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quarta-feira, 6 de maio de 2026

A História tem mau feitio? Duas greves gerais no mesmo ano!

Há coincidências que não são coincidências. São avisos.

Em 1982, Portugal viveu um ano politicamente áspero: duas greves gerais, num país ainda a aprender os modos, os limites e as tensões da democracia constitucional. O Governo era então da Aliança Democrática e o conflito social nascia de um ambiente de austeridade, reformas laborais, compressão salarial e desconfiança entre Governo, sindicatos e trabalhadores.
Quarenta e muitos anos depois, voltamos a ouvir a mesma expressão: duas greves gerais num só ano. 
E a pergunta impõe-se: mudámos assim tanto?

Mudaram os cenários, sem dúvida. Portugal entrou na Europa, a economia terciarizou-se, o emprego tornou-se mais fragmentado, os sindicatos perderam parte da força orgânica que tinham nos anos oitenta, e a contestação passou também para as redes sociais, esse novo terreiro onde todos gritam e poucos escutam.
Mas há coisas que permanecem. Quando uma sociedade chega ao ponto de convocar duas greves gerais no mesmo ano, não estamos perante um simples episódio de mau humor laboral. Estamos perante um sintoma. E, como todos os sintomas, pode ser ignorado — mas não desaparece por ser ignorado.

A greve geral é o grau máximo da contestação social. Não é uma moção de desagrado, nem uma birra sindical, nem uma liturgia revolucionária para entreter nostálgicos. É, ou deve ser, o sinal de que os canais normais de negociação falharam. Quando Governo, sindicatos, empregadores e trabalhadores deixam de encontrar uma linguagem comum, a rua substitui a mesa. E quando a rua substitui a mesa, a política já chegou tarde.

Em 1982, a repetição das greves reflectia uma tensão profunda entre políticas de contenção e direitos que muitos julgavam ameaçados. Hoje, a repetição do fenómeno aponta para algo semelhante: salários que não acompanham a vida real, precariedade, serviços públicos em fadiga, reformas laborais mal explicadas, negociações formais que muitas vezes parecem feitas apenas para cumprir calendário.
A História não se repete mecanicamente, mas tem o péssimo hábito de regressar quando os responsáveis políticos se convencem de que ela já passou de moda.
O problema não está apenas em haver greve. A greve é um direito. Em certos momentos, é também uma necessidade. O problema está em ser preciso chegar duas vezes, no mesmo ano, a essa forma extrema de pressão. Isso significa que alguma coisa correu mal antes: no diagnóstico, na negociação, na comunicação, ou na arrogância de quem governa.
E aqui há responsabilidades repartidas. O Governo deve perceber que governar não é apenas aprovar medidas e depois esperar que a sociedade as engula com resignação. Deve explicar, negociar, corrigir e assumir custos. A transparência não é uma gentileza: é uma condição de legitimidade.

Mas os sindicatos também não podem limitar-se a transformar a força da rua num ritual de contestação. Têm de apresentar propostas verificáveis, metas concretas, alternativas negociáveis. A greve pode abrir a porta; não pode ser a casa inteira.
Duas greves gerais num ano são, portanto, mais do que uma coincidência histórica. São um aviso político. Um sinal de que o país real voltou a desconfiar do país oficial. E quando o país real deixa de acreditar no país oficial, não há conferência de imprensa, comunicado ministerial ou comentário televisivo que resolva o problema.

Em 1982, Portugal ainda estava a testar a solidez da sua democracia. Hoje, devia estar a provar a maturidade dela. Mas talvez seja precisamente aí que a comparação incomoda: depois de tantos anos, tantos governos, tantas promessas e tantas reformas anunciadas, continuamos a descobrir que a distância entre quem decide e quem suporta as decisões continua demasiado grande.

A História, afinal, não é uma velha professora distraída. É antes uma testemunha implacável. E quando se repete, não é por falta de memória dela. É por excesso de esquecimento nosso.
Nota final: 
a greve geral é um direito constitucional e uma ferramenta legítima de pressão social. Mas quando o país precisa de a convocar duas vezes no mesmo ano, talvez seja prudente perguntar menos quem grita na rua e mais quem deixou de ouvir antes.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Tá lá é o inimigo? (ou "O sagrado direito à greve")

O que está a acontecer com a greve dos enfermeiros faz parte da cartilha dos governos populistas, sobretudo quando apoiados por radicais. Num primeiro momento, o discurso é dominado pela promessa. Os governantes não só prometem tudo como acusam os seus antecessores de terem sido incapazes de dialogar e descrispar (era esse o doce tempo em que, por exemplo, o primeiro-ministro se declarava “surpreendido pela polémica” em torno da aplicação das 35 horas de trabalho na função pública).
Num segundo momento passam a fazer um discurso mais cauteloso: é a fase em que, invocando o realismo, os ilusionistas da véspera começam a aludir a cálculos que ficam sempre para amanhã. (Desta passagem do ilusionismo para o realismo procrastinado é particularmente representativa a atitude Marcelo Rebelo de Sousa ao promulgar o diploma das 35 horas na função pública: Presidente da República promulga 35 horas deixando em aberto recurso ao Tribunal Constitucional em caso de aumento real de despesa”. )
Num terceiro momento, os mesmo que gritaram e juraram pela descrispação recorrem a tudo aquilo que condenavam quando eram oposição para reprimir os que não se submetem ao seu discurso e que automaticamente caem no campo do anti-patriotismo e ligação a interesses obscuros, regra geral do sector privado, imperialismo, fascismo… ou o que estiver a dar como facto gerador de indignações fáceis. É nesse momento em que estamos relativamente à greve dos enfermeiros. Para os devidos efeitos já foi convocada essa polícia para todo o serviço dos senhores primeiros-ministros que é a ASAE. Mais se verá nos próximos dias, tudo evidentemente com a conivência e aplauso dos mesmos que andam há anos a jurar pelo sagrado direito à greve.
(in “‘Tá lá é o inimigo?“ por Helena Matos

terça-feira, 21 de abril de 2015

OK! Já percebi quem as promove!

Com o PS no Governo, não haverá mais greves...
...garante o venerando ex-chefe de estado que “quando” o Partido Socialista (PS) vencer as próximas eleições legislativas, fazendo de António Costa primeiro-ministro, “não haverá necessidade de mais greves de comboios ou de quaisquer outros transportes…”

(e também não esqueçí das do tempo em que era a coligação AD que estava no governo.
…mas os putos que andam para ai a botar bitaites ainda “mamavam” ou não eram nascidos!) http://observador.pt/2015/04/21/mario-soares-com-o-ps-no-governo-nao-havera-mais-greves/

segunda-feira, 20 de abril de 2015

a história da TAP... para mais tarde recordar!

É nestas alturas que olhamos para as razões da greve dos pilotos da TAP e ainda mais estupefactos ficamos. Sabemos que é uma greve suicida, pois pode provocar danos irreparáveis na empresa que, apesar de tudo, lhes paga os ordenados. Sabemos também que é uma greve estúpida, pois parece dar todas as razões aos que pedem – como eu peço – a mais célere privatização da empresa, onde os pilotos seriam obrigados a serem, pelo menos, mais responsáveis. É por fim uma greve egoísta, pois recupera um famoso acordo, velho de quase 16 anos, que outorgava aos pilotos direitos, por alturas da programada privatização, de que nunca beneficiariam os restantes trabalhadores da empresa.
Escrever sobre esta greve é um pouco como chover no molhado – já toda a gente se mostrou tão surpreendida como indignada.

O conflito que hoje enfrentamos é, em boa parte, uma herança de uma decisão política tomada em véspera de eleições, e suspeito que só aconteceu para não prejudicar os resultados eleitorais do partido então no governo. Bem sei que não foi caso único na história da nossa democracia, mas como ilustra bem a forma como, muitas vezes, a demagogia trata de condicionar a democracia, tal como ilustra bem a forma como se pode actuar com a maior hipocrisia política, é importante recordá-lo. Porque está esquecido e porque estamos, de novo, num tempo eleitoral.

No dia em que o acordo foi assinado, 10 de Junho de 1999, Portugal estava a três dias de ir às urnas numas eleições europeias. O PS apostara forte, candidatando como cabeça de lista Mário Soares, procurando ganhar balanço para, em Outubro, chegar à maioria absoluta nas legislativas. Havia no ar a ameaça de uma requisição civil (o governo de então, de António Guterres, já tinha decretado uma, em 1997), mas com o acordo tudo se resolveu, tudo se acalmou, o PS ultrapassou os 43% nas Europeias e o vento pareceu ficar de feição para a desejada maioria mas legislativas – a maioria que falharia por um único deputado, levando ao “pântano” que levou ao pedido de demissão do primeiro-ministro dois anos depois.
O acordo, como é óbvio, não foi assinado directamente com o ministro que na altura tutelava a TAP, João Cravinho, mas apenas pelo presidente da empresa, Norberto Pilar, e pelo do sindicato dos pilotos. Passadas as eleições europeias, parece não ter havido pressa em enviar o acordo para o Ministério, pois isso só sucedeu a 29 de Junho. E Cravinho, depois, também deixou passar umas semanas para se pronunciar, pois só fez um despacho a 14 de Julho. Mas isto depois de já ter feito um outro despacho, a 18 de Junho, onde referia, por exemplo: “Apraz-me registar o desenvolvimento do processo negocial em curso, visando a celebração de novo Acordo de Empresa em condições de viabilizar a sustentabilidade da TAP. Nessa perspectiva, considero conveniente o prosseguimento das vias já abertas, incluindo a participação dos trabalhadores no capital social duma transportadora aérea com origem na TAP”. Mais, pois acrescentava detalhes: “o Acordo deve prever a designação pelos trabalhadores de um administrador que não exerça funções executivas”.
Ou seja: ainda antes de receber o texto do acordo, João Cravinho dava força à via negocial que estava em curso e permitira evitar a incómoda greve em tempo de eleições. Mais tarde, a 14 de Julho, reforçaria em novo despacho a orientação anterior, escrevendo muito precisamente: “manifesto a minha concordância quanto à actuação referida no ponto VI da carta de 99.06.29 do Senhor Presidente do Conselho de Administração da TAP”. Era nesse ponto que se dava conta de intenção de preparar o decreto-lei necessário para permitir cumprir o acordo com os pilotos, nele prevendo a famosa cláusula de participação no capital de empresa entre 10% e 20%.
O tempo passou, as eleições foram-se, Cravinho foi substituído no governo por Jorge Coelho, a privatização às mãos da Swissair borregou – e a própria Swissair faliu – e os governantes trataram de esquecer o acordo de 1999. Afinal, já não era preciso para as eleições.
Os pilotos vieram agora recuperá-lo. Aparentemente, só para causar ruído: um parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral de República, de 2012, considera esse acordo “inconstitucional e ilegal”. Repito: não só ilegal, como inconstitucional. Ou seja, não há nenhuma possibilidade de a actual administração ou o actual Governo o considerarem legítimo. É, por isso, uma reivindicação fútil e que os pilotos sabem ser fútil.

(Pequena nota à margem: João Cravinho, que sempre se apresenta como uma espécie de consciência moral da República mas que não só assinou os dois despachos já citados, como não pode ter deixado de dar instruções à administração durante o processo negocial, veio agora dizer que as exigências dos pilotos são um “acto de má-fé e um dolo”, procurando fazer crer que as negociações com os pilotos ocorreram “à sua revelia” e que, para o seu resultado ser válido, era preciso ter submetido o acordo a conselho de ministros, o que nunca aconteceu. Felizmente que podemos ler os despachos que emitiu na altura e, assim, ficar a perceber o grau de desfaçatez com que alguns políticos jogam com a muita falta de memória que hoje há em tantas redacções.)

Não creio que, desta vez, apesar de voltarmos a estar em ano de eleições, se vá ceder aos pilotos. Seria um suicídio político em cima de um suicídio sindical.
Mais: o que acaba de se passar com a abertura dos aeroportos açorianos às companhias low cost – por imposição da União Europeia, sublinhe-se –, mostra-nos bem o que está em causa: o proteccionismo, a inexistência de um mercado aberto, não beneficiou nem os açorianos, nem todos quantos gostariam de visitar os Açores, apenas protegeu os interesses das companhias instaladas e dos seus grupos de pressão internos.

É por tudo isto que esta greve é especialmente imoral: procura arranjar uma forma de todos, sejam passageiros ou contribuintes, pagarem privilégios de quem já é especialmente privilegiado: os pilotos. É obsceno, para me ficar por aqui. (artigo de opinião de José Manuel Fernandes no Observador)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

piedosos samaritanos!

piedosos samaritanos!
os “trabalhadores” dos transportes públicos fazem greve para defender a qualidade do serviço que prestam à comunidade,
os professores fazem greve para defender o ensino público,
os médicos fazem greve para defender os pacientes e até
os pilotos fazem greve para defender a segurança dos passageiros.

Portugal é uma borrasca de piedosos samaritanos, cheios de vontade de oferecer as suas vidas e o seu trabalho pelo bem da pátria.
ps: o seu a seu dono:
ocomentário acima é do leitor Baptista da Silva ao post “Uma boa razão para privatizar urgentemente o Metro e a Carris“)

sábado, 1 de junho de 2013

uma Geral...às pinguinhas?


…e pronto! Lá vem mais uma Greve Geral! Da função pública, isto é, dos transportes públicos, claro, porque nos dias que correm são cada vez menos os que aderem às ainda chamadas organizações representativas dos trabalhadores e, os que antes aderiram, com fé e esperança, hoje estão reformados ou defuntos.
Greve Geral? De um dia? Para derrubar o “triunvirato do psd-pp-тройка”!
Estão a gozar comigo!
Tenham coragem, avancem com uma Geral “à séria”, de dias, de muitos dias, até que “eles” caiam, e, aí sim, contam comigo e com muitos outros, talvez com a maioria!
Geral de um dia?
Vão-se lixar, ou vão ao urologista e tratem-se, que isto de greves “às pinguinhas” deve ser um problema de bexiga. Até lá, greves, arruadas, convenções da unicidade e manifs, só servem para enganar “idiotas úteis”, dar “bonecos” para “jornais” e aumentar os “shares” das tv’s.
Vamos sim,
para uma Greve Geral que só termine quando o governo e os seus tutores perceberem que nos estão a destruir como cultura e como povo, únicos em quase nove séculos de história, e que se é para nos acabar, preferimos que o seja como as arvores: de pé!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

juros a acrescentar ao empréstimo...todos a baixar

O PSI 20 fechou a recuar 0,44%, para 6063,45 pontos.
O número de crianças e jovens que recebe abono de família subiu em Abril, situando-se nos 1.174.040 beneficiários, mais 1.211 do que em março (0,17%).
Mais de 1.900 pessoas perderam o direito ao Rendimento Social de Inserção, em Abril, face ao mês de Março, situando-se nos 272.977 beneficiários.
O Metropolitano de Lisboa estará encerrado no dia 30 de maio devido a uma greve de 24 horas.
O Porto de Leixões alcançou em Abril um novo máximo mensal no movimento de mercadorias, com mais de 1,7 milhões de toneladas movimentadas, mais 30% do que no mesmo mês de 2012.
420 mil pessoas recebiam prestações de desemprego em Abril mais 1.517 pessoas que em Março.
Um total de 228 empresas em Portugal estavam em situação de "lay off" em Abril, um decréscimo face às 236 entidades nessa situação em Março.
As exportações para Marrocos, face a igual período de 2012, cresceram 19,7% no primeiro trimestre deste ano, para 173,5 milhões de euros. As importações recuaram 17,7% para 27,8 milhões de euros, o que representa um saldo da balança comercial favorável para Portugal em 145,7 milhões.
As exportações do sector de mobiliário e colchoaria aumentaram 5% no 1.º trimestre, face ao mesmo período de 2012, ultrapassando os 276 milhões de euros de vendas para 112 mercados.
O Instituto Irlandês de Investigações Sociais e Económicas subiu as previsões de crescimento do PIB da Irlanda para 1,8% em 2013.
O défice público espanhol alcançou os 14.896 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, o equivalente a 1,42% do PIB.
O euro segue a valorizar ligeiramente face ao dólar, mas ainda a negociar abaixo dos 1,30 dolares.

quinta-feira, 7 de março de 2013

uma greve para TV ver...

A Fectrans convocou uma greve para hoje mas das 570 ligações previstas apenas não se realizaram 16.
A CARRIS dispõe de 2.501 colaboradores de 2010, sendo 1.682 Motoristas e 154 Guarda-Freios e 150 elementos do Controlo de Tráfego…
 
Mais uma boa altura para que as estruturas sindicais, e os seus eternos dirigentes, percebam que “está na hora de mudar” ou, em breve, os trabalhadores perderão “a arma” que a revolução lhes tinha devolvido.

segunda-feira, 4 de março de 2013

juros a acrescentar à divida...

O PSI 20 fechou a cair 0,44%, para 5912,45 pontos, na quinta sessão consecutiva de desvalorização.
Contrariando as suas previsões anteriores os peritos da UTAO calculam que o défice de 2012 tenha ficado em 4,9% - ligeiramente abaixo da meta de 5% exigida pela ‘тройка '.
Os juros da dívida soberana de Portugal estavam hoje a subir face ao fecho de sexta-feira (?).
Os oitos sindicatos representativos dos trabalhadores da TAP entregaram esta manhã o pré-aviso de greve, para os dias 21, 22 e 23 de Março.
Em Janeiro o índice de preços da produção industrial em Portugal aumentou 1,9% relativamente ao mesmo mês de 2012.
As seguradoras que actuam no mercado português fecharam o ano passado com 8,7 mil milhões de euros em títulos de dívida pública portuguesa.
Os ministros das Finanças da Zona Euro vão começaram a discutir os pedidos de Portugal e Irlanda para terem mais tempo para pagar os empréstimos concedidos.
As taxas Euribor voltaram a descer em todos os prazos pelo décimo segundo dia consecutivo.
Os juros da dívida soberana de Itália, Espanha e Grécia estiveram a subir face ao fecho de sexta-feira.
Os chefes da missão da 'тройка' exigem ao Governo grego um plano detalhado sobre a redução de 25.000 empregos no sector público até ao final do ano.
A Letónia assinou hoje o pedido oficial de adesão ao euro.
A Suíça está prestes a aprovar uma das leis mais restritivas em termos mundiais no que toca ao pagamento dos executivos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

juros a acrescentar ao empréstimo...


O PSI20 fechou a perder 0,71% para 6.126,19 pontos.
O Estado deverá receber 700 milhões de euros até ao final deste ano relativos aos juros dos instrumentos que subscreveu para aumentar o capital dos bancos portugueses.
A France Telecom e a Sonae chegaram a acordo para a venda da posição de 20% que o grupo de telecomunicações francês detém na Sonaecom.
O índice de custo do trabalho em Portugal, corrigido dos dias úteis, baixou 14,9% no 4º trimestre de 2012.
Os preços da gasolina e do gasóleo vão subir até 1,5 cêntimos na próxima semana.
Os sindicatos do sector ferroviário agendaram uma greve para 06 de Março na CP e na CP Carga e na REFER para o dia seguinte.
Os preços dos serviços dos CTT vão aumentar, em média, 2,9% a partir de Abril.
A OCDE voltou hoje a recomendar ao Governo português a redução das indemnizações por cessação do contrato de trabalho e o fim das portarias de extensão.
O Governo espanhol aprovou o anteprojecto de lei de reforma da administração local que poderá representar poupanças de mais de 7600 milhões de euros até 2015.
A greve dos trabalhadores da Iberia, que começa na segunda-feira, vai obrigar ao cancelamento de mais de 1.200 voos das companhias áreas do grupo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

juros a acrescentar ao empréstimo...


O PSI20 fechou a subir 0,17% para 6 160,54 pontos reforçando os máximos de há 16 meses e valorizando já quase 9% desde o início do ano.
A percepção de risco dos investidores para com Portugal continua a aliviar no mercado secundário, assim a ‘yield' associada às obrigações do Tesouro português a 10 anos descia hoje para 6,197%, um mínimo de Dezembro de 2010, cada vez mais longe do máximo de 18,2% atingido no início do ano passado. Na maturidade mais curta, a dois anos, a taxa de juro baixava para 3,461%.
As novas regras do trabalho portuário foram hoje publicadas em Diário da República e entram em vigor a 1 de Fevereiro.
O Metropolitano de Lisboa efectua, na terça-feira, mais uma greve parcial entre as 06:30 e as 10:30.
O Governo divulgou ao início da noite as tabelas de retenção na fonte de IRS para 2013.
As taxas Euribor estiveram hoje a subir nos principais prazos.
A TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde) está a negociar ligações entre o aeroporto de Beja e a Ilha do Sal.
O euro segue a negociar em terreno positivo ao valorizar 0,20% para 1,3370 dólares.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Uma greve justa!


A primeira nãotícia que li neste inicio de ano tinha a excelente manchete:
Funcionários da administração local iniciam hoje greve ao trabalho extraordinário por tempo indeterminado” SYP // ROC.
Uma greve ao “trabalho extraordinário”, isto é, àquele que está para além do contratado. Estão cheios de razão os trabalhadores!
De onde é que saíram estes “gestores” que, com o desemprego a disparar e havendo mais trabalho que trabalhadores para o executar, em vez de empregar, prolonga o tempo de trabalho?
 
Senhores autarcas armados em gestores, aceitem a reivindicação e comecem desde já a diminuir as estatísticas do desemprego.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

regressa a estiva ao Porto de Lisboa


O Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul decidiu terminar com a greve que abrangia os portos de Lisboa, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz, que estava marcada até dia 7 e já com pré-aviso até 14 de Janeiro.
Os estivadores estavam em sucessivas greves desde Agosto contra o novo regime do trabalho portuário, aprovado a 7 de Dezembro na Assembleia da República.

Os operadores têm "dúvidas de que algumas linhas voltem a Lisboa", depois de devido à greve parte das cargas terem sido desviadas para os portos de Sines e Leixões.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

estiva de Lisboa a caminho da falência?


A Associação-Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa (A-ETPL) vai avançar com despedimentos de trabalhadores portuários, na sequência dos prejuízos causados pelas greves contínuas dos estivadores desde 14 de Agosto.
 
A A-ETPL é a empresa criada para requisitar os trabalhadores para as operações portuárias dos concessionários de terminais do porto de Lisboa, com o seu défice operacional a ascender a 1,36 milhões de euros no ano em curso, alerta para a situação de ruptura financeira em que se encontra e relembra que, se não se proceder a uma redução dos custos laborais, a empresa pode entrar em situação de insolvência, como já sucedeu com a sua congénere do Porto de Aveiro.
 
e agora?

juros a acrescentar ao empréstimo…

O Psi20 fechou, pela oitava sessão consecutiva, a subir 0,27% para os 5.746,47 pontos.
Os juros da dívida soberana portuguesa a 10 anos mantêm-se a negociar hoje abaixo dos 7%, a níveis de Fevereiro de 2011, que determinaram o pedido de resgate e a vinda da “tróica”.
A dois anos, os juros seguem a cair para os 3,344%, abaixo dos 3,426% de terça-feira, no valor mais baixo desde Novembro de 2010.
A 5 anos, os juros seguiam a negociar nos 5,109%, 0,026% acima dos de quarta-feira.
A dívida pública de Portugal chegou aos 120,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em Setembro.
O Governo aprovou o decreto-lei que determina o pagamento em duodécimos do subsídio de Natal dos pensionistas em 2013.
O Governo anunciou hoje que decidiu recusar a proposta de compra do grupo Synergy para a TAP, o único concorrente à privatização da companhia porque a empresa não deu "as garantias adequadas". A obrigação de venda consta do ponto 3.30 do Memorando de Entendimento que o governo “Sócrates” negociou e assinou com a “tróica” em Maio do ano passado.
A ministra das Pescas, Assunção Cristas, anunciou hoje um aumento global das quotas de pesca de 2,5 por cento para 2013.
Segundo o INE os agregados familiares em Portugal tinham em 2011 um saldo médio anual (entre rendimento liquido e despesas) de cerca de 3.400 euros.
O crédito ao consumo concedido pela banca portuguesa aos particulares continuou a diminuir em Outubro.
O crédito concedido pela banca às empresas voltou a encolher em Outubro, pelo 14.º mês consecutivo.
A maioria dos comboios deve ser suprimida na terça-feira, dia feriado em que se comemora o Natal devido a mais uma greve.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

sindicato do sul marginaliza Leixões


O Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul vai prolongar a greve entre 31 de Dezembro e 07 de Janeiro, mas desta vez “abster-se-ão de prestar quaisquer funções ou serviços que tenham por objecto a movimentação de cargas que, por via marítima, ferroviária ou rodoviária, provenham do Porto de Leixões ou que se destinem a esse porto”.
 
O Porto de Leixões deverá atingir nos próximos dias o recorde de carga movimentada num só ano, um total de 600 mil unidades enquanto a greve dos estivadores no Porto de Lisboa levou a uma quebra de 61% no movimento de contentores, entre Outubro e Novembro.
 
O Porto de Leixões, que não aderiu à greve, tem sido procurado como alternativa e, registando um forte aumento do movimento, é agora marginalizado pelos estivadores do sindicato sulista.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

juros a acrescentar ao empréstimo… a diminuir (e a contrariar comentadeiros!)


O PSI 20 encerrou a valorizar 0,90%, para 5561,47 pontos.
Os juros da dívida portuguesa negociaram-se nos 3,819% a dois anos, descendo dos 3,905% de terça-feira, a cinco anos situaram-se nos 5,911%, abaixo dos 5,946% do dia anterior e a dez anos recuaram dos 7,477% para os 7,455% negociados hoje à mesma hora.
Segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental que apoia os nossos deputados, as necessidades de financiamento de Portugal para amortizar a dívida pública nos próximos 12 meses vão ascender a 29 100 milhões de euros.
O programa da тройка começará a produzir resultados em termos de crescimento económico a partir da segunda metade de 2013 afirma o chefe de missão para Portugal dos técnicos do Fundo Monetário Internacional.
A dívida pública portuguesa, que em 2005 rondava os 57%, deverá chegar aos 119,1% do PIB este ano e aos 123,7% em 2013.
O CDS-PP vai apresentar uma iniciativa no parlamento que recomenda a redução entre 33 e 50% dos carros ao serviço dos titulares de cargos políticos.
Em tempo de crise os portugueses compraram 1,13 milhões de telemóveis no terceiro trimestre deste ano, uma queda de 18% face ao mesmo período do ano passado.
A poupança das famílias caiu pelo quarto mês consecutivo em Novembro embora, em percentagem do PIB, continue acima da média.
A taxa de inflação em Portugal desacelerou em Novembro para 1,9% em termos homólogos, a mais baixa desde Junho de 2010.
A despesa oficial da ADSE é de 560 milhões dos quais 221,5 milhões vêm do Estado, resultando daí um deficit de 337,8 milhões de euros.
A produção industrial entre os países que partilham a moeda única, em Outubro, caiu 3,6% face ao período homólogo de 2011.
Entre Setembro e Outubro a produção das fábricas nacionais cresceu 4,8%.
A administração do Porto de Lisboa responsabilizou hoje a greve dos estivadores pela quebra de 61% na actividade deste porto em Novembro, em relação ao mesmo mês de 2011.
Apesar da anunciada demissão do Monti, na Espanha e Itália os juros negociavam-se no mercado secundário a cair em todas as maturidades e até na intervencionada Grécia aliviavam na maturidade dos 10 anos para os 12.547%.
O Tesouro italiano colocou 6,5 mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a um ano, a um juro de 1,456% contra os 1,762% observados em Novembro.
O governador do banco central helénico diz que a economia do país só regressará ao crescimento em 2014 e registará este ano uma contracção de 6%.
O Parlamento Europeu aprovou o orçamento da União Europeia para 2013.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

juros a acrescentar ao empréstimo.


O PSI20 encerrou a valorizar 1,76% para 5371,70 pontos.
As exportações portuguesas de mobiliário e colchoaria aumentaram 6,2% até Setembro, face ao mesmo período de 2011.
Os efeitos que a greve dos estivadores provocam sobre a actividade dos portos portugueses poderá levar os operadores a reduzirem o quadro de pessoal.
O governo irlandês anunciou hoje um novo orçamento de austeridade, com cortes em apoios sociais e aumentos de impostos.
O governo britânico reviu em baixa as previsões para a economia em 2012, que agora estima que terminará em recessão, com uma contração de - 0,1%, contra o crescimento de 0,8% previsto em Março.
A Finlândia encontra-se em recessão técnica, após duas quedas trimestrais consecutivas, estando com um recuo de 1,2% do seu PIB relativamente ao mesmo período de 2011.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

juros a acrescentar à divida...


O PSI20 fechou a ganhar 0,48% para 5.271,77 pontos.
O PIB em volume apresentou uma taxa de variação homóloga de -3,4% no terceiro trimestre de 2012.
A queda do consumo privado e investimento acentuou-se em Setembro, face ao período homólogo.
A greve nos portos que decorre desde Setembro está a afectar as exportações para fora do espaço da União Europeia, diz o INE.
A taxa adicional de 5% no IRS que o Governo pretende que seja aplicada em 2013 vai atingir 3.561 famílias com rendimentos colectáveis acima de 250 mil euros.
O Fundo Monetário Internacional considera que Portugal terá de "racionalizar mais" os salários e o emprego na Função Pública, e reformar mais ainda pensões e prestações sociais.
O vice-presidente da Comissão Europeia afirma que o ajustamento da economia portuguesa tem continuado, apesar das dificuldades provenientes do ambiente externo.
Dívida pública atinge 120% do PIB já este ano e só começa a descer para o próximo.
A verba de 432 M€ inscrita no Orçamento Rectificativo não foi autorizada pelo triunvirato porque o ‘stock’ de dívida vencida voltou a crescer este ano.
Melhorias nas condições de crédito, por corte de juros à Grécia, podem compensar e até beneficiar Portugal e Irlanda.
O Número de trabalhadores com remunerações em atraso subiu 134% face ao ano passado.
Um aluno que frequente uma escola pública, do básico ao secundário, em média, vai custar aos contribuintes 4.011 euros, por ano.
A dívida oficial dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa a Portugal aumentou 34% em 2011 face a 2010, atingindo 2.516 milhões de euros.
A agência Moody's não acredita no plano de crescimento de Hollande e baixou num nível a nota da dívida de França, de Aaa para Aa1, com perspectiva negativa.