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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

América - Um acto de contrição?


a propósito da profissão de fé do Público
Se Trump for reeleito, da mesma maneira se não for, é porque a democracia americana funciona. Quer dizer, num caso ou no outro, e mesmo com aquele sistema eleitoral arrevesado, que é o povo americano, através do voto livre, que decide. O que contribui para manchar as democracias são as chantagens contidas em títulos com este. O Público escolheu há muito o trilho do panfleto. Mas não é qualquer um que pode ser panfletário e fazer história. Lembro apenas Céline por ser dos “meus”. O Público lê-se em navios cheios de fantasmas. (por João Gonçalves no FeiçeBuque) sobre um artigo do Público

quarta-feira, 18 de março de 2020

uma formalidade notarial...


A farsa da democracia representativa ficou hoje clarinha como água.
Desde que saiu de casa, ontem ao fim da tarde, Marcelo já tinha engatilhado o decreto que nos obriga a todos a seguir o seu “exemplo”, como se o comum dos portugueses tivesse “seguranças” que lhe levem a papinha feita a casa. Os recados seguiram pelos canais habituais. Hoje, em poucas horas, o CdeE de bonzos, por teleconferência, secundou o decreto. Ainda o decreto não estava na AR e já o PM dizia o que pensava dele. Na AR, pediram uma horinha para o ler antes de o votar. A seguir, o PM referenda e manda publicar. Depois fala Marcelo e, quatro horas depois, o decreto entra em vigor. O esmiuçar das medidas concretas fica para o governo amanhã. Em menos de 24 horas, a democracia parlamentarista demonstrou ao país que não passa de uma formalidade notarial sempre ao dispor do caprichismo de qualquer titular circunstancial de cargo político. Se o regime fosse presidencialista, com certeza que o PR não teria ficado duas semanas em casa a aboborar o entalanço “rapid” dos outros órgãos políticos. Ele seria o rosto das medidas e as medidas seriam dele, como se viu ontem numa entrevista do PM francês que evidentemente tudo ligou a Macron que tem sido impecável. Mas é o que há. (por João Gonçalves noFaceBuque)

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

a natureza do PS!

A fazer fé no próprio, António Costa gaba-se de ser do PS desde os 14 anos. Ou seja, talvez tivesse estado na Alameda, em Lisboa, pela mão de alguém em Julho de 1975. Aí, Soares tratou a tropa radical e o PC como "paranóicos" e "energúmenos", a mesmíssima dupla que redigiu a lei da requisição civil de que Costa se serviu recentemente. 
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Costa agiu na fronteira da não democracia e do desrespeito pelas liberdades públicas quando mobilizou o aparelho do Estado para um exercício autoritário do poder público contra o direito constitucional à greve. Sabe que o pode fazer porque há quatro anos meteu o PC, o radicalismo bloquista e os bobos do sindicalismo oficioso da CGTP e da UGT no bolso. Fá-lo com a cumplicidade de uma Comunicação Social deliberadamente acrítica e serventuária. Apoia-se no recuo pontual de funções "autónomas" de soberania como as da PGR. [...]
De Marcelo, não vale a pena falar. Só de coisas sérias. A abdicação cobarde diante do poder fáctico de Costa, significa que o evento "greve de motoristas de matérias pesadas" transcendeu as barreiras "tradicionais" entre esquerdas e direitas. Separou, e ainda bem, os inimigos das liberdades públicas, os ditos "profissionais" e "donos" da democracia, dos que à Esquerda ou à Direita defendem uma democracia liberal limpa. (in A Natureza do PS” por João Gonçalves)