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domingo, 1 de dezembro de 2019

Pelas 10:00 horas da manhã, D. João, Duque de Bragança é Rei de Portugal.

Ao despontar do dia 1 de Dezembro de 1640, o que deve ter acontecido por volta das 07:00 horas entram no Paço da Ribeira cerca de 40 nobres portugueses que rapidamente controlam a guarda tudesca do palácio real. Procuram o secretário de estado Miguel de Vasconcelos cuja morte tinha sido inicialmente determinada. Executam-no, e obrigam Margarida de Sabóia, Duquesa de Mântua, neta de Filipe II, que exercia o governo de Portugal com autoridade de vice-rei e capitão-general de 1634 a 1640, a ordenar a rendição das forças fieis ao monarca Habsburgo. 
Quando pelas 10:00 horas da manhã é dado conhecimento do sucedido ao povo de Lisboa, já D. João, Duque de Bragança é Rei de Portugal. 


No dia seguinte, 2 de Dezembro, a notícia chega a Setúbal. A população sadina cerca e obriga à rendição, a fortaleza de São Filipe, guarnecida por italianos e alemães, e desse modo garante protecção a Lisboa, aos conspiradores e o sucesso da revolta. Em segurança o duque de Bragança chega a Lisboa no dia 6 de Dezembro para ser aclamado rei, com o título de D. João IV. Nas duas semanas que se seguem, todo o país se declara pela independência e por D. João IV, sem que seja disparado um único tiro. Em Castela, os estudantes portugueses da universidade de Salamanca abandonam a cidade, voltam a Portugal e alistam-se no exército, enquanto em Madrid, os nobres portugueses se dividem, muitos voltam para defender Portugal, outros por preferirem as mordomias que a sua presença na corte madrilena lhes dava, acabam por ficar, e combater, contra a independência do seu próprio país. A situação de Portugal em Dezembro de 1640, era de absoluta miséria. O país estava decrépito, decadente e à beira da ruína. Mas mesmo arruinado e esfomeado, consegue reunir forças para enfrentar os exércitos que sabia haviam de chegar, e que sabia serem inevitavelmente muito superiores. Em 1641 foi votado um imposto extraordinário chamado a "décima militar", em que cada cidadão tinha que contribuir com 10% de todos os seus bens, para se levantar a defesa do país.
Esta contribuição para a defesa do país, era muito mais pesada que a exigida durante os 60 anos dos Habsburgo e no entanto não existem notícias de quaisquer protestos contra este imposto. Mas aos portugueses era-lhes dado Portugal como Objectivo. Por ele irão lutar nos 28 anos seguintes...

sábado, 1 de dezembro de 2012

pequenos, médios e mediocres...


Ontem foi o dia da Restauração da Independência de Portugal.

Os Jornais e os seus jornalistas ficaram com o da SIDA! Estão de parabéns!!!

quando nos libertamos de outra “troika”...


Inaugurado em 28 de Abril de 1886, com o custo de 45 contos de réis obtidos por subscrição pública, aberta em Portugal e no Brasil, comemora a libertação do país do domínio espanhol em 1 de Dezembro de 1640.
As figuras de bronze do pedestal representam a Vitória, com uma palma e uma coroa, e a Liberdade. Os nomes e datas nos lados do obelisco são os das batalhas da Guerra da Restauração.
 
Relembre-se que por ocasião da implantação da República Portuguesa a nova Bandeira de Portugal, após a decisão de alteração das suas cores, foi hasteada pela primeira vez e apresentada oficialmente para todo o país, a 1 de Dezembro de 1910, junto deste monumento por ocasião dos 270 anos da Restauração da Independência.

sexta-feira, 30 de março de 2012

se não fosse o 1.º de Dezembro...

É um erro, por exemplo, reduzir a 1º de Dezembro a "uma efeméride" ou limitá-lo a uma "revolta de um grupo de 40 conjurados", como a coisa se tivesse tratado de um conjunto de pândegos bem-dispostos que, um belo dia, resolveram descer do Rossio ao Terreiro do Paço para defenestrar um cavalheiro e... "prontos! agora somos independentes outra vez."

E há até quem nem isso sequer refira e valorize. José Ribeiro e Castro no Avenida da Liberdade

si no fuera el 1 de diciembre no podría escribirlo en portugués

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

a matriz da "identidade nacional"

O Governo vai propor aos parceiros sociais a eliminação do 5 de Outubro e do 1.º de Dezembro da lista de feriados obrigatórios.
O PS afirmou hoje que se oporá "frontalmente" à intenção do Governo de extinguir o feriado de 5 de Outubro, considerando que a Implantação da República representa a matriz da identidade nacional e do actual regime político implantado em 1910. 

Contudo quer eles queiram, quer não, a verdadeira matriz da identidade nacional é o 1º de Dezembro da Restauração da Independência, apesar de acreditar que cada vez mais, sejam menos os que sabem o que representou, e o quanto representa ainda hoje, aquele dia de 1640. 
...mas eles, que tem a sabedoria da História por via das playstation e dos joguinhos video, lá saberão o que é melhor para nós que os elegemos!
E por isso, politicamente correcto, o governo que temos, decidiu vamos ficar sem nenhuma “matriz”... apesar da "oposição frontal".

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

os feriados ou a História de quem?

Acabei de ouvir, numa das TV’s, uma pmj lançar a ideia que o 1º de Dezembro era uma ideia “da extrema-direita” e um comentadeiro afirmar que poderia ser comemorado num Domingo antes ou depois daquele dia. Imagine-se, para o ano, comemorava-se o dia 1 no dia 2…
Eventualmente o 5 de Outubro que tem direito às mesmas bacoradas seria comemorado no dia 7!
Realmente o número de cretinos e incultos não cessa de aumentar.
Ninguém duvida que o retirar destes feriados veio com a тройка, uma palavra soviética a que qualquer alemã de leste se habituou, e que os inadaptados desta nossa governança tomaram como sua.
No inicio de 2007 a chancelerina Merkel lançou a ideia de se “criar” uma história única para a Europa que por cá certamente será apoiada por todos quanto pensam que História de Portugal foi uma invenção de um qualquer fascista, quiçá pelo Oliveira Salazar.
Recuperei um artigo de opinião que é mais que isso: é uma lição história (embora me pareça que foi apenas mais uma “pérola para porcos”):
A recente ideia proposta e acarinhada por membros do Governo alemão, incluindo a chanceler Merkel, de redigir um livro único de História para o continente europeu merece mais do que simples comentários circunstanciais. É uma ideia reminiscente da segunda metade do século XIX e dos princípios do século XX, quando se andavam a inventar "nações", "raças" e "países" por essa Europa fora. Ao contrário do que muita gente talvez julgue, o Estado-nação hoje típico da Europa é uma realidade recente. Ainda em 1918, uma parte grande da Europa ocidental era dominada por impérios (o alemão e o austro-húngaro) e a Europa central e do Leste inteiramente dominada por eles (os mesmos, mais o russo e o otomano). São muito raras as unidades territoriais historicamente homogéneas ou perto disso: Portugal e a França talvez sejam os exemplos mais claros; a Espanha ou o Reino Unido (que só existe desde o século XVIII) podem ser vistos como pequenos impérios locais. Foi no século XIX que se inventaram países como a Bélgica, a Grécia, a Itália ou a Alemanha. No século XIX e nos princípios do século XX, de repente apareceram pela Europa "nações" de que nunca se tinha ouvido falar: a basca, a catalã, a austríaca, a húngara, a checa, a polaca, a sérvia, a búlgara, a turca, etc., etc. Não quer isto dizer que não existisse uma certa continuidade cultural, territorial e até étnica nalguns desses sítios, mas raramente ela tinha coincidido com a ideia de "nação" e menos ainda com a de um Estado independente.
O livro único de História europeia insere-se nesta tradição infeliz e reflecte a tensão no continente entre a manutenção das unidades políticas que tão penosamente adquiriram a sua existência e essa ideia (que vem ganhando um crescente número de partidários) segundo a qual elas deveriam integrar-se numa única grande entidade europeia.pelo Prof. Luciano Amaral em 15 Março 2007

o ultimo dia da nossa Independência


Os “mercados” e a Ângela Merkel decidiram acabar com ele, velho de 4 séculos, e também com o centenário 5 de Outubro.
Um dia significou a nossa independência… mas quem se lembra disso. Durante anos os monárquicos mantiveram a memória da Restauração e nós, republicamos, disso nos fomos esquecendo. Acabámos por também nos esquecer da Republica. Para breve nos esqueceremos de Portugal!