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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Manuela Moura Guedes revelou à agência Lusa, que enviou para a Procuradoria-Geral da República uma «participação criminal» que visa a abertura de um inquérito ao alegado plano do Governo para controlar a comunicação social Manuela Moura Guedes ponderou recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem a propósito da suspensão do Jornal Nacional da TVI, mas agora esse recurso «depende da sequência da participação criminal». tsf Também o antigo director geral da TVI garantiu, á agência Lusa que houve ingerência do Governo na TVI. «Quarta-feira houve uma pequena 'nuance' nas afirmações do primeiro ministro: diz que não teve conhecimento formal do negócio entre a PT e a TVI, anteriormente não tinha conhecimento puro e simples, o que significa que alguma coisa sabia do negócio». «Que houve ingerência nestes processos relacionados com a TVI e com outras entidades da parte do Governo, não tenho a mínima duvida, aliás, acho que hoje em dia em Portugal ninguém tem dúvidas sobre isso. Apenas se não conhecem os contornos específicos em que as coisas ocorreram», disse José Eduardo Moniz, em reacção aos esclarecimentos dados pelo primeiro-ministro no Parlamento. tsf

sábado, 6 de fevereiro de 2010

«Alguém tem de intervir para pôr ordem neste país» JEM

O ex-director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, considera «assustadora» a notícia publicada pelo SOL sobre um possível plano do Governo para controlar os media, por «confirmar os indícios» de ingerência governamental na TVI: - «É assustador termos a confirmação daquilo que eram indícios sérios de intervenção governamental no que diz respeito à TVI e às relações com a sua administração, nomeadamente com a administração da Media Capital»; - «É lamentável que isto aconteça, que a democracia portuguesa seja abalada por situações deste género e que haja conluios entre poder político e poder económico no sentido de condicionar o livre jornalismo em Portugal»; - «Já não é apenas a crise económica, é uma crise de valores que atravessa a sociedade portuguesa. Acho que isto não é sinal de maturidade, não é bom para a tal credibilidade que o ministro das Finanças dizia ser preciso transmitir para o exterior». Mas Jose Eduardo Moniz vai ainda mais longe: «Acima disso tudo, acho que este primeiro ministro, pelas fragilidades de carácter que tem vindo a revelar, não tem condições objetivamente para continuar a ser primeiro ministro» e o Parlamento «perante quem o primeiro ministro disse não saber nada sobre os negócios que se estavam a desenhar entre a Prisa e a Portugal Telecom, tem de fazer alguma coisa». Moniz entende também que o Presidente da República «não pode ficar indiferente».
com o devido respeito apetece dizer parafrasear Maria João Avilez :
"... é a primeira vez que estou à beira da vergonha"