quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

dizem ser o verdadeiro rosto da França...

São homens e mulheres que dizem ser o verdadeiro rosto da França. O rosto da injustiça social, da raiva ... mas também da humilhação ... e do medo.
O movimento "coletes amarelos" surgiu contra um aumento nos impostos sobre combustíveis proposto pelo Governo para encorajar uma transição para formas mais verdes de energia. Mas a revolta social cresceu e passou a incluir outras queixas de injustiça em França. O ressentimento de toda uma parte da população que se sente excluída há tempo demais.

Depois de um mês nas ruas, os "coletes amarelos" podem continuar?
E que França vai emergir se conseguirem o que querem?
Não está claro qual o futuro do movimento.
O que é certo é que aqueles que se sentiram ignorados pelo poder, agora conseguiram tornar-se visíveis, novamente, ao mergulharem o país em alguns dos dias mais sombrios.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

já se percebeu ao que ela veio: É a carta do António Luís para ganhar os votos à esquerda, para mostrar que a natureza deste PS, de braço dado com o BE e o PCP, não mudou, está apenas disfarçada, para provar que um governo do PS pode ser tão ou mais defensor da austeridade do que qualquer outro governo à direita.
[Claro que esta é mais uma “manobra à chico-esperto”, perdão, uma manobra à Santos da Costa que com uma “independente” não estraga as relações com uma parte mais antiga mas significativa do partido. Só que estes independentes são muito imprevisíveis ”...!]
.
[é por via dessa “natureza que o PS tão bem oculta” desde os oligofrénicos até aos idiotas-úteis] que a “ministra” da Saúde quer reter os médicos no Serviço Nacional de Saúde durante mais tempo antes de estes optarem por sair do público para o privado. Ora bem, esse objectivo pode ser conseguido com a vinculação durante um determinado período de tempo. [.] 
.

Já agora, faz-se uma lei geral, à moda de Cuba ou da Venezuela, impondo a obrigação de todos os licenciados em faculdades públicas de trabalharem para o Estado, com um período definido em função do custo do curso. Era a forma mais fácil de acabar com o sector privado de vez, sem precisar de qualquer lei de bases. (https://eco.sapo.pt/opiniao/a-ministra-que-quer-acabar-com-a-saude-dos-privados/)

coletes! amarelos?


domingo, 16 de dezembro de 2018

begonha, para memória futura!

A recém-eleita secretária-geral da Juventude Socialista, Maria Begonha, defendeu AQUI, em entrevista ao jornalista Fernando Alves nas manhãs da TSF, um "aprofundamento à esquerda" do Partido Socialista e não vê "com maus olhos" a presença do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista de um futuro Governo de iniciativa PS.

porque se revoltam os cidadãos!

Os "gillets jaunes" abalaram a França. 
A eleição na Andaluzia teve na Espanha o efeito de um terramoto. 
E o Brexit na Europa comportou-se um cavalo louco. 
É tempo de os poderes democráticos compreenderem porque se revoltam os cidadãos!!!

se isto não é o povo...

La crise des "gilets jaunes" est sans doute l’occasion de repenser tout cela, et de donner plus de poids à des mécanismes de démocratie participative et délibérative. 
.
Na França, como em Portugal, a democracia continua amplamente baseada na representação. Os mecanismos da democracia participativa apenas desempenham um papel modesto para “épater le bourgeois”, isto é: os organismos intermediários entre a sociedade civil e o poder, são tradicionalmente vistos com suspeita, na maioria dos casos com razão, porque vindos da esquerda e extrema-extrema esquerda, integram como participantes os “activistas do costume”. Basta atender que os deputados não representam seus eleitores, mas a nação.  
No caso francês o Presidente, numa abordagem das suas funções muito gaullista, quiçá mesmo bonapartista, goza de importantes prerrogativas.
por isso
a crise dos "coletes amarelos" em sistemas politícos idênticos ao português ou ao francês, é, sem dúvida, uma excelente oportunidade para repensar a organização politica de modo a dar mais peso aos mecanismos da democracia
...claro que aos trotskistas,
como ao Francisco Louçã, ao grupo Bloco da extrema-Esquerda:
esta operação é uma operação de extrema-direita” seguindo a lógica da infiltração nas claques desportivas ou em em alguns corpos especiais do Estado.
Porém, o aspecto mais preocupante do movimento  “Quando olhamos para o detalhe percebemos que há aqui uma coisa que se deve tomar em consideração com muita atenção. A instrumentalização pela extrema-direita, numa óbvia imitação dos processos que preparam o Bolsonaro”. (mais aqui)
ou à Christiane Taubira ou ao grupo do Jean-Luc Mélenchon:
qui qualifie le mouvement des "gilets jaunes", "d'ambigu", avec "à la fois du sublime et des traces de choses abjectes", en évoquant la présence de "personnes sexistes, racistes, homophobes, xénophobes, antisémites"(mais aqui)
a democracia participativa e deliberativa não lhes interessa. A representativa já lhes é difícil de aceitar!
Diria mesmo mais: qualquer democracia lhes é prejudicial...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

descarrilamento


A Carris vai abrir inquérito

o EuGénio Costa

Lembram-se do que dele se escrevia na imprensa a que temos direito?
(e o mais interessante é que os escribas que sem vergonha nem a cara mudaram  continuam a escrever coisas que já ninguém vê mas continuamos a pagar!)
antes era assim:
A sua superior genialidade política e inteligência racional tinham alcançado o que a tacanhez do governo anterior jamais julgara possível: a concórdia social, um país sem greves, todo a trabalhar, em uníssono, para a recuperação da pátria." 
Um dia, porém, as coisas mudaram. 
agora é assim:
Primeiro foram os professores. Depois os médicos. A seguir os trabalhadores dos transportes públicos. E os professores outra vez. Os enfermeiros. Os juízes. O pessoal do Metro de Lisboa e do Porto. Os taxistas, ai os taxistas! Os inspectores do SEF. Agora, também o pessoal do Ministério Público. E os professores, os “malditos” professores sempre e outra vez! “
Caraças! Até o pessoal da Santa Casa...
mais AQUI e aqui

domingo, 9 de dezembro de 2018

o assassinato de jornalistas...


O
Alojz Hlina, começou há muito a preparar a vinda a Lisboa para fazer um pedido a António Costa: que exigisse a expulsão do primeiro-ministro da Eslováquia do Partido Socialista Europeu, que

A
Ana Gomes escrevia que o facto de Muscat discursar no congresso dos socialistas europeus  em Lisboa, era estar a destruir a “credibilidade da família política” socialista enquanto o seu Governo
“mantém criminosos dos Panama Papers” e

reversível?

O(A) Pato(a) que não vi, não li e nem percebi as suas reais implicações será um daqueles pactos de que vamos falar muito no futuro e não propriamente por boas razões?
.
Chamar-se-á Pacto (Pato?) Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular. A acreditar nos seus promotores está lá tudo e o seu contrário. Mas onde está o texto desse pacto(pato?)? Por exemplo, em Portugal para lá das declarações institucionais do ministro dos Negócios Estrangeiros e do ainda mais institucional texto da Lusa reproduzido em noticiários e artigos de jornal, o que se sabe sobre esse (pato?)? Fala-se de 23 medidas concretas mas não se detalha uma única? (in “Os dias da cabra-cega” por Helena Matos)
.
nota:
É altura dos partidos que não querem perder a pedalada comecem a falar em “reversões”