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domingo, 3 de novembro de 2024

Afinal o que está a acontecer com a violência na periferia urbana de Lisboa?

Afinal o que está a acontecer com a violência na periferia urbana de Lisboa?  
Este sábado foi assim: 


Na noite de quinta para sexta os incidentes tiveram lugar nos Moinhos da Funcheira, Amadora: 10 encapuzados atiraram pedras e petardos contra carros e a porta dum prédio. Na quarta, um sem-abrigo foi esfaqueado junto ao Colombo… 
Mas já não há problema algum. 
É lá um assunto entre eles e que só afecta as pessoas que vivem nesses sítios. Desde que não haja consequências políticas tudo está bem.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

A INTOLERÂNCIA CULTURAL E A DITADURA DO POLITICAMENTE CORRETO

Orador: João Miguel Tavares 
Moderador: Carlos Magno 
Painel: Francisco José Viegas - Helena Matos - Pedro Boucherie Mendes - Sérgio Sousa Pinto

segunda-feira, 19 de abril de 2021

eu não me esqueço!

 … Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. O senhor engenheiro José Sócrates é apenas um produto dessa forma de exercício do poder.

[por isso “eu também me lembro”

“de em 2007 o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado, José Magalhães, terem iniciado um blogue na própria página do ministério da Administração Interna para responderem aos comentadores que estavam a quebrar o unanimismo sobre a infalibilidade governamental” e que, no meu caso responderam com arrogancia às largas centenas de entradas com a etiqueta “pintodesousa” no meu blog ReVisões. O pedido de resgate de 6 de Abril de 2011 veio dar-me razão!.

Mas o que mais me chateia é agora tentarem convencer-me que toda aquela gajada que esteve no governo com o corrupto Pinto de Sousa não “deu por nada!”. A estes também lhes junto os “inomináveis” que ainda os continuam a apoiar nas urnas e na imprensa a que temos direito. A história não lhes perdoará!.

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Não esqueço porque não penso nem as ideologias, nem a politica, como se fossem o “meu clube de futebol até morrer”.   .

Nem tenho clube de futebol e, se o tivesse, não seria este Partido (nacional) Socialista)

Eu lembro-me desses dias em que a mentira passou a inverdade.

Eu lembro-me de em 2007, algumas semanas após a publicação pela imprensa das notícias sobre as irregularidades da licenciatura de José Sócrates, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros e então ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, denunciar o que classificava como “jornalismo de sarjeta”. Foi José Sócrates quem o obrigou?

Eu lembro-me de quando aqueles que questionavam os procedimentos do primeiro-ministro José Sócrates eram automaticamente  tratados pelo PS como reaccionários, antipatriotas, bota-abaixistas e tremendistas. Em 2021 o PS continua a praticar esses exercício.

Eu lembro-me de em 2007 o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado, José Magalhães, terem iniciado um blogue na própria página do ministério da Administração Interna para responderem aos comentadores que estavam a quebrar o unanimismo sobre a infalibilidade governamental. Foi José Sócrates quem os forçou a isso?

Eu lembro-me de o PS não se ter indignado com a suspensão de um funcionário da Direcção Regional de Educação do Norte por este ter feito um comentário jocoso sobre a licenciatura do primeiro-ministro. Estaria o PS com medo de Sócrates para não reagir?

Eu lembro-me de em 2007 terem passado quase dois meses para que os jornais quebrassem a cerca sanitária dessa época: aquela que mantinha restrita à blogosfera a informação sobre o processo académico de Sócrates. O PS ainda se lembra do que os seus históricos disseram sobre essas notícias?

Eu lembro-me de António Costa, enquanto ministro da Administração Interna do governo de Sócrates, defender a criação de um Conselho Superior de Investigação Criminal a ser presidido pelo primeiro-ministro,José Sócrates. O modo de funcionamento desse conselho colocaria numa posição subalterna o Procurador-Geral da República. O PS esqueceu-se deste episódio?

Eu lembro-me dos argumentos criados pelos socialistas para justificarem aqueles telefonemas de assessores do governo furibundos a quem assinava artigos críticos para com o Governo. Vão agora dizer que Sócrates os hipnotizava  para produzirem esses argumentários?

Eu lembro-me de em 2007, após as notícias sobre a licenciatura de José Sócrates, Arons de Carvalho, no semanário Expresso, concluir que “a violação das regras deontológicas não pode continuar impune” e Vital Moreira falar em “décadas de impunidade deontológica”. O PS já esqueceu?

Eu lembro-me de o PS não mostrar o mínimo interesse pelas denúncias de corrupção que surgiam desde 1997 sobre o licenciamento da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Cova da Beira assinado por José Sócrates, então secretário de Estado do Ambiente. Já era José Sócrates quem os impedia de perguntar?

Eu lembro-me de o director da PJ, Santos Cabral, ter sido afastado e enxovalhado em 2006 pelo ministro da Justiça, Alberto Costa, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.  O PS não teve um pequeno sobressalto ao conhecer os contornos desse afastamento  e as referências de Santos Cabral à intervenção do executivo na PJ? (Ah já me esquecia esse era o tempo em que o PS vivia indignado com o classificava como abuso das escutas telefónicas por parte da PJ!)

Eu lembro-me do mutismo com que o PS reagiu em 2009 quando se soube que tinha sido ilegalmente destruído o processo da adjudicação e concessão da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Cova da Beira. Vai o PS dizer que foi enganado?

Eu lembro-me de o ex-inspector da PJ que denunciou o caso Freeport ser condenado a oito meses de prisão e ao pagamento de uma multa. O PS estou certa que também se lembra.

Eu lembro-me de a Procuradoria Geral da República arquivar o inquérito à licenciatura de José Sócrates, embora não conseguisse explicar como um certificado com data de 1996 podia estar redigido num impresso só possível de existir depois de 1998. O PS já esqueceu o que disseram várias das suas mais destacadas figuras na altura? Foi Sócrates quem lhes pôs as palavras na boca?

Eu lembro-me de, no último dia de Junho de 2008, Dias Loureiro e António Vitorino terem apresentado a biografia de Sócrates, escrita pela jornalista Eduarda Maio. “O menino de ouro do PS”, título do livro, reproduz a expressão por que Sócrates era tratado por muitos socialistas, indiferentes a tudo o que já se sabia sobre José Sócrates desde o final dos anos 90. O PS continua a querer que acreditemos que havia um governo que nada sabia daquilo que José Sócrates fazia?

Eu lembro-me  de o PS, na campanha eleitoral  de 2009, apresentar  como uma mentira nascida de motivações ocultas tudo o que questionasse José Sócrates. O PS ainda se lembra disto ou sofre de amnésia?

Eu lembro-me de a PT ser usada para entrar no capital da TVI de modo a alterar-se a linha editorial daquela estação e torná-la mais amigável para o Governo. E lembro-me de o PS achar isso normal.

Eu lembro-me de a administração da TVI dar ordens para ser cancelado o Jornal Nacional de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes. E lembro-me muito bem de ouvir e ler socialistas e compagnons a declararem o seu apoio a este afastamento.

Eu lembro-me de em 2010 apenas o Correio da Manhã ter avisado os seus leitores de que o primeiro-ministro impusera como condição não ser confrontado com o caso Freeport no âmbito das entrevistas que ia dar a propósito da iniciativa “Governo Presente”. O PS sempre solidário com José Sócrates passou a usar depreciativamente a expressão “jornalismo à Correio da Manhã“.

Eu lembro-me de a PT ser usada para entrar no capital da TVI de modo a alterar-se a linha editorial daquela estação e torná-la mais amigável para o Governo. E lembro-me de o PS achar isso normal.

Eu lembro-me de a administração da TVI dar ordens para ser cancelado o Jornal Nacional de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes. E lembro-me muito bem de ouvir e ler socialistas e compagnons a declararem o seu apoio a este afastamento.

Eu lembro-me de em 2010 apenas o Correio da Manhã ter avisado os seus leitores de que o primeiro-ministro impusera como condição não ser confrontado com o caso Freeport no âmbito das entrevistas que ia dar a propósito da iniciativa “Governo Presente”. O PS sempre solidário com José Sócrates passou a usar depreciativamente a expressão “jornalismo à Correio da Manhã“.

Eu lembro-me de ouvir os socialistas classificarem como aleivosias as notícias sobre as casas cujos projectos Sócrates terá assinado, embora os donos das mesmas casas não o confirmassem. O PS pretenderá agora que foi José Sócrates quem os convenceu a fazer tal figura?

Eu lembro-me de José Sócrates, na qualidade de primeiro-ministro (demissionário) ter contactado formalmente a troika, composta pelo FMI, BCE e Comissão Europeia, a 6 de Abril de 2011, a solicitar um empréstimo no valor de 78 mil milhões de euros. E lembro-me como pouco depois o PS começou a criticar não só a troika como o programa que negociara com ela e que o governo seguinte teve de aplicar.

Eu lembro-me de ver os socialistas acotovelando-se em torno de Sócrates em cada sessão de anúncio de mais um plano revolucionário para o país: o MIT, os PIN, TGV, os Magalhães, as Novas Oportunidades, o choque tecnológico… O PS também não esqueceu porque continua a apostar no anúncio do anúncio e na inauguração do inaugurado, sem perguntar sobre o como nem o porquê.

 … Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. José Sócrates  é um produto dessa forma de exercício do poder.

(in “Eu lembro-me” por Helena Matos)



domingo, 17 de maio de 2020

votar por piores razões...(¡ mas nunca tão parvas !)


Marcelo, O Convicto, Este é o Marcelo das segundas-feiras. Aquele que, dizem, no seu segundo mandato, como já não precisa de ser reeleito, vai então dar mostra das suas convicções. E não menos importante impor-se ao PS que por sinal o vai ajudar a ser reeleito.
Marcelo, o Hábil terá metido no bolso António Costa (o contrário também é válido) e é suposto que os demais, deslumbrados com o ilusionismo de tudo isto, apoiem Marcelo porque ele é um mestre da arte de meter políticos no bolso.
Marcelo, o Popular, conta agora com o apoio do PS. Mas ao certo esse apoio vale-lhe quantos votos?
Marcelo, Último Reduto, o reduto que Marcelo realmente construiu e que não é o que contém a esquerda mas sim o que acantonou a direita numa espécie de terreno em pousio, à espera do momento certo que nunca o é
Marcelo, o Transversal, precisa de radicais para que a sua transversalidade aconteça. Nesse sentido o fantasma de André Ventura é-lhe útil. Uma candidatura com um discurso radical à esquerda faz-lhe igualmente falta

domingo, 15 de março de 2020

deixem-se de tretas e governem!


À medida que passávamos do coronavírus enquanto oportunidade de negócios para a nossa agricultura para a fase do coronavírus como “luta pela nossa própria sobrevivência“, sem esquecer o intermédio “tudo está a ser feito em Portugal para lidar com eventual surto de coronavírus“, mais evidente se me tornava que não podemos continuar a pactuar com estes líderes que nos entretêm com combates planetários quando nem sequer conseguem garantir que temos testes e máscaras para enfrentar uma pandemia. [...]
Por exemplo, como é possível que aos milhares de funcionários do ministério da Educação não tivesse sido pedido que concebessem plataformas e um plano para aulas à distância? Como explicar que aquela constelação de entidades, autoridades de que fazem parte uma Comissão Nacional de Saúde Pública, um Conselho Nacional de Saúde,  mais a Comissão de Catástrofe e Emergência Interna (isto apenas no âmbito do SNS) não tenham conseguido estabelecer uma linha coerente de actuação? (in “Deixem-se de tretas e governem!” por Helena Matos)
Artigo completo AQUI

terça-feira, 10 de março de 2020

MEL (o politicamente correcto)

ir para a hiperligação M E L 
Movimento Europa e Liberdade
(o Politicamente Correcto)

domingo, 27 de outubro de 2019

Tapando a bandeira com a saia ...


assim, e para memória futura, tomámos conhecimento que muitos jornalistas, ao esconderem a noticia, se tornaram cúmplices do filmado naquele video e também,
ao que parece, que a Procuradora Geral Gago está ausente!
Onde estão as notícias sobre a manifestação em que a bandeira portuguesa foi apresentada como um símbolo do esclavagismo e do racismo? Não estão. O folclore do homem de saias cobre a realidade.
“... o enviesamento esquerdista das redacções leva a que não se noticie não apenas o que parece mal à esquerda mas sobretudo o que deixa a esquerda mal na fotografia. Mas o caso é muito mais grave porque este mecanismo de auto-censura é em grande parte responsável pela destruição da convivência, da paz e da tolerância nas sociedades democráticas. Afinal quando estes colectivos, movimentos, blocos, comités… são apresentados como agrupamentos de vítimas e de pessoas que lutam contra crimes transversalmente condenados e depois se apaga o que estes activismos realmente defendem e dizem, está a permitir-se-lhes uma duplicidade que tem minado a sociedade livre e tolerante que já fomos” (in “Tapando a bandeira com a saia” por Helena Matos)

domingo, 16 de junho de 2019

A vida de cada um de nós não pode transformar-se, como está a acontecer, no palco das libertações, activismos e regulações produzidas, a cada dia, por criaturas que perceberam como a burocracia e o fisco podem impor a um povo aquilo que ele nunca pensou vir a aceitar.
E sobretudo roubar-lhe a confiança em si mesmo.! (in “Portugal, país-slime” por Helena Matos)

segunda-feira, 15 de abril de 2019

lembram-se? casas com renda acessível para 1100 pessoas em zonas nobres!


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Certamente porque andaram ocupadas a reivindicar a libertação de Lula da Silva nem a CGTP nem a UGTtiveram tempo e cabeça para denunciar o que está a acontecer ao património da Segurança Social na cidade de Lisboa. Nos mesmos dias em que as duas centrais sindicais portuguesas arrancavam as vestes por Lula da Silva, o presidente da CML, Fernando Medina, anunciava habitação “para mais de 1100 pessoas, entre habitação permanente e residências universitárias, quartos para estudantes universitários.” Tudo isto graças aos dez edifícios que a Segurança Social actualmente ocupa na Av. dos Estados Unidos da América, Av. da República, Entrecampos e Alameda.
Espantosamente esta municipalização do património da Segurança Social não causou qualquer pergunta. Mas há muito para perguntar.
Em primeiro lugar, qual o interesse para Segurança Social em transformar o seu valioso património imobiliário em habitação social?
Esta não terá de acabar na degradação recorrente de muita da habitação social na cidade de Lisboa mas na melhor das hipóteses não dará prejuízo. O que ganham os trabalhadores com esta afectação?
E já agora, quais vão ser os custos que a Segurança Social vai ter de suportar com as suas novas instalações?
A utilização da Segurança Social para fazer políticas de urbanismo seja investindo em habitação social o dinheiro do  Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social seja agora através desta municipalização dos seus edifícios permite fazer belas sessões de propaganda mas é um péssimo negócio para a Segurança Social.

Será muito difícil perguntar aos dirigentes da CGTP e da UGT porque se calam perante este esbulho da Segurança Social? (in “A pantomina” por Helena Matos)

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Desesperadamente à procura de fascistas...

Portugal, ironia das ironias, não tem fascistas que cheguem para encher uma pequena praça ou até a Rua da Betesga mas tem cada vez mais dependentes do fascismo. São eles os caça-fascistas, a versão lusa dos caça-fantasmas. Sem a capa do anti-fascismo revelar-se-ia o que de facto são: uns querem ser ditadores, outros servi-los. [...]
Os mais vulgares são os antifascistas por escape ou transferência. São aqueles que quanto mais dobram a espinha, perante o comportamento anómalo dos chefes, candidatos a chefes, líderes que se dizem animais ferozes e outros espécimes do poder pós-74, mais se fixam na figura de Salazar. Precisam de Salazar e das histórias sobre a estupidez dos censores do Estado Novo para não se confrontarem com o que agora calam. [...]
Depois temos os anti-fascistas por táctica: roubam-se armas em quartéis, a Lei de Programação Militar vai ser discutida em menos de uma hora no parlamento e sobre o que se pronuncia o ministro da Defesa? Sobre o programa de Manuel Luís Goucha! O ministro João Gomes Cravinho até achou por bem no país que viveu os incêndios de 2017 – aqueles em que o governo de que faz parte teve um desempenho miserável – comparar o convite a Mário Machado por parte da TVI com a atitude “de quem ateia incêndios pelo prazer de ver a labaredas”. [...]
Por fim, mas não por último, temos os anti-fascistas por estratégia. Gente que usa a expressão anti-fascista como um colete à prova de perguntas. Muitos deles, a maior parte, mostra uma extraordinária simpatia pelos autoritarismos marxistas. A sua estratégia é simples: impõem o seu poder através da diabolização da divergência. Por isso eles não debatem, em vez disso adjectivam e compõem um mundo pejado de fascistas, racistas, homofóbicos, machistas…Discordar deles implica ser passado automaticamente para o paradigma do odioso do momento. (in “Os caça-fantasmas” por Helena Matos)
Quem nada tem para oferecer para o futuro, conta com o passado para se salvar.
As esquerdas começaram a construir o nosso regime contra o “fascismo de Salazar”. Agora precisam de novos “fascismos” para o salvar.
Sabem que nada mais lhes resta para oferecer aos portugueses. (in “Desesperadamente à procura de fascistas” por João Marques de Almeida)

domingo, 7 de outubro de 2018

existe sempre um fascista de turno!

(este Resumo devia ser (é) para si que se diz “jornalista” ou “comentador”)
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É, mais que um artigo de opinião, é um “case study” para ser discutido numa aula de C.S. e, lido por por nós outros, que um dia, faz muito tempo, soubemos o que era imprensa “à séria”!
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Nas redacções [da imprensa a que temos direito] estão instalados os fascistómetros, uns preciosos aparelhos que permitem a cada um saber o que tem de dizer para não ser acusado de fazer parte da Fascislândia, isto é: da Terra na qual estamos sempre em risco de nos tornarem residentes, caso não façamos o que a esquerda e a extrema-esquerda determinam.
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com base na premissa anterior, Helena Matos, desenvolve o “Fascistómetro” que será uma aplicação móvel ou “app” que detecta não só quais os assuntos que os “jornalistas” podem abordar mas também em que perspectiva.
Por exemplo:
- uma mulher que acuse um homem, de preferência conservador, branco e cristão de ter tentado violá-la numa festa universitária há trinta anos é uma heroína, mas
- se a mesma mulher não aceitar ser assaltada e agredida num comboio suburbano estamos a cair no chamado caso de populismo e pior
- se em cima disso ela identificar o agressor como proveniente de África ou do Médio Oriente então ela só poderá ser descrita como um exemplar odioso da Fascislândia.
É assim, e por isso, que
em boa parte das redacções estão instalados sofisticadíssimos e potentes fascistómetros e portanto as notícias que se entende poderem favorecer a Fascislândia ou não se publicam ou tornam-se num quebra-cabeças grotesco.
mais um exemplo:
- se lermos as notícias sobre as manifestações de Chemnitz na Alemanha não percebemos nada:
nos títulos invariavelmente referem  desfiles anti-imigração protagonizados pela extrema-direita, mas
no corpo das notícias constata-se que estas manifestações tiveram origem na agressão levada a cabo por um afegão e um sírio contra um alemão de origem cubana.
Vai dai os “jornalistas” omitiram que o agredido também era imigrante (só não era islamizado!) porque
definir as manifestações como anti-imigração é um exercício de má fé ou de absurdo...
(in “O fascistómetro da Fascislândia” por Helena Matos) 

o artigo completo está AQUI ! Leitura a não perder!

domingo, 22 de julho de 2018

perdem a memória mas já não perdem a face...

«Nos afamados serviços privados de saúde frequentados pelo deputado comunista António Filipe  existem certamente consultas para a perda de memória. Mas se não for esse o caso o senhor deputado terá de se desenvencilhar no Centro de Saúde da sua residência e entre a consulta de urgência mais a espera por uma desistência e a marcação no médico de família para daqui a dois meses é óbvio  que António Filipe tem de se pronunciar sobre as  palavras que proferiu no parlamento em Janeiro de 2014 a propósito da privatização dos estaleiros de Viana do Castelo  (in “Quantos votos vale um senhorio?” por Helena Matos ) :

domingo, 3 de dezembro de 2017

O Natal ficou sem Menino Jesus e tornou-se a festa do cone iluminado...

De repente no meio da rua lá está aquela tranquitana metalico-luminosa a que chamamos árvore de Natal. E foi perante aquele cone iluminado, artefacto que nos sobrou devidamente expurgado de tudo o que possa identificar aquilo que somos, o que sentimos, o donde vimos, que me dei conta de como em nome da segurança, da tolerância, da saúde e de sei lá mais o quê estamos a criar um mundo faz de conta. Um mundo em que:
A Bela Adormecida ficou sem beijo porque o príncipe foi acusado de abuso.
A Capuchinho Vermelho já não é salva pelo caçador que também deixou de caçar e o lobo ficou vegetariano.
A culpa é alegada.
A fruta não tem bicho.
A humanidade ficou sem sexos e dizem que está perder o interesse pelo sexo.
A má educação tornou-se bullying.
A manteiga ficou magra.
A mentira tornou-se inverdade.
A verdade inconveniente.
As crianças não têm tempo para não fazer nada.
As feiras não têm graça.
As gaiolas ficaram sem grilos.
As natas perderam a gordura.
Chama-se a televisão em vez da polícia.
O artesanato é certificado.
O atirei o pau ao gato ficou sem letra.
O bolo rei já não tem brinde.
O café perdeu a cafeína.
O circo ficou sem leões, depois sem elefantes e agora sem animais.
O iogurte ficou sem lactose.
O leite vem da soja e não das vacas.
O namoro ficou sem palavras por causa do assédio.
O pão não tem glúten.
Os bolos não têm farinha.
Os brinquedos ficaram sem graça mas estão cheios de didatismo.
Os doces ficaram sem açúcar.
Os filhos não têm pai nem mãe mas sim progenitores.
Os maridos e as mulheres passaram a cônjuges.
Os parques infantis ficaram sem escorregas de verdade. E alguns sem baloiços.
Os pátios das escolas já não têm árvores nem terra.
Brincar é uma actividade devidamente monitorizada.
Os filmes não contam histórias, ilustram teses.
As universidades tornaram-se uma liga de costumes.
As coisas deixaram de ser o que são para se tornarem num dado a avaliar consoante o seu enquadramento numa perspectiva condicionada por diversas valências.
Tudo é relativo.
O Natal ficou sem Menino Jesus e tornou-se a festa do cone iluminado.

domingo, 16 de julho de 2017

escrever à direita, hoje!

escrever à direita, hoje!
Ou seja: o “aproveitar enquanto é possível” porque, não tenham dúvidas, ao deixarmos instalar-se no poder um “maduro e sus muchachos”, já estamos a caminhar para a Venezuela (e o 25 de Novembro já não é possível!)
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“Por estranho que possa parecer a um observador esse mundo demencial longe de se ter extinguido, no final dos anos 80 espalhou-se qual mancha de óleo sobre as nossas vidas: os outrora militantes tornaram-se activistas e muito devidamente instalados em gabinetes universitários desataram a determinar assédios, homofobias, racismos e questões de género. Tal como no passado: os meios justificam o seu fim na hora de provar que ainda existe quem não concorde com as suas regras. Ou que não manifestando uma discordância directa às vezes acusa num comentário à hora do café ou no intervalo de uma reunião que algum recanto do seu cérebro ainda precisa de mais um pouco de doutrina.”  [...]
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“É um erro fatal acreditar que basta ignorar esta gente para não se ser afectado pelo seu zelo inquisitorial: o que comemos, bebemos, vestimos, as palavras que ensinamos aos nossos filhos e os brinquedos que damos aos nossos netos, tudo é pretexto para que imponham as suas teses e executem a sua engenharia social.
Mais, são eles quem decide o que se pode ou não discutir.
Durante anos trataram depreciativamente como dramas de faca e alguidar o que depois fizeram uma causa sua: a violência doméstica. Agora determinam que não se pode falar de questões de segurança: é populismo, dizem. Um dia farão dos assaltos às casas uma bandeira e logo toda a sociedade terá de ir a reboque do que de mais destrambelhado lhe ocorrer propor. No caso da família e do sexo foi precisamente isso que aconteceu: de início a luta pela igualdade entre homens e mulheres foi vista como um desperdício burguês porque a igualdade que contava e da qual decorriam todas as outras era a igualdade entre classes.” [...]

terça-feira, 18 de abril de 2017

Medo (para memória futura!)


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Da circulação das espécies…

Em Portugal as espécies não evoluem, circulam. Ou mais correctamente dizendo, hoje estão num grupo, amanhã regressam àquele em que estiveram anteriormente e em cada uma dessas passagens retornam ao que já foram como se nunca o tivessem deixado de ser. Vivem o presente sem passado. Dessa grande circulação das espécies entre o último semestre de 2015 e o momento presente temos a destacar os seguinte mutantes. Ou reincarnados numa perspectiva mais teológica:
- Os amigos do Sócrates. Eram aos milhares. Todos lhe telefonavam. Todos o abraçavam. Contavam-nos as graças – e tudo nele tinha graça! – reverenciavam-no, achavam que com ele o PS era imbatível. […] Dos membros dos seus governos jamais vinha uma palavra de discordância em relação ao primeiro-ministro.
- Os esfomeados, os indignados e os desistentes. Entre 2011 e 2015 estava um em cada esquina. Aliás a fome estava por todo o lado. Se o desemprego baixava era porque os desistentes já nem procuravam trabalho pois não se conseguiam arrastar, mergulhados na depressão e falta de vitaminas. Diante de cada microfone estava um indignado.
- O jornalista ofegante. O pobre não aguentava mais. Era a passada forte a acompanhar as manifestações dos esfomeados, os acampamentos dos indignados, o olhar faiscante do senhor Nogueira. Os directos minuto a minuto sempre à espera que fosse aquele o dia da invasão do parlamento, da queda do governo. A denúncia ininterrupta das negociações dos bastidores.
Certamente por conselho do seu pneumologista o jornalista ofegantemente indignado transfigurou-se no jornalista ora venerando e obrigado ora militante. Nada o perturba.
- Os dirigentes do PSD que acham que este partido deve ser uma sucursal do PS. Não há futuro mais risonho que integrar este grupo. Qualquer líder do PSD que tenha sofrido nessa qualidade uma forte derrota ou que tenha conduzido o seu partido à irrelevância torna-se uma figura incontornável, um poço de saber e, claro, um comentador de referência. Se a par disso reconhecer a superioridade do líder do PS em funções face a quem lhe sucedeu na liderança do PSD (invariavelmente uma pessoa sem ideias, alma e consciência social) então está no Olimpo mediático.
Podem até acontecer milagres. Por exemplo, Manuela Ferreira Leite, pessoa que como sabe era “a velha” quando debatia com Sócrates, o qual claramente a esmagava nos debates nomeadamente naqueles em que a dita velha lhe perguntava face ao anúncio de estrambólicos investimentos “Onde é que está o dinheiro?”, tornou-se uma comentadora consensual quando, já derrotada, passou a ocupar boa parte das suas intervenções a criticar Passos Coelho. Não só nunca mais foi ridicularizada como, pasme-se, deixou de ser velha! 
- Espécie recentemente descoberta. A Austrália tem o ornitorrinco, […]  Nós para lá dos ovos dos dinossauros na Lourinhã e do menino do Lapedo que pôs os arqueólogos literalmente à chapada por causa dos cruzamentos entre o Crô-Magnon e o Homo sapiens neandertalensis não tínhamos nada de relevante até que apareceu o presidente do povo. O presidente do povo é um ser que nasceu nas televisões, viveu nelas e prolonga o seu mandato nelas. Correcto seria chamar-lhe presidente dos directos televisivos mas como as televisões tendem a confundir o povo com as audiências, o presidente do povo é a expressão vulgarizada. […]

A evolução do nosso endémico “presidente do povo” é por enquanto um enigma mas o ecossistema à sua volta começa a apresentar sinais de forte degradação.  (in Da circulação das espécies por Helena Matos )

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Um ano de Marcelo...

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Portugal nunca tinha tido, jamais, em tempo algum, um Presidente a fazer-se passar por primeiro-ministro. Agora já tem. Para António Costa, esta entrevista foi um alívio; para Marcelo, uma armadilha.
Para o Presidente, o país está espectacular. E isso deve-se ao facto de o primeiro-ministro ter percebido que, para sobreviver em São Bento, teria de deixar Marcelo governar a partir de Belém.
Marcelo vestiu-se de “optimista crónico e por vezes ligeiramente irritante” para celebrar o seu Ano 1. Não era preciso. O país não tinha disso necessidade. Antes ficasse pelos (inofensivos) afectos.
Parecia que estávamos perante um primeiro-ministro quando falou da Taxa Social Única e quando se assumiu como parte ativa da solução encontrada na concertação social. 
Quando falou de números, o Presidente também dava a ideia de trabalhar em São Bento e não em Belém. Ao achar que o défice vai ficar abaixo do que o Governo previa e que até o crescimento poderá ser um pouco maior…
o País deve-vos um pedido de desculpas. Após este ano de exercício do actual Presidente da República … concluo que tudo o que se disse e escreveu sobre os riscos da vossa eleição para Belém está mais que reduzido a cinzas. Lembram-se … que era um risco eleger alguém sem peso institucional (Maria de Belém)?! Isto para não referir o quão arriscado seria escolher um candidato (Henrique Neto) que tinha uma experiência política limitada.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

a nova aristocracia e os “sans dents”

tal como os "deploráveis" da Clinton ...os "sans dents" do Hollande são aqueles que raramente se vêem, menos vezes ainda são entrevistados mas acabam a fazer Marine Le Pen subir nas sondagens. E podem fazer dela presidente da França – aquela mania do “pela primeira vez uma mulher” também se aplica neste caso? – caso se mantenha esta espécie de síndroma de alienação da realidade que atravessa presentemente o discurso de jornalistas, comentadores e analistas.
Por exemplo, quantas notícias lemos sobre as agressões acontecidas em Outubro deste ano em Viry-Châtillon? 
Tal como pouco ou nada ouvimos sobre as manifestações de polícias em protesto contra com o calvário judicial que em França aguarda os agentes que recorrem às armas já nem tanto para defender as populações mas apenas a si mesmos.
E o que soubemos sobre o surto de agressões extremamente violentas a professores e funcionários em vários liceus franceses, isto apenas em Outubro deste ano? Não faltam cocktails Molotov, rostos tapados, maxilares partidos (de professores ou funcionários, naturalmente), instalações destruídas… 
Igual vazio imperou sobre Calais: durante três anos, Calais, com pouco mais de 75 mil habitantes, viu chegar milhares de imigrantes que, na impossibilidade de passarem para o Reino Unido, por ali ficaram amontoados, com os problemas inerentes a uma concentração anárquica de homens jovens, desligados das suas famílias e sem ocupação. Escrevia-se sobre as más condições desses acampamentos. Denunciava-se a falta de apoios para esses homens a quem não tardou se passou a chamar refugiados. Criticavam-se as autoridades (francesas e inglesas, claro, porque as dos países desses homens não existem para efeitos de responsabilidade) por nada fazerem. A Calais chegavam autocarros com manifestantes que faziam declarações repletas de referências a leis, tratados e convenções sobre os direitos dos migrantes.
No fim do dia os manifestantes entravam de novo nos autocarros, regressavam às suas universidades e associações [mas]
Os habitantes de Calais esses ficavam com as suas casas e bens desvalorizados, sem as receitas do turismo e a ver os investimentos fugir da zona. ...
Sigo regularmente a imprensa francesa e casos destes são quotidianos. Há dias em que me interrogo se já ninguém sabe francês, se é má fé, preconceito ou simplesmente ignorância. Porque algo terá de explicar esta fuga da realidade cujo momento épico acontece quando, perante os resultados eleitorais naquele país, começam com os transes da indignação e os exorcismos do racismo e da xenofobia para explicar o voto na Frente Nacional.
O que tem distinguido a Frente Nacional não são as sua soluções para os problemas mas sim o falar dos problemas.
Porque os problemas, existem embora mal se vejam dos bairros privilegiados em que se movem políticos, jornalistas, universitários, tecnocratas… Ou seja.

domingo, 12 de abril de 2015

os “tempos normais” da política

Valha a verdade, a recusa de Guterres tal como a decisão que tomou há precisamente 13 anos, em Abril de 2002, de abandonar o Governo para o qual fora eleito, remetem para algo muito mais profundo e dramático.
Remetem para aquilo que Paulo Portas afirmou esta semana ao pedir uma oportunidade para o seu partido governar em “tempo de normalidade”.
Guterres já sabe (talvez o saiba precisamente desde esse quase agónico Abril de 2002) que Portas já não pode ter aquilo que ainda pede: um tempo de normalidade. 
Nos “tempos normais” da política, esses tempos por que anseiam os líderes portugueses do BE ao CDS, o que distingue os políticos uns dos outros não é o que pensam sobre o país ou o mundo, muito menos o modelo de sociedade que defendem.
Não é por acaso que à esquerda ninguém fala de comunismo ou de socialismo mas sim de esquerda, de esquerdas, de esquerdas da esquerda… e que à direita a definição é em geral feita pela negativa: não se é liberal, não se defende o socialismo, não se faz apologia do capitalismo… 
Em boa verdade aquilo a que nos últimos anos temos ouvido chamar contestação mais não é do que o sussurro de um pedido, um pedido de regresso aos “tempos normais”.
São os bastonários apocalípticos, os bispos possessos, os revisores oficias de contas diletantes, os militares que mandam os civis fazer golpes, a performance dos sindicalistas vitalícios do “faz de conta que eu sou trabalhador”, os reformados indignados com as suas reformas de 3 mil euros, os pensionistas das pensões de miséria mas que para sua e nossa desgraça nunca descontaram miséria alguma, é a produção legislativa do nosso Tribunal Constitucional onde não se distingue o constitucionalismo da fé no abracadabra que nos trará o passado de volta… todos eles querendo apenas que os “tempos normais” regressem.

Os “tempos normais” acabaram quando acabou o dinheiro. (adaptação e resumo do Porque não volta Guterres? artigo de Helena Matos no Observador )