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domingo, 24 de fevereiro de 2013

o fim das Democracias como nós as conhecemos?


«No espaço de uma semana o grau de ameaça subiu de nível. Numa escala de 5 (o menor grau) a 1 (o mais elevado), o grau de ameaça ao Executivo está a agora a meio da tabela: grau 3, o que equivale a uma ameaça significativa.
É o resultado da recente onda de protestos que tem seguido os membros do Governo por todo o país.
Nesta fase as autoridades têm informações que apontam para protestos mais organizados e com maiores recursos técnicos e humanos. A operação já pode envolver o Gabinete Coordenador de Segurança e um maior número de efectivos. Este nível de alerta pode ser designado de «Zulu», isto porque a partir de agora é considerado provável que os membros do Governo possam ser atingidos por objectos ou até empurrados.
A segurança às altas figuras do Estado foi reforçada. Noventa por cento dos guarda-costas da PSP estão destacados para esta operação, na sequência dos recentes protestos que têm acompanhado todas as deslocações de membros do Governo pelo país. (no tvi24)»
 
Quando a minha geração cortou com a geração dos nossos pais, lutou para que Portugal tivesse uma “democracia”. Uns mais à inglesa, outros mais à soviética. Seria o nosso legado para filhos e netos.
Hoje isto começa a estar alterado!
Não interessam as razões, que as há e bem fortes, mas tudo leva a acreditar que se caminha para a geração dos nossos avós que cortou com a Monarquia e, pouco depois, com a Republica. Sabemos qual foi o resultado!
Com outra sequencia e/ou outros motivos é TVisível que noutros países e culturas se passam situações similares.
Onde é que nós errámos?   

domingo, 13 de novembro de 2011

a democracia "já!”

Segundo sondagens hoje publicadas nos jornais da Republica Helénica, parece que A maioria dos gregos apoia Lucas Papademos, primeiro-ministro de um governo de unidade nacional entre os socialistas, a direita e a extrema-direita.
Dentro de dias os jornais italianos apresentarão a sondagem em que Mário Monti é apoiado pela maioria dos italianos.
Nem um, nem outro, foram eleitos, nem consta que algum dia se tivessem apresentado aos eleitores.

Tempos idos, isto era o contrário de Democracia. Tinha um nome que foi bem definido no Animal Farm do Orwell, que por cá se chamou “estado novo” e que, noutros lados, foi alcunhada de “popular”!

uma nova espécie de Democracia?

Por todo o lado “democratas da esquerda”, replicados por pequenos e médios jornalistas (pmj) canhotos, saíram a louvar a “nova democracia” que levou à demissão do mulherengo confesso e primeiro-ministro eleito Berlusconi.
Nem quero saber se 17 anos depois ele foi um bom ou um mau primeiro-ministro, confesso que também fui apanhado pelo politicamente correcto e, embora isso não me dissesse respeito, muitos anos em Itália levaram-me a querer que o homem saísse!
Mas Berlusconi era um “democraticamente eleito” e não podia querer apenas a democracia do meu umbigo, pensava! Puro erro!
Votar para quê? Afinal a nova democracia é a dos invisíveis mercados, a Blitzkrieg dos tempos modernos, dos imigrantes húngaros e germanos do Leste, unidos hoje como o estiveram há 70 anos. Mas afinal onde é que pára a antiga?

Resta-me saber se a Merkel e o Sarkozy já têm o substituto para o Passos Coelho e para os outros PIGS…e quando é que os “democratas da esquerda”, replicados pelos pequenos e médios jornalistas (pmj) canhotos, sairão a louvar a “nova democracia”, a "verdadeira já!"...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

verdadeira já ou real xá ?

Entendo a democracia como um sistema que envolve a competição efectiva entre partidos políticos que têm como objectivo ocupar posições de poder.

Claro que democracias, como chapéus, há muitas, se lembrando-nos, lhes acrescentarmos as populares do antigo Leste e seus satélites.
Mas agora, jovens políticos, querem adicionar-lhe uma nova categoria a que alcunham de verdadeira já ou real xá consoante a dose de iberismo presente.
Ora bem, a verdadeira já, ou a real xá, tem os ingredientes todos: manifs, comícios, assembleia popular, referendos, sede móvel num qualquer rossio ou rocio e maior cobertura mediática que a maioria dos partidos que concorreram às últimas legislativas.
Apenas não tem “a minha liberdade que acaba quando tropeço na liberdade dos outros “.
Sinal dos tempos…bem! Mas não pisem os meus calos!