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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Da Informação à Manipulação – Em 13 de Julho a Crítica de Miguel Mattos Chaves ao Estado da Imprensa em Portugal

A análise de Miguel Mattos Chaves é contundente: os principais órgãos de comunicação social em Portugal deixaram de cumprir a sua função de informar para se tornarem extensões ideológicas dos partidos da social-democracia e da esquerda socialista. Segundo o autor, em vez de cumprirem o papel de relatar os factos com isenção e dar espaço às várias correntes de opinião, passaram a ser empresas de comunicação com agendas políticas bem definidas e alinhadas.

Chaves afirma que, ao contrário do que acontece em democracias maduras como o Reino Unido, os Estados Unidos ou a França — onde os jornais assumem abertamente o seu posicionamento político —, em Portugal, os media fingem ser neutros e independentes, mas manipulam activamente a opinião pública. Este "teatro da isenção", diz ele, transforma os meios de comunicação em instrumentos de formatação ideológica.

Para Mattos Chaves, não estamos perante uma verdadeira democracia enquanto o pluralismo de ideias for excluído do espaço mediático. Em vez de informar, os media manipulam, ridicularizando ou silenciando as vozes da direita. Esta realidade distorcida, alerta o autor, deve ser corrigida pelos cidadãos — não com indignações vagas, mas com um gesto claro nas urnas: o voto.

Miguel Mattos Chaves denuncia que Portugal vive hoje num simulacro de democracia mediática. A alternativa está nas mãos do povo: continuar a embarcar na manipulação ou votar por uma mudança real.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

A HISTÓRIA dos FACTOS do 25 de ABRIL de 1974

Um pouco farto de tantos anos de "branqueamento" das acções de esquerda, em geral, e dos comunistas e socialistas/marxistas, em particular, venho hoje relatar-vos e relembrar alguns dos FACTOS da história de Portugal, ligadas aos acontecimentos desta data.
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Quase sempre, quando a verdadeira história do 25 de Abril é contada, os Comunistas e seus Aliados socialistas adoptam uma de três atitudes:
a. - Insultam quem os desmascara, tentando assim desmobilizar e constranger quem o faz;
b. - Chamam Mentirosos às pessoas que contam a verdadeira história, por forma a tentarem desacreditar o autor;
c. - Chamam de "fascistas", e mais recentemente de “populistas”, a todos os que denunciam aquilo em que se tornou o Golpe de Estado Militar de 1974;
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É uma Táctica de há muito conhecida, que tem por detrás o pensamento de que “a melhor defesa é o ataque”.
São, no entanto, tácticas já muito "velhinhas", as quais estão bem descritas nos manuais de subversão socialistas e comunistas e seus vários ramos (leninismo, estalinismo, trotskismo, maoísmo, etc.…)
Em Portugal estas tácticas foram, e continuam a ser hoje muito usadas, como se pode observar.
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Quanto aos FACTOS é bom recordar que:
• - Os Comunistas assaltaram o Poder e o “aparelho de Estado”, após o 25 de Abril.
Cometeram nesse período vários crimes contra as Pessoas e contra a Propriedade, e só não foram mais longe porque foram derrotados pelas Forças Armadas Moderadas, no dia 25 de Novembro do ano seguinte.
Mesmo assim ainda tiveram tempo para cometer alguns, tais como as prisões arbitrárias de pessoas sem culpa formada nem direito a julgamento, roubo (nacionalizações selvagens) de empresas, roubo de propriedades agrícolas, etc.
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Os 120 milhões de pessoas assassinadas nos países da ex-União Soviética, e na China, Vietnam, Camboja, Laos, Coreia do Norte, Venezuela, Cuba, à ordem dos criminosos Partidos Comunistas, não deixam margem para dúvidas sobre o que aconteceria se tomassem o Poder em Portugal.
A bem da verdade, valeu-nos, não o PS mas sim a personalidade do Dr Mário Soares e de alguns poucos dos seus amigos mais próximos, que ao verem o seu Poder desvanecer-se lutaram contra o PCP.
(Isto não desculpa a sua actuação, em conluio com o PCP do Dr Alvaro Cunhal de dar o Ultramar, sem qualquer Referendo às Populações, à URSS e seus aliados).
(Mas disso falarei noutro artigo).
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Do que não há igualmente dúvidas é que os comunistas só não são um problema sério nos dias de hoje, porque não valem mais do que 10% dos votos expressos e têm visto o número dos seus votantes descer quase para metade:
Na verdade:
• - Em 1976 votaram neste partido cerca de 800.000 pessoas. Hoje pouco ultrapassam as 400.000. Na minha opinião, ainda bem.
Como tal têm adoptado uma atitude disfarçadamente moderada, para tentarem sobreviver politicamente, em obediência à táctica que está descrita nos seus manuais de “um passo atrás, para dar a seguir dois passos à frente”.
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Ora acontece, e nunca é demais recordá-lo, que estabeleceram, onde governaram, Ditaduras que se revelaram verdadeiramente Assassinas, facto que escondem mas que, felizmente para a memória das sociedades, está bem documentada.
Ditaduras tais como as de:
• - Lenine, Estaline e suas purgas e Campos de Concentração (os Gulags);
• - Mao Tsé Dong e a sua Marcha da Fome e seus sucessores até ao actual Jiji Ping;
• - Chu-En-Lai, Fidel Castro, Kim Il Sung e seus descendentes;
• - Hugo Chávez e Nicolas Maduro, etc.… etc...
que mataram, por simples delito de opinião, no seu conjunto, mais de 120 Milhões de Seres Humanos.
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Curiosamente foi um dos Líderes do P.C.U.S. (Partido Comunista da União Soviética) que chegou a seu Secretário-Geral, de seu nome Nikita Kruschev, um dos primeiros a desmascarar as práticas assassinas dos Comunistas, conduzidas pelos seus antecessores Lenine e José Estaline.
Mas mal Kruschev foi afastado da liderança do PCUS, a sua denúncia dos crimes comunistas foi silenciada pelo seu sucessor Leonid Brejnev e seguintes, até ao final do criminoso Sistema Comunista, que aconteceu com o surgimento das políticas da “Glasnost” e “Perestroika” implementadas pelo último líder comunista da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, (URSS), Mikail Gorbatchov.
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Todos estes FACTOS estão muito bem descritos e documentados em vários arquivos, bem como em várias obras publicadas, de que são apenas alguns exemplos os vários Livros de Alexandre Soljenitsin e o Livro Negro do Comunismo.
Óbviamente que quando são relatados por alguém todos estes factos, logo são utilizadas as tácticas acima descritas para tentar silenciar e desacreditar o seu autor.
Tentam igualmente nesses ataques atribuir maiores culpas a outros ditadores não comunistas, atribuindo-lhes a acusação de terem sido piores e ditadores “de direita”, tentando atribuir a esse sector político, seu adversário, todos os malefícios da humanidade.
Ora na verdade ninguém sério nega a actuação e os resultados destas outras ditaduras. Mas também ninguém deve favorecer o “branqueamento” que os comunistas e socialistas marxistas tentam fazer, tomando as atitudes acima descritas.
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NOTA: Antes de terminar gostava de dar só mais uma informação:
É bom esclarecer de uma vez por todas que Hitler era o Líder --- notem bem a denominação --- do "Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães", mais conhecido por Nazi.
Daí a essa ditadura ser considerada de direita ou de extrema-direita... é outra mistificação, com que muitos ainda compactuam por ignorância.
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A ALIANÇA entre COMUNISTAS e NAZIS de 1939
Esta "colagem" destina-se a fazer “esquecer” a alguns líderes não comunistas o Pacto de Não-Agressão (Pacto entre a Alemanha - Nazi e a URSS - Comunista), celebrado em 23 de Agosto de 1939, entre Josef Estaline e Adolf Hitler, assinado pelos seus Ministros dos Estrangeiros da URSS Comunista (Molotov) e da Alemanha Nazi (Ribbentrop).
Pacto no qual ficava estabelecido que os Comunistas ficavam com metade da Polónia (a outra metade para a Alemanha) e com a Bessarábia.
Como contrapartida Estaline não impediria, nem se intrometeria nas conquistas de Hitler, em todos os restantes países do continente europeu.
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O 25 de ABRIL de 1974
Outra das mentiras favoritas dos defensores da linha socialista/comunista é o dizerem que foram eles os autores do Golpe de Estado do 25 de Abril de 1974.
Na verdade, no período entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975, tudo fizeram para que não houvesse Eleições em Portugal, bem como afastaram todos os Oficias Moderados das FA’s, de forma a poderem entregar o ex-Ultramar Português aos Partidos Comunistas desses, hoje, países e que ainda hoje os dominam e, em consequência, à esfera de Poder da então URSS, o que aconteceu.
Todos estes FACTOS estão bem documentados.
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COMO NASCEU o Golpe Militar de 25 de ABRIL de 1974?
A verdade é que este aconteceu sim, mas por via do descontentamento de uma parte dos Oficiais das Forças Armadas.
1º Tal descontentamento surgiu após a publicação de um Diploma, (Decreto-Lei nº 353/73), da autoria do então Ministro do Exército, General Sá Viana Rebelo.
a. Esse diploma prejudicava a Carreira Militar dos Oficias do Quadro Permanente, ao dar a possibilidade aos Oficiais Milicianos (Quadro de Complemento) de entrarem para o Quadro Permanente, sem terem que frequentar a Academia Militar durante o mesmo número de anos que os primeiros.
b. Pretendiam os Oficias do Quadro Permanente que o Governo revogasse essa Lei. Tal Diploma, embora posteriormente modificado (mas não revogado), foi na verdade a origem do descontentamento, sobretudo junto dos Oficiais das patentes de Alferes a Capitão.
Este descontentamento era ainda reforçado pela não satisfação de duas outras reivindicações mais antigas, que diziam respeito à exigência de:
2º - Mais e melhor Armamento, nomeadamente pela substituição das G3;
3º - Melhores Salários, sobretudo quando estivessem em zona operacional de 100%.
Estas três reivindicações, não satisfeitas pelo regime do Estado Novo em descrédito político já avançado, dada a natureza errática, de avanços e recuos da denominada "Primavera Marcelista", toldaram as relações entre o Poder Político e as F.A’s.
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CONCLUSÃO:
Foi a não satisfação destas três reivindicações que deram origem ao Golpe de Estado Militar de 25 de Abril de 1974, executado exclusivamente por Militares e não por nenhum Partido Político, muito menos pelo PCP. Este partido infiltrou quadros seus no movimento e acabou por dominá-lo nos dias seguintes a essa data.
O PCP e PS apenas aproveitaram a acção dos militares para dar o Ultramar Português à esfera Comunista Internacionalista.
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Programa de Governo EUA 47° Presidente

PROGRAMA do 47º PRESIDENTE dos EUA
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POLÍTICA EXTERNA
a) NATO - desde 1945 que os países europeus quase nada contribuem, quer em meios militares, quer em orçamento, para as despesas da organização.
Pretende que, sobretudo a França, a Alemanha e o Reino Unido, e restantes países da NATO europeus, passem a contribuir com mais meios e mais dinheiro e aliviem assim as correspondentes contribuições dos EUA;
b) Restabelecer as negociações com a Rússia, por forma a pacificar a zona euro-asiática;
c) Reexaminar o acordo nuclear feito com o Irão;
d) - É a favor da Autodeterminação dos Povos e da sua capacidade de Autogoverno;
e) – Quer reactivar os Acordos de Abraão entre Israel e vários países Árabes, que ele Celebrou no seu 1º mandato, ou seja, os Acordos de Paz no Médio Oriente, que a administração Biden deixou cair;
f) – Quer restabelecer a Paz na Europa.
Para tal quer restabelecer os contactos com a Federação Russa e a Ucrânia para rapidamente se chegar a um Cessar-Fogo e tentar chegar a um Acordo de Paz permanente.
Recordo que não fomentou, nem entrou em nenhum Conflito Armado, no seu 1º mandato, desagradando profundamente assim à Indústria do Armamento americana (o poderoso complexo industrial-militar, de que já falava Eisenhower); tendo mesmo começado a retirar tropas dos EUA de vários teatros de conflito, criados pelos seus antecessores;
g) - Quer restabelecer a Paz no Médio Oriente, em posição de força que obrigue o Irão e seus aliados movimentos terroristas a baixar as armas;
h) – É a favor da Soberania plena dos Estados e contra a globalização.
Recorde-se que a globalização, sobretudo após a admissão da China na Organização Mundial do Comércio, virou-se contra as populações da Classe Média dos Estados Unidos e da Europa.
O grande ganhador foi a China.
Obviamente quer corrigir essa situação e devolver à Classe Média americana a sua fortaleza e bem-estar.
POLÍTICA INTERNA
1º. – Antes da Crise do Covid19 (Vírus da China) o desemprego era de 3,6% nos EUA, o mais baixo desde a Fundação deste país; o desemprego dos Hispânicos e dos Negros, era o mais baixo desde a fundação dos Estados Unidos; o melhor resultado que Biden conseguiu foi 4,1%.
2º. – Imigração - o que está no seu programa: - Quer impedir a Imigração Ilegal.
A sua máxima é: - querem vir para os Estados Unidos, venham, mas é para trabalhar e produzir.
Para virem para os EUA têm de vir legalmente, têm que aprender a nossa língua, respeitar os nossos costumes, respeitar as nossa Leis.
Em caso de cometerem crimes nos EUA, serão deportados para os países de onde vieram.
a) Vigiar mais efectivamente as fronteiras dos EUA, sobretudo com o México;
b) Repatriar os Imigrantes Ilegais, sobretudo os que já tiverem cadastro policial por infrações à lei americana;
c) Impedir a entrada de novos imigrantes ilegais;
d) Vedar mais a fronteira dos EUA/México, quer com redes de segurança, quer com muros, (que já existem em boa parte da mesma) quer em policiamento para suster a imigração ilegal, o contrabando, o tráfico de drogas, e de armas;
e) Estabelecer especial vigilância sobre os imigrantes que queiram entrar nos EUA, sobretudo os oriundos dos países muçulmanos;
ECONOMIA
Quer baixar os Impostos Directos sobre a Classe Média e sobre as Empresas, de forma a que possam viver melhor sem a carga que o Estado lhes tem imposto; fê-lo no 1º mandato com excelentes resultados; quer voltar a essa política.
a) Baixar os impostos sobre as pessoas, reformulando os escalões;
b) Baixar os impostos para as empresas;
c) Requalificar as infra-estruturas rodoviárias dos EUA, construídas nas décadas de 1950 e 1960, que estão em estado de degradação visível, recorrendo sobretudo a joint-ventures com investidores privados;
d) Requalificar hospitais e aeroportos que estão a ficar obsoletos;
e) Tentar repatriar boa parte da indústria americana, que se tinha deslocalizado para outros países;
f) Quer atrair Investidores nacionais e internacionais dando-lhes apoios Federais destinados a Re-Industrializar os EUA, para devolver os empregos aos americanos, que foram em grande parte destruídos pelos acordos liberais: “America First”;
g) Quer acabar com o negócio das excessivas medidas, ditas de “ambientais”, que têm contribuído para deteriorar a economia americana, em favor da China e da India;
h) Introduzir direitos niveladores aos produtos oriundos dos países asiáticos, em que vigorem esquemas de remuneração que distorcem a concorrência sã, e que estão a prejudicar a economia americana; - (salários de miséria, inexistência de férias, trabalho infantil, etc.);
SAÚDE 
a) Substituir o "Obamacare" por outro programa; começou a fazê-lo no 1º mandato corrigindo várias medidas negativas e que em nada favoreciam o cidadão americano.
b) Eliminar do mesmo o que custa muito dinheiro, e que está a arruinar o orçamento dos EUA, e repor e melhorar alguns programas pré-existentes de seguros, e programas de reforma em vigor
(Miguel Mattos Chaves)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

uma analise democrata cristã aos resultados eleitorais!

 

 

Resultados por Partido
PS – sai desta crise (provocada por si e pelos parceiros da extrema-esquerda - PCP e BE), reforçado em Deputados, em número de votos e em percentagem, conquistando a sua segunda maioria absoluta. Recordo que a primeira foi conquistada pelo Engº José Sócrates em 2005, tendo recebido 2.588.312 votos, uma percentagem de 45,03%, elegendo 121 Deputados à AR. Agora o resultado provisório obtido, (faltam ainda contar os Votos da Emigração que representam 4 Deputados), por este partido cifra-se em 2.246.637 votos obtidos, com uma percentagem de 41,68 %, elegendo até ao momento 117 Deputados. Ora a maioria absoluta conquista-se com a eleição de 116, pelo que se obtiver como em 2019 mais três deputados com os votos dos emigrantes, ficará com 120 deputados na AR. Mesmo que não os obtenha, pois já obteve sem eles a maioria absoluta, terá 4 anos de mandato, mais do que previsivelmente. . O futuro: os Portugueses que votam, e só esses me interessam dado que os que não votam são absolutamente irrelevantes, dividem-se entre os optimistas e satisfeitos e os que veem com receio o PS novamente no Governo da Nação com um poder absoluto que, não tenho dúvidas, irá exercer. . 1ª consequência imediata: - O Programa de Governo que o Dr António Costa apresentou, e que foi chumbado em Novembro de 2012 provocando a queda do seu Governo, irá ser implementado na sua totalidade, ou apenas com uma ou outra alteração de pormenor, sem importância, destinada a fazer crer aos Portugueses que irá ouvir alguém que não da sua área de sustentação do Governo. E aqui a primeiro consequência é de que os Portugueses perderão Poder de Compra em 2,0%, pois os aumentos sinalizados no orçamento de 0,9%, com uma inflação que já está nos 2,9% assim o indicam. Ou seja, para não ir mais longe, a Classe Média e os Reformados empobrecerão já este ano 2% dos seus rendimentos do trabalho ou nas suas reformas. Poderia estender-me mais, mas direi apenas que ao final do 2º ou do 3º ano, o Primeiro-Ministro (a exemplo do que fez o Prof Cavaco Silva na sua 2ª maioria absoluta) deixará o Governo dando lugar a um sucessor que o refresque com vista às eleições de 2026. . Por agora fico-me por aqui. Irei comentando ao longo do tempo a actuação deste Governo agora reforçado. . PSD – este Partido obteve agora 27,80 %, correspondentes a 1.498.605 votos elegendo 71 Deputados, ou previsivelmente mais um, quando muito mais dois, originário dos Votos da Emigração, ficando no final da contagem com 72 ou 73 deputados na AR. Em 2019 obteve 1.457.704, com uma percentagem de 27,76% ficando com 79 deputados. Ora apesar de obter práticamente os mesmos resultados percentuais, dada a distribuição geográfica dos votos e o método de Hondt, perde entre 6 e oito deputados. Agravada esta circunstância pelo facto de qualquer que sejam as suas propostas, se elas não agradarem os Governo e ao Partido Socialista, nenhuma influência real terá na governação, a não ser pela vocalização das suas posições. . A luta interna pela liderança, o Congresso onde muito do que devia ser discutido “dentro de casa”, saiu a público, prejudicando gravemente a confiança dos Portugueses nesse Partido e no seu líder, mesmo que reeleito, produziu este efeito de perda. Isto ao contrário da opinião do que disseram os comentadores e jornalistas. A luta pública de assuntos internos, prejudicou gravemente este partido na sua credibilidade e potencial confiança dos eleitores. Vamos assistir a lutas internas e ao surgimento de uma nova liderança, ou a breve trecho, ou a médio prazo quando faltarem dois anos para a mira do Poder que as eleições de 2026 proporcionarão. . Uma das questões que se colocam sobre o futuro deste Partido é a de vai continuar a ser semelhante ao PS (o que o fez perder eleições) ou vai dividir-se para dar origem a um partido de direita de verdadeira alternativa aos socialistas? E se o não fizer a direita será representada pelo Chega e eventualmente por um CDS refundado? Vamos ver. Se nada fizer em termos de reposicionamento ideológico, o seu futuro não será brilhante. . PCP – em queda constante de eleição para eleição. Ficará com apenas 6 dos 12 Deputados que tinha na AR, sendo atirado para irrelevância de decisão, face ao anterior modelo da geringonça. Aliás a geringonça foi fatal para o eleitorado deste partido, cuja parte menos ideologicamente esclarecida, deixou de vez de acreditar (ao fim de 47 anos) que este partido serve para algo, a não ser protestar, mas sem efeitos na sua vida do dia-a-dia. Para além disso, (desencantamento) à medida que o seu eleitorado vai desaparecendo fisicamente, menos percentagem obterá e menos deputados elegerá, sobretudo quando a abstenção for menor que os 50%, como foi agora o caso destas eleições. É um Partido parado no tempo e o seu desaparecimento e irrelevância ir-se-á inexoravelmente agravando, de eleição para eleição. Resta-lhe, por enquanto, a sua estrutura sindical – a CGTP – que lhe irá dando uma aparência de luta e de importância política, que se fará sentir através de um mais que provável recrudescimento da convocação de manifestações de protesto nas ruas e de greves, mas o seu destino, a exemplo do que aconteceu em toda a Europa, será o seu continuo e inexorável desaparecimento da cena política relevante. . BE – este partido desce de 18 para 3 os seus deputados. O “abraço de urso” dado pelo PS com a construção da geringonça, fez ver ao seu eleitorado que de Partido de Protesto, passou para um Partido que queria apenas ter um “lugar ao sol” no Poder da governação. A luta interna será inevitável e o seu futuro incerto, para pessimista. . Iniciativa Liberal – com um ideário Liberal, paredes meias com a noção da Economia do “laiser faire-laissez passer”, que nunca resultou em parte nenhuma do mundo, e com a defesa dos mesmos princípios e valores do Bloco de Esquerda, em matérias como a vida e os costumes, a noção Libertária da sociedade, que aparentemente é sedutora para o individualismo exacerbado, será um partido de “protesto” e de proposição de ideias aparentemente boas, mas sofrerá o desgaste natural à medida que o eleitorado for percebendo que aquilo que realmente propõe e, sobretudo, à medida que o eleitorado for percebendo os resultados potenciais que as suas propostas teriam se fossem implementadas, sofrerá o desgaste semelhante ao sofrido pelo BE. Antevejo o “efeito balão” para este partido, de eleitorado médio citadino e jovem. À medida que esse eleitorado for amadurecendo a sua análise, do concreto das suas propostas concretas, perderá boa parte do mesmo. Veio para ficar, mas a interrogação é de quanto tempo manterá um grupo parlamentar, que agora conquistou. É o partido querido da comunicação social, tal como o foi e ainda é um pouco, o Bloco de Esquerda. Por quanto o tempo o será, é uma interrogação que fica. . Chega – abandou a modorra dos debates públicos, abanou a dominância cultural da esquerda, aproveitou bem as hesitações e as cedências de PSD e CDS ao “politicamente correcto” imposto pela esquerda e pela comunicação social. As hesitações dos mesmos, proporcionaram aos eleitores que pensam à Direita, Conservadores, Democrata-cristãos, Liberais moderados na Economia, uma “casa de acolhimento” ideológico, embora ainda com algumas reservas. Mais a mais porque esse eleitorado estava cada vez mais farto de ver a esquerda a fazer e a impor o que bem queria, sobretudo em matéria da Moral, da Ética e mesmo na Economia, sem que PSD e CDS actuassem fortemente e com “voz grossa” contra isso e contra os “mitos urbanos” crescentemente impostos pela esquerda, com a cumplicidade activa e interessada da comunicação social. É, juntamente com o PS, o grande vencedor das eleições legislativas de 2022. A questão que se coloca agora tem a ver com o desvendar se é um Partido de um Homem só, inegavelmente capaz e mobilizador, ou se tem mais quadros e dirigentes capazes. Ou seja, se tem uma equipa de gente capaz em todos os aspectos da vida em sociedade, ou não. Se provar que tem gente capaz e séria, com cabeça estruturada, com visão, veio para ficar e a sua tendência será de crescimento e acabará por conquistar o poder de governar. Se não for capaz de provar tudo isto, será um “partido balão” como o foi o partido construído pelo General Ramalho Eanes que numa legislatura passou de 42 deputados para zero. Veremos. Deu esperança a largas camadas da população, veremos se será capaz de corresponder. . CDS-Partido Popular – de há dois anos a esta parte sofreu com várias coisas. A primeira das quais com uma oposição interna intensa, permanente e aguerrida, oriunda de pessoas que fizeram dos lugares políticos uma profissão. Tal facto agravou a queda que já se vinha sentindo desde 2010, pois a população em geral não gosta de ver discutidos na “praça pública” assuntos que deviam ser discutidos em casa. O desgaste foi tremendo e contribuiu decisivamente para o desaparecimento deste Partido do Parlamento. Um segundo factor foi que o novo líder, sendo muito jovem e precisando de tempo para afirmar as suas propostas e clarificar o seu pensamento junto dos portugueses, não o teve, pois, no segundo mês do seu mandato viu surgir a pandemia do Corona Vírus (ou Vírus da China) impedindo-o de contactar a população no terreno. Este factor foi agravado pela comunicação social, que por vários motivos político-ideológicos e de grupo, nunca lhe deu a cobertura noticiosa que deu a BE, PCP, PS e ao desafiante Chega. A agravar tudo isto, e ao contrário de fazer rupturas com o sistema instalado pela esquerda, hesitou cedendo em várias ocasiões ao “politicamente correcto” imposto pelos jornalistas e pela esquerda. Não rompeu o suficiente com a desastrosa governação ideológica imposta por Paulo Portas (na sua última fase) e por Assunção Cristas, que tinham descaracterizado o CDS e deixou cair mesmo vários dos seus apoiantes internos que o incentivavam a essa fundamental ruptura. Perdeu o seu grupo parlamentar, a sua representação na Assembleia da República, e agora, com uma situação financeira de ruína deixada pelo consulado de Assunção Cristas, agravada agora pela perda das subvenções estatais que recebia pelo facto de ter deputados na Assembleia da República, muito dificilmente recuperará, muito dificilmente sobreviverá. É uma perda para a Democracia portuguesa e para todos os Conservadores que agora se acoitarão ou no Chega, a maioria, ou na IL alguns, ou na abstenção, muitos. Veremos o futuro a dois meses, pois terá um Congresso, mas a menos que os seus militantes passem a pagar quotas elevadas, ou se arranjem financiadores privados, terá o seu fim por asfixia financeira. . Quanto a mim, militante de décadas do CDS e algumas vezes fazendo parte da sua equipa dirigente, tenho muita pena do que aconteceu, mas estou de consciência tranquila, pois avisei em vários Congressos (Gondomar, Lamego, Aveiro) do partido, para o que se avizinhava se não mudássemos de rumo seguido, sobretudo desde 2010. Agora estarei em reflexão durante algum tempo, até decidir o que, em termos da minha actividade cívico-política, irei fazer. . Por aqui me fico. Nos próximos dias, ao fazer a análise quantitativamente mais fina, escreverei e partilharei convosco as conclusões de todo este novo quadro político. (Miguel Mattos Chaves)