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quarta-feira, 17 de junho de 2020

“Requiem for Portuguese Forests”

“Requiem for Portuguese Forests” foi gravado a preto e branco, no verão de 2018, no Pinhal de Leiria, também devastado pelas chamas, no dia 15 de Outubro de 2017, quatro meses após o grande incêndio em que morreram 66 pessoas e que eclodiu na povoação de Escalos Fundeiros, Pedrógão Grande, e alastrou a vários municípios vizinhos, nos distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra.





segunda-feira, 1 de junho de 2020

detecção de fogos!

permite ler e transmitir à distância, informação que aumenta a eficácia de decisão em situações de catástrofe.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

tudo a correr bem!

Cabrita disse que este ano ardeu menos 36 por cento do que a média dos últimos dez anos.
Esta época de incêndios está a "correr bem" acrescentou...

sexta-feira, 8 de março de 2019

há umas mais iguais que as outras!

abra a sua cabeça! Pense nisto:
Quanto tempo demorou António Costa a reagir à morte destas mulheres?
Quando é que o Bloco se manifestou indignado com o seu destino?
Quantos é que alegando o segredo de justiça acharam que os seus nomes e os seus rostos nem sequer devia ser divulgados?
... e decida-se! 
(in “Sejam demagogos à vontade mas não me peçam para assistir” por helenafmatos em8 MARÇO, 2019)

domingo, 26 de agosto de 2018

"O Compadrio" pós-fogo em Pedrogão

"O Compadrio" é uma investigação da jornalista Ana Leal, com imagem de Tiago Eusébio e edição de imagem de João Ferreira.

O Presidente da Câmara Municipal de Pedrogão Grande e o então Vereador Bruno Gomes, sabem, desde o ano passado, da existência de irregularidades no processo que envolveu a atribuição de donativos para a recuperação das casas que arderam no incêndio. Testemunhos inéditos, na primeira pessoa, garantem que tiveram mesmo indicações para adulterar os processos de candidatura, forjando moradas de residência, com a conivência dos poderes públicos locais. O objectivo era assegurar que casos de segundas habitações e até mesmo terceiras habitações passassem a figurar como primeiras habitações, de forma a conseguirem os subsídios que garantissem a recuperação das respectivas casas.




quinta-feira, 31 de maio de 2018

os jornalistas não perguntam, a oposição não se opõe...

...quando desde o mais analfabeto dos agricultores, ao mais qualificado dos doutorados portugueses que lidam minimamente com plantas, sabem, e dizem, que isso dos matos não vai lá com intervenções únicas que se somam no espaço, o Governo não só fez aprovar legislação absurda (pretender que as ervas não tenham mais de vinte centímetros, ao longo do ano, é pretender que se ande com um corta relvas, por meio país, todos os meses, mais ou menos como se faz nos campos de futebol, embora com mais frequência, um exemplo que uso por me parecer o único contacto que muitos dos que decidem sobre o assunto terão com a gestão da vegetação), como insiste nesta cantilena sem pés nem cabeça.
E como é isto possível?
Simples, não há qualquer custo político em dizer coisas absurdas porque os jornalistas não perguntam, a oposição não se opõe (nesta matéria, aliás, há um enorme consenso político no sentido de se gerir os espaços não agrícolas esquecendo a realidade), os que sabem cansaram-se e a generalidade da população estará minimamente satisfeito com o "faz-se o que se pode, coitados, ao menos alguma coisa melhorará, se não se fizer nada é que é pior". (in  Não temos salvação” por Henrique Pereira dos Santos)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

o Governo autorizou a compra de cinco aeronaves

Estamos em Dezembro, o anuncio foi feito com pompa e circunstância em plena época de fogos florestais.
Já viu algum?
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O Governo autorizou o início de negociações com a Embraer para comprar cinco aeronaves militares KC-390, usadas também para combate a incêndios florestais.
A resolução do Conselho de Ministros, publicada esta quinta-feira (26Jul17) em "Diário da República" com efeitos imediatos, refere a compra "até cinco aeronaves KC-390, com opção de mais uma" e ainda a respectiva sustentação logística e um simulador de voo (fullflight simulator CAT D), para instalação e operação em território nacional.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O Cartel do Fogo

depois de ver esta reportagem só posso admitir que uma aparente inércia da PGR esteja apenas relacionada com o elevado número de politicos envolvidos.
Mas espero que já esteja a “tomar notas”....
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

pinhal de Leiria. Para memória futura!


A fotografia é tão impressionante que há quem julgue nas redes sociais que é uma imagem manipulada. Mas não: esta era a vista para Vieira de Leiria no final da tarde deste domingo, quando centenas de fogos consumiam floresta de norte a sul do país naquele que foi considerado “o pior dia do ano em matéria de incêndios” pela Protecção Civil. A fotografia, captada por Hélio Madeiras, um membro das Forças Especiais de Bombeiros, foi tirada a partir da torre dos Bombeiros Voluntários da Vieira de Leiria e partilhada na página dessa corporação.

Tempo não explica tudo...

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) já fez uma primeira análise ao que se passou a 15 de outubro que potenciou tantos e tão grandes incêndios em Portugal Continental, mas ainda há várias dúvidas pendentes e uma primeira conclusão é que o tempo daquele dia não consegue explicar tudo.
Paulo Pinto, da Divisão de Previsão Meteorológica, Vigilância e Serviços Espaciais do IPMA, conta que já trabalha com radares meteorológicos há cerca de 25 anos e nunca viu imagens como aquelas que lhe apareceram no computador a 15 de outubro.
Recordando que os radares só detetam nuvens de fumo mesmo muito grandes, explica que já perceberam que ao início da tarde os radares, num espaço muito curto de duas horas, entre as 13h30 e 15h30, deram sinais do surgimento de uma dezena dessas plumas com origem em incêndios, algo claramente fora do comum e antes do furacão Ophelia se aproximar de Portugal Continental.
Outra incógnita que continua em aberto passa pela razão que levou duas dessas grandes nuvens de fumo a mais do que duplicarem de repente de tamanho na zona de Vouzela, de 4 ou 5 quilómetros de altura para 10 ou mesmo 12 quilómetros, a uma altitude onde andam os aviões comerciais em velocidade de cruzeiro.
Paulo Pinto explica que estas alturas são claramente anormais para uma pluma de fumo, tendo-se repetido, por exemplo, também, na nuvem de Pedrógão Grande a 17 de junho, ainda não se tendo percebido o que motivou a intensificação tão forte do fumo naquela zona e àquela hora.

No entanto, das análises de algumas horas que já fez às imagens de radar o meteorologista explica que não encontraram sinais de qualquer downburst como o que aconteceu em Pedrógão, apesar de ser possível que tenha acontecido um outro fenómeno raro com origem no fogo: um pirocumulonimbo, sendo já certo que aconteceu um pirocúmulo em consequência da intensificação do incêndio.
Paulo Pinto admite que o muito calor daquele dia a meio do outono, a seca, os terrenos extremamente secos, a secura da massa de ar e até o vento do furacão Ophelia que andava próximo da costa portuguesa ajudam a explicar o que aconteceu a 15 de outubro, mas não explicam tudo.
"Foi uma situação muito invulgar a proliferação de tantos incêndios com tantas plumas tão grandes numa área de 200 a 300 quilómetros de Sul para Norte", sendo que as condições meteorológicas, já analisadas, explicam apenas parte daquilo que aconteceu.
Recorde-se que há uma semana o parlamento anunciou que a Comissão Técnica Independente que investigou o incêndio de Pedrógão Grande também vai avaliar o que se passou nos incêndios florestais de outubro, um trabalho que começa a ser feito em janeiro.
Nos incêndios mais de 30 grandes incêndios que começaram a 15 de outubro e se prolongaram até dia 16 arderam cerca de 200 mil hectares, quase tanto como em todo o resto de um ano que já estava a ser muito mau.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

e quem é que se lembra da Opel na Azambuja?

... os partidos da geringonça já estão a trabalhar para prejudicar a economia, como mostram três casos recentes.
- Como resposta aos incêndios do Verão, o PCP e o BE atacaram o cultivo do eucalipto e as indústrias do papel, um sector onde Portugal lidera na Europa. O maior produtor, a Navigator, foi o segundo maior exportador nacional em 2016, atrás da Petrogal. Contribui com 3% para o total das exportações e com 1% do PIB. A Navigator cria ainda dezenas de milhares de postos de trabalho. Mas o BE e alguns sectores do PS acabariam de bom grado com a indústria do papel em Portugal, contribuindo assim para o aumento do desemprego, a redução das exportações e o empobrecimento do país.
- O governo, com o PCP e o BE a reboque, também resolveu atacar a Altice e a PT. Assistir a um governo socialista a atacar um investidor externo que salvou o que restava da PT é extraordinário. Foi um executivo socialista (sem qualquer responsabilidade de António Costa, devo reconhecê-lo) que contribuiu para destruir o valor da PT, empurrando-a para aventuras empresariais no Brasil que a levaram quase à falência. O investimento da Altice salvou o que restava da PT (excluindo o investimento na OI) e milhares de empregos. Aliás, até ao incêndio de Pédrogão Grande e até à aquisição da TVI, o governo não atacava a Altice nem qualquer situação laboral na PT. De um lado, os ministros das Finanças e da Economia fazem tudo o que podem para captar investimento externo. Por outro lado, o PM e os camaradas comunistas e bloquistas atacam os investimentos da Altice em Portugal.
- O terceiro caso diz respeito à Autoeuropa. Já muitos o disseram, é uma empresa modelo, quer nas relações laborais entre a administração e os trabalhadores, quer na capacidade de produção, e que ocupa desde 2000 um lugar entre os três maiores exportadores nacionais. Devido às guerras entre o PCP e o BE, e os seus sindicatos, a fábrica conheceu na semana passada a sua primeira greve. A CGTP não descansa enquanto não conquistar o poder entre os trabalhadores. No contexto dessa luta sindical, a contribuição da Auto Europa para o crescimento da economia portuguesa é secundária.
Os problemas na Autoeuropa não afectam apenas as exportações, também podem prejudicar o investimento externo. Há muitos países na União Europeia que gostariam de trazer a Autoeuropa para os seus territórios. E, na feliz expressão de Daniel Bessa, ela si muove, se for necessário. Além disso, as outras grandes empresas olham preocupadas para o que se passa em Palmela. Sublinharia, desde logo, a Bosh Car e a Continental Mabor, igualmente campeões de exportações e ambas resultado de investimentos vindos da Alemanha.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

o Estado de Calamidade...

[...] ao mesmo tempo que se serve do «Expresso» para anunciar um «pacto futuro com a «direita», a entrevista destina-se sobretudo a tentar mudar o sentido de uma conjuntura política adversa a António Costa. A declaração de calamidade começa, aliás, por reforçar os meios autoritários do Estado a fim de apertar ainda mais o controle sobre a comunicação como de resto já sucede por intermédio de uma funcionária que debita o relatório diário do governo sobre os fogos. 
[...] O PS e os seus porta-vozes na comunicação social começaram por omitir que a recuperação da economia portuguesa já estava em curso quando a «geringonça» assumiu o poder; depois, atribuíram-na às chamadas reversões; a seguir, à criação de emprego estatal e para-estatal; mais recentemente, ao aumento do turismo e, ultimamente, às exportações, as quais se devem, na realidade, ao crescimento de países economicamente austeros como a Espanha.
enquanto isso

[...] a propaganda governamental omite, obviamente, o facto estrutural de o aumento das exportações de baixo valor acrescentado, como sempre foi o caso do turismo e não só, fazer crescer ainda mais as importações, mantendo-se portanto os défices seculares da balança comercial e financeira. Continua, pois, tudo como dantes: o país está entregue ao clientelismo governamental, dependente do crescimento externo e condenado à dívida. Esta é que é a calamidade que explica as outras calamidades. ( in o “Estado de calamidade” por Manuel Villaverde Cabral )