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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Para memória futura: Bustos de Carmona e Américo Tomás provocam reunião de emergência

A confusão em torno dos bustos, que esta quarta-feira foram o centro das atenções no Parlamento, instalou-se durante a reunião da comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, quando, de acordo com o Expresso, o comunista António Filipe, que é também vice-presidente do Parlamento, abordou o tema para se mostrar “indignado” e “insultado”. “Isto não é uma qualquer galeria de exposições privadas, isto é um órgão de soberania da democracia”, atirou.
O protesto de António Filipe fez-se acompanhar pelas vozes dos socialistas Isabel Moreira e Jorge Lacão, e por Cecília Honório, do Bloco de Esquerda. 
Carlos Abreu Amorim (PSD) e Teresa Anjinho (CDS) contra-argumentaram que “não podemos apagar nem reescrever a História”. 

Mas a explicação de Abreu Amorim não convenceu Jorge Lacão, que se exaltou e disse que esta exposição é o mesmo que se o Parlamento alemão ou italiano expusessem bustos de Hitler e Mussolini. (in Observador )
Isto é,
por vontade dos deputados do PCP e do BE, a Assembleia da República deveria ter imposto a Portugal uma história alternativa, onde Carmona, Craveiro Lopes e Américo Tomás nunca teriam sido presidentes da república. A ambição parlamentar de corrigir o passado seria risível, se também não fosse contraditória. Estes deputados representam correntes de opinião em geral muito zelosas da memória do “fascismo”. Aparentemente, os mesmos que não nos deixam esquecer que a PIDE existiu, não querem que se saiba que o presidente Carmona também existiu. 

A propósito… houve em 1834 um episódio parecido com o dos bustos presidenciais. O arquitecto que então preparou a câmara dos deputados em São Bento resolveu decorar as paredes com nomes de figuras históricas, em letras douradas. Entre esses nomes, pôs o de Pombal.
Grande burburinho, como agora. Ainda por cima, Pombal era antepassado do general Saldanha, então na oposição. Não houve conselho parlamentar, mas conselho de ministros.
Decidiu-se apagar o nome com uma aguada. Mas, como conta Oliveira Martins, nos dias chuvosos, distinguia-se perfeitamente o nome de Pombal.

A história vem sempre ao de cima. Às vezes, basta um pouco de humidade. (Rui Ramos in Observador)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Génio Lacão confirma a recessão...

“Os pressupostos da recessão económica não estão integralmente alcançados, tal como várias previsões feitas no passado não se concretizaram”. "A dinâmica das variáveis macroeconómicas vai produzir aquilo que dissemos e que as instituições internacionais confirmaram: uma recessão económica durante o ano de 2011, que é a contrapartida do processo de ajustamento, de emagrecimento”. sic J. Lacão claro que eu sei, ele sabe e os estudos, da ministra da educação, feitos às capacidades de memorizar provam-no, que a memória da maioria não consegue relacionar as duas frases... mesmo assim confirmou: a recessão económica durante o ano de 2011 é altura de explicarem o que é, e que consequências têm, essa coisa da recessão, mas continuem a faze-lo devagar, devagarinho como se fossemos, muito, muito burros.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

incendiário?

afinal eles não querem negociar... só querem que lhes aprovem a estadia nos cadeirões.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

a abandonar o barco ?

“Este impasse em nada contribui para o prestígio das instituições. Não há razões de fundo para não se chegar a um consenso” O tom de Francisco Assis é de aviso, mas diplomático. E tanto atinge o PSD como o Governo e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, principal negociador no dossier das SCUT. público
Que instituições? Qual prestigio? O grande problema de Assis é que, nas próximas, até o "rato" lhe ganha ...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

já fez compras em Marrocos ?

Mais trapalhadas na comunicação governamental... Ao fim da tarde de Segunda-Feira, uma "fonte oficial" do Ministério das Obras Públicas dizia à Lusa que as portagens nas Scut do Norte iriam impreterivelmente ser cobradas a partir do próximo dia 1 de Julho (quinta-feira) e que passar sem pagar numa Scut, por não ter chip ou documento comprovativo da sua reserva iria implicar multas entre os 120 e os 600 euros… Eram 18.45 e Pedro Passos Coelho, do PSD, dizia preferir que "o Governo não se precipitasse antes de se saber o impacto financeiro da introdução das portagens naquelas auto-estradas e os critérios que vão ser definidos para a sua cobrança". Aconselhou o Governo a "ter o trabalho bem feito". Às 21.32, nova notícia, também na Lusa: o Governo vai adiar até 1 de Agosto o início da cobrança de portagens nas Scut do Norte tendo em conta "a votação recentemente ocorrida na Assembleia da República e a vontade do Governo de continuar a desenvolver todos os esforços para obter um acordo político que permita, com justiça e equidade, executar esta medida que consta do Programa de Estabilidade e Crescimento com o qual Portugal se comprometeu". dn Ontem, Terça-Feira, o Governo propôs a isenção da cobrança de portagens em 46 municípios atravessados pelas sete SCUT, caso seja alcançado um acordo. Mas, o líder parlamentar do PSD considera que as isenções do pagamento de portagens nas SCUT (autoestradas sem custos para o utilizador) propostas pelo Governo PS são "demagogia perigosa" e avisa que, para isso, o Executivo "não conta com o PSD". dn Hoje, Quarta-Feira, o deputado Jorge Costa referiu : «O PSD recebeu agora as propostas do PS relativamente ao chip de matrícula, que é uma das questões enunciadas pelo partido numa carta enviada ao ministro dos Assuntos Parlamentares. O que foi apresentado hoje é uma parte da questão. (…) Estamos a aguardar que nos sejam apresentadas as restantes propostas». Sol Aqueles que alguma vez entraram num mercado árabe, o bom exemplo são os “souks” dos nossos vizinhos marroquinos já experimentaram a tradicional arte árabe da negociação. É um jogo complexo, aprende-se. Dificilmente se obtêm uma resposta á tradicional pergunta: Quanto custa? O vendedor não lhe responde de imediato, coloca a mercadoria nas nossas mãos para que a toquemos ou provemos. Antes de tudo, ele quer o provável cliente goste do produto. Só depois, avaliada a impressão que se demonstra pelo artigo virá o preço, por regra elevadíssimo. Segue-se a discussão, melhor, o leilão. E, na falta dela, se se pagar logo o absurdo preço inicial o mercador ficará contente pelo que recebeu, mas profundamente frustrado por não termos entrado no jogo… Não podemos negar que ainda nos corre nas veias muito sangue mouro...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

áh...valente

«Os três diplomas que estiveram hoje em causa estão plenamente em vigor na nossa ordem juridica e é preciso lembrar que no dia 1 de Julho, aconteça o que acontecer, eles estarão em vigor. E as alterações de que eles possam vir a ser objecto, não porão o sistema em causa». Jorge Lacão citado pela tsf Pagamos para ver...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

a «lógica dos zigue-zagues»...

Jorge Lacão “revela” que «no quadro de maioria relativa as responsabilidades políticas são partilhadas» e que espera na próxima legislatura haja «disponibilidade para um trabalho intenso entre Governo e grupos parlamentares representados na Assembleia República”. E acrescenta: «O Governo declara toda a disponibilidade para participar activamente nesse trabalho e se apresentará com a intensidade própria de um partido que ganhou as eleições com base num programa eleitoral que é hoje inteiramente conhecido dos portugueses». «Vamos ouvir os pontos de vista dos vários grupos parlamentares, mas volto a sublinha o Governo terá uma preocupação que o país ande em lógica de zigue-zague seja em que tema for». TSF
As intenções de Lacão parecem boas… não sei é se são daquelas que enchem o inferno. Temo que sejam tão publicidade quanto o facto de estarem a insistir que um governo minoritário é chamado, pela primeira vez na péssima democracia que vamos tendo, “de maioria relativa”. O caminho que se segue é conhecido por qualquer mau marqueteiro. Em breve desaparece o “relativa” e ficará, para publicidade, apenas “maioria” e, porque publicitariamente virgem, o povão irá acreditar. Qualquer bom analista sabe que apenas dois partidos, os “das pontas”, foram votados por novos e não engajados eleitores e que para os três do meio os votos foram apenas os dos “apóstolos e fieis” do costume, que, na sua grande maioria, nem fazem ideia dos programas que lhes foram apresentados. Os dois partidos inovadores, com excelentes programas propostos, lidos e votados nas urnas, com ou sem ziguezagues, têm que cumprir o máximo da suas propostas sob pena de se desacreditarem. Quem foi castigado a governar terá que contar com isso. Não me venham agora com a treta das maiorias relativas…porque realmente são minoria condenada a desfazer o mau trabalho que produziu.