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domingo, 27 de fevereiro de 2011

PPC resiste...

O presidente do PSD continua a resistir a votar ou a apresentar uma moção de censura ao Governo.
Passos Coelho, acredita que “outros”, por ele, farão o trabalho e afirma que «o eventual recurso ao FMI não pode deixar de ter consequências políticas» e, neste caso, Pinto de Sousa “deixará de ter condições para continuar a liderar o país, sobretudo porque perderá a credibilidade externa”.
Parecendo querer atirar responsabilidades para o Presidente da República, Coelho entende “que há outras vias, cuja iniciativa não dependem exclusivamente do PSD e que podem ditar a saída de Pinto de Sousa” e a antecipação das eleições que espera ganhar.

O "trauma PRD" está presente nas políticas deste e de outros políticos, mesmo daqueles que ao tempo não eram nascidos! Passos Coelho não foge à regra. Sente-se-lhe o medo que tem em tomar a decisão que pacientemente os portugueses dele esperam. Alguém o devia informar que a paciência ter limites!

Para já, PPC e seus pares, tem as expectativas voltadas para o Conselho Europeu de Março ou para as consequências da convocatória que Angela Merkel mandou ao nosso ainda primeiro-ministro que, convenhamos, é um insulto ao País e aos portugueses, especialmente aos da politica, se comparada com o tratamento que a alemã Oriental deu ao nosso vizinho Rodrigues Zapatero...
Claro que cada qual tem o tratamento alemão que merece, seja ele ainda-primeiro, ainda-presidente ou simples cidadão!

terça-feira, 28 de abril de 2009

ainda ás voltas com os genéricos...

de quem sabe aritmética Votos de boa saúde ... convém parar e fazer contas. 35+8,8 milhões igual a 43,8 milhões. A dividir por 1 milhão de pensionistas igual a 43,8. 43,8 euros em medicamentos genéricos por cada pensionista num ano? in 31 da Armada de quem não sabe aritmética Genéricos gratuitos para um milhão de pensionistas Os reformados com pensões inferiores ao ordenado mínimo vão ter genéricos comparticipados a 100%. A medida foi aprovada em Conselho de Ministros e vai obrigar a acrescentar ao Orçamento do Serviço Nacional de Saúde mais 35 milhões de euros, para juntar aos 8,8 milhões previstos. Mas a factura pode disparar se o consumo destes medicamentos crescer. in DN 4 Abril 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

SOMOS LIVRES

"Não queremos fazer um ataque político a ninguém. A letra exprime mais um grito de revolta. E é um alerta para o estado da Justiça e para uma classe política em geral que, volta e meia, toma atitudes que deixam os cidadãos desamparados"."O grupo não poderia prever o impacto desta faixa do disco que celebra os 30 anos de carreira do colectivo e que será apresentado pela primeira vez ao vivo a 24 de Abril, no Seixal. Neste contexto, Zé Pedro insiste que qualquer aproveitamento da música para criticar e contestar o Governo não receberá a "solidariedade" dos Xutos.""Zé Pedro, que, diz, até "simpatiza" com o primeiro-ministro José Sócrates, aponta ainda que quando Tim, o vocalista, escreveu o texto para a música de Kalu, tiveram de optar entre "senhor engenheiro" e "senhor doutor": "Optámos por engenheiro por causa do actual primeiro-ministro, mas nunca quisemos fazer um ataque político directo." in incursoes ...estes não perceberam que deram musica e letra á crise e que “sem eira nem beira” já os ultrapassou! podem, agora, querer ser politicamente correctos, mas, qual “gaivota” que voou nos anos 74/75, introspectivaram desempregados e novos pobres! isto é, perderam-lhe a autoria... Vão-se lixar! Interessante ler o tempo repete-se assim como historia

quarta-feira, 15 de abril de 2009

“Sem eira nem beira”

Canção dos Xutos e Pontapés está a ser transformada em manifesto contra José Sócrates Quem conhecer a discografia dos Xutos & Pontapés sabe que o cariz de intervenção e alerta social marcaram sempre presença nas letras das músicas. Mas os membros desta banda nunca quiseram vestir a roupagem de “líderes de uma revolução política”, nem apoiam, enquanto colectivo, qualquer partido político, assegura Zé Pedro, guitarrista dos Xutos. Por isso, é com alguma surpresa que o grupo assiste à euforia em torno da canção “Sem eira nem beira”, que integra o novíssimo álbum Xutos & Pontapés, disco de originais que foi lançado na passada semana. A música está a ser transformada na Internet como um manifesto de ataque ao Governo e a José Sócrates. “Não há aqui alvos a abater”, diz Zé Pedro, em resposta ao facto de o refrão começar com a frase Senhor engenheiro, dê-me um pouco de atenção. “Não queremos fazer um ataque político a ninguém. A letra exprime mais um grito de revolta. E é um alerta para o estado da Justiça e para uma classe política em geral que, volta e meia, toma atitudes que deixam os cidadãos desamparados”, justifica. Há partidos que estão a ponderar se vão usar a música em campanha eleitoral.

O gabinete do primeiro-ministro não comenta. Publico 14.04.2009 - 21h46 São José Almeida, Maria José Oliveira

sábado, 11 de abril de 2009

“vendedores de milagres”

O apelo à participação na manifestação do 25 de Abril, que tem no PS um dos partidos promotores, critica a «passiva tolerância dos poderes políticos» na crise internacional, considera que os direitos dos trabalhadores têm sido «postos em causa», que «a humanidade atravessa um momento de perplexidade, indignação e angústia» e que o sistema capitalista «parece ter entrado em ruptura». No manifesto pode ler-se que «As vertiginosas especulações financeiras que os paraísos fiscais e as modernas de redes de comunicação propiciavam, perante a passiva tolerância dos poderes políticos, sobrepuseram-se (...) ao investimento na produção». Para os subscritores «A crise internacional não poderá servir de cobertura para perpetrar arbitrariedades e violências contra os trabalhadores, nem tão pouco para absolver quaisquer caprichos ou incompetências de poder». O blasfemias, no post “a neo oligarquia” escreve que “Seria interessante perceber quantas das pessoas que subscreveram este texto foram capazes de criar e manter pelo menos um posto de trabalho e não fizeram a sua vida em lugares públicos ou políticos”
Estou de acordo...
e farto de ver quantos nos levaram á crise e que conhecendo-a não nos alertaram, virem agora com uma “tenda de milagres” oferecer-nos soluções!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

de Calimero a Major Alvega!

Fim do segredo põe Freeport em risco Aparentemente unidos na “gestão pública” do caso Freeport surge agora o primeiro sinal de desentendimento entre o PGR e a directora do DCIAP na condução do processo. Pinto Monteiro queria abrir o inquérito ao público - levantando o segredo de justiça -, mas Cândida Almeida opôs-se. A única cedência que a coordenadora do DCIAP estaria disposta a fazer seria levantar parcialmente o segredo de justiça e apenas na parte inicial da investigação - até os autos terem sido avocados pelo DCIAP. Uma diligência que acabaria por ser praticamente indiferente ao processo, já que essa parte dos autos chegaram a ser públicos, aquando do julgamento do inspector da PJ acusado de violar o segredo. Publico 270209 o “desentendimento” entre Pinto Monteiro e Cândida Almeida parece provir de uma qualquer agencia de marketing politico, isto é, uma forma do procurador, nomeado politicamente, sacudir a água do capote quer nas continuas fugas de informação, quer no facto de a investigação estar a ser conduzida por órgãos de comunicação...em especial aqueles que, pouco a pouco, tem vindo a sair da doutrina que o partido absoluto queria lançar! Polémicas reforçam Sócrates José Sócrates chega hoje reforçado ao congresso de Espinho. Reeleito secretário-geral do PS, com cerca de 97 por cento dos votos dos militantes, depois de se ter desdobrado em explicações no caso Freeport, terá de tomar decisões, na reunião magna, sobre os assuntos mais fracturantes no partido. O casamento entre pessoas do mesmo do sexo, a eutanásia e a regionalização são as três moções sectoriais mais polémicas. Publico 270209 a doutrina de MRS que defende que os portugueses tendem a valorizar, e votar, nos “chico-espertos” parece resultar bem para Pinto de Sousa... repare-se nos Cinquenta e um minutos sem uma única novidade. Bom! Não foi bem assim! Calimero queixou-se de um jornal, de uma televisão e de cartas anónimas, sem explicitamente referir quais... No Expresso da Meia-Noite (SIC), Pedro Adão e Silva decifrou o titulo do Jornal: é o Público. Falta conhecer qual a TV i quais as Cartas Anónimas...
o minuto importante:

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

o polvo!

... Paula Lourenço, advogada de Manuel Pedro e de Charles Smith, dois dos arguidos do processo Freeport, é amiga de José Sócrates e do seu pai, o arquitecto Fernando Pinto de Sousa. Além disso, a advogada, que defendeu José Braga Gonçalves no caso da Universidade Moderna, é também a defensora de Carlos Santos Silva, um empresário muito conhecido da Cova da Beira, também amigo de longa data de José Sócrates. Carlos Santos Silva era proprietário da empresa Conegil, que participou no consórcio vencedor da construção e exploração de uma Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos promovido pela Associação de Municípios da região. Este concurso deu origem a um processo que está agora à espera da marcação da data de julgamento na Boa-Hora. Um dos arguidos é Horácio Luís de Carvalho, proprietário da empresa HCL, que adquiriu uma parte do capital da empresa de Carlos Santos Silva , mas que o manteve à frente da Conegil. Outro dos arguidos é António José Morais, também amigo de José Sócrates e professor de quatro das cinco cadeiras feitas pelo primeiro-ministro na Universidade Independente. António Morais está acusado dos crimes de corrupção passiva para a prática de acto ilícito e de branqueamento de capitais. Horácio Luís de Carvalho é acusado de crimes de corrupção activa e branqueamento de capitais. Paula Lourenço é também advogada da empresa J. Sá Couto, que está a produzir os célebres computadores ‘Magalhães’. para os alunos portugueses. ... relações estranhas in Correio da Manhã 200209

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Freegate: as fugas do sigilo

a não perder:

frase da semana

"Se não houvesse medo, um qualquer destes destacados militantes socialistas que periodicamente nos avisa do grave perigo que atravessa a sociedade portuguesa teria tido a coragem suficiente para abandonar a sua zona de conforto e enfrentar José Sócrates". João Marcelino, "Diário de Notícias", 21-02-2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

o carnaval da republica!

O Ministério Público de Torres Vedras, procuradora-adjunta Cristina Anjos, ordenou hoje a autarquia a retirar os conteúdos da reprodução de um computador Magalhães que estavam expostos no «monumento» por considerar que se tratavam de «imagens pornográficas».

Antes de executar a ordem judicial, o presidente da Câmara de Torres Vedras, Carlos Miguel, mostrou-se indignado com esta decisão e revelou que a magistrada que mandou tirar o autocolante do computador «Magalhães», acabou por admitir que as fotografias não tinham nada de grave..

domingo, 15 de fevereiro de 2009

um exemplo de democrata!

Nota da Direcção do Público 15.02.2009 - 13h55
Como é nossa obrigação, noticiamos as alterações que vão ocorrer no trânsito da zona da Baixa a partir de amanhã, segunda-feira.Já o tínhamos feito em 14 edições anteriores do PÚBLICO. E fazemo-lo apesar de o presidente da câmara de Lisboa ter ostensivamente discriminado o PÚBLICO ao não convidar nenhum membro da sua direcção para um almoço sobre este tema, realizado em instalações do Município esta sexta-feira, onde estiveram os representantes, ao mais alto nível, de mais de duas dezenas de órgãos de informação. O facto de o presidente da Câmara utilizar critérios pessoais no exercício das suas funções públicas é tema a que, a devido tempo, voltaremos. Para já prestamos aos nossos leitores o serviço que esperam de nós. Tal como o faremos amanhã, online e na preparação da edição de terça-feira. Estaremos na “central de comando” para onde o presidente da Câmara convocou os jornalistas, tal como estaremos nas ruas de Lisboa, onde trataremos de perceber as reacções dos utilizadores e moradores a estas mudanças. É essa a nossa obrigação como jornalistas. A nossa e a de todos os jornalistas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

cada vez mais...menos cegos!

este artigo da Jornalista Graça Franco (RR e Página1) é a excepção que vale a pena guardar para que não se esqueçam os textos que marcam:
Perder o medo Somos uma sociedade tolhida pelo MEDO. Foi assim que ontem, desassombradamente, nos caracterizou o ex-presidente da República Ramalho Eanes. “Uma sociedade com medo dos medos. Medo do presente, medo do futuro, medo pelos filhos, pela sorte dos pais, medo pelo emprego, medo dos poderes políticos”. É uma verdade que o general nos recorda em jeito de aviso à navegação: porque é preciso quebrar o ciclo do medo para conseguir passar este novo cabo das tormentas da crise, no turbilhão global onde nos encontramos. Mas, como bem lembrou o general, também há razões para a esperança: temos hoje uma sociedade civil que “não só alterou a sua relação com o poder político, dessacralizando-o, como vai mostrando interesse em o julgar, que ganhou um acrescido valor operativo com o associativismo livre”. Assim, sejamos nós capazes de aproveitar esse novo potencial de acção. Mas, até para o conseguirmos, teremos de recuperar a confiança, não apenas em Portugal e nos portugueses, mas em cada um de nós, desafiando o pior dos medos: o de arriscarmos pensar pelas nossas cabeças, afrontando um pensamento único que nos vai impondo subtilmente uma cultura de concordância acéfala e cúmplice com muito disparate. É urgente perder o medo a falar verdade! Graça Franco

grandes noticias,,,

Caso Freeport: Sócrates insiste que PSD está a fazer campanha contra si O primeiro-ministro, José Sócrates, acusou hoje o PSD de desenvolver uma campanha contra si, após ser questionado sobre a eventual actuação ilegal dos serviços de informações em relação aos magistrados que investigam o caso Freeport Augusto Santos Silva: "está em curso uma tentativa de assassinato político e moral de José Sócrates" Alexandre Soares dos Santos da Jerónimo Martins classifica políticas de Sócrates como “demagógicas” e “intoleráveis” O presidente da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, afirmou hoje, a propósito da proposta de José Sócrates de aumentar os impostos sobre os ricos para distribuir aos pobres, que a actual crise está a ser agravada pela "demagogia que o senhor primeiro-ministro está empregando neste momento [e] é absolutamente intolerável". "Mais grave ainda temos um Parlamento...que nada discute e nada controla", declarou Soares dos Santos à Lusa. Câmara da Guarda rejeita enviar para IGAT relatório dos projectos assinados por Sócrates O presidente da Câmara da Guarda (PS) recusou hoje enviar para a Inspecção-Geral de Administração do Território (IGAT) o relatório da comissão interna sobre licenciamento de projectos assinados por José Sócrates nos anos 80, por considerar que "está tudo esclarecido". Oposição critica Rui Pereira por não divulgar dados sobre criminalidade violenta O ministro da Administração Interna foi hoje ao Parlamento fazer o balanço de 2008 mas não falou sobre a criminalidade violenta, alegando não existirem “ainda dados consolidados”. A oposição criticou o silêncio de Rui Pereira. Eanes vê Portugal bloqueado por medos A sociedade portuguesa é uma sociedade com medo dos medos. Medo pelo presente, medo do futuro, medo pelos filhos, pela sorte dos pais, medo pelo emprego, medo dos poderes políticos", afirmou o general Ramalho Eanes na conferência que proferiu ontem à tarde no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa. Ele considerou a situação dramática para Portugal porque "o medo, crónico" bloqueia-lhe a abertura e a acção.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

quartel general em abrantes...

Enquanto um chamado “plano anti-crise” retira artificialmente até 57 mil desempregados das estatísticas servindo para “tapar os olhos” aos “apóstolos” deste governo o PS prepara novo braço-de-ferro com o Presidente da República, uma outra maneira de desviar as atenções nestes tempos em que os futebóis e as telenovelas começam a não ser suficientes. As “sondagens” do Chuchu Costa cada vez mais forjadas também já não conseguem tapar as trapalhadas que o Centrista Basílio Horta refere com um "não sabemos o que havemos de fazer mais". Se Manuela Ferreira Leite não se demarca da JSD que compara Sócrates ao Pinóquio, Portas e Louçã tentam, sem resultado, ser os Grilos de um governo de surdos que quer malhar nas direitas popularuchas e “chiques” que são respectivamente os comunistas e, curiosamente juntos os centristas e os bloquistas...um lapsus linguæ do ministro trotskista da propaganda! A cabala negra dos freeport ocultos continua a deleitar os blogs e alguns jornais perante a indiferença da ileteracia nacional, que ainda encara 2009 com optimismo, e a desinformação do jornais da Xantipa que vai lançando poeira para os ares do outlet. Pouco a pouco, cada vez mais menos cegos, vamos sabendo que Pena, o ministro centrista da defesa de Guterres, “impôs alterações aos limites da Zona de Protecção Especial (ZPE) do Estuário do Tejo na reunião do Conselho de Ministros de 14 de Março de 2002, a mesma em que foi aprovada a alteração que excluiu da ZPE uma parcela do terreno do Freeport, como forma de garantir "a defesa patrimonial do Campo de Tiro de Alcochete" e que cinco dias antes do Governo Barroso tomar posse, a versão final do diploma ainda andava às voltas no Ministério do Ambiente... Quando os transportes admitem iniciar protestos se Governo não cumprir promessas ao sector e as farmacêuticas bloqueiam genéricos nos tribunais portugueses o ministro dos Santos defende que Estado “não gastou dinheiro dos contribuintes” no BPN e no BPP e que o governo terá que reforçar garantia de 20 mil milhões à banca, ficámos a saber que o Casino de Tróia pode abrir no Verão de 2010, obviamente uma boa noticia...se ligada á da ASAE que deteve 1523 pessoas em três anos de actividade! ... isto é, nada de novo em Abrantes porque contribuindo para minorar o peso que se faz sentir sobre “as famílias e empresas” os operadores móveis actualizam tarifas e as insolvências alastram ao comércio e serviços!
Até a Igreja por falta de padres, a par com governo, põe leigos a dirigir celebrações !

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

não acreditam em Sócrates

Os agricultores não acreditam no descongelamento de verbas para o sector ainda este mês. O pessimismo marca as reacções às palavras do Primeiro ministro, que anunciou a decisão de desbloquear verbas destinadas à agricultura, abrindo portas a novos incentivos ao sector, já em Janeiro. Sócrates rejeitou a ideia de que haja 850 milhões de euros retidos no Ministério da Agricultura, lembrando, por outro lado, que foram já aprovados 160 milhões de euros numa linha de crédito para os agricultores. Em declarações à Renascença, João Machado, da CAP, disse não acreditar que verbas destinadas aos agricultores possam ser libertadas tão rapidamente, enquanto, do lado da CNA, Roberto Mileu considera que as ajudas anunciadas surgem demasiado tarde, sendo já impossível recuperar os investimentos no sector.
ouvi bem? chamaram mentiroso ao nosso primeiro?

(mais um) a pregar aos peixes!

SÓCRATES E A LIBERDADE, por António Barreto in "Público" EM CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE 1974, criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos. Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres? Fascista! Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista! Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista! Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas. Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos. Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída. EM TRAÇO GROSSO, esta moda tinha como princípio a liberdade. Os denunciadores dos "fascistas" faziam-no por causa da liberdade. Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo. POR ISSO SINTO INCÓMODO em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes. As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país. Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se. A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se. O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados. Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual. O CATÁLOGO É ENORME. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos. A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades. Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União. MAS NEM É PRECISO IR LÁ FORA. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos. A vídeovigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na "comunicação social" em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade. NÃO SEI SE SÓCRATES É FASCISTA. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas. TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo... António Barreto \ In "Público"

à procura do Magalhães

em Estado (de)Novo...

Os professores que não realizem a sua auto-avaliação podem ser alvo de processos disciplinares. A garantia foi dada ao “Diário de Notícias” pelo secretário de Estado adjunto e da Educação. Jorge Pedreira diz que todos os docentes que rejeitem ser avaliados podem, não só ser prejudicados em termos de progressão da carreira, como alvo de inquéritos. O secretário de Estado avisa ainda que os avaliadores que não façam avançar o processo podem vir a ser demitidos de avaliação de desempenho. As escolas têm, desde a publicação do diploma, dez dias para afixar o calendário da avaliação. Durante este prazo, os conselhos executivos são obrigados a informar se os seus professores querem ser avaliados na componente lectiva por um professor da sua área disciplinar ou se querem repensar os seus objectivos individuais, depois da apresentação das simplificações do processo.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Homenagem ao Malandro

Chico Buarque d’Holanda

dupont et dupond

MRS: está perturbado... mas “Assumir a paternidade da baixa do Euribor revela o grau de perturbação do primeiro-ministro”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa ao Expresso, num comentário à mensagem de Natal de José Sócrates. Para o comentador, só há uma explicação: “Sócrates sabe o que aí vem e não quer assumir”.
TS: defende o chefe! O ministro das Finanças diz que "Portugal e os demais membros da União Europeia podem, com toda a legitimidade, evocar que criaram as condições para a descida dos juros". Em declarações ao Correio da Manhã, Teixeira dos Santos defende a mensagem de Natal de Sócrates e critica as afirmações de Marcelo Rebelo de Sousa no ‘Expresso’, onde o professor afirma que "assumir a paternidade da baixa da Euribor revela o grau de perturbação do primeiro-ministro". "Só o desconhecimento das medidas que foram tomadas de forma coordenada pelo líderes europeus e do seu impacto no funcionamento dos mercados financeiros, ou as suas conhecidas opções partidárias, podem justificar que o professor Marcelo junte a sua voz àqueles que acham que fazer Oposição é dizer mal de tudo e de todos", afirma Teixeira dos Santos.