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domingo, 25 de junho de 2017

funciona em ditadura, mas não em democracia!

Ao tentar controlar toda a comunicação pública, o governo de António Costa enterrou-se mais do que se tivesse sido mais moderado. Tentou ocupar todo o espaço mediático desde o primeiro momento, como se estivesse a controlar a situação (não estava). Encheu os ecrãs de ministros e secretários de Estado, que pareceram baratas tontas a dizer coisas. Avançou com um número de vítimas mortais errado, não dando a conhecer a verdade terrível. Aparentemente, mandou avançar o director nacional da Polícia Judiciária que, para sua eterna vergonha, lançou logo a "tese" falsa do raio que partiu a árvore (deveria ser demitido de imediato); mandou avançar o director do IPMA com a "tese" falsa do raio e da "trovoada seca" (idem); o IPMA censurou a sua própria informação sobre raios e trovoadas no seu site. Aparentemente, no primeiro dia, mentiram ao presidente da República, levando-o a dizer que se tinha feito tudo que se podia fazer. Era falso. Marcelo teve de recuar. O governo escondeu que o corrupto SIRESP falhou por completo. Costa pediu relatórios apressados e auto-justificativos à GNR, etc., para se defender em entrevistas e declarações nos primeiros dias. Este comportamento comunicacional do governo, com mentiras, omissões e desinformação, abafando vozes discordantes e o povo ressentido, funciona em ditadura, mas não em democracia. Não funcionou. (in “Propaganda do Governo fez ricochete” por Eduardo Cintra Torres)

domingo, 12 de março de 2017

Do populismo vermelho a um novo episódio de asfixia democrática...

O tempo da clarificação aproxima-se rapidamente, e por isso anda tanta gente tão nervosa. O que se está a passar neste momento em matéria de tentativa estúpida de transformação dos chamados órgãos comunicação social—virtualmente falidos, como sabemos— em órgãos de manipulação social, deve preocupar qualquer democrata que saiba que não existe democracia sem liberdades burguesas.

domingo, 25 de novembro de 2012

livre, plural e de qualidade

Uma mensagem do Sindicato dos Jornalistas a assinalar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa lembrava que sem informação livre, plural e de qualidade, não há verdadeira Democracia.
Pois...
Hoje devia rememorar-se  o 25 de Novembro de 1975!

...estão de parabéns o Sindicato e os seus associados porque a nossa informação é livre, plural e de qualidade!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Manuela Moura Guedes revelou à agência Lusa, que enviou para a Procuradoria-Geral da República uma «participação criminal» que visa a abertura de um inquérito ao alegado plano do Governo para controlar a comunicação social Manuela Moura Guedes ponderou recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem a propósito da suspensão do Jornal Nacional da TVI, mas agora esse recurso «depende da sequência da participação criminal». tsf Também o antigo director geral da TVI garantiu, á agência Lusa que houve ingerência do Governo na TVI. «Quarta-feira houve uma pequena 'nuance' nas afirmações do primeiro ministro: diz que não teve conhecimento formal do negócio entre a PT e a TVI, anteriormente não tinha conhecimento puro e simples, o que significa que alguma coisa sabia do negócio». «Que houve ingerência nestes processos relacionados com a TVI e com outras entidades da parte do Governo, não tenho a mínima duvida, aliás, acho que hoje em dia em Portugal ninguém tem dúvidas sobre isso. Apenas se não conhecem os contornos específicos em que as coisas ocorreram», disse José Eduardo Moniz, em reacção aos esclarecimentos dados pelo primeiro-ministro no Parlamento. tsf

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

uma questão de ÉTICA!

Transcrevo do excelente Blogue que é o 31 da Armada:
" A difícil condição de jornalista II Ontem à tarde escrevi um post onde referi um episódio que envolveu os jornalistas e o Primeiro-ministro. O caso reportava-se à imposição de condições por parte de José Sócrates para falar à imprensa. Erradamente escrevi que os jornalistas aceitaram as condições impostas. Não é verdade. Nem todos aceitaram: a TVI recusou-se. Deixo aqui um comentário da jornalista da TVI, Paula Costa Simões, repondo a verdade: Gostava apenas de lhe dizer que a TVI não aceitou a condição prévia do Primeiro-Ministro para fazer um directo para o Jornal da Uma, sábado passado, em Peniche - não haver perguntas sobre o caso Freeport. Razão pela qual não foi feito esse directo, apesar de lá estarem os meios. A decisão foi tomada, e bem, pela direcção da TVI. Era eu que lá estava a fazer a cobertura para a TVI. " É forçoso dar os parabéns ao 31 da Armada; á TVI que conseguiu “criar” jornalistas que honram a profissão e á JORNALISTA PAULA COSTA SIMÕES que sabe o que é ética profissional. Bem Hajam pela esperança que nos dão e nos fazem, ainda, acreditar.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Prós& espectáculos que os Zé's pagam

Não vale a pena “criar” argumentos quando outros os pensaram e escreveram melhor do que eu seria capaz: TRISTE FIGURA Ontem à noite, ao assistir ao programa 'Prós & Contras' da RTP, envergonhei-me de ser jornalista. Foi a primeira vez numa carreira com 33 anos. Envergonhei-me porque nunca pensei que jornalistas apontados como de referência (?) fossem capazes de mostrar à sociedade quanto baixo nível existe por certas mentalidades que dirigem órgãos de comunicação social. A baixeza de comportamento, a falta de ética e deontologia, o compadrio, a dependência dos poderes políticos, o altruísmo balofo, a falsa modéstia, o desprezo pela verdade, a traição a camaradas, a aldrabice institucionalizada ficaram patentes perante um país inteiro através dos agentes que tinham a obrigação moral e profissional de provar que a sua escolha de vida balizava-se por parâmetros exactamente contrários aos que indiquei.A discussão entre jornalistas foi um espectáculo degradante, do pior que um povo jamais assistiu vindo de profissionais que a maioria pensava serem pessoas superiores em conhecimento, respeito, ética, humanismo e cultura. Pior ainda: quem assistiu ao programa pensava que estaria perante pessoas que, em princípio, até seriam os melhores a fazer notícias. E até o contrário ficou demonstrado. Nem a executar as notícias as "referências" souberam mostrar serem profissionais de elite porque, inacreditavelmente, até se ouviu dizer que não há mal nenhum em violar-se a correspondência privada dos jornalistas. A vida tem destas coisas. Quando menos se espera temos vergonha de nós próprios por culpa daqueles que pensamos ter alguma identidade com o que aprendemos: realizar jornalismo para as pessoas e nunca para os poderes instituídos. Em Portugal, pelo que se viu, a agulha já mudou... tenho vergonha.
PS - Assim que se abordou o grave problema dos jornalistas mal pagos, ou pagos com recibos verdes e em compromisso precário, os intervenientes fugiram do tema como o rabo da seringa. in Jornal do Pau Terça-feira, Outubro 13, 2009 Espectáculo Fantátisco O debate promovido, ontem, pela RTP, com quatro directores de jornais e o chefe da estação pública foi um dos raros momentos em que a opinião pública teve acesso a uma importante fracção dos bastidores do jornalismo. Os argumentos esgrimidos sobre as sondagens e as suspeitas de vigilância sobre Belém não mudaram a minha opinião, mas permitiram descortinar o enorme cinismo que esteve na origem de algumas decisões editoriais. E, ainda mais importante, e apesar da moderadora, foi possível separar algumas águas. Não todas, pois o silêncio de Joaquim Vieira, provedor do Público, foi incompreensível. in MAIS ACTUAL Terça-feira, Outubro 13, 2009 PAU-MANDADISMO JORNALÍSTICO Ontem, no Prós&Prós, foi tremendo ver João Marcelino, Henrique Monteiro, Paulo Baldaia e José Manuel Fernandes, engalfinhados, dizerem muito menos que o que sabem, sendo que, nesse ponto, João Marcelino se supera e diz muitíssimo menos que aquilo que sabe. Vestido com péssimo gosto, a lembrar um playboy sul-americano, péssima gravata, péssimo fato, ninguém pode altercar com ele e demonstrar-lhe limpidamente que a sua célebre manchete em época eleitoral no DN foi um serviço encomendado pelas forças mais obscuras de Portugal, foi um serviço precipitado com um escopo deliberado: dar um golpe mediático sobre a matéria das escutas à Presidência descredibilizando o próprio Presidente. Fez o que as fontes queriam. O controlo completo dos media por parte de essas forças obscuras enegrece o País e fá-lo mais falso. Elas que não olham a meios. Elas que mentem aos portugueses. Elas que argentinizam os números da economia e mantiveram oculto durante a campanha aquilo que realmente importava: o estado lastimoso das contas públicas. Marcelino é Marcelino. O DN tem dono. in Palavrossavrvs Rex Terça-feira, Outubro 13, 2009 Apenas temos que juntar o bem que anda por aí disperso em facciosismo Quem assistiu ao debate de ontem entre os directores do Expresso, do Público, do DN e da TSF, apenas tem que louvar a corajosa conclusão do Provedor da RTP, o Professor Paquete de Oliveira. Entre os quatro, acabou a falsa hierarquia de um deles ser o mais referencial de todos e todos serão obrigados a levar a história até ao fim. O presidente Cavaco continuou a desprestigiar-se. O governo e o PS, até agora, conseguiram escapar aos pingos da chuva. Isto precisa de uma coisa evidente: de coragem de homens livres que acabem com este maniqueísmo absurdo. O tal que não reconhece que o lado bom tem enormes pedaços de mal e o lado mau, pedações de bem. Apenas temos que juntar o que anda disperso.post completo aqui no Sobre o tempo que passa

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Rui Pereira defende "auto-regulação" de jornalistas ao noticiar crimes

Ministro Rui Pereira defendeu a "auto-regulação" dos jornalistas ao noticiar crimes conjugando o direito a informar com outros direitos fundamentais que estejam em jogo.
Num seminário sobre "Comunicação Social em Contexto de Risco Público" realizado no Instituto de Ciências Policiais, em Lisboa, Rui Pereira defendeu uma "cooperação estratégica" entre comunicação social e forças de segurança como forma de conjugar interesses por vezes discordantes. "Os interesses de uns e de outros não são sempre os mesmos", disse Rui Pereira, que frisou, no entanto, que "o regime de liberdade de imprensa que hoje existe é superior a qualquer forma de exame prévio ou censura". Da parte da comunicação, deve haver "auto-regulação", defendeu, exemplificando com a atitude dos meios de comunicação relativamente à exibição de imagens de execução de reféns no Iraque. "Isso poria em causa os direitos das pessoas, feriria gravemente os sentimentos das famílias e cheguei a temer que as imagens fossem transmitidas, mas a comunicação social auto-limitou-se, não as transmitiu", referiu. Salientou, no entanto, que a transmissão de notícias sobre crimes pode "ajudar a reforçar o sentimento de segurança".
O critério para os jornalistas deve ser "a conciliação de vários outros direitos fundamentais com o direito a informar". "Se a comunicação social quer informar cada vez mais e mais rápido, as forças de segurança também têm interesse em que a comunidade seja informada com segurança e protecção", disse o ministro. 29.04.2009 - 21h03 Lusa ora bem, começam por "auto-regular crimes"!
depois dirão "quem não deve, não teme!" e, por ai a diante...até que camaradas, companheiros e amigos começem a fazer a mala: o WolksWagen Preto está quase a chegar!