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segunda-feira, 16 de maio de 2016

LISTA NEGRA de seis meses de geringonça:

Resumo dos títulos e de alguns dos destaques dos mais recentes relatórios do Instituto Nacional de Estatística são reveladores: 
Índice de Vendas no Comércio a Retalho desacelerou em termos homólogos (Março de 2016). 
Índice de Produção Industrial registou variação homóloga negativa (Março de 2016).
Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu, “interrompendo a tendência ascendente observada desde o início de 2013” (Abril de 2016).
Indicador de Actividade Económica estabilizou em fevereiro (após ter desacelerado nos dois meses anteriores).
Quanto ao desemprego, os números do primeiro trimestre de 2016 indicam uma subida para 12,4%, depois de ter atingido um mínimo de 11,9% no último trimestre antes das eleições.”

O Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho passou de uma variação homóloga de 4,9% em fevereiro, para 2,5% em março. Os índices de emprego, de remunerações e de número de horas trabalhadas ajustadas de efeitos de calendário apresentaram, no mês de referência, taxas de variação homóloga de 2,7%, 4,3% e 3,6%, respetivamente (2,7%, 4,6% e 2,5% no mês anterior, pela mesma ordem). No primeiro trimestre de 2016, as vendas no comércio a reatalho subiram 2,5% em termos homólogos (1,4% no 4º trimestre 2015).

O índice de produção industrial apresentou uma variação homóloga de -0,3%, em março (2,1% em fevereiro). A secção das Indústrias Transformadoras registou uma variação homóloga de -1,5% (2,0% no mês anterior). No 1º trimestre de 2016, o índice agregado aumentou 0,8% face ao trimestre homólogo (no trimestre anterior, esta variação tinha sido 2,2%).

O indicador de confiança dos Consumidores diminuiu em abril, após ter estabilizado no mês anterior, interrompendo a tendência ascendente observada desde o início de 2013.
O indicador de clima económico aumentou entre fevereiro e abril, após ter diminuído nos cinco meses anteriores. No mês de referência, os indicadores de confiança aumentaram no Comércio e nos Serviços, tendo estabilizado na Construção e Obras Públicas e diminuído na Indústria Transformadora.

Em março, os indicadores de confiança dos consumidores e de sentimento económico diminuíram na Área Euro (AE). No mesmo mês, os preços das matérias-primas e do petróleo apresentaram variações em cadeia de 3,8% e 18,7%, respetivamente (1,3% e 2,6% em fevereiro).
Em Portugal, o indicador de atividade económica estabilizou em fevereiro, após ter desacelerado nos dois meses anteriores. O indicador de clima económico aumentou em março, após ter-se mantido relativamente estável nos dois meses anteriores. O indicador quantitativo do consumo privado apresentou um crescimento homólogo mais intenso em fevereiro, refletindo a aceleração do consumo corrente. No mesmo mês, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) abrandou ligeiramente, em resultado sobretudo do contributo negativo da componente de construção. Em termos nominais, as exportações e importações de bens apresentaram variações homólogas de -1,2% e 1,4% em fevereiro, respetivamente (0,4% e 0,3% em janeiro). Considerando a atividade económica na perspetiva da produção, é de referir que os índices de volume de negócios da indústria e dos serviços registaram variações nominais negativas nos últimos meses, em parte refletindo variações negativas de preços. No caso da indústria, a variação do respetivo índice de preços manteve se negativa e o índice de produção industrial, embora em desaceleração, manteve um crescimento positivo em fevereiro. Por sua vez, o índice de produção da construção e obras públicas registou em fevereiro uma variação negativa idêntica à do mês anterior.
De acordo com as estimativas provisórias mensais do Inquérito ao Emprego, a taxa de desemprego (15 a 74 anos), ajustada de sazonalidade, foi 12,3% em fevereiro. Desde Maio de 2015, as estimativas mensais desta taxa têm oscilado num estreito intervalo entre 12,1% e 12,4%. A população empregada (15 a 74 anos), ajustada de sazonalidade, aumentou 0,2% em termos homólogos em fevereiro e diminuiu 0,3% face ao mês anterior.
O Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma variação homóloga de 0,4% em fevereiro e março, taxa inferior em 0,4 p.p. à registada em janeiro, observando-se taxas de -0,4% e de 1,7% no último mês nas componentes de bens e serviços, respetivamente.

Em março de 2016, as exportações de bens diminuíram 3,9% e as importações de bens decresceram 0,8% face a março de 2015 (+0,9% e +4,8% em fevereiro de 2016, respetivamente). Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as exportações diminuíram 1,3% e as importações aumentaram 2,8% (respetivamente +3,1% e +7,3% em fevereiro de 2016).
O défice da balança comercial de bens registou um acréscimo homólogo de 133 milhões de euros em março de 2016 e o défice da balança comercial excluindo os Combustíveis e lubrificantes aumentou 185 milhões de euros.
No 1º trimestre de 2016, as exportações de bens diminuíram 2,0% e as importações de bens cresceram 1,0% face ao período homólogo.

A taxa de desemprego no 1.º trimestre de 2016 foi 12,4%. Este valor é superior em 0,2 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e inferior em 1,3 p.p. ao do trimestre homólogo de 2015.
A população desempregada, estimada em 640,2 mil pessoas, registou um aumento trimestral de 1,0% (mais 6,3 mil pessoas) e uma diminuição homóloga de 10,2% (menos 72,7 mil pessoas).
A população empregada, estimada em 4 513,3 mil pessoas, verificou um decréscimo trimestral de 1,1% (menos 48,2 mil pessoas) e um acréscimo homólogo de 0,8% (mais 36,2 mil pessoas).
A taxa de atividade da população em idade ativa situou-se em 58,1%, valor inferior ao observado no trimestre anterior em 0,5 p.p. e ao do trimestre homólogo em 0,4 p.p.

Nestas estimativas trimestrais foi considerada a população com 15 e mais anos, não sendo os valores ajustados de sazonalidade.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

uma “boa noticia”

A taxa de desemprego estimada para o 4º trimestre de 2012 foi de 16,9%. Este valor é superior em 2,9 pontos percentuais ao do trimestre homólogo de 2011 e em 1,1 pontos percentuais ao do trimestre anterior.
A população desempregada foi de 923,2 mil pessoas, o que representa um aumento homólogo de 19,7% e trimestral de 6,0% (mais 152,2 mil e 52,3 mil pessoas, respetivamente).
...
A taxa de desemprego média anual de 2012 foi de 15,7%, o que representa um acréscimo de 2,9 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A população desempregada foi de 860,1 mil pessoas, tendo aumentado 21,8% em relação ao ano anterior (mais 154,0 mil pessoas). A população empregada registou um decréscimo anual de 4,2% (menos 202,3 mil pessoas). ine 
 
Obviamente é uma má noticia. Será tratada pela “opinião publicada” como uma “boa noticia” e, consequentemente, publicada sem reservas e nunca seguida do inevitável “mas”...
 
A má noticia não tem só a ver com os actuais 16,9 ou os 17,5 de desemprego do final de 2013.
Má noticia é que dificilmente os actuais desempregados com mais de 50/55 anos voltarão a ter emprego e isso significará também a manutenção, ou até aumento de impostos, para aqueles que o tiverem e cujo destino deverá solidáriamente proporcionar àqueles, já hoje chamados de “longa duração”, o rendimento social que, não sendo o de integração, seja de inclusão.
 
Recordo-me do tempo em a “opinião publicada” se chamou “comunicação social”. O tempo em que, além de comunicar, informava, nem sempre com verdade, mas sempre com o objectivo de formar.
...mas, ao que parece, formar e informar não dá votos, nem vende papel, som ou imagem!
 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

uma “má noticia”

Em Janeiro de 2013 a taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC - índice de preços ao consumidor - situou-se em 2,5%, inferior em 0,3 pontos percentuais ao resultado obtido no mês anterior. O indicador de inflação subjacente, medido pelo índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, baixou apresentando uma taxa de variação média de 1,3% (1,5% em Dezembro).
A variação média dos últimos doze meses do IHPC- índice harmonizado de preços ao consumidor - também diminuiu para 2,5% (2,8% no mês anterior). Em Dezembro de 2012 esta taxa foi superior em 0,3 pontos percentuais à observada para os países pertencentes à área do Euro. Em Janeiro, tendo como referência a estimativa do Eurostat para o conjunto da área, esta diferença terá diminuído para 0,1 pontos percentuais. ine 
 
Obviamente uma boa noticia, será tratada pela “opinião publicada” como uma má noticia e, consequentemente, publicada com reservas e sempre seguida do inevitável “mas”...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O PSI20 fechou em alta, avançando 1,7% para 5.599,20 pontos.
Os indicadores de clima económico e de confiança dos consumidores para Portugal divulgados pelo INE atingiram novos mínimos históricos em Dezembro.
A taxa de desemprego em Portugal subiu de 13% em Outubro para 13,2% em Novembro.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

juros a acrescentar ao empréstimo...com clima económico a arrefecer.

O clima económico continuou a afundar em Agosto. O balanço do Instituto Nacional de Estatística (INE) refere que este indicador manteve o “acentuado” movimento descendente iniciado em Julho do ano passado.
Já o indicador de actividade económica, disponível até Julho, reforçou o perfil negativo observado desde Setembro de 2010.
Por seu lado, as famílias travaram as despesas. Por isso, o indicador de consumo privado voltou a cair em Julho.
As exportações voltaram a registar um desempenho positivo em termos homólogos (14,9%) e as importações quase estagnaram (0,2%).
Quanto à inflação, o índice de preços no consumidor fixou-se nos 2,9% em Agosto, quando em Julho tinha alcançado os 3,2%, sendo que, se excluirmos energia e os bens alimentares, a taxa situou-se nos 1,8%. Página1

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

preços caíram 0,4 por cento

Os preços caíram 0,4 por cento em Agosto, face a Julho, tendo a inflação ficado nos 2,9 por cento em termos homólogos, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística, apesar da alteração do método de tratamento dos preços dos produtos sazonais, onde agora se incluem muitos produtos de vestuário e calçado, porque a UE assim o manda.
Apesar dos saldos, promoções e “gastos de férias” tudo leva a acreditar que os consumidores gastam menos e produtores cortaram nos lucros, algo que não costuma entrar nas contas dos nossos economistas de tv e confirma a teoria que diz que os tugas erram nas parcelas mas obtêm um resultado final correcto.
Aqueles que fazem contas para os aumentos de preços que se cuidem… porque está a sair o índice da recessão e, não sei se "eles" sabem, havendo menos gastos há menos impostos!
...e não me venham dizer que estou a misturar alhos com bugalhos!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

juros a acrescentar ao empréstimo...continua a quebra do PIB na zona euro

O PIB português, em termos homólogos, contraiu 0,9 por cento no segundo trimestre e estabilizou face ao trimestre anterior. A quebra dos consumos públicos e privados e dos respectivos investimentos contribuiu para a evolução negativa da economia revela o INE e,
A OCDE indica que a evolução do PIB será negativa no quarto trimestre na Alemanha (menos 1,4 por cento) e no terceiro trimestre em Itália (menos 0,1 por cento).

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

estatistica MUDA OS DADOS...

O Instituto Nacional de Estatística (INE) está a introduzir alterações no seu Inquérito ao Emprego que implicam uma ruptura da série de dados, inviabilizando comparações directas por exemplo da taxa desemprego, sem saber qual o efeito estatístico que isso terá e sem saber quando esse efeito ficará claro. As alterações vão fazer-se sentir já nos dados relativos ao primeiro trimestre de 2011 e envolvem a inquirição por telefone, quando até agora era exclusivamente presencial, e também uma “racionalização do conteúdo” do questionário, que inclui a “adopção integral das orientações entretanto emanadas nos Regulamentos Comunitários para o Labour Force Survey”. As Estatísticas do emprego deixam, a partir de agora, de ser directamente comparáveis com os dados existentes desde que o INE existe. Isto é, o INE está a introduzir alterações no método de recolha de informação para as estatísticas do emprego, que passará a ser feita por telefone, inviabilizando comparações directas com as estatísticas anteriores, num momento em que o desemprego regista um pico histórico no país e em que se perspectiva que continue a aumentar. público O nosso certinho INE (instituto nacional de estatistica), criado 1935, vai agora “baralhar-nos” com mudanças na classificação dos dados estatististicos que iam dando aos mais atentos a real situação do país que ainda nos deixam ter. Alda de Caetano Carvalho que, por nomeação do nosso primeiro, preside ao INE, veio dizer-nos que passaremos a ter estatisticas identicas ás da Grécia...
Estatisticas identicas ás da Grecia? Terei ouvido bem?
Sim, provavelmente iguais àquelas que levaram os gregos à situação que hoje têm!
Aos estudiosos e investigadores a diferença de métodos não lhes irá permitir fazer comparações com os meses e/ou anos anteriores. Isto é, o Governo que nos desgoverna vai limitar-nos, durante anos, os estudos que produzimos, porque os dados "de referência" terão bases diferentes.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

uma pequenina boa noticia

A Estimativa Rápida do Produto Interno Bruto (PIB) aponta para um aumento de 1,5% em volume no 3º trimestre de 2010 face ao período homólogo (1,4% no trimestre anterior). Face ao trimestre precedente o PIB terá registado um aumento de 0,4%. (ver grafico no INE o que é que realmente representa este valor) Esta evolução no 3º trimestre traduz o contributo positivo da Procura Externa Líquida, ao contrário do sucedido no trimestre anterior, sobretudo em resultado do aumento expressivo das Exportações de Bens e Serviços. Já o contributo da Procura Interna, que tinha sido positivo no 2º trimestre, foi negativo no 3º trimestre de 2010, devido essencialmente ao comportamento do Investimento. O por enquanto ministro da Economia, Vieira da Silva, mostrou satisfação com o crescimento da economia, registado no terceiro trimestre deste ano, quando o PIB subiu 0,4 por cento na comparação com os três meses anteriores e subiu 1,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado. tsf
O ainda primeiro-ministro, ingº Pinto de Sousa, que está em Macau, ( para participar na 3ª conferência ministerial do Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa) afirmou: “é uma boa noticia, que confirma o esforço de recuperação da economia portuguesa”. tsf

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Queda de preços na indústria continuou para -6,8 por cento

A queda de preços na indústria continua a agravar-se. O índice de Preços na Produção Industrial do INE registou uma queda homóloga de 6,8 por cento face a Julho de 2008, quando em Junho era de 5,6 por cento e já se tinha acentuado face a Maio. De Junho para Julho foi de 0,3 por cento contrariando a variação positiva de 0,4 por cento de Maio para Junho que levou Secretário-Geral Socialista ou, talvez o presidente do Conselho de Ministros (nunca sei quando um é outro), a declarar o fim da "recessão técnica" (coisa que também não sei o que é). A variação média dos últimos 12 meses ficou um -1 por cento e a variação homóloga de preços na indústria está em queda desde pelo menos Julho de 2008 e é negativa desde Dezembro. Isto é, a temível deflação está para durar e Maio foi um acidente obtido pela contração dos consumos. Assim, Os principais contributos para a variação negativa do índice total, que desceu de 108,7 para 108,4, foram dados pelas taxas de variação homóloga de bens energéticos, -12,5 por cento (-9,7 em Julho), e de bens intermédios, -8,5 por cento (-7,7 em Julho). A variação de preços na indústria transformadora foi mais negativa em termos homólogos, -9,1% e mais ligeira em termos mensais -0,1%. A média dos últimos 12 meses está em -2,4 por cento. Os valores citados nestes dois ultimos paragrafos irão dar ao nosso Primeiro ou a Secretário deles a possibilidade de fazer mais um grande discurso sobre a tal "recessão técnica" termo apenas reconhecido por alguma já extinta universidade (convenhamos que, também por este neologismo, deu muito jeito...)
os valores citados foram baseados na noticia do "ECONOMIA - PUBLICO.PT

terça-feira, 2 de junho de 2009

a subir...

Segundo os dados do Eurostat a nossa taxa de desemprego foi de 9,3%, (7,6% em período homólogo de 2008) e passou a ser a oitava taxa mais alta entre os Estados membros da União Europeia. A CGTP, que sabe fazer contas, realça que a taxa de desemprego em 2005, quando o Governo tomou posse, era de 7,5 por cento, contra os então 9 por cento na União Europeia. “Portugal passa do 14º lugar em 25 países com maior percentagem de desemprego, para o 8º lugar em 27 países, situação que desmistifica a justificação do aumento do desemprego com fenómenos totalmente exteriores à nossa economia”, refere a Intersindical. Entre os jovens, a subida foi de 4,8 pontos percentuais (de 15,8 para 20,6 por cento), “situação à qual se alia uma elevada precariedade”. Mas, O Ministro do Trabalho ainda não assume que exista mais de meio milhão de desempregados em Portugal e reage com muita cautela às estimativas do Eurostat , que apontam para uma nova subida do desemprego em Portugal, colocando-o nos 9,3%. Para o ministro “são apenas números mensais do Eurostat” e que conta são os dados trimestrais do INE e não se esqueceu de salientar que aquelas estimativas, em concreto, só indicam uma taxa de desemprego "levemente acima da média europeia"
... todos esqueceram que no mês passado o ministro estava muito contente porque a taxa de desemprego “era melhor que a da UE”.
Por medo ou esquecimento ninguém o referiu! Percebe-se!
Como diria o ministro da Agricultura “andam a comer muito queijo...”

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O INE divulgou que a taxa de desemprego subiu, no primeiro trimestre de 2009, para 8,9 por cento e que a economia caiu 1,5 por cento. ...F Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças, avisou “que não se devem criar ilusões porque a crise não acabou, embora exista a sensação de que a economia mundial estar a chegar a um ponto de viragem”, «Parece que existe a sensação de estarmos a chegar a um ponto de viragem», mas, «Não criemos ilusões, porque a crise não acabou. Vai continuar a sentir-se e vai continuar a afectar-nos». ...JS Pinto de Sousa lembrou-nos as economias da Alemanha, Reino Unido e Itália onde o abrandamento da economia foi mais acentuado e salienta que “o mais importante era o empenhamento do governo e dos empresários para ultrapassar esta conjuntura menos favorável da economia portuguesa em consequência da crise mundial” e vai mais longe nas suas autorizadas explicações académicas: «Esses dados apenas confirmam aquilo que já se sabia, que o declínio das economias portuguesa, europeia e mundial foi muito forte no primeiro trimestre», «o declínio do nosso crescimento económico em cadeia foi menor, foi menos mau do que a média da União Europeia a 15». «Apesar de tudo confirmam apenas aquilo que já sabíamos que o primeiro trimestre deste ano foi muito negativo para a economia da União Europeia e portuguesa», «O mesmo quanto ao desemprego, preocupa-nos muito e é talvez a questão politica mais importante», «O primeiro trimestre foi muito negativo para a economia da União Europeia e também para a economia portuguesa».
Pouco a pouco as reais más noticias vão-nos sendo debitadas!
O que antes eram cabalas ou campanhas negras passam a ser factos que já não se podem esconder...
Isto lembra-me a estória do “cavalo do inglês”: "dois gestores conversavam a respeito da experiência “científica” que um deles estava a fazer com o seu puro-sangue, a quem, de dia para dia, dava um pouco menos de ração, sem que isso se reflectisse no seu desempenho. Perguntado sobre o andamento da experiência, o dono do animal, lamentou-se: - Aconteceu uma infelicidade, justamente quando o cavalo estava quase sem precisar de comer nada, caiu p'ró lado e ... morreu”!!! Não sei se estamos a ser tratados como cavalos, mas certamente que o estamos a ser... como burros!