, no âmbito do projeto de capitalização do banco público.
Quase 500 bancos aproveitaram a última ronda de dinheiro grátis do BCE
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt
Negócios, 23 de março de 2017 às 12:41
Os bancos da Zona Euro acorreram em força à última operação de refinanciamento de prazo alargado direccionadas do BCE (TLTRO). Para estimular a concessão de crédito na Zona Euro, o banco central fez várias operações deste tipo, com juros de 0% ou mesmo negativos e um prazo de quatro anos, sendo que a cedência de liquidez desta quarta-feira é a última agendada.
Houve 474 bancos a participar na operação, segundo dados da Bloomberg e foram alocados 233,5 mil milhões de euros. O valor é bem superior aos 110 mil milhões de euros estimados pelos analistas, o que sinaliza que as entidades financeiras da Zona Euro quiseram aproveitar esta provável última oportunidade para assegurarem liquidez.

Dívida perpétua
Nota da Caixa Geral de Depósitos (
PDF)
BCE quer ultimato a Portugal: mais reformas ou sanções
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt
Negócios, 20 de março de 2017 às 21:10
Portugal está há três anos com desequilíbrios macroeconómicos excessivos e não tem adoptado as medidas necessárias para os corrigir apesar de várias recomendações europeias, o que de acordo com as regras do Procedimento relativo de Desequilíbrios Macroeconómicos (PDM) deveria implicar uma multa de quase 190 milhões de euros (0,1% do PIB ao ano). Esta é a posição do BCE, avançada a 20 de Março, numa análise à avaliação realizada em Fevereiro pela Comissão Europeia aos desequilíbrios na UE, na qual o banco central repete críticas à mão leve que Bruxelas tem revelado na gestão deste mecanismo de coordenação, mostrando-se "especialmente surpreendido" com o comportamento de Portugal, cujo governo prometeu muito e fez pouco em 2016.

sábado, 18 de março de 2017

uma profissão de futuro: comentador de “direita”

Graças ao milagre económico português, não só cai o desemprego como se levantam novos e fascinantes empregos. Caso o desejem, os portugueses realmente apetrechados para o ofício podem enveredar por uma carreira de comentador político, na imprensa ou, se lhes sair a sorte grande, na televisão, que dá “visibilidade” e tira a maçada de escrever. Aqui, as possibilidades são diversas, ainda que apenas uma valha a pena. Os comentadores de esquerda, com filiação partidária confessa ou pessimamente camuflada, já ocupam dois terços das vagas disponíveis. Os comentadores que não são de esquerda querem-se escassos, obsequiosos e, de preferência, calados. Pelo que se vê nos inúmeros programas de “debate” e similares, as oportunidades passam sobretudo pelo cargo, hoje imprescindível, de comentador de “direita”. As aspas resumem a coisa. 
Nos parágrafos abaixo, eu desenvolvo-a, de modo a fornecer aos presumíveis candidatos um guia profissional adequado.
1. O comentador de “direita” não é de direita, embora o apresentem à direita e ele pactue com a encenação. A julgar pelas opiniões de que se alivia, por exemplo o ardor com que defende o actual governo e execra o anterior, um ingénuo seria levado a pensar que o comentador de “direita” é de esquerda. Aliás, toda a gente, incluindo o próprio, pensa exactamente isso. O comentador de “direita” não necessita de uma filiação no PSD, mas esta pode ser um incentivo para tentar a expulsão e o subsequente martírio.
2. O comentador de “direita” mal disfarça o júbilo que lhe suscita um governo a reboque da extrema-esquerda. Dado que ninguém o confronta com tamanha bizarria, beneficia de rédea solta para elogiar o dr. Costa, que o comentador de “direita” considera uma personagem de gabarito. Também louva com empenho a “irreverência” das meninas do BE e a “coerência” do sr. Jerónimo. A cada dois meses, não é desajustada a referência simpática à dra. Cristas, a fim de provar que, ao invés de que sucede com Pedro Passos Coelho, é possível uma oposição construtiva. Na “óptica” do comentador de “direita” (por motivos que ignoro, é usual o comentador de “direita” vender óculos), oposição construtiva é aquela que evita a “crispação” e aplaude o governo.
3. O comentador de “direita” só pode apreciar líderes da direita se estes se chamarem Sá Carneiro, mesmo que na época de Sá Carneiro o comentador de direita frequentasse a creche ou os convívios do PCTP. Tolera-se a ocasional menção à dra. Ferreira Leite, a Marques Mendes, no fundo outros comentadores de “direita”, para legitimar encómios ao governo actual. Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho são interditos absolutos. Também podem evocar com grande nostalgia Mário Soares, a quem aparentemente devem tudo: a liberdade, a democracia, a alegria de viver e um almoço na Tia Matilde.
4. O comentador de “direita” deve justa, específica e activamente odiar Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho. O primeiro porque, cito, abusou dos poderes presidenciais, conspirou contra os governos do “eng.” Sócrates e ainda por cima escreveu um livro a contar tudo. O segundo porque correu com o “eng.” Sócrates, venceu o dr. Costa e nunca convidou o comentador de “direita” para o cargo que este, indubitavelmente, merecia. E ambos porque estão vivos.
5. O comentador de “direita” não pode admitir com franqueza que gosta do “eng.” Sócrates. Mas como de facto não desgosta do “eng.” Sócrates, condói-se imenso com o tratamento que o Ministério Público tem dispensado ao antigo governante. Acerca do tema, começa as intervenções com a imprescindível frase: “Sou insuspeito de ser um admirador do eng. Sócrates, mas…”. Ao “mas” segue-se lengalenga épica contra as cabalas, as escutas, as insinuações, as infâmias, a justiça “mediática”, o “Correio da Manhã”, o juiz Carlos Alexandre e o mundo em geral.
6. O comentador de “direita” tende a achar positivo o desempenho do prof. Marcelo, à superfície por via da “proximidade” e dos “afectos” (juro), no fundo por via do matrimónio entre o PR e o PM. Se, por absurdo, houver divórcio, o comentador de “direita” achará o desempenho do prof. Marcelo menos positivo.
7. O comentador de “direita” orgulha-se de ter amigos de esquerda. Se repararmos bem, o comentador de “direita” tem exclusivamente amigos de esquerda.
8. O comentador de “direita” não se limita a abominar a direita a que diz pertencer: quase tão má é a extrema-direita, cujas sombras, repete ele, ameaçam a Europa e os EUA. Misteriosamente, o apreço do comentador de “direita” pela moderação política termina no momento em que a coerência recomendaria a condenação de todos os imoderados. Vinte deputados “fascistas” na Holanda (ou o “populismo”) tiram-lhe alegadamente o sono. Quarenta deputados leninistas em Portugal (ou a “representatividade”) embalam-no como os anjos.

10. O comentador de “direita” é o proverbial idiota útil. Útil para a esquerda no poder, que assim finge velar pela liberdade de expressão. Útil para os “media” avençados, que assim fingem “pluralismo”. Útil para ele, que assim ganha a vida mas não vergonha na cara. E útil para nós: o comentador de “direita” é consequência de um país triste, mas, se o contemplarmos na perspectiva que merece, é causa de muitas gargalhadas.

domingo, 12 de março de 2017

Do populismo vermelho a um novo episódio de asfixia democrática...

O tempo da clarificação aproxima-se rapidamente, e por isso anda tanta gente tão nervosa. O que se está a passar neste momento em matéria de tentativa estúpida de transformação dos chamados órgãos comunicação social—virtualmente falidos, como sabemos— em órgãos de manipulação social, deve preocupar qualquer democrata que saiba que não existe democracia sem liberdades burguesas.

sexta-feira, 10 de março de 2017

o seu a seu dono!

(como é hábito ninguém viu, leu ou ouviu! Mas todos comentam!)
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Em Portugal discute-se a imbecilidade. Há uns quantos dias que se fala do "milagre" referido por Teodora Cardoso. O dito milagre foi referido por Graça Franco, Teodora Cardoso limitou-se a responder à imagem invocada pela jornalista. E cheia de razão. Cheia de razão Teodora Cardoso. (in “O milagre é de Graça Franco, não de Teodora Cardoso”por Vasco Lobo Xavier)

terça-feira, 7 de março de 2017

o Costa sabe-o!

Na noite em que perdeu as eleições, António Costa foi “virtuoso” no sentido em que Maquievel usou o termo no Principe. Levantou uma questão central da vida política: Tenho uma oportunidade para conquistar o poder? E percebeu que tinha. […] Um novo governo do PSD e do CDS seria uma enorme ameaça ao poder da esquerda, sobretudo do PCP, no aparelho do Estado.
Domesticada a extrema-esquerda, Costa lidou com a eleição presidencial da melhor maneira. Aliado às esquerdas radicais no parlamento, precisava de uma figura moderada e do PSD em Belém; por isso, fez o necessário para ajudar a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa.
O Costa está assim no centro de duas alianças políticas. Tem uma maioria de esquerda no parlamento e fez um mini bloco central com o Presidente, empurrando o PSD e o CDS mais para a direita, num país desequilibrado para a esquerda (por isso estamos como estamos, endividados, sem capital e empobrecidos).
Apesar dos gritos e das indignações da direita, a curto prazo, Marcelo não tem condições políticas para mudar o seu comportamento. E o Costa sabe-o.
[…] na Europa a situação também se tornou favorável para o governo. As políticas monetárias do BCE permitem a ilusão do que a crise acabou e o suficiente para o governo reverter algumas das medidas mais impopulares do último governo de direita. A política de juros baixos e de injeção de dinheiro nos mercados serve sobretudo para ajudar os países mais endividados, como Portugal e a Itália. Draghi tudo fará para continuar a auxiliar o seu país e apoiando a Itália, ajuda Portugal.
em ano de eleições […] a evolução política na Europa pode ser ainda mais favorável para o Costa porque a geringonça colocou o PS numa situação invejável para a maioria dos partidos da esquerda moderada na Europa.
Em Espanha, o PSOE está a lutar para continuar a ser o maior partido de esquerda.
Em França, o partido socialista está a chegar ao fim (mais em baixo).
Em Itália, o Partido Democrata dividiu-se.
No Reino Unido, os Trabalhistas foram raptados por grupos de trotskistas. Apenas na Alemanha, o SPD parece estar em condições de regressar ao poder, depois da chegada de Martin Schulz à liderança.

E as eleições na Alemanha (e em França) podem ajudar o Costa e a geringonça. (in “E as coisas podem continuar a correr bem a Costa” por João Marques de Almeida

o estranho caso da AEFCSH da UNova

segunda-feira, 6 de março de 2017

O cerco vai apertar-se…

…para já em torno daqueles que ainda detêm poder suficiente para questionar a verdade oficial
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Já vimos isto no passado quando os mesmos protagonistas montaram um cerco ao então PGR, Souto Moura.
Onde antes estava a Justiça está agora o controlo das entidades que devem supervisionar as finanças públicas e a nossa articulação com o BCE.
Nada disto espanta a quem se interessa pelas tácticas de Lenine mas o que não deixa de irritar é como um século depois esta forma de conquista do poder e de captura das instituições continua aí triunfante, sempre em nome de mais justiça, mais liberdade, mais transparência… enquanto se vai fazendo precisamente o contrário.
2 de Março:
3 de Março:
5 de Março:
Passámos claramente para outra fase, as máscaras estão a cair. Já não há qualquer preocupação em disfarçar.
O facto de nunca se ter desmontado a superioridade moral do socialismo-estatismo ainda mais reforça essa táctica: a qualquer dia, a qualquer momento, a qualquer hora somos convocados em nome da pátria a não perguntar nada sobre a CGD e a gritar por causa das offshores ou dos serviços prestados por privados na saúde.

O cerco vai apertar-se para já em torno daqueles que ainda detêm poder suficiente para questionar a verdade oficial sobre a nossa situação económico-financeira e, o que ainda é mais importante, ocupam cargos que podem colocar em Bruxelas essa verdade oficial em causa. (in Finanças Públicas, “Operação Cerco” por Helena Matos)