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terça-feira, 8 de outubro de 2013

e passou um ano!


é divertido ver as nãoticias de outro tempo.
…também é uma pequena vingança a quantos passam o tempo a recordar-nos o que outros disseram ou escreveram tempos atrás!
“só os burros é que não mudam” diz-se, mas isto só se aplica à corporação dos “nossos” comunicantes.
(como manchetava o JN “os vivos dormem com os mortos”, mas, ao que parece, não é só na Guarda)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

o dia da viúvas...

Os tablóides (a que temos direito) hoje brindam-nos com o dia das viúvas (muitas) e dos viúvos (menos) que, vão levar um “corte” de 100 Milhões.
Um número curioso porque é igual ao do imposto extraordinário que parece querem aplicar “às eléctricas”.
O primeiro caso parece tratar-se de uma “bicada” ao Colectivo Constitucional que tudo leva crer reprovará a medida e o segundo uma manobra exploratória para chinês começar a digerir.
Parece-me que o ex-jornalista, agora “vice prá тройка”, anda a distribuir “informação antecipada”, um nome bonito para as “dicas” que chegam aos ex-colegas e a que eu chamo “desinformação”…
Isto é, anda a fazer o que melhor sabe!
…e nós, idiotas úteis, ficaremos “muito contentes” quando aqueles únicos que sabem “ler” a nossa Constituição da “via pró-socialismo” não deixarem que os nossos “velhotes” fiquem ainda mais pobres, enquanto que os “capitalista exploradores”, oriundos da longínqua república democrática e socialista, ficarão menos ricos…   
(por curiosidade foi ver as grandes manchetes deste dia, no ano passado, que referiam: “ricos” mais atingidos e “a crise chegou ao lixo” que sem dúvida eram premonitórias!)

domingo, 6 de outubro de 2013

os bufos...


In illo tempore, havia uns senhores que diariamente saiam do esgoto em que viviam e reportavam à organização onde estavam assalariados as coisa mais incríveis da nossa vida quotidiana. Quase nada escapava: as “notas” que eram atribuídas aos estudantes, os nomes dos amigos e das namoradas, profissões e proventos salariais e, claro, o que pensavam do regime politico que tínhamos.
A organização que lhes pagava teve dois ou três “nomes de fantasia” e a eles lhes chamávamos várias coisas, umas melhores, outras mais ordinárias, mas genericamente eram conhecidos por “bufos”.
Vem isto a propósito das manchetes de hoje na “comunicação a que temos direito”…
Recordações antigas do tempo que me levou ao “castigo” do serviço obrigatório e, em sequencia, aos piores sítios da guerra que tivemos. Confesso que neles estive “bem acompanhado” pelos muitos “maus comportados”, tanto mais porque, por cá, ficaram os “bem comportados” e, entre eles, os bufos de serviço que, ao que parece, biblicamente cresceram e se multiplicaram.
Estranhamente, tal como os de outros tempos, são lidos e aplaudidos por alguns…até que lhes chegue a vez!

sábado, 5 de outubro de 2013




Hoje é pouca a minha "diferença" dos jornais a que temos direito: apenas um “n”!

Conheci-o, éramos uns meninos, ele um jovem Assistente, eu um “miserável” Caloiro.
Sempre lhe considerei a precisão terminológica que nos facilitava a interpretação. Não nos voltámos a encontrar neste meio-século que passou.
Aquela antiga “precisão” e, confesso, a minha conhecida repulsa à falta dela, levou-me a ouvir-lhe as declarações e a réplica do senhor Procurador aos denunciantes.
Decerto a minha idade avançada e as aulinhas de interpretação de textos da escola primária do fassismo emburraram-me, mas o que ouvi não se parece nada com o que li.
(aconselho as/os meus comentadores a fazerem o mesmo!).

O desagradável de toda a situação não é o que manchetam e escrevem.
O desagradável é que alguém que nos representa, subservientamente e no estrangeiro, comente!
O desagradável, porque não a acredito racista, é a atitude xenófoba de quem escreve!

…enfim! Temos que comer a palha que nos dão (porque, suponho, a “crise” esgotou as vitualhas a que estávamos habituados!)