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terça-feira, 4 de setembro de 2012

amanhã não é noticia!

Paulo Portas "na sequência de notícias publicadas na imprensa sobre o "caso dos submarinos" solicitou segunda-feira, "ao abrigo do artigo 86 do Código de Processo Penal" o esclarecimento ao DCIAP.
Cândida Almeida, directora do DCIAP, informou hoje o líder do CDS/PP que não foram "recolhidos indícios da prática de ilícito de natureza criminal" por parte de Paulo Portas "no processo dos submarinos", num documento a que a Lusa teve acesso.
"Em resposta à solicitação, o DCIAP informa que o chamado 'processo dos submarinos' tem a sua investigação aberta contra desconhecidos, não tendo sido recolhidos indícios da prática de ilícito de natureza criminal por parte de V. Exa.", escreveu Cândida Almeida directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal
Esta é a "terceira vez, nos últimos sete anos, que o líder do CDS/PP solicita esclarecimentos ao Ministério Público e é a terceira vez que a resposta é a mesma". PSP.

Estranho é ser “esta a terceira vez que a resposta é a mesma”.
Estranho é a resposta vir assinada pela candidata a PGR, a mesma que arquivou o Freeport do Pinto de Sousa.
Estranho é que ainda haja “jornalistas” que periodicamente façam emergir os “submarinos”.
Não será estranho que amanhã não seja noticia e que, em breve, volte a ser manchete…

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Portas a emergir ou “alguém” a submergir? (2)

Em 11 deste mês de Agosto o grupo do “amigo oliveira” faz emergir os submarinos: manchete num jornal de referência e primeira réplica numa rádio que já teve melhores dias no fim da rua. Depois foi o deixar à solta jornalistas “copy-paste”... de "outros amigos".
Farto de ler, ver e ouvir as mesmas tretas em identicas situações a minha conclusão teria que ser o post Portas a emergir ou “alguém” a submergir?
O estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso e SIC, de 9 a 14 de Agosto de 2012 confirmou quem emergia e quem submergia:
Na popularidade dos líderes políticos, destaque este mês para a subida de Cavaco Silva e para a manutenção de Paulo Portas como o político mais popular em Portugal, lê-se no Expresso.

Paulo Portas não será o “meu ideal de politico” para o meu país, e destesto que me tratem como imbecil!
Mas pelo andar da procissão parece que andam por ai muitos que gostam de o ser!

sábado, 11 de agosto de 2012

Portas a emergir ou “alguém” a submergir?

O "Jornal de Notícias" cita, esta manhã, o procurador João Ramos, do DCIAP, que - em despacho de 4 de Junho - escreve que «apesar de todos os esforços e diligências levadas a cabo pela equipa de investigação, o certo é que grande parte dos elementos referentes ao concurso público de aquisição dos submarinos não se encontra arquivada nos serviços [da defesa], desconhecendo-se qual o destino dado à maioria da documentação».
O jornal acrescenta que desapareceram os documentos com os registos das posições assumidas pela antiga equipa ministerial de Paulo Portas, que foi quem negociou o negócio concretizado, em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Portas ministro de Estado e da Defesa nacional. TSF.

os poucos que ainda sabem interpretar a língua portuguesa percebem que o truque da desinformação está no “negociou o negócio concretizado” e perguntam-se, se não foi o Portas, quem foi que concretizou o negócio?

é certo e sabido que, quando o grupo do “amigo Oliveira” manda emergir os submarinos, alguns “políticos” ou “Políticas” se estão a afundar e as “sondagens” estão a dar o Paulo Portas a crescer…no Sol dos Açores!
Os próximos dias disso darão notícia!  

sábado, 30 de abril de 2011

apenas o Tridente e o Arpão para a maior Z E E da Europa

Pouco passava das 10 horas quando o submarino Arpão entrou na Base Naval do Alfeite. Ficámos agora com duas unidades daquilo que muitos chamam “a arma dos pobres”. Para um país que tem uma das fronteiras, a marítima, com a América do Norte é pouco.
Tinha razão o governo de António Guterres que pretendia quatro, porque as finanças não nos permitiam ter seis, já que havia 10 estádios de futebol para pagar.
Contudo isto de termos uma fronteira com a América não será fácil explicar àqueles, e são cada vez mais, que nunca olharam para um mapa do seu país quanto mais para um mapa do mundo. Sabem lá o que é o Luxemburgo ou quantos quilómetros quadrados tem a Dinamarca. Nem querem saber.
Perdida a consciência nacional e convencidos à regra marxista do “somos um pequeno país” temos vindo a acreditar que os “submarinos” que nos fazem falta são as auto-estradas em que, em viagem sem volta, nos deslocamos para o litoral ou a alta velocidade com bitola espanhola que nos leva à Europa em Badajoz ou traz os nossos irmãos a banhos. Nem sequer a estatística que revela comermos três vezes mais peixe que os parceiros continentais nos convence que temos que defender o peixe nosso de cada dia...
Adquirida a iliteracia necessária ficámos aptos a não entender que os subsídios às Empresas Públicas equivalem a cinco submarinos, a frota da Holanda, que o BPN equivale a dez submarinos, a frota da Itália e o TGV equivale a 15, a frota da Alemanha qualquer destes países, comparativamente, com ridículas extensões marítimas.. e ainda falta acrescentar os da desbunda das EP’s de Transportes.
Analfabetos funcionais ou especialistas em generalidades podemos falar politicamente correcto no gasto desnecessário e sermos escolhidos a dedo pelos pmj’s, para dissertar sobre defesa da ZEE de espaço maritimo nacional, convencidos que isso do “nobre povo” apenas serve para ser cantado no hino da selecção...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sondagens: Grande subida do CDS/PP?

"Submarinos: Ex-quadros da Ferrostaal acusados de corrupção
O Ministério Público de Munique acusou dois ex-quadros da empresa alemã Ferrostaal do pagamento de mais de 62 milhões de euros em "luvas" para garantir encomendas de submarinos de Portugal e da Grécia, noticiou hoje a agência Bloomberg. Os dois acusados, que não foram identificados, são um antigo membro do conselho de administração e um ex-director da empresa. ... "

trata-se de uma nova lei da fisica: "sempre que os democratas-cristãos sobem nos Estudos de Opinião, os submarinos voltam a ser noticia".

quinta-feira, 17 de março de 2011

dos gravadores aos submarinos… entendi-te!

«Num estado de direito não é suportável que alguém possa ficar sob suspeita durante muito tempo, portanto era razoável e exigível que a Procuradoria esclarece essa situação. As pessoas têm direito à sua dignidade e paz social, e atentendo à figura pública que é Paulo Portas mais exigente se torna», justificou Ricardo Rodrigues que pediu esclarecimentos à PGR sobre processo dos submarinos...
«Nesse caso seria útil ao país e ao próprio que a Procuradoria desse um esclarecimento para no sentido de esclarecer se existe alguma suspeita, se Paulo Portas é sério ou não, e se existe alguma carta rogatória», defendeu o vice presidentes do grupo parlamentar do PS.
o que é que a previsivel queda do governo terá a ver com esta atitude?
cartoon roubado a Henrique Monteiro

quarta-feira, 16 de março de 2011

governo ao fundo, submarinos à tona!

O Ministério Público investiga o líder do CDS, Paulo Portas, e o seu núcleo duro no Ministério da Defesa, no âmbito da compra dos submarinos, e pediu ajuda à Justiça da Alemanha, na convicção de que aí pode estar a chave do caso. Francisco Galope escreve na visao que o documento incluirá uma longa lista das mais importantes, e em princípio influentes, figuras que intervieram ou poderão ter influído nos contratos, seu conteúdo e sua forma, entre o Governo de Lisboa e o consórcio germânico de mais de uma dezena de indivíduos e empresas. Desde logo será natural que Paulo Portas, ministro da Defesa aquando da sua negociação e assinatura, encabece essa lista, bem como os homens de confiança que nomeou para o grupo de trabalho que o assessorou no programa de aquisição dos submarinos. A saber: coronel Fernando Serafino (diretor-geral do Armamento e Equipamentos de Defesa, coordenador do grupo de trabalho), contra-almirante Luís Caravana (da Direção de Navios da Marinha, responsável pela parte operacional, técnica e logística); Pedro Brandão Rodrigues (presidente da Comissão das Contrapartidas, hoje deputado do CDS), Bernardo Carnall (secretário-geral do Ministério da Defesa, para a área financeira) e Bernardo Ayala (advogado, na altura da Sérvulo Correia e Associados, o escritório que apoiou juridicamente o ministério). Este é, até à data, o único arguido no processo 56/06, ainda em investigação. Gil Corrêa Figueira, representante da Ferrostaal em Portugal e Jürgen Adolff, ex-cônsul honorário de Portugal em Munique, cargo que acumulava com o de consultor do consórcio alemão, também farão, entre outros, parte do rol. ... porque é que será que quando o governo está "à rasca" aparecem os submarinos?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

reChegaram os submarinos!

Sempre que um jornal oficioso "mancheta" submarinos e Portas, o nosso-primeiro, ou um dos seus ajudantes, faz-nos conhecer uma má notícia. Alguma coisa má esta para nos ser dada a conhecer!
Será que vão fazer "o tal" pedido de ajuda à estranja?

sábado, 27 de novembro de 2010

a culpa é do Portas...

Só nos entregam o Arpão em 2011 e Santos Silva vem agora revelar que “é do nosso interesse neste momento que os dois submarinos sejam contabilizados para efeitos do défice do orçamento de 2010, como é do interesse do consórcio entregar o segundo submarino o mais depressa possível”, contrariando o ainda-primeiro-ministro que no último chamado “debate quinzenal” referiu que a “despesa extraordinária dos submarinos” ia ter que ser paga com receitas extraordinárias e que essa é uma “realidade que pesa sobre o Orçamento de 2011”. O nossos ainda Primeiro e das Finanças tanto barulho fizeram por causa da inclusão dos “submarinos” no OE2011 e agora vem o Ministro da Defesa revelar que “é do nosso interesse contabiliza-los em 2010”.
Esta gente não se entende. Desconfio que isto são coisas do Portas que não quis dar o Arpão, como presente de Natal, a este, ainda, Governo….

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Submarinos e Transparência

O Governo prevê pagar ainda este ano os dois novos submarinos da Armada, mas não esclarece se vai poupar juros e se desaparecem os pagamentos anuais inscritos na Lei de Programação Militar para as próximas duas décadas.
O ministério da defesa informa que "Os termos em que será inscrito o pagamento no programa de reequipamento das Forças Armadas serão esclarecidos na próxima revisão da LPM prevista para 2011”.
A manterem-se na Lei de Programação Militar, durante duas décadas e várias legislaturas, os pagamentos associados ao contrato de aquisição dos dois submarinos, depois de o Estado os ter pago na totalidade, a explicação lógica será que se pretende levar a Defesa a devolver os mil milhões do Fundo de Pensões da PT.

Uma operação que sendo aparentemente correcta merecia ser transparentemente explicada.
Ou alguém guardou na manga uma engenhariazinha financeira?

Um facto estranhamente pouco divulgado, ou talvez não,  é que a UE alterou, a meio da década e já depois da assinatura de compra dos blindados e submarinosa, as regras de inscrição das verbas afectas à compra de material militar pelos Estados membros, isto é, o custo total de um equipamento teria de ser feito no ano da sua recepção.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Governo Alemão desmente Governo Português

O pagamento do submarino foi o argumento do Governo para a necessidade de obter, neste fim de ano, uma receita extraordinária, ao caso transferência do Fundo de Pensões da PT. O DN, citando o secretário de Estado do Orçamento, noticiou, em 1 de Outubro, que 'os alemães já contabilizaram nas suas exportações o submarino que chegou a Portugal, justificando dessa forma a natureza 'extraordinária da despesa". "Não existe qualquer relação entre a contabilização da exportação de um bem pelas Finanças alemãs e a contabilização desse mesmo bem como despesa no Orçamento do Estado receptor", declara ao DN o Ministério das Finanças alemão, através da embaixada em Lisboa. DN O problema não é o submarino. O problema é o que aconteceu a 500 milhões de euros que este ainda governo quer justificar com a compra do submarino. O problema é o Governo alemão ter sentido necessidade de se justificar para não ser envolvido na trapalhada. Ó problema é voçê... que ainda acredita nos trafulhas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

então, e os submarinos?

Apesar da dureza do plano de austeridade anunciado na quarta-feira passada, “haverá uma nova vaga de medidas graves no próximo ano”, alertou esta tarde Francisco Louçã, do Bloco de Esquerda. Tudo por causa da “maior incógnita das contas nacionais que é o BPN”. O BPN terá criado uma dívida de 4300 milhões de euros caso se confirme a venda do banco por 200 milhões de euros que o contribuinte terá que pagar.
afinal parece que o problema não são os submarinos...

domingo, 3 de outubro de 2010

a culpa é dos submarinos... e de Paulo Portas.

A culpa das duras medidas tomadas por este ainda governo é, ao que parece, culpa de Paulo Portas e dos Submarinos. Dos dois equipamentos, claro, dado que Portas rejeitou comprar um terceiro dos quatro antes adjudicados por outros governos. A culpa não foi a nem a má gestão do governo Pinto de Sousa, nem sequer a ocultação que está a fazer das regras do Eurostat em que cada bem militar é imputado no défice apenas uma vez e no ano da sua recepção definitiva. Nada disso porque Pinto “honesto” de Sousa é como Adão: Não tem umbigo e por tal não lhe foi adstrito o “pecado original”. ...embora me pareça que o inginheiro civil coimbrão, “honesto” de Sousa, nunca tenha conseguido ler e perceber que o bíblico Adão “era um simples boneco de barro”.
1. A história dos submarinos A capacidade submarina de Portugal não começou em 2004. Faz, em 2010, cem anos que Portugal tem submarinos. A capacidade submarina de Portugal foi confirmada pela Monarquia, pela I República, pelo Estado Novo e pelo regime saído do 25 de Abril; a última frota submarina portuguesa foi adquirida em 1962. À época, no Estado Novo, Portugal comprou 4 submarinos da classe Albacora, que foram entregues em 1968. A duração média de uma frota de submarinos oscila entre os 30 e 40 anos; quando, em 2002, o CDS ocupou a pasta da Defesa Nacional, já só estava em condições operacionais 1 dos 4 submarinos, e mesmo esse já tinha feito a sua 6.ª revisão operacional. A esquadra que começa agora a chegar é, portanto, a 5.ª, em cem anos. Os atrasos na decisão entre 1993 e 2004 podiam ter colocado em risco a existência da escola submarinista em Portugal (o treino e o conhecimento de uma tripulação submarina, se não operar, perde-se). 2. Quem e como lançou o concurso dos submarinos? A primeira declaração de intenção para aquisição de novos submarinos é de 1993. O concurso para renovação da capacidade submarina foi lançado em 1998, era Primeiro-Ministro António Guterres. O concurso lançado pelo governo socialista em 1998 previa a aquisição de 3 a 4 submarinos (número idêntico à esquadra anterior). O valor estimado, no concurso lançado em 1998, para a aquisição de 3 submarinos aproximava-se dos 2.000 milhões de euros; a Lei de Programação Militar previa recurso ao leasing em cerca de 70% dos valores das várias aquisições. O Governo PSD/CDS herdou o concurso já na sua fase final (2002). A decisão tomada foi a de reduzir a aquisição para 2 submarinos, baixando o custo de 2.000 M€ para 1.000M€; foi também tomada a decisão de reduzir para 50% o valor da Lei de Programação Militar previsto em leasing, de modo a evitar maiores custos financeiros; Quando, em 2004, a decisão final é tomada, a dívida pública portuguesa era de 58% do PIB, ou seja, dentro dos limites do Tratado; hoje, depois de 5 anos de governo socialista, essa dívida pública aproxima-se dos 90% do PIB, muito acima do aceitável. Todos os ministros da Defesa socialistas - Veiga Simão, Jaime Gama, Castro Caldas, Rui Pena, Luís Amado e Severiano Teixeira foram favoráveis à aquisição de submarinos, e inscreveram-na em sucessivas Leis de Programação Militar. O consenso em torno desta capacidade sempre foi estendido ao PS, PSD e CDS (os partidos próatlantistas). Na Assembleia da República, a decisão de reduzir para 2 os submarinos a adquirir, foi criticada pelo PS, argumentando que isso colocaria a capacidade submarina de Portugal ao nível da Argélia. 3. Pode Portugal ser um país oceânico e deixar de ter submarinos? Portugal é um país oceânico e marítimo. Ora, os países oceânicos e de tradição marítima na Europa têm, mantém e renovam a sua capacidade submarina. Por alguma razão será… Vejamos os principais exemplos: A Espanha terá uma capacidade de 12 submarinos (4 actuais; 8 em construção); A França terá uma capacidade de 17 submarinos (10 actuais; 7 em construção); A Itália terá uma capacidade de 9 submarinos (7 actuais; 2 em construção); A Holanda tem 4 submarinos; Os países escandinavos têm submarinos: Noruega 6, Suécia 7; A Grécia terá uma capacidade de 12 submarinos (8 actuais; 4 em construção); O Reino Unido terá uma capacidade de 16 submarinos (12 actuais; 4 em construção); A Alemanha terá uma capacidade de 16 submarinos (12 actuais; 4 em construção); Os países de Leste que aderiram à UE têm capacidade submarina (exemplo: Polónia com 5; Bulgária com 1) ; até a Albânia – país modelo do Bloco de Esquerda… - teve capacidade submarina (2); Obviamente as grandes potências têm capacidade submarina (EUA 82; Rússia 73; China 67). Se Portugal abandonasse a capacidade submarina, seria o único país oceânico da Europa a demitir-se da soberania marítima. Se Portugal o fizesse, todas as responsabilidades marítimas de Portugal seriam imediatamente ocupadas por países vizinhos, nomeadamente Espanha (cujo plano de renovação da esquadra entrava em linha de conta com a possibilidade de Portugal perder essa capacidade). 4. Razões militares e estratégicas para Portugal ter capacidade submarina É uma componente vital da Marinha para a defesa naval, para a vigilância, reconhecimento e interdição dos nossos mares. Por ser um meio silencioso, furtivo e flexível na utilização, dissimulando a sua presença, garante os requisitos de dissuasão nas missões de recolha de informações. Nas missões de interesse público os submarinos desempenham um papel muito relevante na luta contra o tráfico de droga, pirataria, imigração ilegal, pesca ilegal, terrorismo, crimes ambientais e outros actos ilícitos. A incerteza quanto à sua presença permite ser um excelente meio de dissuasão. É também um excelente e fundamental meio militar no controlo dos espaços marítimos (e em caso de guerra). É praticamente impensável ter fragatas se não houver um meio de as proteger, ou seja, capacidade submarina. E deixar de ter fragatas seria o mesmo que deixar de ter Marinha (sublinha-se que Portugal tem 5 fragatas cuja protecção depende dos submarinos). Se Portugal abandonasse a capacidade submarina, seríamos o único país europeu com mar territorial e ZEE a deixar de ter essa capacidade. 5. Razões económicas para ter capacidade submarina Portugal tem uma superfície territorial de 92 mil km² e uma Zona Económica Exclusiva (ZEE) de 1 milhão 658 mil km², tornando o nosso país no 11º ao nível mundial. Este espaço vai, provavelmente, crescer: Portugal apresentou à Comissão dos Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas a sua proposta de extensão dos limites da plataforma continental. Prevê-se o aumento dos actuais 1,66 milhões de km² para 3,6 milhões de km², uma das maiores do mundo. Com todos os continentes descobertos e pesquisados, a ciência diz-nos que é nos oceanos e no fundo dos mares que se encontram as riquezas e os bens por descobrir; o valor real do mar português é por isso notável e o seu potencial enorme. Basta pensar nas pescas, no turismo, do transporte e comércio marítimo. Neste momento mais de 80% dos bens transaccionados, 90% do comércio intercontinental e cerca de 70% do petróleo são transportados por mar. Na União Europeia 53% do comércio passa em espaços marítimos sob nossa responsabilidade. Todo este património nacional necessita de uma capacidade de o proteger, reclamar e salvaguardar. É impossível o exercício dessa soberania sem a capacidade submarina. 6. A questão dos valores em causa Trata-se de uma defesa de soberania, ou, como costuma dizer o Prof. Adriano Moreira, um investimento em soberania. Desde 1998 que se sabe que Portugal irá adquirir capacidade submarina; os custos foram, aliás, substancialmente reduzidos em 2002. Pelas regras do Eurostat, cada bem militar é imputado no défice apenas uma vez, no ano da sua recepção definitiva (ao contrário do que sucede com as SCUT, PPPs, grandes obras, etc.).
Ora bem, se a dívida pública está, em termos reais, em mais de 100% do PIB, acima dos 170 Milhões de euros, o valor de que estamos a falar é 0,6% do problema. in nuno perry 2010/09/15 Os Submarinos e Comando da NATO em Oeiras O numero de efectivos civis e militares são, obviamente, secretos mas podem ser estimados em cerca de um milhar. Isto é, considerando cerca de 3000 pessoas em dependência directa, os familiares, e um numero igual àquele que abrange tantos quantos directa ou indirectamente são “clientes” ou “fornecedores” daquela estrutura. A titulo de exemplo refiram-se os arrendamentos de habitação ou as compras nos mercados da zona e os custos sociais que terá a retirada daqueles milhares de funcionários e dependentes... ... e sem uma esquadrilha de submarinos, três ou quatro, a completar a já débil Armada Nacional, dificilmente poderemos manter o Comando da NATO. Em Novembro, em reunião magna, a OTAN vai responder.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

a arma dos pobres...

O Tridente, o primeiro de dois submarinos para a renovação da caquéctica Esquadrilha de Submarinos é hoje oficialmente recebido na Base Naval de Lisboa. O segundo, o Arpão, chegará durante o primeiro trimestre de 2011.
O governo do saudoso António Guterres, que lhes chamou a arma dos pobres, queria quatro, porque dois não fazem uma esquadrilha e o tempo era de vacas gordas e de scut's.
Um ministro, sobrinho-neto de marinheiro da primeira república, reduziu a dose para dois. Era tempo de vacas magras.
Um deputado, filho de marinheiro do estado novo, quer reduzir a esquadrilha a zero. É tempo de vacas esquálidas e sem pasto.
Estes não estarão presentes na cerimónia.
Nós, os contribuintes, estaremos em pagamento activo durante muitos anos e poucos terão a consciência que a fronteira ocidental é com a América e, por tal, dois é pouco e… é muito.
Ontem, com Guterres éramos pobres com armas.
Hoje somos andrajosos pedintes desarmados.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

impostos e Tridente a emergir

Lenta e subtilmente começa a aparecer uma pequena frase, inserida em grandes textos, que avançando o aumento de impostos, remete a culpa para os dois submarinos que foram contratados vai para seis anos num processo de aquisição iniciado há mais de doze e que até previa quatro unidades. A situação do país não comporta tal gasto, dizem ou escrevem.
Aceitando de barato que muitos, lá para os idos 98 do século passado de Guterres, Simão e Cravinho, ainda andariam a fingir que eram “estudantes” e por isso não conhecem istória, dificilmente entendo o olvidar daqueles que ainda no 8 deste século pregavam a folgada situação económica em que vivíamos e que permitia os tgv’s, as scut's “á borla” e o forrobodó das compras e contratações governamentais. Seguramente são gentinha que devolve, sem pejo, as fatiotas depois da foto em revista cor-de-rosa ou o alta-cilindrada após apresentação aos amigos.
“Arma dos pobres” assim cognominou aquele armamento O Primeiro-Ministro que, se não deixou saudades pela política que desenvolveu, scut’s e RMG e queijo limiano são exemplo, ficou na nossa memória como Homem sério e incorrupto. Curiosamente ninguém ainda perguntou a António, nem a Veiga ou a João, o que pensavam se a aquisição que mandaram executar, e que outro veio a concluir, fosse devolvida á “modista” ou ao “stand”. Os impostos vão aumentar, claro que vão. Os preços dos produtos básicos, vão aumentar, claro que vão. A culpa é dos submarinos, obviamente que também é.
Mas, consolemo-nos, as auto-estradas gratuitas e o comboinho que trará espanhóis á praia e que nos custarão por ano, tanto quanto dois submarinos em 30 anos, vão-nos continuar a ficar "quase á borla”, dizem... e os tolos acreditam e replicam em pequenas frases, inseridas em grandes textos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

o Tridente chegou

Depois de ter sofrido diversos adiamentos, a chegada do primeiro de dois submarinos comprados à Alemanha terá uma pequena recepção no Alfeite, “de acordo com a tradição naval”, estando a cerimónia oficial marcada para 8 de Setembro. Com uma guarnição de 33 militares, o Tridente pesa mais de duas mil toneladas em imersão e tem quase 68 metros de comprimento e autonomia de 12 mil milhas, para além de vários sensores e um sistema de armas composto por mísseis de longo alcance mar-mar e mar-terra, torpedos de longo alcance, minas e armamento ligeiro para protecção própria quando a navegar à superfície. Infelizmente só um submarino não chega para podermos manter em Portugal o Comando do Atlântico e ninguém fez as contas aos prejuízos que a saída do país do pessoal que lá presta serviço, vai trazer para a região de Cascais-Oeiras.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Uma factura de 21 milhões da Escom prova o pedido de compensação de uma empresa do grupo Espírito Santo ao consórcio alemão escolhido para fornecer dois submarinos ao Estado português. A notícia é hoje capa do “Correio da Manhã”, com carimbo de exclusivo, e refere a existência de documentos que comprovam que o intermediário da operação financeira terá cobrado uma comissão de 2,8%. O caso envolve a suspeita de pagamento de subornos e está a ser investigado pelos Ministérios Públicos português e alemão. O Ministério Público português suspeita que advogados envolvidos nas negociações do contrato de aquisição de dois submarinos pelo Estado possam ter "construído ou ajudado a construir esquemas" susceptíveis de configurar crime de corrupção. A suspeita foi invocada para apreender documentos e constituir dois advogados arguidos, mas o Tribunal da Relação de Lisboa acaba de considerar que num dos casos essa constituição foi ilegal e ordenou a devolução de documentos apreendidos a 29 de Setembro do ano passado.
O jornal de negocios, para que não caia no esquecimento, relembra que o negócio da compra de dois submarinos, por 800 milhões de euros, remonta a 2004, quando Paulo Portas, líder do CDS/PP, era ministro da Defesa e que foi aberto um processo em Julho de 2006, na sequência da investigação ao processo Portucale (o caso dos sobreiros), e uma noticia repetida muitas vezes...
Os "advogados", referidos na noticia, acrescento eu, são sociedade de advogados Sérvulo & Associados que recentemente garantiu ao DN que foi ela a terminar a relação contratual com a Comissão Permanente de Contrapartidas, contradizendo formalmente a posição enviada à Comissão parlamentar de Defesa pelo presidente da CPC, embaixador Pedro Catarino,

quarta-feira, 14 de abril de 2010

BE e CDS querem inquérito aos submarinos ?

Depois de ouvir o presidente da Comissão Permanente de Contrapartidas, embaixador Pedro Catarino, na Comissão de Defesa, o deputado do CDS-PP João Rebelo lembrou que estão a decorrer negociações para alterar os contratos de contra-partidas, sendo que no caso dos submarinos essas negociações só acabam em Junho. «Temos de pensar se uma comissão de inquérito ao mesmo tempo que estão a decorrer negociações de renegociações de contratos» não pode atrapalhar, afirmou João Rebelo. Por isso, a proposta da comissão de inquérito vai avançar só em Junho. O BE queria avançar com essa iniciativa desde já, mas o bloquista Fernando Mendes Rosas afirmou que está disponível para conversar com o CDS no sentido de haver uma propostas conjunta dos dois partidos. TSF interessante este encontro das "pontas"...

sábado, 10 de abril de 2010

só foram aprovados 22,4% de contrapartidas pela compra de material de guerra

As contrapartidas dos submarinos pararam: estão a 31%, subindo 0,02% em 2009. No total só foram aprovados 649,3 milhões de euros (22,4%) de 2893 milhões de euros a que os fabricantes estão obrigados. A diferença de 2008 para 2009 foi de apenas 3%. - Carros de Combate 'Pandur' II A Steyr só submeteu projectos no valor de 80,3M€ (15,5%), face ao total de contrapartidas a que está obrigada. Mas só 58,8M€ (11,4%) foram aprovados pela CPC.
A título de curiosidade: o “carro norueguês” perdeu o concurso ganho pelo "pandur" porque, em teste final, não só não conseguiu subir uma barreira como, pasme-se, ainda se afundou… - F 16 e programa MUD. O programa relativo à modernização dos caças F-16 apresenta uma taxa de cumprimento de 79%. Os F-16 A/B, embora já não fossem aeronaves modernas, chegaram a Portugal a partir de 1994 como contrapartida do uso da Base das Lajes (desde 1996 que a Força Aérea Norte-americana não opera com os F-16 A/B). De um outro programa desses aviões, o Midlife Update Program (?) (MLU), no valor de 20 milhões de euros, ainda nada foi aprovado pela Comissão Permanente de Contrapartidas. - Submarinos Do programa das contrapartidas pela compra dos submarinos, que termina em 2012, só foram aprovados projectos avaliados em 31,55% do valor total. Esclarece a CPC: "Pode-se concluir que o programa pouco ou nada avançou em 2009, podendo mesmo ter regredido, pois grande parte das contrapartidas com o Consórcio de Empresas do Sector Automóvel poderá ter que ser eliminada", "Passados cinco anos de um projecto de oito anos (62,5% do tempo), podem-se considerar como realizadas apenas cerca de 456 milhões de euros (37,7%) de contrapartidas, entre creditação já efectuada correctamente ou em fase de aprovação." Contudo, a CPC reconhece que "a situação evoluiu de um impasse nas conversações entre a CPC e o GSC para uma abertura deste último, assumindo uma atitude negocial e disponibilidade para intensificar os seus esforços na procura de novos projectos". Por isso, "jogará certamente a favor desta renegociação o facto de se prever a entrega dos dois submarinos ou pelo menos do primeiro em Junho de 2010", lê-se no relatório da Comissão Permanente das Contrapartidas. Seria interessante saber quais as contrapartidas que aquela Comissão aprovou entre 2004 e 2008, ou até antes. Isto é, desde que Barroso, Santana Lopes e Portas deixaram o governo. Ainda mais interessante seria conhecer os motivos que fazem sempre aparecer, na apelidada comunicação social, o nome de Portas e mais nenhum outro ministro da Economia e da Defesa serem referidos. Concretamente Braga da Cruz, Carlos Tavares, Álvaro Barreto, Manuel Pinho, Teixeira dos Santos e Vieira da Silva na Economia ou Rui Pena, Luís Amado, Severiano Teixeira e Santos Silva na Defesa. Curioso é ainda o facto do ministro da propaganda do anterior governo, se desmultiplicar, aparecendo a criticar o “negócio”, por sinal um mau negócio, da “arma dos pobres”, iniciado pelo último governo do século que passou.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Augusto Santos Silva lançou a suspeita de que os procedimentos do Governo de Santana Lopes e Paulo Portas no caso dos submarinos não terão acautelado devidamente acautelados os interesses do Estado. TSF