Mostrar mensagens com a etiqueta grã-bretanha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta grã-bretanha. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de maio de 2026

A Grã-Bretanha depois do bipartidarismo

Ou como o velho sistema descobriu que o povo também vota fora do guião

Há noites eleitorais que mudam governos. E há noites eleitorais que mudam regimes de leitura. A de Maio de 2026, no Reino Unido, parece pertencer à segunda categoria. Não porque Westminster tenha caído, nem porque a monarquia parlamentar britânica tenha deixado de existir, nem sequer porque o sistema político se tenha formalmente transformado. Mas porque o velho teatro bipartidário — Trabalhistas contra Conservadores, esquerda de governo contra direita de governo, alternância respeitável contra alternância respeitável — sofreu uma daquelas humilhações que não se resolvem com uma conferência de imprensa e duas frases sobre “ouvir melhor os eleitores”.

O que aconteceu na Grã-Bretanha foi, antes de tudo, uma recusa. Uma recusa do Partido Trabalhista, uma recusa dos Conservadores, uma recusa da liturgia política que durante décadas vendeu ao povo britânico a ilusão de que havia escolha porque se podia alternar entre duas máquinas que, no essencial, se habituaram a governar o mesmo cansaço.

Em Inglaterra, o Labour foi castigado nos seus próprios redutos. Perdeu vereadores, perdeu câmaras, perdeu terreno simbólico e viu o Reform UK entrar em zonas onde, durante décadas, a esquerda trabalhista julgava possuir uma espécie de direito feudal sobre o voto popular. Hartlepool, Tameside, Sunderland, Gateshead, Redditch, Birmingham: nomes que já não são apenas pontos no mapa eleitoral. São sinais. São avisos. São pequenas placas funerárias do velho Partido Trabalhista industrial, operário e comunitário que ainda existe na mitologia partidária, mas cada vez menos na urna.
Os Conservadores, por sua vez, também não escaparam. Levaram igualmente a sua dose de pancada, embora alguns tenham tentado vender a derrota como se fosse uma convalescença promissora. O problema é simples: quando um partido que governou o Reino Unido durante tantos anos começa a celebrar porque perdeu menos do que o adversário, já não está propriamente a fazer política; está a fazer cuidados paliativos.
O Reform UK tornou-se, em Inglaterra, a grande expressão eleitoral desta revolta. Ganhou vereadores, conquistou câmaras, entrou em velhos bastiões trabalhistas e ultrapassou os Conservadores em zonas onde estes ainda se julgavam a casa natural da direita. O velho eleitorado popular, que o Labour tratava como clientela histórica, e o eleitorado conservador cansado de uma direita sem nervo, encontraram no Reform UK uma forma de dizer não. Não apenas a Starmer. Não apenas aos Tories. Não ao sistema que os dois administraram.
No País de Gales, a pancada teve outra dimensão: foi histórica. O Plaid Cymru tornou-se o maior partido no Senedd, com 43 lugares em 96, enquanto o Reform UK surgiu como segunda força, com 34. O Labour, durante décadas dono político do País de Gales, ficou reduzido a uma posição humilhante. Eluned Morgan perdeu o lugar e anunciou a saída da liderança trabalhista galesa. Há derrotas que são conjunturais. Esta parece mais funda: é o fim da ideia de que o Labour tinha o País de Gales por herança.
Na Escócia, o SNP voltou a ser o maior partido e conquistou a maioria dos círculos eleitorais, mas sem maioria absoluta. O detalhe interessante está na ironia política: o Reform UK, sendo unionista, ajudou a baralhar o tabuleiro da direita unionista, retirando espaço aos Conservadores e perturbando a velha leitura segundo a qual a política escocesa se organizava apenas em torno de SNP contra Labour ou SNP contra Tories. Até a defesa da União se fragmentou.

É aqui que a velha leitura britânica deixa de funcionar. Durante décadas, o Reino Unido foi apresentado como a grande escola da estabilidade parlamentar: dois grandes partidos, uma oposição institucional, um governo alternativo e o povo a escolher ordeiramente entre as duas prateleiras autorizadas. Agora, há uma Inglaterra onde o Reform UK, os Verdes e os Liberais Democratas mordem o eleitorado tradicional; há uma Escócia com SNP, Labour, Reform, Verdes, Conservadores e Liberais Democratas num xadrez próprio; há um País de Gales onde Plaid Cymru e Reform UK ocupam os dois primeiros lugares, deixando o Labour reduzido a escombros.

Chamar a isto “fragmentação” é pouco. Isto é a continentalização da política britânica. 
O Reino Unido, que gostava de olhar para a Europa continental como quem observa uma feira ideológica demasiado barulhenta, descobriu finalmente que também pode ter múltiplos partidos relevantes, eleitores móveis, identidades nacionais concorrentes, partidos anti-sistema e centros políticos incapazes de segurar a casa.
O bipartidarismo não acabou por decreto. Acabou por erosão. Acabou porque os Trabalhistas deixaram de ser a voz natural das classes trabalhadoras. Acabou porque os Conservadores deixaram de ser a garantia natural da ordem, da competência e da nação. Acabou porque as periferias sociais, territoriais e culturais deixaram de aceitar que Westminster lhes explicasse, de quatro em quatro anos, que tinham de escolher entre o vermelho gasto e o azul cansado.

O Reform UK é o grande beneficiário desta ruptura, mas não é a única expressão dela. Em Inglaterra, canaliza o voto da revolta contra a imigração descontrolada, o custo de vida, o abandono regional, as elites administrativas e o desprezo cultural. No País de Gales, cresce como partido unionista de protesto e torna-se a segunda força parlamentar. Na Escócia, instala-se como nova força da direita unionista, obrigando os Conservadores a olharem para o espelho e a perceberem que talvez já não sejam a casa natural de ninguém.

Mas há outro vencedor menos evidente: o nacionalismo periférico. O SNP mantém a Escócia como problema político permanente. O Plaid Cymru conquista o País de Gales. E quando os dois partidos tradicionais britânicos entram em colapso simultâneo, a própria União começa a parecer menos uma evidência histórica e mais uma conveniência administrativa com fissuras à vista.

Não quer isto dizer que a independência escocesa ou galesa esteja ao virar da esquina. Seria uma conclusão apressada. Mas a política raramente muda primeiro nos programas. Muda primeiro no imaginário. E o imaginário britânico de 2026 já não é o de 1997, nem o de 2010, nem sequer o de 2016. A União deixou de ser uma certeza tranquila para passar a ser uma construção que tem de se defender politicamente.

A pergunta decisiva é esta: quem representa hoje o país real?
O Labour? Difícil. Keir Starmer chegou ao poder prometendo mudança e rapidamente parece ter conseguido alienar a esquerda, o operariado, os eleitores periféricos, os jovens desiludidos e parte do seu próprio aparelho. Quando o Partido Trabalhista perde em zonas onde antes parecia sociologicamente imbatível, não se trata apenas de uma má campanha. Trata-se de divórcio político.
Os Conservadores? Ainda mais difícil. Depois de anos de governo, crises internas, Brexit mal digerido, promessas nacionais por cumprir e erosão social, aparecem agora como um partido entre duas inutilidades: demasiado responsável pelo passado para ser alternativa credível, demasiado fraco no presente para ser oposição eficaz.
Os Liberais Democratas? Crescem aqui e ali, como partido confortável de quem gosta de protestar sem sujar muito as mãos. Os Verdes? Avançam sobretudo onde o Labour perde à esquerda. Mas o grande movimento estrutural é outro: de um lado, partidos nacionais ou identitários; do outro, partidos de revolta contra a ordem instalada. No meio, os velhos partidos do regime tentam perceber porque é que o povo se fartou de os ouvir.

A hipótese, cada vez menos absurda, de uma futura recomposição em blocos: 
Reform UK e Conservadores de um lado; Labour, Liberais Democratas e Verdes do outro; SNP e Plaid Cymru a condicionarem, cada um à sua maneira, a arquitectura territorial do Estado. A política britânica poderá continuar a ter Westminster, a Coroa, a pompa e o cerimonial. Mas já não terá a antiga simplicidade.
E talvez seja isso que mais incomoda as elites: o povo complicou-lhes o esquema.
Durante anos, a pedagogia oficial britânica explicou que o populismo era uma doença continental, que a instabilidade partidária era coisa de franceses, italianos, espanhóis ou portugueses, que o Reino Unido possuía uma maturidade institucional superior. Pois bem: a maturidade institucional não impede a fadiga social. A tradição parlamentar não substitui a representação política. E nenhum sistema eleitoral consegue eternamente esconder o divórcio entre governantes e governados.

A lição britânica é vasta
Quando os partidos tradicionais deixam de ouvir, os eleitores deixam de obedecer. Quando as elites confundem estabilidade com resignação, o voto transforma-se em vingança. Quando a imprensa e o comentariado tratam a revolta social como ignorância, acabam surpreendidos pela matemática da urna.
A Grã-Bretanha não virou simplesmente à direita. Nem virou simplesmente à esquerda nacionalista. Virou contra o monopólio político dos partidos instalados. Virou contra a arrogância do centro. Virou contra a ilusão de que o povo deve votar eternamente dentro das fronteiras mentais desenhadas pelos mesmos de sempre.
O bipartidarismo britânico talvez não esteja apenas ferido. Talvez esteja já no estado em que tantos sistemas políticos ficam antes de admitirem a própria morte: ainda fala, ainda gesticula, ainda dá entrevistas, ainda promete “ouvir os eleitores”.
Mas os eleitores, pelos vistos, já começaram a ouvir outros.
E, como sempre acontece quando o povo vota fora do guião, a primeira reacção dos derrotados não será perguntar o que fizeram de errado. Será perguntar o que se passa de errado com o povo.
A velha doença democrática das elites: quando perdem, nunca é por falta de razão. É sempre por excesso de eleitores.

Notas de referência
The Guardian, “2026 elections mapped: how Labour lost ground in different directions”, 8 de Maio de 2026.
The Guardian, “Labour losses pile up in England local elections as Reform UK makes gains”, 8 de Maio de 2026.
The Guardian, “Plaid Cymru leader plans minority Welsh government built on cooperation”, 10 de Maio de 2026.
ITV News Wales, “Plaid Cymru secures historic first as largest party in Senedd Election with 43 seats”, 8 de Maio de 2026.
STV News, cobertura dos resultados das eleições escocesas de 2026.
Le Monde, “Reform UK records historic breakthrough in local elections that mark Labour's collapse and the end of two-party politics”, 8 de Maio de 2026.

terça-feira, 17 de março de 2026

O Islão político e a crise das democracias ocidentais

Grande parte do debate público europeu continua a tratar o fenómeno do Islão político com uma mistura de ingenuidade e simplificação.
Para alguns, trata-se apenas de um extremismo religioso. Para outros, de uma reacção defensiva de comunidades marginalizadas.
Ambas as interpretações falham um elemento essencial: o Islão político é, antes de tudo, uma ideologia moderna de poder.
Tal como outras ideologias revolucionárias do século XX, procura reorganizar a sociedade segundo um modelo político totalizante. A religião desempenha um papel central, mas sobretudo enquanto instrumento de legitimação política.
A revolução iraniana de 1979 constitui um exemplo paradigmático:
Influenciado por pensadores como Ali Shariati, o Islão xiita foi reinterpretado através de categorias inspiradas no pensamento revolucionário moderno. A narrativa religiosa passou a estruturar-se como uma luta histórica entre oprimidos e opressores.
Khomeini transformou essa retórica numa arquitectura institucional baseada na tutela política dos juristas islâmicos.
O resultado não foi uma simples teocracia tradicional.
Foi um regime revolucionário que instrumentalizou a religião para legitimar um Estado autoritário.
Este modelo não se limita ao Irão. O Islão político desenvolveu ao longo das últimas décadas uma dimensão transnacional, procurando influenciar comunidades muçulmanas muito para além do Médio Oriente.
Nas democracias ocidentais, essa influência manifesta-se frequentemente através de uma estratégia dupla: mobilização identitária e tentativa de restringir a crítica pública sob o argumento da discriminação religiosa.
Se essa estratégia tiver sucesso, as democracias liberais enfrentarão um paradoxo singular:
Ao tentar proteger a diversidade cultural, poderão acabar por enfraquecer os princípios liberais que tornam essa diversidade possível.  

domingo, 15 de março de 2026

O Ocidente perante o espelho iraniano

Civilização, poder e o princípio do fim
Há momentos históricos em que uma crise aparentemente regional se transforma num espelho civilizacional. A tensão crescente entre o Irão e o Ocidente pode ser um desses momentos. Não porque esteja em causa apenas um conflito geopolítico, mas porque nele se cruzam três questões decisivas para o século XXI: a sobrevivência do modelo civilizacional ocidental, a natureza real do regime iraniano e a capacidade do Ocidente para defender os seus próprios valores.

A discussão pública sobre o Irão tem sido frequentemente dominada por dois equívocos simétricos. 
O primeiro é o de tratar o regime iraniano como uma simples teocracia medieval, dominada por fanáticos religiosos. 
O segundo é o de considerar que o conflito com esse regime é apenas uma disputa estratégica entre potências, sem qualquer dimensão civilizacional.
Ambos os equívocos empobrecem a compreensão do problema.

O mito da teocracia
Definir o regime iraniano como uma teocracia pura é uma simplificação que obscurece a sua verdadeira natureza. A República Islâmica nascida da revolução de 1979 não é apenas um sistema religioso; é, antes de tudo, um regime revolucionário que instrumentalizou a religião para construir um Estado autoritário de segurança.
A génese intelectual desse regime passa por figuras como Ali Shariati, que reinterpretou o Islão xiita através de categorias inspiradas no pensamento revolucionário do século XX. A sua leitura transformou a tradição religiosa numa ideologia de mobilização política centrada na luta entre os oprimidos (mostazafin) e os opressores (mostakberin).
Quando Ruhollah Khomeini apropriou essa retórica, fê-lo para consolidar um projecto de poder. Depois da revolução, os antigos aliados marxistas foram rapidamente eliminados, e o regime consolidou-se através da chamada velayat-e faqih, a tutela política dos juristas islâmicos.
Mas o sistema que emergiu não foi propriamente uma teocracia clássica. Foi algo mais próximo de um Estado revolucionário securitário, onde a linguagem religiosa funciona como instrumento de legitimação política.
A figura de Ali Khamenei ilustra bem esta realidade. Longe de ser um líder espiritual comparável a um Papa ou a um grande teólogo do Islão, ele desempenhou sobretudo o papel de estratega político e comandante de um aparelho de segurança vasto e implacável.
O regime iraniano não construiu uma “Cidade de Deus”. Construiu um totalitarismo moderno que usa a religião como linguagem institucional de poder.
A dimensão civilizacional do conflito
Contudo, compreender a natureza do regime iraniano não significa ignorar a dimensão civilizacional do conflito.
Ao longo da história, as civilizações raramente entram em declínio apenas por derrota militar. O declínio começa geralmente por uma perda de confiança na legitimidade dos próprios valores.
Nos últimos anos, parte significativa do debate público no Ocidente passou a encarar a defesa da sua própria tradição civilizacional com crescente hesitação. Conceitos como identidade cultural, liberdade de expressão ou assimilação passaram a ser tratados com suspeita em muitos círculos intelectuais e políticos.
O caso britânico é particularmente revelador. A tentativa de criminalizar críticas ao Islão sob o rótulo de “islamofobia” representa algo mais do que uma disputa legislativa. Representa a possibilidade de reintroduzir, no coração de uma democracia liberal, uma forma indirecta de proibição da blasfémia.
Se tal princípio se consolidar, tratar-se-á de uma derrota simbólica de uma das conquistas centrais da modernidade ocidental: a liberdade de criticar ideias religiosas.
Nesse sentido, não é exagero afirmar que Voltaire perdeu uma batalha no Reino Unido.
Civilizações e duração histórica
É verdade que nenhuma civilização é eterna. A história humana é, em larga medida, uma sucessão de ascensões e declínios. Mas reconhecer essa realidade não implica aceitar passivamente o declínio.
A civilização ocidental produziu alguns dos mais notáveis avanços institucionais da história humana: o Estado de direito, a liberdade individual, a ciência moderna e o pluralismo político.

Notas
Ali Shariati, ideólogo da revolução iraniana, procurou fundir o xiismo com categorias revolucionárias inspiradas no marxismo.
Ruhollah Khomeini estabeleceu após 1979 o princípio da velayat-e faqih, que legitima a tutela política dos juristas islâmicos.
Vali Nasr, Iran's Grand Strategy: A Political History, Princeton University Press.
Sobre a tensão entre liberdade de expressão e acusações de blasfémia no debate europeu contemporâneo, ver também a tradição filosófica de Voltaire e do Iluminismo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

juros a acrescentar ao empréstimo...

O PSI 20 pôs fim a três sessões consecutivas de ganhos e fechou a perder uns ligeiros 0,09% para 4831,24 pontos.
Os juros da dívida soberana portuguesa continuam a aliviar a dois, cinco e 10 anos.
Portugal ‘perdeu' investimentos de três mil milhões de euros e oito mil postos de trabalho com o falhanço dos projectos de Alqueva, Abrantes e Moncorvo.
Portugal já registou 189 dias de greve, totais e a horas extraordinárias, nos transportes públicos.
O Banco de Inglaterra reviu hoje em baixa a estimativa para este ano do crescimento económico do Reino Unido.
A Alemanha pagou mais juros pela dívida colocada hoje a dez anos: 1,42% face aos 1,32% do último leilão com prazo semelhante realizado em Julho.
As encomendas à indústria alemã caíram 1,7% em Junho, face ao crescimento de 0,7% que haviam registado no mês de Maio.
As exportações alemãs caíram em junho 1,5%, face ao mês anterior, sobretudo devido à redução da procura nos outros países da zona euro.
O Banco Central de França prevê que a economia francesa entre em recessão no terceiro trimestre de 2012, na sequência da contração do PIB em 0,1%.
A economia italiana recuou 0,7% no segundo trimestre do ano, pelo quarto trimestre consecutivo.
As necessidades de recapitalização do sector bancário do Chipre ascendem 12 mil milhões de euros, o equivalente a 67% do seu produto interno bruto.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

o Veto Britânico à Cimeira…

A maioria dos britânicos concorda com o veto à revisão do tratado europeu, indica uma sondagem publicada hoje no diário The Times, que afirma que 57 por cento dos britânicos aprovam o veto britânico. noticias.pt
Da cimeira saiu um projecto de tratado intergovernamental assinado pelos 17 países da zona euro, que, segundo o Presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, poderá ser alargado a 23 dos membros da UE.
Relembremo-nos dos mais recentes “vetos” à Grã-Bretanha feitos pela Europa Continental:

1588 Armada Invencível (Espanha-Habsburgo)
1806 Bloqueio Continental (França - Napoleão)
1940 Blitz (Alemanha - Adolf Hitler)
2011 Conselho Europeu... (Alemanha, França e outros)
e assim talvez se entenda o "veto" britânico ao "novo" Tratado (apesar de sempre terem estado com "um pé dentro, outro fora" da UE.

terça-feira, 11 de maio de 2010

outra lição de democracia...

Pouco depois de ter recebido Brown e o seu pedido de demissão, a rainha Isabel II convidou Cameron a formar governo. lamento informar que o nosso Politiquês não dá para interpretar esta atitude...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

lição de democracia...

Gordon Brown demitiu-se do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, na véspera demitira-se da liderança do Labour. lamento informar que o Inglês Técnico não dá para interpretar esta atitude...