terça-feira, 21 de novembro de 2017

Marcelo dá uma lição ao menino Tonecas

As notícias da generosidade do Governo para com os professores também chegaram a Belém e Marcelo Rebelo de Sousa não gostou do que ouviu. Com muita coragem, e perante uma plateia repleta de professores na Fundação Calouste Gulbenkian, o também Professor Marcelo disse esta segunda-feira aquilo que tinha que ser dito sobre o tema:
“A crise deixou marcas profundas, é uma ilusão achar que é possível voltar ao ponto em que nos encontrávamos antes da crise – isso não há!”.
“A segunda ilusão é achar que se pode olhar para os tempos pós-crise da mesma forma que se olhava antes [para os problemas], como se não tivesse havido crise. A crise deixou traços profundos e temos de olhar para eles”.
Com estas duas frases sobre a temática da ilusão, o professor Marcelo fez tábua rasa do compromisso assinado pelo Governo com os sindicatos dos professores. E conjugou, em bom português, o verbo Iludir:
Eu não iludo
Tu iludes
Ele não quer ser iludido
Nós não temos dinheiro
Vós não deveis pensar só nas eleições
Eles vão ter de se contentar com o descongelamento que já têm
Perante este puxão de orelhas do Presidente, António Costa resolveu dar um gigantesco passo atrás face ao compromisso que assumiu com os professores na passada sexta-feira: “Não podemos consumir todos os recursos com quem trabalha no Estado” se queremos investir na educação e na saúde, afirmou o primeiro-ministro esta terça-feira durante uma visita à Tunísia.
Costa também mostrou que quando quer sabe conjugar o verbo iludir: “A ilusão de que é possível tudo para todos, já não existe isso. Temos de negociar com bom senso, com responsabilidade, procurando responder às ansiedades das pessoas, mas com um princípio fundamental: Portugal não pode sacrificar tudo o que conseguiu do ponto de vista da estabilidade financeira, porque isso, no futuro, colocaria em causa o que foi até agora conquistado”.
Mas afinal, Sr. primeiro-ministro, quem é que criou essa tal ilusão de que é possível dar tudo a todos? Eu? Tu? Ele? Nós? Vós? Eles?

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Não são os políticos que nos defendem...

Para além dos governos, dos partidos e das ideologias, devemos congratular a realização de simulacros desta natureza. O resto é ruído político de gente que nunca pegou numa arma para defender desconhecidos das ameaças reais. O que sobeja são birras de quem se esconde atrás de outrém.
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Tenho a maior confiança nas forças de segurança em Portugal. Coloco-me, sem hesitar, ao lado dos seis agentes constituídos arguidos, por correrem riscos em nome de todos nós. No exercício da sua missão lidam continuamente com dinâmicas imprevisíveis e teatros de operação intensamente voláteis. A GNR levou a cabo um simulacro envolvendo todas as polícias, forças armadas e meios de socorro, mas já despontam aqueles que invocam a legalidade do comando da operação - dizem que a Lei de Segurança Interna não foi cumprida. (por por John Wolf in Estado Sentido )

domingo, 12 de novembro de 2017

Escândalo? Indignação? Nada. Não se passa nada !

Bastou ter-se levantado uma onda de indignação pública, com eco nas redes sociais, para o Governo mostrar mais uma vez como é eficaz. O Governo de António Costa reagiu. Culpou o Governo anterior (as usually). Mostrou-se muito indignado em solidariedade com a indignação geral, e zás, proibiu os jantares no Panteão. Tal como já tinha feito no Urban Beach (que se apressou a mandar fechar - by the way, pôs 200 pessoas no desemprego com essa precipitação. Podia ter multado, ter estabelecido regras duras, mas não, a solução foi: desemprego para toda aquela gente) – mas
tal como fez com os incêndios e armas de Tancos roubadas toma decisões muito radicais. Mas sempre, sempre à posteriori [...]
O mundo chama populista a quem governa contra a corrente mediática, mas populismo é precisamente o oposto. Populismo é isto de governar em função da indignação popular.
Esta dupla de populistas que representam e lideram o país, estão a transformar Portugal num cartoon. (in “Populismo é governar pelo guião escrito pelo mediatismo e pelas redes sociais” por Maria Teixeira Alves )
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Escândalo? Indignação? Nada. Não se passa nada.
... o funcionamento do nosso Estado continua a brindar-nos com surpresas nalgumas das suas áreas nucleares, como as da segurança e soberania. [...]
O que nos deveria surpreender é a incapacidade de a direita, agora na oposição, ser oposição efectiva, conseguir reunir a informação que antes nos chegava pelas “comissões de utentes”, não se ficar apenas pelas generalidades sobre as cativações, antes ser capaz de descobrir e denunciar os efeitos concretos dessas cativações.
O que também nos deveria surpreender é a forma como antes boa parte da comunicação social não se incomodava em ser altifalante dos mais minúsculos tentáculos da asa esquerda da geringonça, ao mesmo tempo que hoje passa por cima de casos como alguns dos que relatei atrás sem se deter neles mais do que um segundo. [...]
Tudo domesticado, tudo obediente, tudo disciplinado (como disciplinados eram os companheiros e ministros de Sócrates que nunca viram nada, nunca souberam de nada, nunca estranharam nada, sobretudo nunca falaram sobre nada).

Por tudo isso deixem estar: não se passa nada. (in “Não se incomodem, não se passa nada” por José Manuel Fernandes )

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O Cartel do Fogo

depois de ver esta reportagem só posso admitir que uma aparente inércia da PGR esteja apenas relacionada com o elevado número de politicos envolvidos.
Mas espero que já esteja a “tomar notas”....
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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Não fui suficientemente exigente com quem foi escolhido administrar!...

A idade fez-me cínico e como previa, ouvi, e posteriormente li e reli, o discurso (hermético, obscuro, impenetrável e esotérico) do Presidente Rebelo de Sousa.
Entendi-o como um, na verdade quatro, fortes apoios ao Costa e à “geringonça”.
Primeiro - deu ao Costa a oportunidade de demitir a sua “amiga” “ministra” – nesta altura sabemos que ela já o fez -,
Segundo - ao obrigar a extrema-esquerda a, unida, votar conta a moção de censura da direita irá fortalecer a “geringonça”,
Terceiro - dá ao Costa a oportunidade de alterar na especialidade o OE2018 indo contra as exigências, já publicitadas, da extrema-esquerda, dos “sindicatos” e outra “frentes unidas”,
Quarto - dá à direita, que continua pouco inteligente, a possibilidade de embandeirar em arco e voltar a dizer: “este é, outra vez, o nosso presidente”
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Leiam, ou voltem a ouvir Sua Excelência, mas, desta vez com olhos e ouvidos  bem abertos!