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quinta-feira, 13 de maio de 2010

postura de quê?

Fruto de uma imensa Campanha de Promoção, têm aparecido, por tudo quanto é comunicante, loas á postura de estadista do actual Presidente do PPD/PSD. Acredito na boa-fé do economista mas não deixo esquecer que, em simultaneidade com a propaganda do Partido Socialista, tudo fez para derrubar a anterior líder que sempre falou a verdade que muitos não quiseram ouvir. Talvez por isso, e agregando-me á teoria da conspiração, seja levado a pensar numa acção concertada que levou á saída da Profª Manuela Ferreira Leite. A história mo irá confirmar ou, admito, desmentir. Chamar postura de estadista a encontros a sós com o ainda primeiro-ministro é forçar teclas que, obviamente, irão produzir sons roufenhos de aprendiz de tocador. Teria, isso sim, direito àquela postura se se envolvesse na governação, porque isto, de não fazer nada e não sair de cima, tem nome, mas a idade e a decência impedem-me de o escrever. Bem sei que os cursinhos das novas oportunidades não ensinam história. Aquela que um dia levou Mota Pinto a uma impensável aliança. Aquela, em que todos colaborámos, até o chefe do governo da altura que, um dia, se viu impedido de comprar uma gravata porque o Orçamento do Estado não a comportava…

sexta-feira, 26 de março de 2010

Como desconstruir um Partido

Manuela Ferreira Leite saiu, por uma porta ao seu tamanho, anibalisticamente clamando "Ainda sou presidente do partido e defendo a abstenção." Na sua andança partidária andou quase dois anos, servindo um presidente que não nos serve ou ao serviço de quem se serve. Colocou o reformador Partido Social Democrata em risco de se finar como um gestor de autarquias e sofrer uma OPA dos Populares. Vem aí um novo presidente eleito mais como imagem de marketing que por feitos conhecidos ao serviço do país ou do partido. Diz-se que será mais um presidente…“de passagem”. Espera-se que, enquanto o for, não sirva quem se serve e, comprovadamente, já não nos serve.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Quatro anos de Bloco Central ?

A direcção do PSD quer negociar, mais do que um Orçamento, um plano a quatro anos para as contas públicas As ideias-chave para essas negociações deverão ser apresentados na carta de resposta a Jorge Lacão que está a ser preparada pelo líder parlamentar do PSD. DN O "finca-pé" de Ferreira Leite em ficar presidente até á votação do Orçamento, somado á sua conhecida amizade pessoal, profissional e politica com A.Cavaco Silva, levam-me a meditar sobre a origem da proposta que o PSD agora apresenta ao Governo... Ai, "salvação nacional" a quanto nos obrigas!

Governo não aumenta impostos sobre mais-valias na bolsa

O Governo não deverá incluir no Orçamento do Estado para 2010 qualquer medida no sentido de aumentar a carga fiscal sobre os lucros conseguidos com a venda de acções. A notícia é avançada pelo “Diário Económico”, recordando que o Programa de Governo do PS previa aproximação das taxas ao que é praticado na maioria dos países da OCDE. J N Online

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

as cavacais vitimas... até agora!

Em 1995, num cenário de muito provável derrota do PSD, Cavaco Silva não deu o mais pequeno sinal de apoio a Fernando Nogueira, que tinha sido o seu “número dois” durante anos. O actual chefe de Estado acabou mesmo por lhe “tirar o tapete”, quando a poucos dias das eleições o desmentiu: Nogueira tinha dito que Cavaco Silva já tinha tomado uma decisão sobre a candidatura às presidenciais do ano seguinte e lhe tinha comunicado. Horas depois, Cavaco disse aos jornalistas que não tinha dito nada a ninguém. Em 2005, mais uma vez Cavaco não só não se quis comprometer como fez questão de mostrar as distâncias para com Pedro Santana Lopes. Primeiro, com um artigo publicado no Expresso, em que falava da necessidade de “expulsar a má moeda”. Depois, já com Santana demitido e as eleições convocadas, Cavaco exigiu que a sua cara não figurasse num cartaz eleitoral com os ex-líderes do PSD e, ao longo de toda a campanha para as legislativas, nunca esclareceu sequer se iria votar no partido de sempre. RR Em 2009, ...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

audiência record em "Gato Fedorento"

A esta hora soaram berros e guinchos. Assessores e publicitários estão a ser insultados... e o animal feroz colocou as garras de fora. Amanhã aparecerão novas noticias sobre o mau porte da "outra senhora" e dos seus correligionários. Perdeu-se a "chama". Os sucessores já estão colocados na linha de partida. ler aqui ou, ainda melhor, aqui
confesso que não contribui para os 44,9 por cento de share e os 1,7 milhões de espectadores... nem vi o jogo com o FCP

terça-feira, 15 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

'Há medo e retaliações' no País"

Manuela Ferreira Leite, considera preocupante os sintomas de falta de liberdade em Portugal Continental e explicitou-os no frente-a-frente com o líder do PCP, transmitido esta quarta-feira na TVI. “Há retaliações sobre pessoas que participam em reuniões do PSD. Há um Procurador Geral da República que admite que possa estar a ser escutado”. Jerónimo de Sousa falou de “sinais preocupantes” no funcionamento livre da democracia, mas recusou uma visão generalizada de desconfiança e medo: “Existem condicionantes, mas não um sentimento geral de medo”. CM aguardam-se muitos porta-voz, ainda mais desmentidos e lindas tiradas sobre o "bailinho da Madeira"... mas o interessante é que MFL, pé ante pé e com um seráfico sorriso, está a marcar a agenda eleitoral do partido ainda governo que nada aprendeu com os americanos de BHObama.

sábado, 29 de agosto de 2009

duas "donas de casa"

A líder do PSD desloca-se a Berlim na próxima sexta-feira para se reunir com a chanceler alemã Angela Merkel. Ferreira Leite cumpre assim o encontro a que faltou antes das eleições europeias.
um pouco de história: a líder do PSD solicitou ao vice-presidente do Partido Popular Europeu a realização deste encontro em Junho. Durão Barroso deu uma ajuda e chegou a interceder para garantir a reunião com Merkel. A três dias do encontro, Ferreira Leite cancelou-o, deixando Durão Barroso bastante irritado. Paulo Rangel também não escondeu o seu desagrado. O responsável pela decisão de cancelamento foi José Luís Arnaut, presidente da Comissão de Relações Internacionais do PSD, que não gostou de se ver excluído desse encontro e manifestou o seu desagrado junto da líder do partido. Sol estes "barões" são inacreditáveis e conseguem ser uma preciosa ajuda para o artigo de opinião que o venerando ex-candidato e ex-presidente irá apresentar num oficioso da nossa praça.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"uma dona de casa" ?

"Mário Soares diz que a entrevista da líder do PSD à RTP1 na semana passada foi “de uma banalidade que, algumas vezes, roçou o patético” e constitui “uma profunda decepção”. DN considerando a notavél capacidade que o ex-candidato a PR e a PPE tem em caracterizar as suas "adversárias", MFL deve estar a ir no bom caminho. o que não consigo perceber é o que o lúcido ex-candidato tem contra as mulheres... mas porventura Freud terá alguma explicação para esta ginecofobia.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tribunais Melhorados ou apenas publicidade?

"O secretário de Estado adjunto e da Justiça, José Conde Rodrigues, rejeitou hoje as críticas da líder do PSD à intervenção do Governo nos tribunais, contrapondo que foram melhoradas 'dezenas de instalações' durante a legislatura. Falando aos jornalistas no Ministério da Justiça, em Lisboa, Conde Rodrigues afirmou que só este ano a verba para melhoramento e construção de novas tribunais atingiu '213 milhões de euros'. 'Nós trabalhamos com os tribunais todos os meses e todos os dias, estranhamos que só ao fim de quatro anos e quatro meses o PSD se tenha lembrado de visitar um tribunal', declarou." JN até os "ajudantes de ministro", como um antigo primeiro os cognominou, já "botam" palavra para responder á lider da oposição...onde é que pára o ministro?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

dos Fogos e da Porca

O Primeiro de Julho iniciou a Época dos Oficial dos Fogos: na nossa cada vez mais pequena floresta e, este ano, na nossa degradada Porca.
A área ardida nos primeiros meses deste ano é superior ao período homólogo de todos os últimos dez anos e superior á que ficou em cinzas todo o ano passado. O ministro já garantiu hoje que estão disponíveis "os meios necessários" para combater os incêndios florestais e justificou o número de fogos com as condições climatéricas e queimadas ilegais...
A arena politica iniciou-se com a terrível acção da Dra. Manuela, lá pelos meios dos anos cinquenta do século passado, que arrancou um braço a uma boneca de cartão e há meia dúzia de anos atrás cometeu o terrível crime de ser ministra e vender os fios de cobre dos telefones nacionais.
O porta-voz já garantiu que nos dará noticia de mais “crimes” que vão desde o roubo da chucha ao mano até ao mar profundo dos submarinos do colega que fazia muita fotocópias… Bem Vindos ao Verão Quente de 2009!

terça-feira, 28 de abril de 2009

uma entrevista interessante!

Manuela Ferreira Leite, reafirmou a sua recusa sobre um Governo do Bloco Central, na sequência de uma notícia da SIC-Notícias sobre a entrevista a Mário Crespo e na qual a presidente social-democrata admitia acordos com o PS:“É uma interpretação abusiva porque como é sabido sempre recusei a hipótese de um governo de Bloco Central”, declarou à agência Lusa. Na entrevista, questionada sobre o cenário em que se sentiria mais confortável, aliança do PSD com o CDS-PP ou se num novo Bloco Centra, respondeu: “Eu sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que acredite, numa conjugação de interesses, no sentido do país, que sejam coincidentes... Se perceber que o objectivo país não é aquele que está no centro das atenções então com dificuldade existe um Governo que possa contribuir para melhorar o país”, mas afirmou não negar a colaboração se for necessária uma mudança...
Sobre o processo Freeport, comparou-o ao TGV para deixar um recado ao primeiro-ministro: “Há uma lição que o primeiro-ministro não tirou: nas vésperas de eleições não se tomam decisões polémicas... Em vésperas de eleições tomam-se decisões rápidas, sem grandes estudos, sem grandes fundamentos e daí nascem suspeitas, e o primeiro-ministro, que se sente vítima dessa acusação, está a querer cair rigorosamente no mesmo erro quando, a meia dúzia de meses das eleições, quer tomar decisões poderosíssimas em relação ao país, nomeadamente o TGV e o aeroporto”.
Como explicação para a defesa que o Governo faz das grandes obras públicas, Ferreira Leite considera que “há interesses de grupos muito fortes” e apontou o que faria se hoje fosse primeira-ministra: “Punha-lhes uma moratória”.
Em relação aos apoios sociais que têm vindo a ser anunciados pelo Governo diz recear que provenham da Segurança Social e quanto á escolaridade obrigatória até aos 18 anos não lhe oferece dúvidas: “a medida não tem hipóteses de ser executada”. Ferreira Leite garantiu que não consultará o partido se perder as eleições europeias: “Se as perder, perdi-as, não é? Vou fazer por ganhar. Se as perder, perdi”. Publico 27.04.2009 - 21h21 o ministro que tutela os média considerou que o facto de Ferreira Leite ter esclarecido que recusa um Bloco Central depois de ter dito que está disponível para qualquer entendimento pós-eleitoral mostra a falta de rumo da actual liderança do PSD...
Fico a pensar o que é que ele diria se MFL dissesse que aceitava o Bloco Central...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

MFL recusa Governo de Bloco Central

Ferreira Leite reafirma recusa sobre Governo de Bloco Central 27.04.2009 - 21h21 Sofia Rodrigues A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, veio hoje reafirmar a sua recusa sobre um Governo do Bloco Central, na sequência de uma notícia da SIC-Notícias sobre a entrevista a Mário Crespo e na qual a presidente social-democrata admitia acordos com o PS.“É uma interpretação abusiva porque como é sabido sempre recusei a hipótese de um governo de Bloco Central”, declarou à agência Lusa a presidente do PSD. Na entrevista à SIC, gravada hoje à tarde, Manuela Ferreira Leite foi questionada sobre o cenário em que se sentiria mais confortável, se numa aliança do PSD com o CDS-PP ou se num novo Bloco Central com o PS. “Eu sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que acredite numa conjugação de interesses no sentido do país que sejam coincidentes”, disse. “Se perceber que o objectivo país não é aquele que está no centro das atenções então com dificuldade existe um Governo que possa contribuir para melhorar o país”, acrescentou. Já em momentos antes, questionada sobre o contributo que poderia dar em termos de solução para o Governo, Ferreira Leite disse não negar a colaboração se for necessária uma mudança. “Se não for ou se eu vir que há casamentos que estão muito bonitos no anúncio mas na realidade não funcionam então com certeza que não”, afirmou. Ainda antes da transmissão da entrevista, a SIC Notícias avançava que a líder do PSD estava disponível para acordos com o PS, o que veio a ser contrariado por Ferreira Leite. Questionada sobre o processo Freeport, a líder do PSD comparou o caso ao TGV para deixar um recado ao primeiro-ministro. “Há uma lição que o primeiro-ministro não tirou: nas vésperas de eleições não se tomam decisões polémicas”, disse, referindo-se ao TGV e às grandes obras públicas que dominaram boa parte da entrevista. “Em vésperas de eleições tomam-se decisões rápidas, sem grandes estudos, sem grandes fundamentos e daí nascem suspeitas. E o primeiro-ministro, que se sente vítima dessa acusação, está a querer cair rigorosamente no mesmo erro quando, a meia dúzia de meses das eleições, quer tomar decisões poderosíssimas em relação ao país, nomeadamente o TGV e o aeroporto”, sublinhou. Como explicação para a defesa que o Governo faz das grandes obras públicas, Ferreira Leite considera que “há interesses de grupos muito fortes” nessa área. Em contrapartida ao calendário definido pelo Governo para os grandes investimentos públicos, Ferreira Leite defendeu a recuperação da linha ferroviária nacional e questionou os efeitos do novo aeroporto na TAP. E apontou o que faria se hoje fosse primeira-ministra: “Punha-lhes uma moratória”. Em relação aos apoios sociais que têm vindo a ser anunciados pelo Governo, Ferreira Leite quer explicações sobre a origem do dinheiro e diz recear que provenha da Segurança Social. Já a escolaridade obrigatória até aos 18 anos não lhe oferece dúvidas: “a medida não tem hipóteses de ser executada”. Nas questões internas do PSD, Ferreira Leite garantiu que não consultará o partido se perder as eleições europeias, tal como acontecerá com outros líderes partidários se saírem derrotados a 7 de Junho. “Se as perder, perdi-as, não é? Vou fazer por ganhar. Se as perder, perdi”, respondeu. PUBLICO.PT