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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

dos velhos yuppies ao "Pânico absoluto" nas Bolsas de todo o mundo

As bolsas mundiais já perderam mais de 3,1 biliões de euros desde que a crise da dívida soberana na zona euro se intensificou, no princípio da semana passada, de acordo com a contabilização feita pela agência Bloomberg. visao
Estavamos a iniciar o século, os yuppies dos anos 80 começavam a ficar carecas, barrigudos e a entrar na crise da meia-idade. O ambiente altamente competitivo que levaram e viveram nas empresas era-lhes desfavorável face às gerações mais novas. Mas como precisavam de manter elevados os valores das suas adrenalinas, descobriram um novo “métier”: a especulação bolsista, gerindo, na maioria das vezes, a fortuna de outros de modo a aumentar as suas.
Usando engenharias financeiras cada vez mais sofisticadas, os ex-yuppies, reciclados para especuladores, promoveram as “altas bolsistas”  em que cotações nada tinham a ver com o valor real das acções das companhias que as emitiam.

Pouco a pouco, o valor das acções parece querer aproximar-se do real.
A queda dos indices é inevitável...
Talvez por isto, George Soros tenha fechado e se reformado!


terça-feira, 14 de julho de 2009

uma Directiva anti-Yuppies...

A UE parece estar contra prémios a banqueiros que correm risco: "Se for aprovada pelos Estados-membros e pelo Parlamento Europeu a proposta irá alterar a Directiva (lei europeia) relativa aos requisitos de capital no sector financeiro. A proposta que será detalhada no futuro irá tentar resolver o problema dos pagamentos de incentivos 'desproporcionados'. A Comissão Europeia pretende que 'os bancos e as empresas financeiras tenham políticas remuneratórias sãs que não encorajem ou recompensem a tomada de riscos excessivos'. As autoridades de supervisão bancária terão o poder de sancionar as políticas de remuneração que não estiverem de acordo com a nova regulamentação. Bruxelas quer 'um equilíbrio entre a parte fixa do salário e os bónus'." a ideia é interessante e pode levar ao fim das "classes" que se auto identificam com siglas estranhas e estrangeiras, quase sempre começadas por "C" (CEO;CAO; CBO; CCO; CFO; CHRO; CIO; CISO; CKO; CLO; CMO; CNO; COO; CPO; CRO; CSO; CSO; CTO; CVO) e, que foram talvez as grandes responsáveis pela "Crise" que hoje vivemos. apenas parece estranho que só agora "os politiCOS" tenha descoberto o fio á meada. Era óbvio que quem criou a situação não a sabe resolver (embora seja grande o numero de bombeiros acusados de fogo posto!). ficará para resolver uma questão: Que fazer "aos politiCOS" que sabendo da "Crise" nada fizeram para a conter, em devido tempo...alguns até a deram por terminada antes de iniciada! Ora bem, mais cedo ou mais tarde a "revolução" virá a acontecer!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

uma no cravo, outra na ferradura... 1

no cravo os gestores da bolsa portuguesa Um estudo da EXAME revela o perfil dos 418 gestores de 42 empresas cotadas na Euronext, que valem 46% do PIB.. . ler na Exame os 418 casos de narcisismo. na ferradura... Um quinto das empresas portuguesas tem capitais próprios negativos Um quinto das empresas portuguesas apresentam capitais próprios negativos de 9,6 mil milhões de euros, revelou o estudo "Perfil Dinâmico das Empresas Portuguesas", elaborado pela Associação Nacional de Jovens Empresários, em parceria com o Ministério da Justiça. "As conclusões do estudo são muito graves, mostrando que as nossas empresas se encontram numa situação de grande vulnerabilidade, ao dependerem excessivamente de capitais alheios, sobretudo oriundos do sistema financeiro", disse hoje, à Lusa, o presidente da ANJE, Armindo Monteiro. continua aqui

domingo, 22 de março de 2009

Crise: a impossibilidade de retorno aos antigos padrões

O termo crise tem, em latim, a mesma equivalência que o conceito “vento”. Indica um estádio de alternância, que no seu final se diferenciará do que costumava ser. Isto é, não existe possibilidade de retornar aos antigos padrões. A crise é como uma revolução: nada ficará como antes! É por isso assaz estranho estar a ver aqueles que não lhe previram a chegada e durante muito tempo negaram a sua existência, que agora nos comecem a dar soluções para dela sairmos. Conheço as capacidades de camaleões e vira-casacas e pressinto que se começaram a preparar para nos dar a volta... e, no final da crise, manterem as benesses que agora detém! Contudo a actual crise veio provar é que as previsões dos “jovens urbanos executivos” nem sequer consegue alcançar os mínimos da meteorologia: 15 dias. Lembro o que diziam alguns dos mais conceituados gurus da economia há apenas dois ou três meses e só posso compará-los a outra classe profissional: a dos astrólogos! Nesta fase, por toda a Europa, e em especial no nosso país, uma nova geração deveria estar a preparar-se para substituir os yuppies que nos últimos anos nos comandaram, ou nos condicionaram. Curiosamente os Estados Unidos, que pariram esta crise, são hoje os melhor preparados para o futuro: Uma nova geração surgiu na Presidência e, pouco a pouco, começa a despejar alguns entrincheirados do passado. É uma Geração Nova que não se distingue pela idade, mas porque tem as “mãos limpas” nos erros do passado! A decisão do Congresso de taxar em 90% os proventos yuppies é um sinal que os americanos entenderam os sinais... O que se passa na Europa, onde os “mesmos” continuam a não perceber o que se está a passar e, teimosamente, se agarram ás cadeiras de sempre, é sinal que a impossibilidade de retorno aos antigos padrões lhes vai surgir da pior maneira. A ultima reunião dos chefes de governo é demonstrativa de que o exemplo americano ainda cá não chegou.
Triste!