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segunda-feira, 16 de agosto de 2021

capas da (cada vez menos) silly season


a proposito do Submissão!

Submissão foi (é) uma fábula política e moral surpreendente.
É o romance mais visionário e simultaneamente mais realista de Michel Houellebecq.

Paris, 2022: François, investigador universitário, cumpre desapaixonadamente o ofício do ensino enquanto leva uma vida calma e impermeável a grandes dramas, uma rotina de quarentão apenas ocasionalmente inflamada pelos relacionamentos passageiros com mulheres cada vez mais jovens. É também com indiferença que vai acompanhando os acontecimentos políticos do seu país.
Às portas das eleições presidenciais, França está dividida. O recém-criado partido da Fraternidade Muçulmana conquista cada vez mais simpatizantes, graças ao seu carismático líder, numa disputa directa com a Frente Nacional. O país obcecado por reality shows e celebridades acorda por fim e toma de assalto as ruas de Paris: somam-se os tumultos, os carros incendiados, as mesas de voto destruídas. Afastado da universidade pela nova direcção, deprimido, François retira-se no campo, onde espera deixar de sentir as ondas de choque da capital. Regressa a Paris poucos dias depois do desfecho eleitoral e encontra um país que já não reconhece. É tempo de questionar-se sobre se deve e pode submeter-se à nova ordem.
"Submissão" convida a uma reflexão sobre o convívio e conflito entre culturas e religiões, sobre a relação entre Ocidente e Oriente, sobre a relação entre cidadãos e instituições. Um romance que, como é habitual na obra do autor, adianta-se ao seu tempo e coloca questões prementes, hoje mais relevantes do que nunca. Michel Houellebecq confirma-se nestas páginas como um pensador temerário, capaz de detectar as grandes tensões do nosso tempo, interpretando-as com lúcida ironia.


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sábado, 15 de abril de 2017

Donald Trump, Orwell, Maquiavel, von Clausewitz e Sun Tzu…

(Uma forma diferente de fazer política a que eventualmente teremos de nos adaptar…)
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Nos últimos dias na sequência das acções militares das FA dos EUA na Siria e no Afeganistão tenho ouvido (principalmente) barbaridades acerca daquilo a que chamam recuos, flip-flop’s etc., da “política do Trump”.
Uma leitura do livro “Da Guerra” de von Clausewitz dir-nos-ia que a guerra “é a continuação da politica por outros meios” ou que "não é apenas um acto político, mas um verdadeiro instrumento político, uma continuação das relações políticas”, e, também, que é a “gestão do mesmo por outros meios".
Ora a politica externa dos EEUU não parece ter mudado nas últimas décadas nem com G.W.Bush e, muito menos, com as “linhas vermelhas” do B.H.Obama II.
O que marca a diferença de Donald Trump, para aqueles dois, estará na aplicação que parece estar a fazer d’ “A Arte da Guerra" do Sun Tzu, o estratega que actualmente é visto e tem sido ensinado, mais como um ensaio de Economia do que um estudo de Estratégia Militar.
De Sun Tzu há duas premissas que qualquer economista conhece e aplica: “há momentos em que a maior sabedoria é parecer não saber nada” e “o verdadeiro objectivo da guerra é a paz”. Porque me parece que o actual Presidente dos Estados Unidos é um “gestor" e não será, no sentido que actualmente damos a esta palavra, um “político” e razoável pensar que terá feito uma "Análise SWAT" à situação antes de tomar decisões.
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É aqui que entra e erra a maioria dos “nossos” comentadores que, ao que me parece, apenas terão lido o “O Príncipe”, mas não sabem, ou não querem saber, que Maquiavel sempre defendeu “a ética na política” porque apenas entendem o erradamente divulgado conceito daquele autor de que “os governantes devem governar e manter o poder, mesmo que tenham que usar a força militar e fazer inimigos”. E, por tal, é assim que julgam o presidente americano.
Ora para Trump, o economista, que leu Sun Tzu, ao invés dos comentadores, “a suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”, é “mantê-lo sob tensão e cansa-lo”. Assim aconteceu na Síria com a destruição de quase um quarto da capacidade aérea de Assad (antes do ataque os meios aéreos da Rússia tinham abandonado a base…) e, depois da destruição dos túneis, haverá algum talibã que queira permanecer ou usar “galerias subterrâneas”?
Resta o Kim Jong-un! Perdido o apoio da China (e da Rússia) irá continuar com experiências nucleares e lançamento de misseis? Para bem de nós todos suponho que não! Mas talvez fique como modelo para o “corte de cabelo” de jovens rebeldes ocidentais…   
Uma forma diferente de fazer guerra, isto é: fazer “política”, a que eventualmente teremos de nos adaptar… 
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…e o Orwell onde é que entra?

- Entra na “The Pigs Farm” quando comentadores e políticos arrecuam e fazem flip-flops na emenda dos seus sonetos!

domingo, 12 de julho de 2009

O objectivo...

O objectivo foi traçado por Barack Obama, numa entrevista à Sky News, que considera ser imprescindível que as forças da Nato estabilizem, antes das eleições presidenciais marcadas para Agosto, a situação no Afeganistão. O presidente norte-americano não deixou de sublinhar a sua preocupação com o crescente número de baixas entre os militares da Aliança Atlântica, mas admitiu que já esperava um agravamento da situação no Afeganistão. «Sabíamos que os combates iam ser duros durante este Verão, os talibãs querem manter o controlo do terreno, mas e apesar de estarem a ser afastados ainda temos muito trabalho pela frente». … «A missão no Afeganistão é uma missão em que os europeus têm tanto em jogo, se não mesmo mais como nós. Os afegãos, tal como os paquistaneses, têm mais em jogo do que nós. ..e a probabilidade de um ataque terrorista em Londres é tão alta, se não maior do que um ataque nos EUA». TSF ler mais aqui e aqui