quinta-feira, 20 de julho de 2017

Trump e o fantasma 
de Nixon

Isto é revelador, da falta de pudor dos media, na assumpção clara e inequívoca de uma solução política, que lhes é favorável, porque os interesses são comuns, pois visam esvaziar e retirar o debate político da sociedade, manipulando a opinião pública através da mentira. (por Vitor Oliveira no FB)

este era o artigo do Semanário Expresso:
Constitucionalistas da Ivy League explicam ao Expresso como o escândalo Flynn pode levar à abertura de um processo de perda de mandato de Donald Trump, o Presidente norte-americano que esta segunda-feira cumpre o seu primeiro mês de mandato.

terça-feira, 18 de julho de 2017

alguém anda a fazer de nós parvos....

Quando a dimensão do assalto a Tancos foi tornada pública, o PCP foi dos primeiros partidos a reagir, mais ou menos à mesma hora em que o Costa fazia a mala para as férias em Palma de Maiorca, o PCP emitiu um comunicado oficial muito duro, a pedir «responsabilidades políticas».
Enquanto Costa se mantinha em silêncio,
O ministro da Defesa admitia que o material roubado viesse a «colidir com a nossa segurança», aceitando que poderia ir parar a redes terroristas e
O Presidente da República fez declarações tonitruantes: era preciso investigar tudo «doa a quem doer e não deixando ninguém imune».
mas
o Costa continuou impávido as suas férias!
Quando chegou explicou que tinha ido para Palma de Maiorca descansado porque os serviços de segurança o avisaram que não havia riscos – apesar do Ministério Público ter aberto uma investigação.
O chefe militar explicou que o material roubado, afinal, não servia para nada. Era só tralha.
Alguém anda a fazer de nós parvos.

Entre as explicações em São Bento e as teoria da tralha do Pina Monteiro e a da conspiração do Vasco Lourenço segundo a qual tudo se tratou de uma intentona para prejudicar o Governo PS, venha o diabo e escolha... (adapt de “O sentido de Estado é uma coisa que tem dias” de Ana Sá Lopes )

domingo, 16 de julho de 2017

escrever à direita, hoje!

escrever à direita, hoje!
Ou seja: o “aproveitar enquanto é possível” porque, não tenham dúvidas, ao deixarmos instalar-se no poder um “maduro e sus muchachos”, já estamos a caminhar para a Venezuela (e o 25 de Novembro já não é possível!)
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“Por estranho que possa parecer a um observador esse mundo demencial longe de se ter extinguido, no final dos anos 80 espalhou-se qual mancha de óleo sobre as nossas vidas: os outrora militantes tornaram-se activistas e muito devidamente instalados em gabinetes universitários desataram a determinar assédios, homofobias, racismos e questões de género. Tal como no passado: os meios justificam o seu fim na hora de provar que ainda existe quem não concorde com as suas regras. Ou que não manifestando uma discordância directa às vezes acusa num comentário à hora do café ou no intervalo de uma reunião que algum recanto do seu cérebro ainda precisa de mais um pouco de doutrina.”  [...]
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“É um erro fatal acreditar que basta ignorar esta gente para não se ser afectado pelo seu zelo inquisitorial: o que comemos, bebemos, vestimos, as palavras que ensinamos aos nossos filhos e os brinquedos que damos aos nossos netos, tudo é pretexto para que imponham as suas teses e executem a sua engenharia social.
Mais, são eles quem decide o que se pode ou não discutir.
Durante anos trataram depreciativamente como dramas de faca e alguidar o que depois fizeram uma causa sua: a violência doméstica. Agora determinam que não se pode falar de questões de segurança: é populismo, dizem. Um dia farão dos assaltos às casas uma bandeira e logo toda a sociedade terá de ir a reboque do que de mais destrambelhado lhe ocorrer propor. No caso da família e do sexo foi precisamente isso que aconteceu: de início a luta pela igualdade entre homens e mulheres foi vista como um desperdício burguês porque a igualdade que contava e da qual decorriam todas as outras era a igualdade entre classes.” [...]

sexta-feira, 14 de julho de 2017

tomem nota! Fica para memória futura...

no início dos anos 80, o António Costa perdeu democraticamente as eleições para a Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa,
mas recusou a derrota e negou-se a entregar as instalações à lista vencedora!
...o que justificou uma intervenção musculada das autoridades!
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agradeço ao Telmo Correia que mo relembrou!


domingo, 9 de julho de 2017

uma “obra prima” da desinformação...

Desinformação ou Contra-Informação refere-se à acção, estratégia ou conjunto de recursos que visam a neutralizar ou dificultar o acesso à informação verdadeira (ou até à divulgação de informações falsas).
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 “.... em 2014, o Governo PSD/CDS liderado por Passos Coelho foi confrontado com uma exigência de mais dinheiro por parte dos accionistas da PPP. O executivo quis baixar em 30% os custos do SIRESP, mas só conseguiu cortar pouco mais de 9%. A comissão encarregada da renegociação não conseguiu encontrar provas documentais sobre as regras acordadas com o Governo anterior.” (SIRESP. Mais uma PPP a facturar à custa de dinheiro público)
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o texto integral desta noticia é uma “obra prima” do modo como “funciona” aquilo a que Cavaco Silva chamou de “tenebrosa máquina de propaganda do partido socialista”...
O modo como é escrito é um excelente de “desinformação”,
repare nestes exemplos:
“...em 2014, o Governo PSD/CDS liderado por Passos Coelho foi confrontado com uma exigência de mais dinheiro por parte dos accionistas da PPP. O executivo quis baixar em 30% os custos do SIRESP, mas só conseguiu cortar pouco mais de 9%” (aqui o uso do “mas” corta o efeito e desvia a atenção do leitor da verdadeira informação).
Melhor ainda quando separar deste, o período que se segue:
“A comissão encarregada da renegociação não conseguiu encontrar provas documentais sobre as regras acordadas com o Governo anterior.”
(quem é que se irá lembrar que o “governo anterior” teve dois MAI, quando no texto apenas é citado o Rui Pereira e que o contrato foi negociado e assinado pelo António Costa?)
Reparem também nesta “pérola” onde se oculta o nome do actual presidente do conselho:
o Governo de José Sócrates acordou com accionistas desta parceria público-privada (PPP) várias alterações ao contrato inicial mas sem provas documentais de que tenham sido legalmente assinadas.
e nesta, onde se oculta o António Costa e se responsabiliza o seu sucessor:  

As medidas terão sido negociadas com o então ministro da Administração Interna, Rui Pereira mas não foi encontrada qualquer autorização formal nos arquivos do Estado.” 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

...e, na AR, foi com “os dentes todos”

Quais foram, exactamente, os gastos que ficaram por fazer no ano passado, por causa das cativações? E em que ministérios? Estas perguntas foram repetidas pelos deputados da Assembleia da República, durante a audição do ministro das Finanças, esta quarta-feira.
No Parlamento, o Centeno remeteu a resposta para a Conta Geral do Estado, mas consultado o documento, não é fácil encontrar as verbas que acabaram por ser cortadas. São mais de 350 paginas de relatório! Apesar disto, por obrigação de oficio, os deputados tinham obrigação de as ter lido e, ao que dão a entender não o fizeram.
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Como a mentira tem perna curta afinal o Centeno não faz "orçamentos retificativos"  mas faz cativações.
É um truque.
O Centeno faz um orçamento amigo dos serviços, [...] mas a seguir vai cativando, isto é, vai retendo uma parte considerável do dinheiro. E fá-lo à revelia da Assembleia da República.
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mas

alguns jornalistas (poucos) e muitos comentadores (os das “redes sociais de direita”) foram à Conta Geral do Estado e fizeram contas 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

para a história triste de Lisboa ...

Era preciso saber mais, muito mais, sobre o plano de gestão camarária de Almeida Correia  (que em Lisboa usa o nome de Fernando Medina) para os próximos tempos. [...]
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era vital que nos mostrasse caminhos em vez de impedir ruas e acessos;
era essencial que nos fizesse sentir todos cidadãos de primeira, e não habitantes de segunda ou terceira categoria.

Acima de tudo era fundamental que nos dissesse que nós, lisboetas, somos a sua primeira e última prioridade, pois hoje em dia facilmente nos sentimos estrangeiros na nossa cidade. Estrangeiros no sentido mais estranho do termo, note-se. Estrangeiros, como se fossemos nós os exóticos forasteiros e eles, os de fora, os verdadeiros e queridos moradores. 
( em “Nós, os estrangeiros” por Laurinda Alves)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Para a história de Lisboa triste...

o Almeida Correia que em Lisboa usa o nome de Fernando Medina diz que precisa de todos nós, lisboetas, e encheu a cidade de cartazes de fundo branco, vazio, preenchido com duplas fotografias de apoiantes emparelhados, cujos ombros se sobrepõem e diluem no efeito gráfico das cores nacionais justapostas, como que a criarem a ilusão patriótica de que uns não existem sem os outros. [...]
o Almeida Correia (que em Lisboa usa o nome de Fernando Medina) não aparece nos cartazes, mas sabemos bem o que grita dia após dia aos lisboetas de Lisboa: vâo-se embora! Não têm lugar aqui, na cidade onde trabalham e moram. Lisboa é para os turistas e para os ‘da noite’. Ponto.
[...]
mas os lisboetas, esses, ficaram sem casas com rendas acessíveis, sem faixas de rodagem nas estradas onde precisam mesmo de circular, sem lugares para estacionamento e sem transportes públicos eficientes.

( em “Nós, os estrangeiros” por Laurinda Alves)