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terça-feira, 9 de abril de 2019

os Papéis do Panamá...

Três anos depois, dos políticos lá se souberam os nomes, mas dos jornalistas nem um nome foi divulgado
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Em breve perfazem três anos que o semanário Expresso, integrado num consórcio internacional de investigação jornalística, divulgou que, no âmbito do escândalo das offshores dos Papéis do Panamá, o saco azul do GES tinha feito pagamentos regulares a políticos e jornalistas.
Três anos depois é legítimo questionar o porquê de tanta opacidade em relação aos nomes dos jornalistas que deveriam estar nos mesmos ficheiros onde foram lidos os nomes dos políticos, mas nada.

Os arautos deste jornalismo de alegada investigação, parcial, selectiva e em causa própria, sentem-se bem com a suspeita de que no passado escreveram não em função de critérios jornalísticos, mas em função dos interesses do BES, mandando o direito à informação às ortigas? ( in “Três anos de opacidade do jornalismo de investigação” por António Galamba )

domingo, 21 de outubro de 2018

NewSpeak Jornalístico em Portugal

NewSpeak Jornalístico em Portugal By Ricardo Campelo de Magalhães
O comentador LuckyLucky fez aqui uma pequena lista de manipulações usadas pelos Legacy Media portugueses. Editei e fiz algumas adições para fazer esta lista que se segue.
Extremista – Indivíduo violento de direita
Activista – Indivíduo violento de esquerda
Exilado – Indivíduo refugiado de regime de direita
Dissidente – Indivíduo refugiado de regime de esquerda
Ditadores – Ditadores de regime de direita, como o Ditador Chileno Augusto Pinochet
Líderes – Ditadores de regime de esquerda, como o Líder Cubano Fidel Castro
Populista – Indivíduo ou ideia que o povo gosta e o jornalista não gosta que o povo goste.
Democrático – Indivíduo ou ideia que o povo gosta e o jornalista gosta que o povo goste.
Ataque – Ataque que o jornalismo não apoia
Protesto – Ataque que o jornalismo apoia
Foram Mortos (voz activa) – pessoas mortas em ataques em que interessa ao jornalista designar quem atacou, como em “ataque Israelita mata palestinianos”
Morreram (voz passiva) – pessoas mortas em ataques em que não interessa aos jornalista designar quem atacou, como em “Israelitas morrem em explosão”
Indignação – caracterização dos protestos quando o governo é de direita
Extremistas – caracterização dos protestos quando o governo é de esquerda
Coerente – uma pessoa inflexivel de esquerda é coerente
Inflexível – uma pessoa coerente de direita é inflexível
Gastos – Despesa que o jornalista não apoia (independentemente do retorno)
Investimento – Despesa que o jornalista apoia (independentemente do retorno)
Apaixonada – uma pessoa de esquerda controversa ou polémica é apaixonada
Controversa – uma pessoa de direita apaixonada é controversa
Polémica – uma pessoa de direita apaixonada é controversa e polémica
Denúncia – Aproveitamento/Incitamento feita por partido ou força de esquerda
Aproveitamento/Incitamento – Denúncia feita por partido de direita
Oposição Firme – Obstrução feita pela esquerda
Obstrução – Oposição Firme feita pela direita
Austeridade – Política Orçamental contraccionista implementada pela Direita
Rigor – Política Orçamental contraccionista implementada pela Esquerda
Corte – A direita faz corte no Orçamento da Educação
Redução – A esquerda reduz o Orçamento da Educação (ou então a Economia cresceu)

publicado por Fernando Vouga AQUI

domingo, 12 de fevereiro de 2012

apenas desinformação?

Arménio Carlos, o novo secretário-geral da Inter-Sindical, na “maior manifestação dos últimos 32 anos, segundo alguns marqueteiros e Jerónimo de Sousa, relembrou o episódio polémico, divulgado por alguns pmmj, que marcou a semana: “Não aceitamos e sentimo-nos envergonhados com a atitude de subserviência do nosso ministro das Finanças perante o Ministro alemão. Há que defender os interesses nacionais”. 

Claro que o Carlos, usando a melhor das técnicas da Desinformação, usa apenas parte da verdade da acção. Isto é, apela ao nosso inconsciente nacionalista ou patriótico (envergonhados, subserviência, nosso, defender, etc.) e omite a razão (o ministro alemão na cadeira de rodas). Note-se que se apresentasse a realidade poderia criar nos leitores sentimentos de emoção/comoção (coitado do aleijadinho…) que iriam estragar o efeito pretendido.

Não deixa o Arménio Carlos de reflectir aquilo que muitos de nós, cada vez mais conscientemente, pensamos da política alemã em relação à Europa e ao nosso País, em especial os mais velhos, que se lembram da reconstrução germânica do pós-guerra e do esforço económico de todos os europeus aquando da ainda muito incompleta reunificação, Oeste-Leste, pós queda do “muro de Berlim”