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quinta-feira, 4 de maio de 2023

os reiventores da constituição

Até 2015 o regime funcionou como queriam os pais da Constituição.
1 - qualquer dos Presidentes (Eanes, Soares, Sampaio, Cavaco…) manteve sempre uma prudente e saudável distância dos Governos;
2 - todos os partidos respeitaram a ideia de que quem ganha eleições, mesmo em minoria, tem direito a governar.

Em 47 anos de constitucionalismo nunca se viu nada como nos últimos 7. Quando o legislador pensou a Constituição, limitou o parlamentarismo entregando poderes efetivos ao Presidente, para evitar a repetição da 1.ª e da 2.ª Repúblicas. Daí a eleição por sufrágio universal e direto e a entrega do poder de dissolução do Parlamento.
Com Costa e Marcelo as coisas mudaram. Costa perdeu eleições, orquestrou uma maioria de esquerda, chumbou o governo minoritário de Passos Coelho e assumiu o poder. Marcelo passou mandato e meio aos beijinhos com o governo. E deixou cair o bastão da “détente” que deve estar sempre na mão do Presidente. Em alguns momentos foi exasperante ver o Presidente aparecer quase como porta-voz do pior governo da 3.ª República…
Esta semana António Costa deu mais um passo na “reinvenção” (leia-se defenestração) do tal regime nascido em 1976: do regime: afrontou o Presidente, recusando a demissão de um ministro que arrastou a dignidade do Estado pela lama. Isto, a prazo, só pode correr mal. Aguardemos…

terça-feira, 25 de abril de 2023

o preocupante futuro do regime saído da Revolução de 74

A contratação da Inês Franco Alexandre para o gabinete da Ana Mendes Godinho, que defendeu o fecho da ponte 25 de abril com uma manif, não teria grande significado se fosse caso isolado. Mas não é.
Há poucos meses outro jovem, do mesmo quilate intelectual, Tiago Ramos Cunha, foi contrato pela ministra da Presidência. E se levarmos a análise mais longe, incluindo outras figuras gradas da Juventude Socialista (vg Miguel Matos, atual presidente, e o antecessor, João Torres), dá para perceber que quem escolhe estas pessoas dificilmente consegue explicar a sua utilidade para os gabinetes ministeriais. O que leva a pensar que são fretes feitos a alguém.
A perspetiva de ter esta geração de candidatos a políticos (Miguel Matos e João Torres incluídos) um dia no poder… é aterradora.
O que leva a concluir que nunca o futuro do regime saído da Revolução de 74 foi tão preocupante.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

cuide-se Senhor Almirante !

paara os tótós que afrmam que a vacinação correu bem porque os enfermeiros Costa & Temido não tiraram férias e correram o País a vacinar-nos!

domingo, 12 de julho de 2020

jornalistas, jornais, liberdade de expressão!

Carlos Magno. Jornalista, ex-director de várias empresas de comunicação social e professor universitário, Carlos Magno foi também presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social.
No programa de hoje vamos falar das falhas do jornalismo na sociedade portuguesa e no sistema político.

terça-feira, 17 de março de 2020

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Não ouça só a “comunicação social!

O crescimento da Despesa está preocupadíssimo com o crescimento da Despesa (e com a Despesa com Pessoal) que está a crescer 5,3% quando tinha sido inscrito no Programa de Estabilidade e Crescimento de 2019 – 2023 que seria de 3,1% .
Já percebeu onde é que começam a aparecer os riscos somados àqueles do “défice externo”
O “governo” anda a dizer que tem tudo controlado? Não tem!
O CFP chega a dizer que este défice põe em causa 2019...
.
Não ouça só a “comunicação social!
...de vez em quando vale a pena não ver televisão, vale a pena não ler certos jornais e vale a pena não ouvir certas tontices na rádio! Sabe porquê?
Certas perguntas deviam estar a ser colocadas por quem faz informação e não estão.
Porque é que acha que isto acontece? (comente!)
Dava jeito nós, em Portugal, em vez de sermos carneirinhos e comermos tudo o que nos dão começarmos a questionar se a comida está boa! Isto cheira mal! Há alguma coisa que não está bem aqui!
Era bom o português comum perceber isto, porque se perceber isto vai mudar a classe politica.
A classe politica só muda se nós cidadãos fizermos pressão para mudar ! (in “a cor do dinheiro” por Camilo Lourenço)