domingo, 15 de julho de 2018

quinta-feira, 12 de julho de 2018

não há almoços grátis

Hoje algumas pessoas que acreditaram que era possível começam a perceber que não há almoços grátis. O preço pode estar transitoriamente escondido, mas paga-se e mais cedo ou mais tarde aparece.
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Quando se tentou aqui alertar para o perigoso caminho que se estava a seguir no início da governação do Costa, foram muitos os que optaram por não querer ver, que escolheram acreditar em milagres, que quiseram crer que a designada política de austeridade era produto das pessoas maldosas que nos tinham governado. (...)
Claro que um dos principais argumentos era: o que está a acontecer é o resultado de anos e anos de desinvestimento. Mas não se sabia já isso?
Estamos a viver em crise desde 2008, pelo menos.
Em 2016 e em 2017 as escolhas (do Costa, Geringonça & Cia) podiam ter sido diferentes. Mas foi-lhes “politicamente impossível” e agora pagamos o preço.

terça-feira, 10 de julho de 2018

A catástrofe tinha de acontecer a qualquer minuto...

fica claro
pelo “ruidoso” silêncio da imprensa a que temos direito
que deputados e similares, jornalistas e comentadores e os idiotas-úteis do costume não recorrem à “saude pública”, usam a “saúde privada” que também subsidiada pelos nossos impostos mas que a maioria não pode pagar...
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A catástrofe tinha de acontecer a qualquer minuto. Mesmo com a parca compensação das 2000 contratações, a entrada em vigor para o sector da saúde a 1 de Julho das 35 horas provocou um “tsunami” devastador que ainda não parou de fazer estragos sérios no ministério da saúde:
- o Centro Hospitalar de Vila Real vai encerrar 50 camas e o bloco cirúrgico oncológico;
- as grávidas do Hospital Alfredo da Costa são transferidas a meio do trabalho de parto
- há demissões no Centro Hospitalar Lisboa Central onde se exige plano de catástrofe;
- o fecho da unidade de cuidados coronários da Guarda;
- o Hospital S. João que  encerra 70 camas e alguns blocos operatórios;
- o Hospital de Lamego que vai fechar 6 camas nas especialidades de cirurgia e medicina.
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Ao todo já encerraram em todo o país mais de 240 camas em diversas unidades hospitalares. Onde estão os activistas dos cordões humanos frente à Maternidade Alfredo da Costa no tempo de Passos? Morreram? Imigraram?

Foi você que pediu uma geringonça?

No Outono de há três anos, pouca gente percebeu o que era a geringonça.
Muitos confundiram-na com uma maioria de esquerda:
uns imaginaram que o PS se teria finalmente rendido às “políticas de esquerda”, tal como o BE e o PCP concebem essas políticas;
outros esperaram que o BE e o PCP,  depois de anos de “protesto”, se tivessem rendido ao princípio da “responsabilidade” de governo, tal como o PS compreende essa responsabilidade. Ora, a verdade é que não aconteceu nem uma coisa, nem outra.
O PS manteve-se fiel a Bruxelas, como não podia deixar de ser num país financeiramente dependente do BCE: aumentou os salários, mas esvaziou os serviços através de cativações – porque, como o Costa já admitiu, não se pode ter tudo... 
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“Nunca aprendemos nada. Se calhar foi pena termos pedido o resgate quando o pedimos. Mais um ou dois meses e falhavam os pagamentos aos funcionários públicos. Se isso tivesse acontecido talvez se tivesse aprendido de vez”.
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Ainda é possível que acabemos por ver muito mais coisas. Mas já é claro no que consiste a geringonça. A geringonça não é a maioria de esquerda. A geringonça é o regime, toda a oligarquia, depois de fracassadas as ideias e liquidadas as expectativas, a tentar salvar-se, agarrando-se ao Estado. A “Terceira via” do PS falhou em 2001, outra vez em 2011 e finalmente em 2015. (in “Foi você que pediu uma geringonça?” por Rui Ramos)

domingo, 8 de julho de 2018

hoje o Gaspar faria 103 anos...

... nos Registos (Paroquiais) de Baptismo consegui encontrar-lhe 10 gerações.
(quatrocentos e trinta e quatro anos desta velha familia, sempre nova!)

10- Luiz Vieira
Antepassado directo (10 gerações)
Calculada: 1584
9- Estevam Vieira da Costa
Antepassado directo (9 gerações)
Antes de 26 de nov de 1623
8- Manuel Vieira da Costa
Antepassado directo (8 gerações)
Antes de 16 de dez de 1649
9 de nov de 1718
7- Estevam da Costa
Antepassado directo (7 gerações)
25 de set de 1694
6- Anastazio da Costa Deitado
Antepassado directo (6 gerações)
Cerca de 11 de nov de 1757
10 de mar de 1826
5- Antonio da Costa Deitado
Antepassado directo (5 gerações)
17 de mar de 1784
28 de nov de 1850
4- Lopo da Costa Deitado
Trisavô
22 de jan de 1827
26 de mai de 1904
3- António Lopo da Costa Deitado
Bisavô
7 de out de 1852
26 de mai de 1896
2- José Lopo da Costa Deitado
Avô
6 de ago de 1885
14 de out de 1968



1- Gaspar da Costa Deitado
Pai
8 de jul de 1915
30 de jul de 1990



0- José Augusto B.C. da Costa Deitado
Eu

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Diz-me com quem acampas...

Um workshop sobre “desconstrução da masculinidade tóxica”,
Um debate sobre "a propriedade é o roubo: socialização dos meios de produção".
Dava para rir se não fosse de chorar, pois eles mandam no país
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Entrando no detalhe da programação depara-mo-nos com verdadeiros mimos.
Logo a abrir, para destrunfar, discutir-se-á “Saída do Euro: há outra saída?”
Depois haverá muito por onde escolher – isto se aceitarmos escolher de entre as causas marginais que se tornaram o modo de vida destas novas esquerdas mais identificados com a vida dos bares nocturnos do que com os relógios de ponto de uma fábrica.
Alguns exemplos:

  • Legalizar (e regulamentar!) todas as drogas. Isso mesmo: todas.
  • Veganismo e Antiespecismo. Um dia destes ainda acabamos a comer sementes e raízes em nome da bondade da “dieta do paleolítico”.
  • Trabalho sexual: o direito ao corpo. O que antes víamos como exploração sexual das mulheres, agora foi transformado em direito.
  • Direito à boémia: necessidade de vida noturna para produção e radicalização cultural. Confesso que já tinha visto justificações menos sofisticadas para ir para os copos.
  • Ciganofobia. O Bloco adora fobias, pois dão-lhe causas e indignações. Num acampamento ao ar livre só espero que tenham também tratamento para a aracnofobia, isto se porventura a defesa contra as aranhas não cair nos pecados do antiespecismo
  • Boicote a Israel e celebração da Palestina. Será que para assistir terão de ir todos com aqueles lenços aos quadrados que tanto gostam de usar?
  • Linguística e linguagem inclusiva. Ou seja, lições de politicamente correcto e de como o impor mesmo aos recalcitrantes.
  • A propriedade é o roubo: socialização dos meios de produção. Ora aqui está uma pitada de marxismo puro e duro, à moda antiga. Só espero que, de caminho, não socializem o motão da Mariana Mortágua.
  • Desobediência civil. Curioso este debate num partido que faz parte do acordo que suporta o Governo. Quererão desobedecer a eles próprios?
No meu tempo chamava-se a estes acampamentos sessões de endoutrinação política, mas nos meus tempos os partidos de extrema-esquerda não andavam disfarçados a fingir que eram aquilo que não eram, como continuam a não ser mas querem que se saiba. De facto aquilo que o Bloco não é, não será, nem quer ser a ajuizar pelo programa deste acampamento, é um partido pacificamente integrado no nosso sistema democrático, com uma economia de mercado e vivendo pacificamente no seu espaço natural que é o da União Europeia.
O que o Bloco é, continua e continuará a ser, é um partido revolucionário que aprendeu com Gramsci que é ganhando as batalhas culturais que se conquista o poder. E isso eles estão a fazer e com competência, já não em nome dos trabalhadores, mas do seu desprezo pela vida tranquila e livre das odiadas sociedades burguesas, como são as sociedades ocidentais. Por isso tanto lhes faz o veganismo como a “masculinidade tóxica”, o que conta é ir destruindo o sistema de valores que nos tem permitido viver em concórdia.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

só pode ser uma grande dose de má sorte...

com tempo de antena semanal garantido num canal de televisão e numa rádio,
todos os slogans são bons para o Fernando Medina, o presidente (do Porto) da Câmara de  Lisboa:
Trazer mais famílias da classe média para a cidade, requalificar os transportes públicos, resolver o problema do estacionamento, garantir rendas acessíveis..”.
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Mas tem pouca sorte, o senhor autarca, que parece que não há coisa que lhe corra bem.
Nem sequer falo da modificação que fez de Lisboa uma cidade mais bonita aos olhos dos turistas - sim, tornou-se quase impossível para quem cá vive...
Também não me refiro ao caso da semana que deixou em fúria os lisboetas automobilizados que têm pesadelos recorrentes não só com o trânsito mas também com o estacionamento ou
aquele concurso pela publicidade de Lisboa nos próximos 15 anos podia ter corrido sem espinhas, apesar de ter arrancado com um atraso de mais de um ano. 
E houve aquela obra urgente e inadiável da Segunda Circular com jardim ao meio que teve de ser metida na gaveta à espera de melhor oportunidade só porque surgiram umas suspeitas de conflito de interesses e
Veja-se o que aconteceu com a Taxa de Proteção Civil. É certo que os lisboetas se revoltaram com aquilo e até houve vários avisos de que a coisa tinha contornos bastante irregulares - que não era taxa, era imposto, e a esses a autarquia não pode recorrer para se financiar.
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Com tantas e tamanhas trapalhadas, quero acreditar que só pode ser uma grande dose de má sorte...

(in  “Que má sorte tem Medina” por Joana Petiz)

o como e o porquê da Moção de Censura que derrubou o Governo da Espanha.

(talvez seja um pouco “teoria da conspiração”, mas já assistí a tantas que se revelaram verdadeiras...
Agora, “politólogos”, façam o vosso trabalho!)

“Alrededor de la siete de la tarde”, Sánchez e Soros começaram a reunião, que não estava na agenda pública do presidente. A conversa durou cerca de uma hora e meia. No mesmo, havia outras duas pessoas não identificadas que poderiam ser consultores financeiros.
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Acontece que Sanchez recebeu em Moncloa um especulador nato, com um perfil de investidor que sempre foi cercado por uma aura de controvérsia, apenas países com uma significativa instabilidade ou problemas financeiros tendem a estar na mira de Soros.
Relembro que a transação financeira que o fez saltar para a ribalta da fama foi o ataque feito contra a libra britânica em 1992.
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Recentemente, entre dezenas de milhares de e-mails da sua fundação base, a Open Society Foundations, havia um com uma relevância especial, intitulado "The Open Society Institute resultados de políticas e Atividades Actualização Europeia" descreve as iniciativas que a fundação de George Soros tem impulado no Parlamento Europeu por pressão direta para vários partidos políticos e governos europeus.

«El Open Society European Policy Institute y la red de la Open Society han publicado una lista con los parlamentarios del Parlamento Europeo propensos a apoyar los valores de la Open Society del multimillonario George Soros, bajo el título "Reliable allies in the European Parliament" 

Entre los 24 diputados españoles que aparecen en la lista, figuran parlamentarios de todo el arco político, desde partidos separatistas hasta el partido Popular (?), pasando por socialistas, de Ciudadanos, de Izquierda Unida o miembros de Podemos. Entre los nombres destacan los de Pablo Iglesias (Podemos), Elena Valenciano (PSOE), Santiago Fisas, Javier Nart (Ciudadanos), Maite Pagazartundúa (UPyD), Javier Couso (IU), Juan Fernando López Aguilar (PSOE), Teresa Rodríguez (Podemos), Izaskun Bilbao (Partido Nacionalista Vasco), Jordi Sebastiá (Compromís), Josep Maria Terricabras (Esquerra Republicana de Catalunya), o Ramon Tremosa (Convergencia Democrática de Cataluny)”»
mais AQUI

quarta-feira, 4 de julho de 2018

o caso Medina/Madonna

na sequência do "affaire" outras coisa se começam a descobrir:
O MNAA está num local de difícil estacionamento.
As ruas circundantes têm muitos carros e poucos lugares, há um minúsculo largo à frente de uma das entradas sempre apinhado de carros de visitantes.
Não é um local prático para visitar, sobretudo com crianças ou pessoas com dificuldade de locomoção. Não há estacionamento, não há metro (a parte ocidental da cidade não tem), os passeios são estreitos (e com a maldita calçada portuguesa).
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Mas também ficámos a saber que a CML tem um terreiro perto do museu, onde cabem pelo menos quinze carros, e que nunca se lembrou de disponibilizar o acesso aos visitantes do MNAA.
...nem aos moradores da zona, de resto.

terça-feira, 3 de julho de 2018

ainda há dinossauros !

Esta é uma fotografia para guardar !
Eles são o que resta dos “governos socialistas” na Europa e, porventura, serão o que resta dos partidos daquela área.
Eventualmente estes dois aguentarão mais uns tempos por via dos reforços que irão receber do Podemos espanhol e do Bloco da Esquerda português.
Depois acabarão à francesa ou italiana, para não relembrar outros fins menos dignos na Austria ou Holanda e especialmente na Grécia.
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Mais tarde terá que a explicar aos seus netos porque é que guardou uma fotografia de dois individuos que perderam as eleições mas chefiaram governos. Mas tenha cuidado em como o explica porque, se eles estudaram história, irão pensar que estes socialistas são dos nacionais da Alemanha dos anos 30 do século passado...
por isso
esta é uma fotografia para guardar e, porque não, ofereça-a aos seus amigos!

boas leituras 1:
...e não me venham com histórias do “nós por cá somos diferentes”.
Já ouvi esta frase em pelo menos três línguas!
boas leituras 2: