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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 9 de novembro de 2023
sexta-feira, 14 de maio de 2021
Hoje regressou a censura a Portugal!
quatro décadas depois, pé ante pé, regressou ...
sexta-feira, 3 de julho de 2020
domingo, 24 de novembro de 2019
Que sucedeu mesmo no 25 de Novembro?
No dia 25 de Novembro de 1975, no final do período revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril, Portugal esteve à beira de uma guerra civil.
Depois de um período de disputa pelo poder político-militar, que abrange todo o Verão de 1975, as forças democráticas que lutavam por uma democracia do tipo europeu, e as forças pró-comunistas, que procuravam impor ao País um regime autoritário próximo do dos países comunistas, enfrentaram-se em Lisboa.
Venceram os moderados e o caminho para a democracia foi reaberto.
sábado, 9 de novembro de 2019
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
Não passamos de sonâmbulos ...
Claro
que podemos continuar a fazer de conta que o Bloco é apenas uma versão um pouco
mais colorida do PS, que Francisco Louçã, com aquele ar entre o professoral e o
seminarista, para mais ilustre conselheiro de Estado e membro do conselho
consultivo do Banco de Portugal, é hoje um inofensivo trostkista reformado, e
que para além do cuidado que é preciso ter com os impostos idealizados pelas
Mortáguas, males maiores não virão dessas bandas.
Sinceramente,
não creio.
[.] a
verdade realmente inquietante é parecemos estranhamente desarmados perante um
discurso insinuante que gradualmente se torna o discurso dominante, um discurso
intolerante que trata tudo o que se desvie da sua norma como “discurso de
ódio”, um discurso normativo suficientemente poderoso para condicionar a nossa
própria forma de pensar.
[.] Uma das responsáveis pela organização do
acampamento de verão do Bloco, sempre um acontecimento, que este ano foi mais
contido nas temáticas – já não teve workshops sobre “desconstrução da
masculinidade tóxica” ou debates sobre “a propriedade é o roubo: socialização
dos meios de produção”, como
o ano passado, ficando-se por temas
mais comedidos como “Classe contra classe, até à vitória final”, “Nem
NATO nem generais” ou “pinkwashing” –, mas que mesmo é sempre uma boa montra
para entender a verdadeira natureza da nossa esquerda radical.
A
ideia já não é a do “assalto ao Palácio de Inverno”, replicando o gesto
audacioso dos bolcheviques na Petrogrado de 1917.
mas
Nos
workshops [do “acampamento anual”] sobre “acção directa” e “autodefesa” os
jovens do Bloco preparam-se – melhor: treinam-se e são treinados – para a acção
revolucionária. Porque vão fazer a revolução? Mesmo eu que acho que ali há
poucos inocentes não penso que “a revolução” esteja para amanhã, pelo menos
aquela revolução de que estivemos muito perto nos meses quentes de 1974 e 1975,
isto é, uma revolução que subverta radicalmente o regime.
[Contudo, se não a travarmos, será para depois de amanhã!] (in “Sonâmbulos. Não passamos de sonâmbulos” por José Manuel Fernandes)
[Contudo, se não a travarmos, será para depois de amanhã!] (in “Sonâmbulos. Não passamos de sonâmbulos” por José Manuel Fernandes)
quarta-feira, 27 de março de 2019
vieram com a família...
Sempre houve nepotismo em Portugal, mas não com este descaramento. Quem não conhece o mundo fora do Estado não conhece o mundo em que vive a maioria dos portugueses. (“Os novos donos disto tudo vieram com a família” Opinião de José Manuel Fernandes)
É evidente que esta concentração de amigos e amantes no topo do poder cria uma asfixia da crítica e do contraditório, uma enorme cumplicidade nas decisões tomadas e na ocultação dos problemas. (in “Em defesa da família e da amizade” por João Mota Campos )
O que me dói é que não vejo nenhum repúdio dos portugueses, ou seja, os portugueses são coniventes... (por Antonio Coelho no FeiceBuque)
É evidente que esta concentração de amigos e amantes no topo do poder cria uma asfixia da crítica e do contraditório, uma enorme cumplicidade nas decisões tomadas e na ocultação dos problemas. (in “Em defesa da família e da amizade” por João Mota Campos )
quinta-feira, 7 de março de 2019
...a caminho da narrativa dominante!
Os
nossos políticos estão muito inquietos com o que consideram ser o “fenómeno de
intoxicação da opinião pública” à escala global.
Tão
inquietos que a União Europeia criou mesmo uma unidade de missão depois de ter
aprovado um
um
documento curioso pois distingue mentiras legítimas – as que forem difundidas
pelos partidos políticos, por exemplo – das ilegítimas,
como
se pode verificar lendo a definição de desinformação inscrita neste documento.
Admito
que alguns leitores tenham ficado tão de boca aberta como eu próprio, pois não
imaginava que a desfaçatez chegasse a este detalhe. Mas chegou. O que é
revelador: o que realmente preocupa os nossos poderes públicos não é a
desinformação, porque desinformação e “fake news” sempre houve e haverá – o que
os inquieta é tudo o que contrarie a narrativa dominante. Incluindo tudo o que
contrarie a narrativa dominante nos media tradicionais.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
O que podemos esperar (e devemos recear) de 2019?
Turbulência em Espanha. Umas eleições europeias imprevisíveis num tempo pós-Merkel. A novidade de uma América dividida entre Trump e uma oposição democrata. E o sempre presente desafio das migrações.
sábado, 22 de setembro de 2018
O melhor país do mundo
Os poucos que assistem à farsa com o horror que esta merece aproveitam para se despedir do melhor país do mundo a fingir que não é uma vergonha, nas mãos de criaturas que não têm nenhuma. (in “O melhor país do
mundo” por Alberto
Gonçalves)
.quinta-feira, 19 de julho de 2018
um povo de mansos...
Para fiscalizar os cidadãos não faltam meios às finanças.
Para garantir que o financiamento dos partidos é feito de forma legal é que já não há verba.
domingo, 12 de novembro de 2017
Escândalo? Indignação? Nada. Não se passa nada !
Bastou ter-se levantado uma onda de
indignação pública, com eco nas redes sociais, para o Governo mostrar mais uma
vez como é eficaz. O Governo de António Costa reagiu. Culpou o Governo anterior
(as usually). Mostrou-se muito indignado em solidariedade com a indignação
geral, e zás, proibiu os jantares no Panteão. Tal como já tinha feito no Urban
Beach (que se apressou a mandar fechar - by the way, pôs 200 pessoas no
desemprego com essa precipitação. Podia ter multado, ter estabelecido regras
duras, mas não, a solução foi: desemprego para toda aquela gente) – mas
tal como fez com os incêndios e
armas de Tancos roubadas toma decisões muito radicais. Mas sempre, sempre
à posteriori [...]
O mundo chama populista a quem
governa contra a corrente mediática, mas populismo é precisamente o oposto.
Populismo é isto de governar em função da indignação popular.
Esta dupla de populistas que
representam e lideram o país, estão a transformar Portugal num cartoon. (in “Populismo é governar pelo guião escrito pelo mediatismo e
pelas redes sociais” por Maria Teixeira Alves )
.
Escândalo? Indignação? Nada. Não se
passa nada.
... o funcionamento do nosso Estado
continua a brindar-nos com surpresas nalgumas das suas áreas nucleares, como as
da segurança e soberania. [...]
O que nos deveria surpreender é a
incapacidade de a direita, agora na oposição, ser oposição efectiva, conseguir
reunir a informação que antes nos chegava pelas “comissões de utentes”, não se
ficar apenas pelas generalidades sobre as cativações, antes ser capaz de
descobrir e denunciar os efeitos concretos dessas cativações.
O que também nos deveria surpreender
é a forma como antes boa parte da comunicação social não se incomodava em ser
altifalante dos mais minúsculos tentáculos da asa esquerda da geringonça, ao
mesmo tempo que hoje passa por cima de casos como alguns dos que relatei atrás
sem se deter neles mais do que um segundo. [...]
Tudo domesticado, tudo obediente,
tudo disciplinado (como disciplinados eram os companheiros e ministros de
Sócrates que nunca viram nada, nunca souberam de nada, nunca estranharam nada,
sobretudo nunca falaram sobre nada).
Por tudo isso deixem estar: não se
passa nada. (in “Não se
incomodem, não se passa nada” por José Manuel Fernandes )
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Um ano de Marcelo...
.
Portugal nunca tinha tido, jamais, em
tempo algum, um Presidente a fazer-se passar por primeiro-ministro. Agora já
tem. Para António Costa, esta entrevista foi um alívio; para Marcelo, uma
armadilha.
Para o Presidente, o país está
espectacular. E isso deve-se ao facto de o primeiro-ministro ter percebido que,
para sobreviver em São Bento, teria de deixar Marcelo governar a partir de Belém.
Marcelo vestiu-se de “optimista
crónico e por vezes ligeiramente irritante” para celebrar o seu Ano 1. Não era
preciso. O país não tinha disso necessidade. Antes ficasse pelos (inofensivos)
afectos.
Parecia que estávamos perante um
primeiro-ministro quando falou da Taxa Social Única e quando se assumiu como
parte ativa da solução encontrada na concertação social.
Quando falou de números, o Presidente
também dava a ideia de trabalhar em São Bento e não em Belém. Ao achar que o
défice vai ficar abaixo do que o Governo previa e que até o crescimento poderá
ser um pouco maior…
o País deve-vos um pedido de
desculpas. Após este ano de exercício do actual Presidente da República …
concluo que tudo o que se disse e escreveu sobre os riscos da vossa eleição
para Belém está mais que reduzido a cinzas. Lembram-se … que era um risco
eleger alguém sem peso institucional (Maria de Belém)?! Isto para não referir o
quão arriscado seria escolher um candidato (Henrique Neto) que tinha uma
experiência política limitada.
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