quinta-feira, 31 de maio de 2018

os jornalistas não perguntam, a oposição não se opõe...

...quando desde o mais analfabeto dos agricultores, ao mais qualificado dos doutorados portugueses que lidam minimamente com plantas, sabem, e dizem, que isso dos matos não vai lá com intervenções únicas que se somam no espaço, o Governo não só fez aprovar legislação absurda (pretender que as ervas não tenham mais de vinte centímetros, ao longo do ano, é pretender que se ande com um corta relvas, por meio país, todos os meses, mais ou menos como se faz nos campos de futebol, embora com mais frequência, um exemplo que uso por me parecer o único contacto que muitos dos que decidem sobre o assunto terão com a gestão da vegetação), como insiste nesta cantilena sem pés nem cabeça.
E como é isto possível?
Simples, não há qualquer custo político em dizer coisas absurdas porque os jornalistas não perguntam, a oposição não se opõe (nesta matéria, aliás, há um enorme consenso político no sentido de se gerir os espaços não agrícolas esquecendo a realidade), os que sabem cansaram-se e a generalidade da população estará minimamente satisfeito com o "faz-se o que se pode, coitados, ao menos alguma coisa melhorará, se não se fizer nada é que é pior". (in  Não temos salvação” por Henrique Pereira dos Santos)

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