domingo, 25 de junho de 2017

funciona em ditadura, mas não em democracia!

Ao tentar controlar toda a comunicação pública, o governo de António Costa enterrou-se mais do que se tivesse sido mais moderado. Tentou ocupar todo o espaço mediático desde o primeiro momento, como se estivesse a controlar a situação (não estava). Encheu os ecrãs de ministros e secretários de Estado, que pareceram baratas tontas a dizer coisas. Avançou com um número de vítimas mortais errado, não dando a conhecer a verdade terrível. Aparentemente, mandou avançar o director nacional da Polícia Judiciária que, para sua eterna vergonha, lançou logo a "tese" falsa do raio que partiu a árvore (deveria ser demitido de imediato); mandou avançar o director do IPMA com a "tese" falsa do raio e da "trovoada seca" (idem); o IPMA censurou a sua própria informação sobre raios e trovoadas no seu site. Aparentemente, no primeiro dia, mentiram ao presidente da República, levando-o a dizer que se tinha feito tudo que se podia fazer. Era falso. Marcelo teve de recuar. O governo escondeu que o corrupto SIRESP falhou por completo. Costa pediu relatórios apressados e auto-justificativos à GNR, etc., para se defender em entrevistas e declarações nos primeiros dias. Este comportamento comunicacional do governo, com mentiras, omissões e desinformação, abafando vozes discordantes e o povo ressentido, funciona em ditadura, mas não em democracia. Não funcionou. (in “Propaganda do Governo fez ricochete” por Eduardo Cintra Torres)

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