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quinta-feira, 4 de abril de 2013

perCursos

Não sei se se trata de um processo ilegal, mas, seguramente, é-o eticamente comprometido!
Mais que tudo é um caso de chico-espertismo, ou talvez dois casos, se considerarmos o da própria instituição de ensino.
Se Relvas aproveitou um dos muitos “buracos” da legislação pós-Bolonha, a Universidade, a ele, o terá aproveitado para “diversificar” os apoios políticos até então principalmente ligados ao grupo do Pinto de Sousa e ao Sindicalismo.
Vários deputados eram, e são, professores ou dirigentes da Lusófona, como antes haviam sido outros mas do CDS. Relvas fornecer-lhe-ia a “ligação” ao PSD e não só!
Mais do que tudo fica em causa esta ligação da política ao ensino, como o é na banca e claro, nos órgãos da “opinião publicada”...
O caso Miguel Relvas tem uma vantagem: poderá obrigar a rever a legislação do ensino onde ao ensino de “três anos” chamaram licenciatura, seguida de um segundo ciclo promovido a “mestrado”... sem esquecer a entrada directa dos “novas oportunidades” no ensino superior!
Também seria interessante conhecer até que ponto o ensino superior, versão Bolonha, ao reduzir a carga lectiva em dois anos, foi responsável pelo quase instantâneo aumento do desemprego jovem! Mas esta é outra questão. Fica para mais tarde. José Lopo no Facebook

terça-feira, 10 de julho de 2012

Se não for pedir muito

Devia começar assim um post de Os Comediantes a que por qualquer estranha razão não consigo aceder:
Se não for pedir muito- Os senhores jornalistas podiam ter o trabalho de investigar as condições em que o dr. Pedro Passos Coelho licenciou-se em economia na Universidade Lusíad...

Este inicio sugere-me uma voz, decerto bem informada, com muito para escrever. Um oásis neste deserto de “idiotas úteis” a quem, por via da idade, foi retirada a memória. Nuns casos, por cultura ou educação made in “estado novo”, noutros por fazerem parte da massificação pós-abrilista”. Num e noutro revelam memória curta e, pior, incapacidade de pesquisa a que as recentes três décadas de internet não são estranhas. Pensarão até que antes do “www” não existiu mundo.
Realmente seria interessante investigar as condições da licenciatura de Passos Coelho na Lusíada ou a do agora Prof. Assistente da Lusófona Seguro e, por que não, dos outros, mediáticos e pouco mediáticos políticos, que passaram ou estão no Ensino Superior Privado em Portugal, pós Bolonha.

Se não for pedir muito, também tenho sugestões: os senhores jornalistas não acham estranho o silêncio do PS apesar das ligações partidárias de professores e administradores da Lusófona a este partido?
Não acham estranho que, excepção feita ao Bloco do Louçã (porque será?), ninguém dos nossos representantes tenha uma palavra a dizer sobre esta coisa das licenciaturas “honoris causa”?
Investiguem lá um bocadinho, senhores e senhoras jornalistas, afinal nós merecemos mais do que “a verdade a que tínhamos direito” do Prof. Marcelo Caetano…para deixarmos de ser os idiotas úteis” do Lenine.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

É injusto

Nos exames finais de estágio dos candidatos a advogados, mais de metade ficou pelo caminho. Eram 885 candidatos e foram aprovados apenas 367. 
«Esse número não me espanta, ou melhor, espantar-me-ia até por haver 41 por cento de aprovados, porque a maioria das pessoas que se candidata à Ordem dos Advogados não são sequer admitidos para estágio no CEJ, porque o Estado não os deixa entrar. Não estão preparados pelas universidades para exercer uma profissão», afirma Marinho Pinto que realça que os licenciados pós-Bolonha «estão mal preparados, as universidades mercantilizaram o ensino do direito, as universidades abandalharam o ensino do direito e estou a falar de universidades privadas e públicas, organizaram os cursos de acordo com as conveniências económicas das universidades e o resultado está à vista». 

É injusto! Exames à Ordem só para licenciados em Direito?
E os outros das outras?