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sexta-feira, 27 de abril de 2012

quanto é que o relatório custou ao Mexia?

Henrique Gomes, ex-Secretário de Estado da Energia., durante a comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, garantiu que o António Mexia nunca o abordou em relação ao relatório elaborado com base num estudo encomendado à Cambridge Economic Policy Associates “mas ele tinha conhecimento do estudo horas depois do ministro da Economia o ter entregue ao Governo”, acrescentou. Jornal de Negócios

O ex-secretário de Estado lembrou àquela comissão que em Setembro passado o Governo desistiu da aplicação de uma taxa adicional aos produtores de energias eléctrica  devido aos planos para a privatização da EDP, referiu-se aos "sobrecustos elevados" da produção de origem eólica (94 euros por MW) e recordou que o compromisso de identificação e redução das rendas excessivas neste sector, que consta do memorando de entendimento, é anterior à decisão sobre a venda de uma parte das acções da eléctrica portuguesa ao novo accionista chinês China Three Gorges, tomada no final de Dezembro.  

Mas a principal revelação, naquela comissão, foi que o António Mexia, “teve conhecimento do estudo sobre rendas excessivas, poucas horas depois da sua entrega ao Governo pelo ministro da Economia”. Isto é, alguém do governo lhe fez chegar o relatório.
Confesso que não acredito quando Gomes diz desconhecer quem desviou o relatório!
Acredito, sim, que o assunto vai morrer por aqui. Um “lugarzito” ou um “tachão” está aberto para o “desviador” de relatórios e, também, rapidamente será escondido ou esquecido pela chamada comunicação social porque o peso do anúncio dos “meninos e meninas que falam línguas e tem pais bestiais” paga os salários de muitos jornalistas.
...e somos todos nós, os parvos votantes e pagantes, que sustentamos isto tudo!

terça-feira, 27 de março de 2012

em bicos de pés...

A Comissão de Economia e Obras Públicas entendeu chamar o anterior e o actual secretário de Estado da Energia depois da recente demissão de Henrique Gomes. tsf 
Os deputados não manifestaram qualquer interesse em ouvir o António Mexia mas este fez questão de lembrar que quer contribuir para o esclarecimento das questões do sector energético que estão actualmente em discussão. 

as coisas que o homem quer para ser notícia ou serão somente sino-recomendações?
o que chateia é que deste já estamos esclarecidos: em Junho, teremos uma mexia para mais no que pagamos à eléctrica.

terça-feira, 13 de março de 2012

"Estado tem de impor o interesse público ao excessivo poder da EDP"


Em Janeiro numa entrevista ao Negócios, Henrique Gomes, indicava que a privatização da EDP não impediria o Governo de tomar medidas para cortar "margens excessivas" no sector.
Gomes queria cortar os ganhos dos produtores eléctricos e afirmava que negociar "é uma via". Mas Estado pode tomar "uma decisão unilateral e soberana".
O ex-secretário de Estado da Energia havia pedido, no final do ano passado para sair do Governo, quando foi inviabilizada a aplicação da contribuição especial sobre a produção eléctrica e que abrangeria além dos CMEC (Custos de Manutenção dos Equilíbrios Contratuais) detidos pela EDP, os CAE (Contratos de Aquisição de Energia) detidos pela International Power e a PRE (Produção em Regime Especial) que abrange as eólicas, a co-geração, foto voltaica e biomassa. Nessa altura Passos Coelho terá convencido Henrique Gomes a ficar.
Já este ano, a Secretaria de Estado da Energia havia encomendado à Universidade de Cambridge, um estudo sobre as "rendas excessivas" que o Estado paga e que a troika quer reduzir, mas as conclusões daquele trabalho foram de imediato criticadas pelo Nunes Mexia (Universidade de Geneve, 1979), da chinesa EDP. De imediato, Gomes, começou a ser boicotado por "conhecidos" sectores do governo.
Na semana passada esgotou-se a paciência de Henrique Gomes quando foi impedido de fazer uma intervenção no ISEG na qual previa os efeitos das rendas excessivas na evolução futura das tarifas da electricidade a pagar pelos consumidores particulares e empresariais.
Desta feita, Passos e Alvaro, esticaram demasiado a corda!
Ao nomearem o “regulador” Artur Trindade, da ERSE, para a Secretaria de Estado da Energia, parece que estão a colocar a “raposa a tomar conta do galinheiro”… ou, melhor, o Mexia no governo a negociar com a EDP.