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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

o ADEPTO DA KAMALA...passou-se para a NOW do CR7

notas para se compreender a "imprensa a que temos direito"
*Este comentador da SIC, que se diz licenciado em Ciências da Comunicação, um calhordas de fácies aparvalhada que sempre que pode insulta os eleitores conservadores, a começar pelos do CHEGA e agora a acabar nos do TIO SAM.
Um dos seus insultos preferidos é o de sermos gente “SEM ESCOLARIDADE”, que vai repetindo amiudadas vezes, acantonando-nos na “EXTREMA-DIREITA” sempre que lhe é possível, ao arrepio dos conceitos da Ciência Política, tentando ignorar que a extrema-direita nem sequer tem representação parlamentar.
Deslumbrado com a sua licenciaturazinha, coisa poucochinha perante as habilitações de muitos militantes da Direita, muitos deles com vários graus académicos superiores que representam o triplo dos anos de estudo deste palerma e foram obtidas muito longe das madraças da esquerda...
É curioso ver o comentário em dueto deste néscio com Nuno Rogeiro, nessa caixa de propaganda e parcialidade que é a SIC, que por estar cheia de dividas e à beira da falência se tornou serventuária do Sistema corrupto, em que a sua vacuidade chega a constranger o seu parceiro que só o atura por compaixão e obrigação profissional.
Tudo isto para garantir a lauta gamela, paga por todos nós, não tendo quem faça o contraditório ao veneno peçonhento das suas aleivosias, as quais destila com o seu ar de sacristão seboso de uma longínqua paróquia rural do Portugal profundo.
Isto é a esquerda amesendada que anda por aqui hipocritamente a defender o sistema corrupto onde chafurdam.
Muitos deles, saídos há muito pouco tempo da pocilga, adquiriram alguma instrução, mas nunca lhes foi transmitida respeito pelo próximo…
Em nome do bem comum, e da sanidade mental deste planeta, temos o dever moral de os remeter à pocilga de onde saíram…
Por agora, vamos deixa-los falar sozinhos, sem audiência, até á falência final...
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Agora passou-se para a NOW...
(in FeiceBuque por Jorge Lisandro)

domingo, 26 de maio de 2024

paineis e paineleiros

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[mais que anedóticos] são os painéis de comentadores, geralmente quatro, que entram ao serviço no fim de cada debate entre, neste caso, os candidatos a deputados europeus.

Anedóticos porque se supõem ungidos para explicar o que cada candidato afirmou, deste modo influenciando as decisões dos ouvintes, provavelmente eleitores. Com que direito?

Mas mais que as explicações de suas excelências são as notas que, como professores examinadores das palavras dos candidatos, atribuem classificações! 
Com que direito? Não sabemos. Mas se toda a gente cala, devem estar escorados na liberdade de expressão, a tal que tanto dá vida como pode matar a democracia. (Rui Fonseca)

domingo, 10 de março de 2019

a nossa alergia à liberdade

Numa característica única e reveladora da nossa alergia à liberdade, os políticos no activo são a maioria no comentário. É confrangedor. Os nossos políticos são jogadores e árbitros ao mesmo tempo.
Sim, é confrangedor comparar o nosso espaço público com outros espaços públicos. Rosa Pedroso Lima faz essa comparação. Um alemão, um americano, um inglês e até um espanhol ficaria espantado se descobrisse que quase 100 políticos ainda no activo são comentadores ou colunistas nos média portugueses. Quase 100 políticos a comentar nos média é um cenário de uma ditadura ou de um país que acabou de sair de uma ditadura; quase 100 políticos a comentar à noite o que fizeram à tarde revela um espaço público tutelado, um regime com medo de sair da linguagem da manha táctica, um país que não quer pensar em liberdade. [...]
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fica a ideia de que a imprensa portuguesa trabalha a pensar no eleitor, e não no leitor.
Os resultados estão à vista:
são raríssimos os colunistas sem qualquer filiação partidária e 
os leitores também são cada vez mais raros...
(in “A liberdade tutelada” por Henrique Raposo)

domingo, 29 de abril de 2018

os vira-casacas estão de volta!

lembram-se d’ “O fim do fim do mundo”!
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«Para a narrativa dominante, no princípio, Trump era um louco. Empurrava o mundo para a catástrofe nuclear, em duelo de delinquência infanto-senil com Kim Jong-Un.
Agora é uma espécie de Gandhi sobrenutrido, que pode trazer a paz aos corpos, se não às consciências. E o tirano oriental transforma-se em autocrata iluminado, hoje, e se calhar liberalão esclarecido, amanhã.
São só categorias para consumo das massas. A verdade é que um dilema geopolítico de mais de 60 anos pode acabar em tratado de paz (para já só há armistício).
O resto vê-se a seguir: levará tempo e será arriscado. Mas pode acabar com um foco de tensão na Ásia. E retirar à China e à Rússia uma hegemonia feita do medo ao ianque.» (in “Uma geringonça à direita” por Nuno Rogeiro)
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O que me chateia é que, na imprensa a que temos direito, vamos continuar a ler, ver e ouvir os mesmos vira-casacas pagos por nós a peso de ouro...   

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Da circulação das espécies…

Em Portugal as espécies não evoluem, circulam. Ou mais correctamente dizendo, hoje estão num grupo, amanhã regressam àquele em que estiveram anteriormente e em cada uma dessas passagens retornam ao que já foram como se nunca o tivessem deixado de ser. Vivem o presente sem passado. Dessa grande circulação das espécies entre o último semestre de 2015 e o momento presente temos a destacar os seguinte mutantes. Ou reincarnados numa perspectiva mais teológica:
- Os amigos do Sócrates. Eram aos milhares. Todos lhe telefonavam. Todos o abraçavam. Contavam-nos as graças – e tudo nele tinha graça! – reverenciavam-no, achavam que com ele o PS era imbatível. […] Dos membros dos seus governos jamais vinha uma palavra de discordância em relação ao primeiro-ministro.
- Os esfomeados, os indignados e os desistentes. Entre 2011 e 2015 estava um em cada esquina. Aliás a fome estava por todo o lado. Se o desemprego baixava era porque os desistentes já nem procuravam trabalho pois não se conseguiam arrastar, mergulhados na depressão e falta de vitaminas. Diante de cada microfone estava um indignado.
- O jornalista ofegante. O pobre não aguentava mais. Era a passada forte a acompanhar as manifestações dos esfomeados, os acampamentos dos indignados, o olhar faiscante do senhor Nogueira. Os directos minuto a minuto sempre à espera que fosse aquele o dia da invasão do parlamento, da queda do governo. A denúncia ininterrupta das negociações dos bastidores.
Certamente por conselho do seu pneumologista o jornalista ofegantemente indignado transfigurou-se no jornalista ora venerando e obrigado ora militante. Nada o perturba.
- Os dirigentes do PSD que acham que este partido deve ser uma sucursal do PS. Não há futuro mais risonho que integrar este grupo. Qualquer líder do PSD que tenha sofrido nessa qualidade uma forte derrota ou que tenha conduzido o seu partido à irrelevância torna-se uma figura incontornável, um poço de saber e, claro, um comentador de referência. Se a par disso reconhecer a superioridade do líder do PS em funções face a quem lhe sucedeu na liderança do PSD (invariavelmente uma pessoa sem ideias, alma e consciência social) então está no Olimpo mediático.
Podem até acontecer milagres. Por exemplo, Manuela Ferreira Leite, pessoa que como sabe era “a velha” quando debatia com Sócrates, o qual claramente a esmagava nos debates nomeadamente naqueles em que a dita velha lhe perguntava face ao anúncio de estrambólicos investimentos “Onde é que está o dinheiro?”, tornou-se uma comentadora consensual quando, já derrotada, passou a ocupar boa parte das suas intervenções a criticar Passos Coelho. Não só nunca mais foi ridicularizada como, pasme-se, deixou de ser velha! 
- Espécie recentemente descoberta. A Austrália tem o ornitorrinco, […]  Nós para lá dos ovos dos dinossauros na Lourinhã e do menino do Lapedo que pôs os arqueólogos literalmente à chapada por causa dos cruzamentos entre o Crô-Magnon e o Homo sapiens neandertalensis não tínhamos nada de relevante até que apareceu o presidente do povo. O presidente do povo é um ser que nasceu nas televisões, viveu nelas e prolonga o seu mandato nelas. Correcto seria chamar-lhe presidente dos directos televisivos mas como as televisões tendem a confundir o povo com as audiências, o presidente do povo é a expressão vulgarizada. […]

A evolução do nosso endémico “presidente do povo” é por enquanto um enigma mas o ecossistema à sua volta começa a apresentar sinais de forte degradação.  (in Da circulação das espécies por Helena Matos )

sábado, 18 de março de 2017

uma profissão de futuro: comentador de “direita”

Graças ao milagre económico português, não só cai o desemprego como se levantam novos e fascinantes empregos. Caso o desejem, os portugueses realmente apetrechados para o ofício podem enveredar por uma carreira de comentador político, na imprensa ou, se lhes sair a sorte grande, na televisão, que dá “visibilidade” e tira a maçada de escrever. Aqui, as possibilidades são diversas, ainda que apenas uma valha a pena. Os comentadores de esquerda, com filiação partidária confessa ou pessimamente camuflada, já ocupam dois terços das vagas disponíveis. Os comentadores que não são de esquerda querem-se escassos, obsequiosos e, de preferência, calados. Pelo que se vê nos inúmeros programas de “debate” e similares, as oportunidades passam sobretudo pelo cargo, hoje imprescindível, de comentador de “direita”. As aspas resumem a coisa. 
Nos parágrafos abaixo, eu desenvolvo-a, de modo a fornecer aos presumíveis candidatos um guia profissional adequado.
1. O comentador de “direita” não é de direita, embora o apresentem à direita e ele pactue com a encenação. A julgar pelas opiniões de que se alivia, por exemplo o ardor com que defende o actual governo e execra o anterior, um ingénuo seria levado a pensar que o comentador de “direita” é de esquerda. Aliás, toda a gente, incluindo o próprio, pensa exactamente isso. O comentador de “direita” não necessita de uma filiação no PSD, mas esta pode ser um incentivo para tentar a expulsão e o subsequente martírio.
2. O comentador de “direita” mal disfarça o júbilo que lhe suscita um governo a reboque da extrema-esquerda. Dado que ninguém o confronta com tamanha bizarria, beneficia de rédea solta para elogiar o dr. Costa, que o comentador de “direita” considera uma personagem de gabarito. Também louva com empenho a “irreverência” das meninas do BE e a “coerência” do sr. Jerónimo. A cada dois meses, não é desajustada a referência simpática à dra. Cristas, a fim de provar que, ao invés de que sucede com Pedro Passos Coelho, é possível uma oposição construtiva. Na “óptica” do comentador de “direita” (por motivos que ignoro, é usual o comentador de “direita” vender óculos), oposição construtiva é aquela que evita a “crispação” e aplaude o governo.
3. O comentador de “direita” só pode apreciar líderes da direita se estes se chamarem Sá Carneiro, mesmo que na época de Sá Carneiro o comentador de direita frequentasse a creche ou os convívios do PCTP. Tolera-se a ocasional menção à dra. Ferreira Leite, a Marques Mendes, no fundo outros comentadores de “direita”, para legitimar encómios ao governo actual. Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho são interditos absolutos. Também podem evocar com grande nostalgia Mário Soares, a quem aparentemente devem tudo: a liberdade, a democracia, a alegria de viver e um almoço na Tia Matilde.
4. O comentador de “direita” deve justa, específica e activamente odiar Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho. O primeiro porque, cito, abusou dos poderes presidenciais, conspirou contra os governos do “eng.” Sócrates e ainda por cima escreveu um livro a contar tudo. O segundo porque correu com o “eng.” Sócrates, venceu o dr. Costa e nunca convidou o comentador de “direita” para o cargo que este, indubitavelmente, merecia. E ambos porque estão vivos.
5. O comentador de “direita” não pode admitir com franqueza que gosta do “eng.” Sócrates. Mas como de facto não desgosta do “eng.” Sócrates, condói-se imenso com o tratamento que o Ministério Público tem dispensado ao antigo governante. Acerca do tema, começa as intervenções com a imprescindível frase: “Sou insuspeito de ser um admirador do eng. Sócrates, mas…”. Ao “mas” segue-se lengalenga épica contra as cabalas, as escutas, as insinuações, as infâmias, a justiça “mediática”, o “Correio da Manhã”, o juiz Carlos Alexandre e o mundo em geral.
6. O comentador de “direita” tende a achar positivo o desempenho do prof. Marcelo, à superfície por via da “proximidade” e dos “afectos” (juro), no fundo por via do matrimónio entre o PR e o PM. Se, por absurdo, houver divórcio, o comentador de “direita” achará o desempenho do prof. Marcelo menos positivo.
7. O comentador de “direita” orgulha-se de ter amigos de esquerda. Se repararmos bem, o comentador de “direita” tem exclusivamente amigos de esquerda.
8. O comentador de “direita” não se limita a abominar a direita a que diz pertencer: quase tão má é a extrema-direita, cujas sombras, repete ele, ameaçam a Europa e os EUA. Misteriosamente, o apreço do comentador de “direita” pela moderação política termina no momento em que a coerência recomendaria a condenação de todos os imoderados. Vinte deputados “fascistas” na Holanda (ou o “populismo”) tiram-lhe alegadamente o sono. Quarenta deputados leninistas em Portugal (ou a “representatividade”) embalam-no como os anjos.

10. O comentador de “direita” é o proverbial idiota útil. Útil para a esquerda no poder, que assim finge velar pela liberdade de expressão. Útil para os “media” avençados, que assim fingem “pluralismo”. Útil para ele, que assim ganha a vida mas não vergonha na cara. E útil para nós: o comentador de “direita” é consequência de um país triste, mas, se o contemplarmos na perspectiva que merece, é causa de muitas gargalhadas.