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sábado, 18 de fevereiro de 2012

esta é a gente que nunca será responsabilizada

Os ministros e secretários de Estado do Governo de José Sócrates pagaram despesas com cartões de crédito e verbas do fundo de maneio dos gabinetes, sem que haja rasto do dinheiro nos orçamentos dos seus ministérios. Na prática, como já deixou claro o Tribunal de Contas, o cartão de crédito funciona como um suplemento remuneratório.
A ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e o ex-ministro da Justiça, Alberto Martins, tinham cartões de crédito com um plafond mensal de cinco mil e quatro mil euros, respectivamente. Como salário, despesas de representação e regalias como cartão de crédito, fundo de maneio e telemóvel, a remuneração de um ministro rondava os 10 mil euros mensais.
O segredo em torno da utilização dos cartões de crédito tem sido uma constante em todos os governos: não só nunca se assumiu que os ministros e secretários de Estado utilizavam esses cartões, como nunca se esclareceu de onde vinham as verbas para essas despesas.

O Tribunal de Contas revelou, na auditoria realizada aos gabinetes ministeriais em 2007, que o Governo aprovou, em 19 de Abril de 2002, uma deliberação com “vista a disciplinar minimamente a atribuição” de cartões de crédito, telefones móveis e fixos e outros benefícios. Só que esta deliberação, a nº 2-DB/2002, da autoria do Governo de José Manuel Durão Barroso, “pretendia-se identificar e limitar a atribuição dos benefícios suplementares, por cargo ou função” aos governantes, “não chegou, porém, a ser publicada”. 

Miguel Relvas, referindo-se à polémica(?), como lhe “chama” o Semanário Sol, sobre eventuais complementos de ordenado de governantes,  garante que o actual governo, deliberou terminar a prática de atribuição de cartões de crédito nos ministérios. Nenhum membro do governo tem direito a cartão de crédito pago pelo orçamento dos ministérios.
«Assim, fica tudo mais claro. Quando os governantes fazem uma despesa em nome do ministério pagam do seu bolso e a despesa é depois ressarcida», afirmou Relvas.

A ver vamos...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Quatro milhões sem rasto

O Sindicato dos Oficiais de Justiça diz desconhecer onde e como foram gastos quatro milhões de euros que o Ministério da Justiça garante terem sido dirigidos na anterior legislatura para 132 acções de formação financiadas pelo Fundo Social Europeu, envolvendo 2700 oficiais de Justiça. A entidade sindical exige que a Direcção-Geral da Administração da Justiça seja sujeita a uma sindicância. O pedido de esclarecimento foi dirigido ao anterior ministro Alberto Costa e recordado ao actual responsável da pasta, Alberto Martins.
Nenhum respondeu. DN

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

e a justiça “perdeu” dois anos

No dia 8 de Setembro de 2007, Alberto Martins e Marques Guedes assinaram um acordo político-parlamentar para a área da justiça. O primeiro ministro da altura entendia que “É um acordo muito importante porque as propostas de lei que vão ser apresentadas pelo Governo na Assembleia da República dizem respeito às questões basilares do Estado de Direito” já que “As matérias que dizem respeito aos aspectos penais, à organização judiciária e até estatuto dos magistrados estão no cerne do Estado de Direito. Essa é a razão pela qual um apoio muito alargado é uma boa notícia para essa reforma e para o Estado de Direito”. A 11 de Janeiro de 2009 o Conselho Consultivo da Justiça reuniu-se para discutir propostas de alteração dos Códigos Penal e de Processo Penal que incidem sobre matérias ligadas à prisão preventiva, detenção, segredo de justiça, prazos de investigação e processo sumário. Isto é, com os mesmos actores a justiça “perdeu” dois anos...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

secreta ou discreta?

O presidente do Eurojust está a ser alvo de um processo disciplinar por parte do Ministério Público, na sequência das alegadas pressões sobre os dois magistrados que coordenam a investigação ao caso Freeport. António Arnaut, maçon, acusou dois magistrados de “delação”, por terem permitido que chegasse à opinião pública “uma conversa privada”, Vital Moreira, profano, disse que pediria a suspensão de funções caso estivesse no lugar de Lopes da Mota, Alberto Martins, maçon, referiu que Vital Moreira é livre de expressar a sua opinião que, neste caso, difere da posição do Partido Socialista.
esta entrada da Maçonaria no Freeport é estranha.
fica a dúvida se AA, prestigiado past-Grão Mestre, defende o outlet ou ou outsider!