quarta-feira, 30 de setembro de 2020

debate Trump vs Biden

“reinou o caos” e “a América embarcou uma sessão de políticos a irem à loucura” (
Washington Times
“Foi um insulto para o público e um triste exemplo do estado da democracia americana cinco semanas antes das eleições” (Dan Balz, Washington Post) 
“Numa troca de palavras caótica de 90 minutos, os dois nomeados dos principais partidos expressaram um grau de acre desprezo um pelo outro inédito na política moderna americana”. (The New York Times
“Se houver (mais debates), não vou desperdiçar nem mais um minuto da minha vida a vê-los”. (jornalista do The Atlantic)

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

agarrem-me senão eu aprovo-o!

Não se aguenta mais a peça “Orçamento: agarrem-me senão eu aprovo-o” levada à cena por Catarina Martins desde que a partir de 2015 assumiu o papel de muleta do PS. 
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Nunca tive o gosto de ver Catarina Martins na sua vida pretérita de palhaça-actriz mas é francamente cansativa esta peça que, devidamente patrocinada por todos nós, mantém nos palcos de Portugal vai para cinco anos.  (in “Os meninos da bolha“ por Helena Matos)

sábado, 26 de setembro de 2020

UM ECOSSISTEMA ESTRANHO

Portugal é dos países que, a nível económico, tem tido pior performance nas últimas duas décadas. 
A um nível qualitativo também haveria razões para descontentamento. Afinal o PS, contra a tradição democrática portuguesa, apoderou-se do poder, de forma constitucional, mas sem ter ganho as eleições. O partido continua a suportar todos os casos de nepotismo e corrupção, veja-se a sua total inacção no recente caso da deputada Hortense. 
No entanto, e paradoxalmente, Portugal é dos países onde, aparentemente, existe mais consenso político e auto-satisfação. 
Neste contexto de paz podre, de beco sem saída, alguém se admira que um partido anti-sistema, demagógico que afirma querer criar a IV República, seja a válvula de escape para os insatisfeitos? (Miguel Alçada Baptista no FeiçeBuque)

As mulheres do "esquema"


Fátima Galante, Rita Figueira e Bruna Amaral têm em comum uma relação com o juiz Rui Rangel, mas para o MP não são apenas assuntos da vida pessoal. Pelas suas contas circularam milhares de euros.
 (muito mais AQUI)

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

A Grande Mentira do Regime

As democracias são e foram sempre destruídas de dentro, pelos que, no poder, as viciam e empobrecem. Tenham por isso medo de quem manda, não de André Ventura.

"Um dia, estou certo, alguém achará tudo isto muito curioso. O Partido Socialista é poder em Portugal há vinte e cinco anos. Em 2020, continuamos a ver no governo os mesmos — ou os seus assessores e descendentes — que chegaram com António Guterres em 1995, e que estiveram com José Sócrates entre 2005 e 2011. Num quarto de século, ocuparam o Estado, agravaram a dependência da sociedade em relação ao poder político, e passaram a controlar, como mais ninguém na história deste regime, o que é feito e dito no país. Desde 2015, governam amparados pelos fãs das ditaduras de Cuba, Coreia do Norte e Venezuela. Ao princípio, repetiram os chavões do que o trabalhismo inglês chamava a “terceira via”. Agora, as suas “ideias” consistem em gastar o dinheiro europeu para financiar um Estado inviável, e em deixar passar a agenda do radicalismo norte-americano que, à esquerda, substituiu o marxismo soviético. O resultado é um país envelhecido e estagnado, mas já com eutanásia e cada vez mais arrependido de alguma vez ter tido importância na história do mundo. " (por Rui Ramos in " A Grande Mentira do Regime")


"Roubaram-lhe a infância" ?


A jovem autista Greta Thunberg venceu esta quarta-feira o Right Livelihood Award de 2019, conhecido como “Prémio Nobel Alternativo” da Suécia, juntamente com uma advogada chinesa, uma activista africana e um líder indígena.
A adolescente sueca de 16 anos é distinguida por “inspirar e amplificar as exigências políticas para acções climáticas urgentes”, refere um comunicado da organização.
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A activista Greta Thunberg emocionou-se durante o discurso na Cimeira da Acção Climática, que arrancou esta segunda-feira em Nova Iorque (Estados Unidos), e acusou os líderes governamentais de lhe terem “roubado a infância”: “Está tudo errado. Não deveria estar aqui. Devia estar de regresso à escola do outro lado do oceano. Mas todos me procuram em busca de esperança. Como se atrevem? Vocês roubaram os meus sonhos e a minha infância com palavras vazias”, atirou em lágrimas a jovem sueca de 16 anos. (in “Greta Thunberg chora na Cimeira do Clima: “Roubaram-me a infância” por Marta Leite Ferreira)

terça-feira, 22 de setembro de 2020

a nossa Hortense

Hortense Martins continua alegremente deputada da nação depois de o Ministério Público ter dado como provado que 

ela falsificou uma assinatura para fingir que já não era gerente de uma empresa quando era deputada em regime de exclusividade. Essa assinatura falsa custou-lhe mil euros – e nenhuma consequência mais. 
O caso tem a originalidade de juntar a falta de sentido ético de uma deputada à falta de sentido ético de uma procuradora do Ministério Público, que propôs o arquivamento de um processo de falsificação de documentos onde eram arguidos a deputada e o seu pai (...). 
O despacho é dois em um. Torna (1) a falsificação irrelevante porque (2) arquiva ao mesmo tempo o processo com o qual ela estava relacionada – uma suspeita de fraude na obtenção de fundos comunitários para a construção de um centro de eventos e de um turismo rural. 
O dinheiro, como é hábito na terra, veio de gente do PS a distribuir fundos por gente do PS, mas com este problema irritante: ambos estavam em funcionamento e os subsídios não podiam ser atribuídos a obras já concluídas. 
Solução: desconcluir as obras. Bastaram 1500 euros em prateleiras por pendurar para Hortense receber 171 mil euros da Europa (e outros 105 mil depois). 
E o que disse sobre isto a senhora procuradora? Disse que sim, que tinha acontecido, tal como a assinatura forjada – mas que faz parte da tradição nacional. Ocorreu em “muitas outras operações” (...). 
Por um acaso do destino, a deputada socialista Hortense Martins é esposa do socialista Luís Correia, que, coitado, perdeu recentemente o mandato como presidente da Câmara de Castelo Branco por não ter reparado que estava a assinar contratos com a empresa do próprio pai. Luís deve andar a morrer de ciúmes da procuradora de Hortense. E tem razões para isso.” João Miguel Tavares Público, 22/09/2020