quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

a lei laboral e o socialista de serviço

"Já respondi várias vezes a essa pergunta nos últimos 15 dias, já disse que iríamos fazer uma agenda para o crescimento e temos reuniões marcadas com vários parceiros sociais. Portanto, a resposta é sim. Esperarão pelos proximos dias para saber mais pormenores". Recorde-se que a União Europeia já exigiu a Portugal uma reforma das legislação laboral como forma de combater a crise. Em cima da mesa poderá estar a liberalização dos despedimentos escreve-se hoje no Correio da Manhã.
Pedro Passos Coelho surpreendeu, em 21 de Abril último, ao levantar o véu sobre algumas das reformas do seu "Plano A" para o País. O líder laranja defendeu a flexibilização das leis laborais, um dos velhos tabus da esquerda e que dá uma pista sobre aquilo a que os socialistas chamaram a "agenda escondida" do líder da oposição, lia-se no Diário de Noticias em 22 de Abril. Por essa altura, o socialista de serviço na AR, Afonso Candal, aproveitou aquelas declarações para desafiar os sociais-democratas a explicar "quais são os problemas" que justificam uma revisão da lei fundamental, questionando se o objectivo é privatizar a saúde e a segurança social e promover os despedimentos. "Teremos tempo para saber quais são as propostas e em que é que a Constituição da República Portuguesa cria entraves à verdadeira agenda que o PSD tem", afirmou Candal. Começa a perceber-se porque é que Afonso Candal abandonou as funções no Parlamento. Por motivos pessoais, disse, mas "cheira-me" que aqueles pessoais motivos são apenas vergonha pelos servicitos que o mandaram executar... este e muitos outros! Esperemos que outros "envergonhados" lhe sigam o caminho...

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