segunda-feira, 30 de março de 2026
O que o PS ainda não percebeu — e talvez já não consiga perceber!
domingo, 15 de março de 2026
a ilusão dos triunviratos
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Um Partido de perder!
- · um PS centrista, europeu, social-democrata no sentido clássico; e
- · um PS de frente popular, refém da agenda da esquerda radical.
- · perda de identidade ideológica;
- · alianças tácticas transformadas em dependências estruturais;
- · eleitorado tradicional desmobilizado; e
- · emergência de partidos “homónimos” - uns mais radicais, outros mais tecnocráticos - que acabam por dividir, fundir ou substituir o original.
domingo, 30 de novembro de 2025
“Portugal e Espanha: Duas Margens, Um Mesmo Pântano”
- Surge a denúncia.
- O Governo nega.
- Um assessor diz que não sabe.
- Alguém confirma sem querer.
- Outro nega outra vez.
- A imprensa amiga tenta abafar.
- O público assiste, incrédulo.
- O partido mantém-se firme - até ser impossível manter-se firme.
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terça-feira, 14 de outubro de 2025
Quanto valerá a sede do Largo do Rato?
sábado, 6 de setembro de 2025
a tenebrosa máquina de propaganda do Partido Socialista!
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
O fim da esquerda tradicional e o “efeito bumerangue” mediático
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
O PS português e o caminho francês: coligações à beira do abismo
sexta-feira, 18 de julho de 2025
A Esquerda Que Se Afoga na Piscina da História
terça-feira, 27 de maio de 2025
O pior cego!
domingo, 25 de maio de 2025
PS e AD: a pressa do centrão que atropela o voto popular
A 18 de Maio, os eleitores portugueses enviaram um segundo recado claro às forças políticas. O veredicto das urnas foi severo para o Partido Socialista (PS), que sofreu uma das piores derrotas da sua história recente, e consagrou a coligação de centro-direita Aliança Democrática (AD) como vencedora, pela segunda vez embora minoritária . Num cenário político fragmentado — com o partido CHEGA a conseguir um resultado histórico ultrapassando em deputados ao PS — esperava-se que os principais partidos fizessem uma pausa para reflectir. De facto, nas horas seguintes ao desaire, vários dirigentes socialistas falaram da necessidade de «reflexão profunda, lúcida e fria». Porém, na prática, essa reflexão ficou pelo caminho. O PS optou pela pressa, saltando «directo para os braços do primeiro candidato» disponível para a liderança, sem debate interno significativo. Assim, menos de uma semana após a derrota, o PS já tinha um novo líder oficioso e braços abertos à colaboração com a AD — um movimento que, na perspectiva de muitos, ignora a vontade popular expressa nas urnas.
Essa rapidez em alinhar com a força vencedora levanta
suspeitas justificadas. Afinal, não terá o eleitorado votado por uma mudança
de rumo? Em vez de autocrítica, o PS apressou-se a garantir status quo
e manutenção de poder nos bastidores, indicando disponibilidade imediata
para viabilizar o Governo alheio. Ao fugir à introspecção pós-eleitoral
e concentrar-se em arranjos rápidos, o partido acaba por desrespeitar os
eleitores — tanto os que o castigaram como os que nele confiaram esperando
oposição firme às políticas de direita.
O «centrão» ressuscitado e a pluralidade ignorada
Por detrás desta aproximação expedita entre PS e AD está a velha tentação do centrão: um entendimento confortável entre os grandes partidos, à revelia da diversidade de escolhas feitas pelos eleitores. Francisco Assis, por exemplo, defendeu que «PS e AD têm de dialogar para garantir estabilidade. Fernando Medina insistiu que os socialistas devem viabilizar a entrada em funções do novo Executivo, impondo apenas condições mínimas. Instalou-se, pois, no Largo do Rato, a doutrina de privilegiar acordos de bastidores, apresentando-os como «sentido de responsabilidade».
O problema é que estes consensos artificiais no topo
representam um pacto dos derrotados e vencedores para manterem o jogo entre si,
ignorando a pluralidade do voto popular. Forçar agora um entendimento
PS-AD — que não foi sufragado explicitamente — arrisca trair o espírito de
protesto e mudança. A vontade popular torna-se secundária quando as
cúpulas decretam que «o povo não sabe o que quer» e que o melhor é os do
costume entenderem-se uns com os outros.
Importa lembrar que a democracia portuguesa vive hoje de uma
crescente diversidade de opiniões. Ignorar essa diversidade pode ser
perigoso. Ao reagrupar-se num centrão formal, PS e AD enviam o sinal
de que pouco mudou. Não surpreende que André Ventura denuncie esse bloco
central e colha dividendos do descontentamento anti-sistema É exactamente este o risco: ao
atropelar o voto popular e isolar vozes emergentes, PS e AD podem estar a
alimentar o monstro que dizem querer conter. Miguel Prata Roque já classificou
estes arranjos como «consensos balofos» — verdadeiras mordaças ao
debate interno e externo.
Liderança entregue de bandeja: JLCarneiro e a sobrevivência do PS
A forma como José Luís Carneiro foi guindado a líder do PS
em tempo recorde ilustra a tentativa de sobrevivência política a todo o
custo. Horas após a demissão de Pedro Nuno Santos, Carneiro fez saber estar
disponível para assumir as rédeas socialistas. Em poucos dias, potenciais
concorrentes — Mariana Vieira da Silva, Fernando Medina, Ana Catarina Mendes,
Duarte Cordeiro — desistiram, deixando-o sozinho na corrida, em nome da
tão apregoada «unidade». Resultado: um líder aclamado e não eleito,
escolhido pelas elites em pânico.
Com Carneiro ungido pela máquina partidária, sem oposição
interna, o PS sinaliza continuidade e não ruptura. Vozes críticas internas
lembram que «falta de unidade não reconcilia o PS com os eleitores». Ao
presumir que basta um verniz de união e alguns acenos ao centro para recuperar
votos, a elite socialista arrisca desrespeitar novamente o eleitorado.
Logo nos primeiros dias, Carneiro declarou-se pronto a «contribuir
para a estabilidade política do país», abrindo os braços à AD. Carlos César
foi ainda mais longe: «O natural é que o Partido Socialista viabilize este
Governo». Traduzindo: o PS adoptará uma oposição de fachada, garantindo que a
AD não cai — desde que preserve influência nas grandes questões nacionais. É
uma doutrina de sobrevivência que põe a conveniência política acima da
renovação programática ou do respeito pela alternância ditada pelas urnas.
O preço de ignorar o eleitorado
Em democracia, contornar o veredicto popular é sempre um
jogo perigoso. Ao desvalorizar a vontade expressa em 18 de Maio, PS
e AD aprofundam a frustração de largas faixas do eleitorado. Muitos portugueses
sentem que votam, mas «eles» fazem sempre o que querem; se virem agora um bloco
central a governar, crescerá a percepção de que o voto pouco importa — e
isso só alimentará quem capitaliza o descrédito no sistema.
Uma governação equilibrada exige diálogos, mas não à
custa da pluralidade. O PS tem o direito de se recentrar, mas deveria
fazê-lo respeitando os seus processos democráticos internos e, sobretudo, o
papel que os eleitores lhe destinaram: o de oposição. A AD, sem maioria
absoluta, deve formar acordos que reflictam a mudança exigida pelos seus
votantes, não apenas o medo partilhado do crescimento do Chega. Se PS e AD
optarem pelo caminho fácil do conluio, estarão, na prática, a dizer aos
cidadãos que as eleições de pouco serviram — traindo o voto popular e
enfraquecendo a democracia.
O comportamento de PS e AD após 18 de Maio merece crítica
dura. A democracia portuguesa prospera da saudável tensão entre governo e
oposição, e da alternância quando assim o povo o decide — nunca de acordos
de bastidores que silenciem essa vontade. No dia 18 de Maio, o povo falou;
ignorá-lo, como fazem PS e AD, não é liderança esclarecida nem moderação
responsável — é miopia política.
sexta-feira, 27 de setembro de 2024
Deixem-os ser como o PS?
A liderança do governo não pode
renegá-lo: primeiro, porque nunca conseguirá desviar para si toda a clientela
do PS, e precisa do eleitorado tradicional do PSD; segundo, porque existem
agora à direita outros partidos para lhe disputar essa herança e esses votos.
Por isso, o governo evoca Cavaco Silva, e o seu mítico “deixem-me trabalhar”.
Mas em 1985, Cavaco Silva não trabalhava simplesmente para ganhar eleições.
Queria ganhar eleições, claro. Mas rompendo com o socialismo herdado do PREC.
Não se propunha exercer o poder como os outros, mas libertar a sociedade civil
e deixar os cidadãos, no novo contexto europeu, procurar o crescimento
económico e a mobilidade social. Mais tarde, fez até esta coisa que ia contra
toda a ciência de eleger maiorias: liquidou o monopólio estatal da TV. Hoje, porém, o que o actual governo
parece propor-se é ganhar eleições fazendo o mesmo que o PS. O seu “deixem-nos
trabalhar” soa cada vez mais como “deixem-nos ser como o PS”. Talvez não seja o
que o país quer, e não é certamente o que o país precisa.
quinta-feira, 4 de abril de 2024
uma questão de higiene democrática
terça-feira, 5 de março de 2024
o PS virgem após a himenoplastia
sexta-feira, 1 de março de 2024
aposto que sabem de que partido são?
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
domingo, 17 de dezembro de 2023
Partidos Socialista?
aqui a ser escrutinado por uma imprensa livre e competente




















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