A audição sobre a TAP que foi esclarecedora, o Governo ar usa uma empresa do Estado e o PS que mistura partido, governo e parlamento...
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quarta-feira, 5 de abril de 2023
domingo, 9 de outubro de 2022
Os portugueses
Os Reis do Desconcerto. Os portugueses.
Aceitaram placidamente que Pedro Nuno Santos gastasse na TAP mais de 5 mil milhões de euros numa nacionalização que nada, a não ser o capricho ministerial, justificava. Ergueram as sobrancelhas quando o ministro, num dos momentos mais insólitos de um governo em qualquer sítio do mundo, anunciou um novo aeroporto à revelia de toda a gente. Mas acham agora que estão perante um caso grave quando são informados de que uma empresa do pai do ministro fez um contrato público por ajuste directo no valor de 19.110 euros. Os portugueses, porque são eles o sujeito destas constatações, são assim: perdoam e até premeiam políticas que os empobrecem; desculpam opções que nada, a não ser a corrupção, explicam, mas sacam dos princípios quando vislumbram um caso, sobretudo se o caso meter maridos, mulheres, filhos e sobretudo se os montantes envolvidos forem numa escala que entendam, logo, baixos. Os casos, já se sabe, são a ferrugem dos governos, sobretudo daqueles a que nada mais parece afectar. Mas os casos são também a espuma que distrai do maior caso de todos: o mau Governo. (helena matos no Observador)
domingo, 29 de setembro de 2019
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
para mais tarde recordar que Pagamos isto tudo!
A corrupção retratada na acusação do
processo Marquês é um crime insidioso, pago duplamente pelos cidadãos de um
País que recebem em troca um pior serviço do Estado. Por causa dos crimes em
causa neste processo, uma grande empresa nacional, a PT, foi submergida num
negócio de conveniência para um grupo de accionistas gananciosos. Sim, quando se
dizia que Ricardo Salgado era dono disto tudo, era mesmo verdade. Controlava um
império financeiro, que através de generosas luvas dominava um
primeiro-ministro com maioria absoluta no Parlamento. Os contribuintes também
pagam a dolorosa conta das imparidades bancárias do BES e da Caixa Geral de
Depósitos. Na administração do banco público, Sócrates colocou o amigo Vara,
que concedeu um empréstimo ao Vale do Lobo a troco de luvas. Salgado, que
pagava generosos prémios aos gestores que controlava na PT e ao
primeiro-ministro, também concedeu créditos milionários sem garantias aos
aliados na guerra contra a OPA da Sonae. Nesse negócio cimentou-se uma trágica
aliança entre Salgado e Sócrates, que acabou no resgate da troika e no fim de
um império financeiro de pés de barro. Os acusados deste processo enriqueceram,
mas milhares de pessoas perderam empregos e milhões ficaram mais pobres. Ainda
pagamos estes crimes numa factura muito cara. (in Opinião
CM)
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