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sábado, 6 de fevereiro de 2016

esboço do OE2016 (para mais tarde recordar) II

Na Imprensa nacional, diga-se que no 'Diário de Notícias' sobressai a ideia de que são as empresas as mais penalizadas. De acordo com o jornal, o IMI sobe para comércio, serviços e indústria ao passo que o IRC e a TSU não baixam. Curioso é o facto, também noticiado pelo 'DN' de o acordo do brexit ter beneficiado Portugal. O 'Negócios' segue o mesmo caminho e diz que os grupos económicos vão pagar mais IRC. Na primeira página, com fotografia, o homem do FMI para Portugal,Subir Lall diz (numa entrevista no interior do jornal) que o estímulo ao consumo terá impacto mínimo e mantém que o aumento do salário mínimo pode ser prejudicial para o emprego. Já o 'I' diz que há um "colossal" aumento de impostos para os condutores. E exemplifica: Imposto Único de Circulação, Imposto Automóvel e imposto sobre os combustíveis disparam. O 'Público', embora referindo o Orçamento (diz que o Governo está confiante que já satisfez exigências da Comissão)puxa pelo encontro entre Costa e Merkel, afirmando que o PM português oferece à congénere duas mil vagas no ensino superior para refugiados. Resta o 'Correio da Manhã' onde se afirma que o "IRS castiga 'ricos' acima de 1700 euros brutos". (por Henrique Monteiro no Expresso Curto)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O virar de página de que Costa tanto fala está longe do fim do capítulo…

“…agora que as presidenciais estão resolvidas, o Orçamento do Estado tornou-se a coqueluche da política portuguesa. O Governo apresenta um documento onde já cede aBruxelas, fazendo descer o défice. Mas aComissão Europeia, a exemplo do Conselho de Finanças Públicas liderado por Teodora Cardoso, não está muito convencida. Para já, enquanto só têm o rascunho do documento, existe aquele silêncio que pode anteceder tempestades ou… nada. Ao mesmo tempo, otribunal de contas europeu diz que a crise foi mal combatida em países como a Irlanda ePortugal.
Diferente são as velhas senhoras, as agências de rating. A Moody’s não vai no nosso otimismo e a Fitch ameaça mesmo cortar orating da República o que pode ter consequências se a DBRS, a agência canadiana que nos mantém em nível BBB (acima de lixo), decidir baixar também a nossa classificação. Nesse caso, o BCE não poderia continuar a financiar os bancos portugueses, o que teria consequências graves na economia. E ainda hoje chega a troika para mais uma avaliação que levará em conta o muito que foi revertido, diz o 'Diário Económico' enquanto o 'Público' elenca nove temas em que pode haver discussão. Suspense...
Se não está a perceber bem o que se passa, não se preocupe demasiado, é o que acontece a quase todos, economistas e técnicos incluídos. Se acha que nos estão a tramar, leia o que diz João Galamba do PS ou os dirigentes do PCP e veja se concorda com eles. Caso pense que o Governo está a dar cabo de tudo, junte-se aMaria Luís ao PSD e ao CDS e faça coro (Assunção Cristas, candidata à liderança do CDS em périplo pelo país, propôs, em Leiria, umOscar de melhor ficção para Costa e Centeno).. Se é tão desconfiado quanto eu, saiba que este Governo, a exemplo de todos os anteriores neste século, se propõe cortar 600 milhões de euros em… gorduras do Estado. E, como se sabe, alguns impostos (combustíveis, tabaco, selo) vão aumentar, tal e qual como fizeram todos os Governos que prometeram não os aumentar – que foram mesmo todos. O último Executivo, que tinha quase prometido devolver uma parte cobrada, também não devolve. A ex-ministra Maria Luís lamenta. A este respeito, destaque para a manchete do 'Público': "Multas e taxas cobradas pelo Estado cresceram 50% nos últimos 5 anos". Seria um excelente número se não fosse o facto de serem os contribuintes a pagá-las. (por Henrique Monteiro no Expresso Curto)


O certo, certinho é ainda termos crise e austeridade para uns tempos largos. O virar de página de que Costa tanto fala está longe do fim do capítulo

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

e assim se volta ao inicio...

"Na noite de uma quinta para sexta-feira o senhor primeiro-ministro telefonou-me e pediu-me por tudo para não publicar uma notícia sobre a sua licenciatura", contou o director do Expresso, acrescentando que estiveram "mais de uma hora ao telefone", e que o questionou várias vezes "se queria fazer algum desmentido ou correcção".
Mas não, o primeiro-ministro pedia apenas, e reiteradamente, para que o texto não "fosse publicado".
"Antes disso", contou ainda Henrique Monteiro, "já várias pessoas, políticos e não políticos me tinham manifestado incomodidade ou estranheza por notícias que tinham saído, mas por notícias que ainda não tinham saído foi a primeira vez". Henrique Monteiro na Comissão de Ética
ao que parece o "face oculta" secou... volta-se ao "diploma"?