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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

para os mais esquecidos, “poucochinhos” e idiotas-úteis...

ainda se lembram que:
Em Dezembro de 2017, uma investigação da jornalista Ana Leal da TVI, revelava centenas de documentos que punham em causa a gestão da presidente da associação ‘Raríssimas’. Um escândalo nacional que fez, inclusivamente, cair um secretário de Estado, Manuel Delgado, e fez “tremer” o ministro Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.

A Paula Brito e Costa foi acusada de usar dinheiros da instituição em deslocações fictícias e gastos pessoais, entre os quais roupas e compras de supermercado. Na sequência da reportagem da estação de Queluz, a fundadora da associação Raríssimas foi constituída arguida, por suspeitas de três crimes: peculato, falsificação de documentos e recebimento indevido de vantagem.
e ainda mais:
Vieira da Silva sabia dos problemas nas contas da Raríssimas? Paula Brito e Costa recebia o vencimento previsto na lei? Sónia Fertuzinhos desenvolveu trabalho sobre doenças raras? E o que mais se sabe das “ferias” da Paula com o Manuel?

Veja as respostas AQUI

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

eles são todos génios e os outros (nós) todos parvos!

Perante o que se segue, só tiro duas conclusões.
Ou o poder subiu à cabeça de todos ou todos estão a querer fazer de nós parvos.
Como não consigo escolher entre as duas possibilidades, fico com ambas.
Vejamos:
Mário Centeno. O nosso ministro acha que é melhor que qualquer outro a fazer contas. Despreza quem quer que seja que o contrarie. 
Que autoridade têm a UTAO ou o Conselho de Finanças Públicas para o questionar?
E se nem o Bloco nem o PCP se parecem importar com o logro...
Siza Vieira também se acha acima de todas as suspeitas. Apesar de ser um reconhecido jurista, nunca questionou ou procurou saber se podia gerir empresas e ser governante. Até ganhar o cognome de ministro das escusas, ainda teve o topete de comparar o seu caso ao de um ministro da Saúde ou da Justiça ser casado com um médico ou um juiz, fingindo que a sua situação era absolutamente normalíssima.
Fernando Medina também não vê contradições entre o que diz, o que pensa e o que faz. Acha que a justificação para ter entregue à gestão de privados a ex-residência do presidente da Câmara de Lisboa em Monsanto, e de, a troco de milhões, estes terem recuperado este e outros imóveis autárquicos, lhes dá todo o direito de terem transformado o espaço num alojamento local de luxo sem que isso mereça críticas
Vieira Silva também acha que está tudo mais que explicado sobre as mudanças nas reformas antecipadas. O problema não é do ministro da Segurança Social que se desdiz e contradiz em cada declaração que se multiplica a fazer. Nem da falta de explicações que continuam por dar. Nem das reformas desfeitas ou das que continuam por fazer.
O problema é de quem não o entendeu logo à primeira, parceiros da esquerda incluídos. Culpa deles!
Para que não tenhamos dúvidas quanto ao futuro, até Maria Begonha a candidata à liderança da Juventude Socialista já mente. Na idade, para se poder candidatar antes do limite permitido, e na formação académica, seguindo a boa prática de tantos outros políticos. É uma garantia de continuidade.

Sobre o António Costa, acho que não há dúvidas. Só ele não vê problemas em nomear um deputado socialista para a reguladora de energia que em boa hora renunciou depois do Parlamento chumbar o seu nome. Só ele acha normal anunciar o sempre adiado concurso para a pediatria oncológica do S. João, sem dar datas àqueles pais e crianças. Há muito que o primeiro-ministro se comporta como se só ele soubesse tudo ou fizesse tudo bem feito. Alguém duvida?! (in “Eles são todos génios e os outros todos parvos” por Filomena Martins)

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Aos 60 anos pode-se reformar, mas aos 65 não.!!!

Depois do episódio das Raríssimas e da ideia peregrina de querer tirar dinheiro dos pobres da Santa Casa para investir no Montepio, esta talvez tenha sido a semana politicamente mais infeliz para o “ministro” da Segurança Social.
O Vieira Silva prometeu, e bem, rever as regras das muito longas carreiras contributivas. [...] Só que, a reboque do Bloco e do PCP, quis ir mais longe e comprometeu-se, no Orçamento do Estado, a terminar em 2019 com a dupla penalização que sofrem os pensionistas com 60 anos ou mais e que queiram antecipar a reforma.  [...]
O nosso sistema de previdência, não sendo de capitalização, implica que haja solidariedade entre gerações. Se dá mais a uns velhos, vai ter de tirar a outros velhos, ou colocar o menino a pagar mais impostos ou TSU.
Tal como na fábula do velho, do menino e do burro, o Vieira Silva está a tentar agradar a todos, mas nunca vai conseguir: Ou zela pela sustentabilidade do sistema ou agrada à geringonça. 
- Quando coloca a criança em cima do burro, alguém vai queixar-se que o velho vai apeado.
- Quando coloca o velho em cima do burro, alguém dirá que o animal vai sobrecarregado.
- Quando o menino e o velho carregam o burro às costas, são alvo de troça.
O Vieira Silva não pode é tomar-nos a todos por burros e fazer uma reforma em que dá às claras e tira às escondidas.(in “Vieira da Silva e a fábula do velho, do menino e do burro” por Pedro Sousa Carvalho )